sábado, junho 30, 2007

FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS


Fogueira de S. João.












Noite de S. João

Dia 23 de Junho de 2007

Véspera do dia de S. João. Noutros tempos acendiam-se, nalguns largos ou ruas da nossa aldeia, as fogueiras de rosmaninho, com que os jovens se divertiam, saltando passando sobre o fumo que delas ascendia.
Era uma alegria, para a mocidade.
O cheiro ao rosmaninho queimado pairava no ar durante grande parte da noite.
Ainda que essa tradição se mantenha, como nos ilustra a imagem, outros convívios passaram a fazer parte do início da festa.

Há alguns anos que, pelo que BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apurou, um grupo de moradores do Bairro da Eira, em Beijós decidiram criar o seu próprio convívio no largo junto aos muros da casa do Nosso Querido Amigo, que Deus lhe fale na Alma, António Marques, em frente ao pinhal da vinha da eira. Aí acendiam uma fogueira, para fazer brasas onde assavam a sardinha para o jantar. Juntavam-se os respectivos familiares, trazendo consigo algum vinho, para acompanhar a sardinha, na refeição.

Boa iniciativa esta, porque de ano para ano este jantar vem sendo publicitado e, consequentemente, tem vindo a juntar, entre alguns curiosos que, espontaneamente, acabam por se associar, muitos amigos, o que, orgulhosamente, se mantém.

Tudo bem! O Outeiro do Moinho, no canto do Vale da Loba, procurou seguir-lhes os passos. As pessoas deste e dos Bairros vizinhos, como o da Tapada, passaram a juntar-se e a organizar naquele canto de Beijós, também o seu próprio convívio, que mantêm esporadicamente. Vê-se que os extremos, Nascente e Poente, de Beijós procuram organizar-se para conviver.

Todavia, há três ou quatro anos para cá que as comissões das festas de S. João Baptista passaram a organizar um convívio mais abrangente, que contempla toda a população de Beijós e seus amigos, mesmo forasteiros, que se queiram associar às festas.
Começaram pela feliz ideia de distribuir os tremoços e o vinho aos viandante e quase de porta-a-porta, pela aldeia. Iniciativa inédita, muito bem pensada que tem merecido o melhor acolhimento das populações.

Será bom aqui relembrar que todas as iniciativas são bem acolhidas, desde que haja meios financeiros para as realizar condignamente.
Tudo dependerá e muito bem se assim é, dos fundos que a comissão das festas possa reunir.
Claro que não poderemos exigir das pessoas que façam grandes festas, se não houver forte contribuição de todos os Beijosenses.
Não podemos aceitar que, quem quer que esteja na comissão das festas, as faça à sua própria conta. Isso não seria justo, quando a festa é de todos os Beijosenses e quando todos são beneficiados.

Este ano, 2007, os mordomos, somente dois, organizaram-se de tal forma que, conseguiram brilhar e elevar mais alto o nome de Beijós.
Será inteiramente justo que devolvamos aos Mordomos, Victor e Pedro, alguma das alegrias que com a sua coragem e dedicação eles conseguiram proporcionar aos seus conterrâneos. Seguramente que eles estarão super satisfeitos por terem conseguido os seus objectivos, mas também toda a população de Beijós lhe estará extremamente grata, o que é de inteira justiça, pelo brilho que as festas de S. João tiveram.

Senão vejamos:

Quando me preparava para encher um garrafão de água no nosso chafariz, para me ir juntar a um grupo de amigos, fui surpreendido pela música de uma aparelhagem sonora, instalada sobre uma vedação de verdura, com ramos de acácia-preta, vulgo Austrália, que servia de cobertura ao reboque de um tractor agrícola, que circulava na Rua Abade Pais Pinto, do Areal para a ponte do povo, já na fronteira do Areal com o Bairro da Ponte.
Sobre a máquina de tons brancos e vermelhos, viajavam, além do tractorista, três ou quatro pessoas.
Desfraldava uma bandeira nacional, erguida por um dos viajantes, que a balançava de um para o outro lado.
Confesso que nunca assisti à distribuição dos tremoços. Foi coisa que nunca me motivou a curiosidade, por considerar uma tarefa somenos.
Naquele momento, parei para observar o que se estava a passar com aquele tractor, pensando muito seriamente que seria uma passagem de publicidade para as festas que se iniciavam.
Ao verem-me, os mordomos saltaram do tractor e dirigiram-se-me, amavelmente, a oferecer tremoços.
Boa surpresa, porque eu sempre pensei ver a tremoceira, com o seu carro de mão, como habitual, a distribuir os tremoços pelas ruas, mas afinal isso tudo estava devidamente organizado e controlado pelos mordomos responsáveis.
Conversei com eles, confessei-lhe a surpresa e aceitei ver o arranjo do reboque do tractor. Desloquei-me para a retaguarda do reboque e tive maior surpresa com o cenário que se me apresentou: Na traseira da carroçaria, à direita, uma banheira metálica, cheia de água fresca, com uma torneira no cimo, no lugar onde havia de ser colocado o respectivo raro. Atrás da banheira, encima de um cavalete, um barril de madeira com o vinho, em cuja torneira estava ligada uma mangueira ou tubo de borracha, o qual, passando por dentro da banheira e mergulhando na água fresca com gelo, ligava à outra torneira que já referi, do raro da banheira, para que o vinho, tirado desta última torneira, chegasse fresquinho ao consumidor.
Ao lado da banheira, uma gamela rectangular que continha os tremoços, de onde a Maria da Conceição Borges ia servindo as pessoas que aparecessem. Apesar da surpresa e de me ter apanhado desprevenido, sem vasilha, nem saco para levar os tremoços, a Quitas do Silvério, como é conhecida, mesmo vendo que ia ficar sem copo para servir os tremoços, tomou a iniciativa de mo entregar cheio a transbordar. Preparou-se logo para me encher também um copo de tinto, tirado da torneira da banheira.
Atrás da Maria da Conceição Borges estava a sua prima Fernanda que, pelo que me apercebi, ajudava a servir os tremoços e o vinho.

Enfim!
Anunciavam, realmente, um serão de festa rija em Beijós.
Que são convívio entre os beijosenses se adivinhava.
Àquela hora, cerca das 20,00 h, já as pessoas se movimentavam, para se reunirem na sala de visitas de Beijós, o recinto das festas, debaixo das Carvalhas.
Também estava convidado para me apresentar naquele recinto das festas, onde serviram sardinha de graça a quem aparecesse.
Havia surpresa!
Sim! A surpresa que os mordomos anunciavam nos respectivos prospectos.
Um porco inteiro a rebolar sobre o carvão incandescente, para assar.
Comeram-se as sardinhas, beberam-se muitas bebidas, estas de acordo com a vontade de cada um, que tinha que as pedir em separado.
Porém, a carne do porco no churrasco, só chegou muito mais tarde, para garantir o prolongamento, até altas horas da noite, daquele são convívio.
Quem visitou Beijós nesse serão, terá tido ceia maravilhosa e light por conta das festas.
Como é salutar ver os habitantes de uma aldeia reunidos para conviver.
Pessoas que, há tantos anos que se não viam, forasteiros que vinham ver dos amigos, conseguiram confraternizar, por uns instantes, naquele salutar ambiente de festa.

Havia muitos voluntários para trabalhar.Toda a gente demonstrava ansiedade de ser prestável e dar a sua ajudinha, mas os Mordomos da Festa o Victor e o Pedro, que não arredaram pé, terão tido o maior sacrifício, pois além de terem promovido tão faustoso repasto e proporcionarem aqueles encontros dos Beijosenses com os familiares e amigos, supervisionaram todo o movimento, garantindo que tudo, harmoniosa e disciplinadamente, decorresse sem sobressaltos.

Mereceram bem o carinho que lhe foi dispensado.
Garantidamente que os Beijosenses lhe irão ficar gratos por muito tempo.
Temos que enaltecer todos os préstimos que eles dispensaram para que Beijós brilhasse mais uma vez.
Gostei de observar a surpresa demonstrada nas populações das aldeias vizinhas, quando tomavam conhecimento da sardinhada servida de graça em Beijós, na noite de S. João.
Muito bom exemplo que Beijós talvez deixe, para todas as aldeias do concelho e até do Distrito de Viseu.
Prevalece, desde há séculos da História de Beijós, o sangue beijosense que continua a correr-nos nas veias com o mesmo brio e dedicação de outrora, na arte de bem receber.
Esta tarefa, enraizada em cada um de nós, irá perdurar seguramente, enquanto houver homens empreendedores e com tamanhas iniciativas como as reveladas pelo Victor e pelo Pedro.

O nosso profundo agradecimento com um forte BEM-HAJA, para ambos!
Com vontades assim, Beijós será para sempre... Beijós!
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Que este espírito se eternize na consciência das Comissões vindouras!
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By Willoughby

quinta-feira, junho 28, 2007

FESTA DE S. JOÃO BATISTA DE BEIJÓS




Beijós engalanou-se para realizar a festa do seu Padroeiro, S. João Baptista, no dia 24 de Junho.























Ao chegar à nossa Aldeia, todo o ambiente era de festa, com as suas ruas enfeitadas.































Os andores das imagens que enquadraram a Procissão, colocados lado a lado, brilhante e harmoniosamente ornamentados com flores naturais de cores a condizer com os respectivos mantos.









S. João Baptista, do alto do seu pedestal, inspira confiança a todos os seus devotos.

Deixou que todo o público ocupasse o seu lugar, ladeando as imagens de todos os outros Santos que o antecediam, para ser ele a encerrar o cortejo.


Santo António também esteve presente....






























acompanhando de perto as Nossas Senhoras da Conceição e de Fátima e







o Sagrado Coração de Jesus.
















O Mártir S. Sebastião iniciou o desfile.


























Foi uma festa maravilhosa. Valeu o sacrifício dos dois únicos mordomos.
O Victor Peixeira
e o Pedro Peixeira deram o seu melhor e conseguiram todo o brilho que esta festa necessitava.









Parabéns pela sua postura e por tudo o que fizeram para que Beijós brilhasse mais uma vez.











Como foi bonito, na hora da despedida, a multidão que enchia a Igreja, agradeceu todo o seu esforço, aplaudindo com palmas no momento em que foi enaltecido o seu trabalho pelo Sr. Padre José Júlio.














Muito bom!
Brilhante!

Não há outros adjectivos para classificar e enaltecer a forma como estes nossos conterrâneos se organizaram.











Eles foram incansáveis. Não descuraram um só momento o seu trabalho em cada passo da festa.
















Estiveram sempre presentes, em tudo.


































































































































Esta Festa perdurará, durante muitos anos, na memória de todos os Beijosenses.

Parabéns!

Também não deixaremos de enaltecer os festejos e os convívios do dia 23 de Junho, os quais oportunamente também merecerão o nosso destaque.

quarta-feira, junho 20, 2007

5 - CULINÁRIA - Feijoada de Chocos à Willoughby

INGREDIENTES:

Feijão branco
Chocos pequenos limpos, congelados
Cebola
Alhos
Louro
Salsa
Aipo
Coentros
Cominhos
Noz Moscada
Pimenta
Piri-piri
Pimentão doce
Tomate, natural ou calda
Caldo de peixe
Azeite
Sal
Arroz branco (opcional)
Saladas (de alface, tomate ou outras).
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PREPARAÇÃO:
O feijão seco deve ser posto a demolhar de véspera.
Cozem-se os feijões, somente com algum sal.
Num tacho, em separado, pica-se a cebola e alguns dentes de alho, adicionando azeite, algumas folhas de louro inteiras, um ramo de salsa e outro de aipo picados, 1 ou 2 cubos de caldo de peixe, uma colher de café de cominhos ou q.b., uns pós de noz moscada q.b., uns grãos de piri-piri q.b., um pouco de pimenta e pimentão doce e tomate q.b. .
Vai ao lume, para cozer todos estes ingredientes, acrescentando-se com um pouco de água da cozedura do feijão, para evitar o refogado.
Depois de feito o caldo obtido da cozedura dos referidos ingredientes, juntam-se-lhe os chocos congelados.
Deixa-se ferver, até cozer os moluscos, em lume brando, para que possam tomar algum sabor, lentamente.
Depois dos chocos cozidos, juntam-se-lhe os feijões, deixando ferver por alguns minutos, temperando de sal q.b..
Depois retira-se do lume e pica-se por cima do tacho, sem mexer, um ramo de coentros e serve-se.

Separadamente, em água simples com sal q.b., coze-se um pouco de arroz branco, que, seco, pode ser servido no prato.

SERVE-SE:

- A feijoada;
- Arroz branco (opcional);
- Salada.

VINHOS:

Branco, de preferência, como manda a tradição, para o peixe.
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Bom apetite!:-))
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Nota: Segundo reza a história o feijão branco contém propriedades que fazem emagrecer.

sábado, junho 16, 2007

9 – ACULTURAÇÃO – Apresentações

Nos contactos sociais de todos os dias, as apresentações são raramente feitas de forma cerimoniosa, mas é importante que sejam feitas correctamente.
É necessário referir que as apresentações devem ser feitas com tacto e segurança.
Não se deve hesitar no caso de ser preciso pedir às pessoas que repitam os nomes, tanto à pessoa que faz as apresentações como às que foram apresentadas.
Também não é indelicadeza fazer soletrar um nome estrangeiro difícil de fixar, se fizermos esse pedido discretamente, depois de a pessoa ter sido apresentada.

A personalidade dos indivíduos também é apreciada pela facilidade com que fazem acompanhar uma apresentação de algumas palavras amáveis, que facilitam um primeiro contacto.

Uma regra básica e fundamental exige que se apresente sempre o homem à mulher, um inferior a um superior, um empregado a um chefe.
Digamos, para facilitar as coisas, que o nome da pessoa a quem se apresenta outra é o primeiro a ser pronunciado.

Veremos um pouco mais adiante os casos particulares que dizem respeito às apresentações oficiais. Mas, de momento, daremos novamente alguns exemplos da correcta formulação das apresentações.

»»»» Paulo Rodrigues entra em casa e encontra a mulher a falar com duas senhoras que ele não conhece.
> A sua mulher, Teresa, dirá simplesmente: “Sr.ª D. Luisa Antunes, Sr.ª D. Fernanda Valadas, o meu marido, Paulo”.

»»»» Outra maneira igualmente correcta seria Teresa avançar em direcção ao marido e, segurando-o pelo braço ou pela mão, conduzi-lo junto das senhoras, dizendo:
“Paulo, gostava de te apresentar a Sr.ª D. Luisa Antunes e a Sr.ª D. Fernanda Valadas”.

> Repare-se que em ambos os casos o homem foi apresentado às mulheres.

Na intimidade, as pessoas podem ser apresentadas utilizando-se expressões como: “Conhece?” ou “Já se encontraram antes?”
> Mas cuidado! Teresa Rodrigues dirá: “Paulo, já conheces a Sr.ª D. Luisa Antunes?”, e não: “Sr.ª D. Luisa Antunes, já conhece o meu marido?” O que significa: Paulo já foi apresentado à senhora?

»»»» Se um homem leva a sua casa um cliente importante, poderá dizer: “Sr. Sousa, gostaria de o apresentar a minha mulher.” Se é um colega: “Teresa, o meu colega Pedro Silva; Pedro, a minha mulher.”

»»»» Um marido ou uma esposa nunca deverão apresentar o seu cônjuge empregando a expressão SENHOR ou SENHORA , mas sim O MEU MARIDO ou A MINHA MULHER”. E nunca...A MINHA SENHORA.

»»»» A mesma fórmula é aplicada para os outros membros da família.
> Apresenta-se: “A minha irmã Joana, o meu irmão Mateus”.
> Se Joana for casada, diz-se: A minha irmã, JOANA DUARTE”.
> Dir-se-á: “A MINHA CUNHADA, Sr. Emílio Esteves“; “O meu cunhado, Carlos Pinto”.

> E apresentando-se sempre o homem à mulher.

»»»» Também as crianças entre a idade da razão e a maioridade são apresentadas. Diz-se: ”O meu filho Tiago, a minha filha Anita”. Ou, se se tratar do filho de uma pessoa que nos visita, dir-se-á: “Filipe” o filho dos Neves, ou “o filho dos nossos amigos Neves”.

»»»» Quando se apresentam os sogros, pode-se dizer: “A mãe de Paulo, Sr.ª Rodrigues”.
> É mais agradável do que dizer: “ A minha sogra, Sr.ª Rodrigues”.
> Mas ambas as fórmulas são correctas.
> É uma questão de sentimentos.

»»»» Ao apresentarmos uma tia, dizemos: “Tia Suzana, Pedro Leima. Pedro, a minha tia Sr.ª Mendes”.

»»»» Quando se apresenta um casal, diz-se: “O Sr. E a Sr.ª Vieira”, e não “ A Sr.ª e o Sr. Vieira”.

»»»» As fórmulas “ENCANTADO” e “MUITO PRAZER EM CONHECÊ-LO” continuam a ser usadas. A tradução do inglês “HOW ARE YOU?” (Como está) é menos flexível e só deveria ser admitida vinda de uma pessoa hierarquicamente muito superior.
> As expressões “bom dia” ou “boa noite” também são originárias do inglês e não exprimem grande coisa.
> Já não falo na expressão “Olá”. A desenvoltura desta expressão só é admissível entre jovens, e mesmo entre eles dever-se-ia cultivar a prática das boas maneiras, o que não elimina em nada a boa camaradagem.

»»»» Não é necessário entabular uma conversação imediatamente a seguir à apresentação, mas ainda aqui será o grau de à-vontade daquele que apresenta que motivará a conversa subsequente.
> Pode trocar-se um aperto de mão na altura da apresentação, mas não é obrigatório, sobretudo se se está numa grande recepção.
> Na intimidade há habitualmente troca de apertos de mão.
> Como já foi dito, compete à mulher ser a primeira a fazer esse gesto.

»»»» As apresentações de que falámos fazem pressupor que os participantes estão de pé.
Se estiverem sentados, como proceder?

»»»» De um modo geral, um homem deve sempre levantar-se quando lhe apresentam uma pessoa de um ou outro sexo.
> Se se estiver inválido ou gravemente doente poderá deixar de o fazer.
> Uma mulher fica sentada quando lhe apresentam uma pessoa de um ou outro sexo.
> Contudo, se se tratar de uma senhora muito mais idosa, levantar-se-á.
> Se se trata de um velho, poderá não o fazer, mas o gesto de se levantar é sinal de uma cortesia simpática.
> Em ambos os casos, uma rapariga levantar-se-á sempre.

»»»» Não devemos fazer um bicho-de-sete-cabeças de todas as regras de boa educação.
> Em diversas circunstâncias será preciso usar de discernimento e de tacto.
> O local, a atmosfera, o ambiente, condicionam geralmente o nosso comportamento e o hábito de um elegante à-vontade adquire-se facilmente se prestarmos um pouco de atenção.

»»»» Podemos apresentar-nos a nós próprios?
> Antigamente, a questão nem sequer se punha.
> Podia passar-se toda a vida a encontrar uma pessoa na rua e nunca lhe dirigir a palavra se não fossem feitas apresentações oficiais.
> No nosso tempo, a vida profissional e a vida pública obrigam-nos a apresentarmo-nos a nós próprios, seja numa reunião muito numerosa, num local público, ou num congresso onde os delegados de diversas cidades se encontram pela primeira vez.
> Mas uma mulher evitará apresentar-se a um homem, excepto se se tratar estritamente de uma questão de trabalho, como, por exemplo, se ela se apresentar a um director de uma empresa ou a qualquer outro administrador comercial ou profissional.
> Fora do plano profissional, um homem pode apresentar-se, quando de um breve encontro de acaso.

> > Mas será permitido recusar este género de apresentações?
> Só o é por parte da mulher.
> O homem nunca o poderá fazer.

»»» É importante que nunca se deixe tentar pelo jogo de nomes falsos.
> O mundo é pequeno, e esse é um jogo que lhe pode vir a pregar desagradáveis partidas.
> Uma mulher nunca revela o seu nome a um homem desconhecido, excepto em circunstâncias muito especiais.

»»»» Dentro da mesma ordem de ideias, é necessário dizer uma palavra sobre a questão da conversa entre estranhos, seja no comboio ou no avião, seja num hotel, restaurante ou lugar público.
> Desde que se observe a necessária prudência, nada se opõe a que se troquem algumas palavras com um companheiro de viagem, sobre a temperatura ou sobre um acontecimento do dia. Mas a conversa deverá ficar por aí e é preciso compreender que não é a melhor altura para contar as proezas das crianças, as pequenas questões conjugais e as intrigas do escritório.
> Também não é questão de se apresentarem um ao outro. Separam-se com um "BOM DIA" ou um "BOA TARDE", e é tudo.

»»»» Também não é conveniente que as jovens se deixem levar pela tradicional frase: "PARECE-ME QUE JÁ A ENCONTREI EM QUALQUER LADO ..."; é uma frase desajeitada e idiota e ninguém deveria utilizá-la.
> Um homem inteligente pode encontrar qualquer coisa mais original para solicitar o favor de uma conversa com uma estranha.
> E uma mulher deverá aceitar esta troca de palavras com reserva e prudência, sejam quais forem as circunstâncias.

»»»» É possível que alguns leitores digam que estas regras são demasiado rígidas para o nosso mundo moderno.
> Mas, como já dissemos, pretendemos, antes de tudo, divulgar um conjunto de conselhos que visam a arte das boas maneiras.
> Os movimentos de libertação da mulher contribuíram muito para transformar os modos de vida em todos os países e certos gestos de camaradagem são admissíveis desde que não ultrapassem os limites do bom gosto, regra imutável entre pessoas civilizadas.

»»»» Acrescentemos, para concluir, que não devemos abusar dos títulos nas apresentações, excepto se se tratar de um membro da nobreza ou de um licenciado por uma faculdade, caso em que se diz "Doutor" ou "Professor".
> Quando é o próprio que se apresenta, estes títulos desaparecem e só enuncia o nome próprio e o apelido.

»»»» Também é de evitar que a conversa seja enfeitada com expressões como "Senhor Engenheiro" ou "Senhor Professor".
> No fim de contas, elas não referem mais que nomes de profissões ou de ofícios, e não a identidade de um ser em particular, possuidor de um nome que lhe é próprio.

By MFJ/Willoughby

quarta-feira, junho 13, 2007

A HORTA DA SAUDADE

HORTA DA SAUDADE


Olhar o passado?














Um pouco por todo o País, junto das grandes cidades, é normal verem-se pedaços de terrenos divididos com sebes, demarcando e protegendo pequenas hortas.
Normalmente, esses pedaços de terreno são cultivados por pessoas que trabalharam nos campos, até à idade adulta. Poderão não retirar dessa horta muitos alimentos, mas além de terem o prazer de cultivar alguma couve, batata, cenoura, feijão verde ou a alface que comem, nessa minúscula parcela de terreno, as pessoas acabam por dar continuidade a uma primeiro profissão que tiveram e dela matar saudades, apesar do sacrifício que, outrora, passaram.



Serve-lhe de óbice na ocupação dos tempos livres.






A proximidade, o contacto com as plantas e o lidar com elas no dia-à-dia traz-lhe saúde e bem estar. Além disso as pessoas fazem alguns exercícios físicos que muito as beneficia.
As plantas dão-nos energia.

terça-feira, junho 12, 2007

VISEU SENHORA DA BEIRA

VISEU SENHORA DA BEIRA
(Fado)
Viseu,
Senhora da Beira
Eternamente bonita
Fidalga e sempre romeira
D'uma beleza infinita;

Numa das mãos o rosário
Na outra o fuso a bailar
Ao longe a voz do Hilário
Cantando um fado ao luar.


Refrão

Viseu,
Linda cidade museu
Onde Grão-Vasco nasceu
O génio de pintor nato
Alvor do Lusitano valor
Desse genial pastor
Que se chamou Viriato.


Viseu,
Das serras erectas
Como castelo vulqueiro
A musa d'alguns poetas
Como foi Tomás Ribeiro;

Ai como eu gosto de vê-la
Branca de neve e até
Sulcando a Serra da Estrela
De tamanquinha no pé.

Refrão
(...)

By Graciano/Willoughby

segunda-feira, junho 11, 2007

8 – ACULTURAÇÃO – Fórmulas de tratamento

Todos temos um apelido, um nome próprio e um título:

Senhor
Senhora
Menina.

Como deveremos servir-nos destas fórmulas de tratamento nos diferentes contactos humanos?

Alguns exemplos ilustrarão melhor este comportamento:

O Sr. e a Sr.ª Paulo Rodrigues estão em casa. A Sr.ª Rodrigues chama-se Teresa.

Batem à porta. A visitante vem recolher fundos para uma conhecida obra de caridade.
“Bom dia, minha senhora”, diz Paulo Rodrigues.
A senhora expõe aquilo que pretende.
“Já contribui no meu escritório, mas tenho a certeza de que a minha mulher também quererá participar. Espere um instante, por favor, vou chamá-la. Teresa, podes vir cá abaixo, se fazes favor?”

Alguns momentos depois de a senhora se retirar batem outra vez à porta. Paulo vai novamente abrir. Um homem de fato de trabalho anuncia imediatamente: “Venho por causa da televisão”.
“Bom dia senhor, responde Paulo Rodrigues. “Entre! A minha mulher está justamente na sala; faça favor de descer”

Enquanto a Sr.ª Rodrigues está junto do técnico da televisão, o telefone toca e Paulo atende. É um amigo do jovem casal que os convida para jantar no dia seguinte.
“És muito amável “ diz Paulo Rodrigues. “Tenho a certeza de que isso vai agradar à Teresa. Neste momento ela está ocupada. Vou falar com ela e telefono-te daqui a pouco.”

Estas três cenas representam a aplicação de duas regras de boa educação:
> Ao referir-se a sua mulher, Paulo Rodrigues chama-lhe Teresa, quando fala ao amigo;
> E diz minha mulher ao técnico que vem fazer uma reparação e a uma desconhecida que vem receber donativos.

O mesmo relativamente a Teresa quando fala de seu marido:

> Durante uma conversa, Teresa Rodrigues dirá Paulo diante da família, dos amigos íntimos ou de pessoas das relações de ambos;
> E o meu marido quando fala com estranhos que não fazem parte do seu círculo habitual de relações e perante todas as pessoas que lhe prestam serviços ou executam trabalhos, quer seja em casa, quer no jardim, no carro, etc.
> Só com empregados domésticos uma esposa dirá o senhor quando se refere ao seu marido e este a senhora ao referir-se à sua mulher.

Sejam quais forem os títulos, os graus universitários ou as qualificações de um dos cônjuges, o outro não tem qualquer direito a eles nas fórmulas de tratamento com as quais as pessoas se lhe dirigem ou na sua assinatura. Deste modo:
> Se Paulo Rodrigues for médico, Teresa não é a Sr.ª Dr.ª Rodrigues. O emprego desta forma de tratamento é de mau gosto.
> Ao telefone, para qualquer fornecedor, é a Sr.ª Paulo Rodrigues. Para os amigos será Teresa Rodrigues.

Uma mulher que conserva o seu emprego depois do casamento pode manter o seu nome de solteira se a sua carreira está estabelecida ou simplesmente se assim for mais conhecida.

Fala-se da utilização dos apelidos do marido e da esposa ligados por um traço de união como apelido de família, mas é pouco provável que a ideia se generalize rapidamente, por forma a fazer cair em desuso as regras de etiqueta tradicionais acima enumeradas.

Por MFJ/Willoughby

domingo, junho 10, 2007

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

No dia 09 de Junho de 2007, em Viseu

Faleceu FRANCELINA DA CONCEIÇÃO PAIS, de 78 anos de idade, de Beijós.

Foi sepultada no dia 10 de Junho, no Cemitério Paroquial de Beijós.

» BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

PEREGRINAÇÃO DAS CRIANÇAS A FÁTIMA

> Em 9 e 10 de Junho de 2007, realizou-se a tradicional peregrinação das crianças ao Santuário de Fátima.
> Deslocaram-se ali mais de 25.000 crianças, enquadrando a sua festa nas comemorações do 90.º Aniversário das Aparições.












*DEUS
IRMÃOS
"SIM"
DEUS*
























"Sou do Céu"
"A Senhora do Rosário"












O Momento da Comunhão, como sempre, Ponto Alto da Eucaristia









"REZAI O TERÇO TODOS OS DIAS"

sexta-feira, junho 08, 2007

BAIRROS DE BEIJÓS - Lugar d'Além


< É o bairro mais antigo da nossa Aldeia.









> Pelos vestígios encontrados, Beijós terá tido aqui o seu berço.
> As suas ruas são estreitas.
> Nalgumas casas graníticas, predomina a pedra roliça, pouco trabalhada.
> Podendo por-se a hipótese de os primeiros habitantes da Aldeia se terem fixado nas Chãs, é certo que ainda existem algumas casas, velhinhas, em ruínas, no Outeiro da Grainha, que foram habitadas até há poucos anos.
> Poderemos atribuir ao Ribeiro da Azenha, a motivação dos beijosenses, para descerem ao Vale, onde a vida era mais favorável, porque as águas deste ribeiro, fertilizavam, naturalmente, as suas margens.
> Aqui existiu uma Rua, caminho ou Estrada, que, em tempos muito remotos, servia de ligação entre os concelhos de Currelos e Aguieira. Segundo consta, essa ligação seria feita pela azenha, alto do Picoto, onde, apesar de abandonado, por ser de difícil acesso, ainda são visíveis fortes vestígios desse caminho, pela sua largura e pelos socalcos/trilhos das rodas dos carros puxados por animais gravadas nas pedras.
> Existe ainda o arco, na actual Rua do Arco que servia de ligação pela actual Rua de S. João, seguindo para o já referido caminho, para azenha/picoto ( outrora, Estrada da Aguieira).
Neste Bairro encontramos:
> A Casa Senhorial de Beijós, abrasonada de canto (que oportunamente divulgaremos);
> A Capela da Senhora das Areiras, propriedade de particulares; cuja edificação se encontra em péssimo e tende em degradar-se.
> Aqui também poderemos encontrar a Casa onde Nasceu ANGELINA DE SOUSA MENDES, esposa do Cônsul de Bordéus (anos 1939-45), Aristides de Sousa Mendes.
> Mais recentemente, um Beijosenses, Sr. Arnaldo, emigrante no Brasil, mandou construir um belíssimo palácio, com curiosa decoração de granito, com as vieiras e as losangulares mezzanines a enriquecer a sua fachada, propriedade de particulares.


< Alpendrada com a Capela da Senhora das Areias de sumptuosa pedra de armas.










< Esta casa, que parece abençoada com a Divina Luz, berço de Angelina de Sousa Mendes.


< Palácio com curiosa decoração de granito, as vieiras e as losangulares mezzanines a enriquecer a sua fachada.





Nota: Muitas coisas há neste Bairro, que nos motivarão a divulgar em próximos posts.

quinta-feira, junho 07, 2007

DIA DO CORPO DE DEUS

> Comemora-se hoje o dia de Corpo de Deus

> Um pouco por toda a parte, no nosso País, sendo feriado Nacional, este dia foi comemorado com grande solenidade, pelos cristãos!

> Para melhor compreendermos o significado deste dia, vejamos um pouco da sua História:



"História da Solenidade do Corpo de Deus

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.

A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1)."

(By Agência Ecclesia)

terça-feira, junho 05, 2007

2 - FAMÍLIA

Tendo em atenção a importância da família na sociedade, vimo-nos tentados a voltar a este tema por verificar que os comentários que, outrora, foram efectuados poderão de alguma forma trazer alguns ensinamentos e talvez possam motivar alguma reflexão, senão vejamos:-

"mapa disse...
Conceito de Família:
> Conjunto de pessoas que vivem em comum sob o mesmo tecto.
> Pessoas do mesmo sangue.
> Descendência.
> Linhagem.
28-02-2007 11:12"
----------------
"Will disse...
FAMÍLIA:
É um núcleo de pessoas ligadas entre si por um elemento de carácter biológico: a união de sexos, a procriação ou a descendência de um tronco comum (A. Varela, Dir. da Família, 1980-30);
FAMÍLIA:
Em sentido lato
> São as pessoas ligadas por consanguinidade;
Em sentido restrito
> Os cônjuges e a prole (Descendência; Progénie; Os filhos);
(Leib Soibelman. Dic.Geral Dir., ed., Brasil., 1.º - 271).
FAMÍLIA-LINHAGEM:
É a sequência de gerações, baseada na filiação (N.Espinosa Gomes da Silva, in Reforma do Código Civil, 1981, 59.
Nota: Após o D.L. 496/77, passou-se da Família-linhagem, para família nuclear ou conjugal. O cônjuge concorre agora com descendentes e ascendentes.
28-02-2007 14:53"
--------------
"Will disse...
FONTES DAS RELAÇÕES JURÍDICAS FAMILIARES:
São fontes das relações jurídicas familiares:
> O Casamento;
> O parentesco;
> A Afinidade;
> A Adopção.
(Dir. da Família, Artº. 1576.º do Código Civil)
28-02-2007 15:06
---------------
"Will disse...
Parentesco:
É o vínculo que une duas pessoas, em consequência
> De uma delas descender da outra;
> Ou de ambas as pessoas precederem
de um progenitor comum.
(art.º1 578.º do Código Civil)
Elementos de parentesco:
Determina-se pelas gerações que vinculam os parentes um ao outro:
> Cada geração forma um grau;
> A série de graus constitui a
linha de parentesco.
(art.º 1 579.º do Código Civil)
Obs. GERAÇÃO:
> Função pela qual um ser organizado produz outro da mesma espécie;
> Acto de ser gerado;
> Procriação;
> Grau de filiação;
> Linhagem;
> Ascendentes e descendentes de uma
pessoa;
> Conjunto de pessoas da mesma
época;
> Tempo médio da duração da vida
humana;
(...)
28-02-2007 15:33"
--------------
"Will disse...
LINHAS DE PARENTESCO:
Linha recta
>> Quando um dos parentes descende do outro (pai, filho...)
> Pode ser descendente ou ascendente:
a) - Descendente > quando se considera como partindo do ascendente para o que dele procede (pai > filho);
b) - Ascendente > Quando se considera em sentido oposto, do descendente para o ascendente (filho > pai)
Linha colateral
>> Quando nenhum dos parentes descende do outro, mas ambos procedem de um progenitor comum (irmãos...)
(art.º 1580.º do Código Civil)
04-03-2007 16:43"
--------------
"MAPA disse...
A FAMÍLIA ATRAVÉS DOS TEMPOS:
A Família
Meu pai trabalha desde manhã até à noite, para que em nossa casa não falte o pão nem o conforto. Minha mãe cuida dos arranjos da casa. Mas os principais cuidados e desvelos dos meus pais são para os seus filhos, a quem eles criam no amor de Deus e da Pátria. Meu pai, minha mãe e os meus irmãos são a minha família. Vivemos todos debaixo do mesmo tecto e rezamos as mesmas orações; comemos do mesmo pão e aquecemo-nos à mesma lareira. Quando algum de nós faz anos, é dia de festa em nossa casa; tudo anda alegre e satisfeito. Se alguém da minha família adoece, todos ficamos tristes e cheios de inquietação, porque todos somos unidos como se fôssemos uma só pessoa e nos confundíssemos numa só alma. Mas a nossa família não são só as pessoas que vivem no nosso lar. Nossa família são também todas as pessoas que têm o mesmo sangue: são também os nossos avós, os nossos tios, os nossos primos. Mais do que isso. A nossa família não compreende só as pessoas que hoje vivem. Todos os nossos antepassados, todos aqueles de quem descendemos, assim como todos aqueles que nos hão-de suceder, constituem, juntamente connosco, os elos de uma longa cadeia, ligada pelos laços, do afecto e até do interesse."
__________________________ 2.ª Classe nos anos 50/60do Século XX.
"A Família
A família é formada por indivíduos unidos pelo parentesco. O pai e a mãe constituem o centro da família, que tem como base o casamento. Os indivíduos da mesma família encontram-se ligados por um profundo sentimento de amor, nascido dos laços do sangue e da vida comum. O amor paternal, maternal e ainda fraternal, existentes, mais ou menos, em todos os animais superiores, adquirem na família humana uma grande força moral, e garantem a união espiritual da família. É da boa ou má constituição da família, das garantias e dos direitos que perante a sociedade ela goza, que depende a força moral e o progresso das nações. O Estado Português assim o reconheceu; por isso, a família, no nosso país, é protegida por leis sábias e justas. A Constituição Política da Nação estabelece que o Estado assegura a constituição e defesa da família e a considera como a base da educação, da disciplina e da ordem social. Esta orientação política, que assim, protege e defende a família, tem sido adoptada por outros países. Mas o amor é o laço forte que verdadeiramente une os membros da mesma família; é ele que faz com que cada família conserve através das gerações uma certa personalidade moral. E não esqueçamos o que escreveu um legislador há mais de século e meio:"Ninguém é bom cidadão, se não for bom filho, bom pai, bom irmão. bom amigo e bom esposo."
Na Família, o chefe é o Pai; na Escola, o chefe é o Mestre; no Estado, o Chefe é o Governo.
Honra em tudo e por tudo teu Pai e tua Mãe. "
_________________________4.ª Classe nos anos 50/60 do século XX.
05-03-2007 14:29"
--------------
Will disse...
CÔMPUTO DOS GRAUS (de parentesco):
Na linha recta
> Há tantos graus quantas as pessoas que formam a linha de parentesco, excluindo o progenitor;
Na linha colateral
> Os graus contam-se pela mesma forma, subindo por um dos ramos e descendo pelo outro, mas sem contar o progenitor comum.
(Art.º 1581.º do CC.)
06-03-2007 11:13"
----------------
"Will disse...
LIMITES DO PARENTESCO:

Salvo disposição da lei em contrário,
> Os efeitos do parentesco produzem-se em qualquer grau na linha recta
> e até ao sexto grau na linha colateral.
(Art.º 1582.º do CC.)
06-03-2007 11:27
----------------
"Will disse...
AFINIDADE:
> É o vínculo que liga cada um dos cônjuges aos parentes do outro.
(Art.º 1584.º do CC)
ELEMENTOS DA AFINIDADE:
> A afinidade determina-se pelos mesmos graus e linhas que definem o parentesco;
CESSAÇÃO DA AFINIDADE:
> A afinidade não cessa pela dissolução do casamento.
(Art.º 1585.º do CC)
06-03-2007 11:36"
---------------
"Will disse...
AFINIDADE EM TERMOS PRÁTICOS:
> Genro/nora, afins de filhos;
> Sogro/sogra, afins de pais;
> Tio do marido/esposa, afins de tio do outro membro.
> Primo do marido/esposa, afins de primo do outro membro.
06-03-2007 11:51"
--------------
"Will disse...
"CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Artigo 36.º
(Família, casamento e filiação)
1. Todos têm o direito de constituir família e de contrair casamento em condições de plena igualdade. A lei regula os requisitos e os efeitos do casamento e da sua dissolução, por morte ou divórcio, independentemente da forma de celebração. 3. Os cônjuges têm iguais direitos e deveres quanto à capacidade civil e política e à manutenção e educação dos filhos. Os filhos nascidos fora do casamento não podem, por esse motivo, ser objecto de qualquer discriminação e a lei ou as repartições oficiais não podem usar designações discriminatórias relativas à filiação. 5. Os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos. 6. Os filhos não podem ser separados dos pais, salvo quando estes não cumpram os seus deveres fundamentais para com eles e sempre mediante decisão judicial. A adopção é regulada e protegida nos termos da lei, a qual deve estabelecer formas céleres para a respectiva tramitação."
___________________________
> Verifica-se:
"1. Todos têm o direito de constituir família..."
06-03-2007 16:51"
--------------------
"WILL disse...
A FAMÍLIA
Não é fácil dissertar sobre um tema tão sério como este "A FAMÍLIA". Cada cabeça sua sentença e por isso, temos que aceitar que cada pessoa veja a família a seu jeito. Nos tempos que correm, infelizmente, alguns valores da família tendem em desvirtuar-se. A família, como célula principal da sociedade, tem estado a sofrer mutações. Normalmente, perante as dificuldades da vida, marido e mulher têm que trabalhar fora de casa. Este modo de vida restringe de alguma forma a procriação. Os problemas são tantos que, uma grande parte dos casais opta por não ter filhos e outra guarda para mais tarde a decisão de se organizar para os ter. Constituir família e ter filhos é uma grande aventura e não está fácil nos tempos que correm. Os casais que optam por ter filhos devem ser considerados uns verdadeiros heróis. Quando se decidem pelos filhos, além dos valores financeiros que têm que dispor para orientar o lar, têm que prescindir de muitos dos seus privilégios em favor dos herdeiros, senão vejamos:
Noutros tempos, nas famílias portuguesas, o marido trabalhava na sua profissão (...) e a mulher, normalmente, ficava em casa a tratar dos seus afazeres domésticos. A mulher trabalhava da mesma forma, cuidava de si, do marido e de toda a lida da sua casa. Quando os filhos vinham, era ela, mãe, que lhe dispensava todos os cuidados todos os carinhos, de dia e de noite. A mãe olhava com todo o amor pelos seus próprios filhos. Educava-os à sua maneira e transmitia-lhe os valores que tinha recebido dos seus pais, avós e etc. Podia dizer-se que a educação dos seus ancestrais era transmitida de geração em geração. A preocupação do marido, além do carinho e dos cuidados que tinha que dispensar à esposa e aos filhos, porque a ele também lhe competia velar pelo bem estar da família, centrava-se principalmente em a alimentar. O marido tinha que zelar, financeiramente, pela sua casa, para que nada faltasse à mulher e aos filhos. Hoje, a vida está diferente. Normalmente os cônjuges trabalham, ambos têm o seu emprego. Logo pela manhã, bem cedo, têm que se arranjar e preparar os filhos para deixar no colégio ou na ama, que lhes cuida deles enquanto estiverem no trabalho. No trabalho ambos têm uma preocupação constante para saber se os filhos estão bem. No final do dia, correm para casa, para irem buscar os filhos que deixaram nos infantários. Durante a noite, o seu sossego, no seu descanso nunca tem a tranquilidade que necessitam para retemperar forças para no dia seguinte enfrentarem novo dia de tarefas. Os cuidados com os filhos fazem com que haja algum sobressalto, mesmo durante o seu sono. No dia seguinte a história do dia anterior repete-se e é assim durante toda a semana, durante todo o mês, durante todo o ano e anos. Nos fins de semana os filhos são somente dos pais. Os pais, então, cuidam deles em pleno. Cuidam da sua educação, procuram corrigir algumas situações de que necessitem. Durante a semana, pode dizer-se que os pais quase nem têm tempo para olhar para os filhos. Há uma quebra de contacto e, consequentemente, durante a maior parte do tempo, os pais deixam-nos aos cuidados de estranhos, que lhe imprimem maneiras de estar diferentes e diversos modos de educar. É assim a família de hoje. O sacrifício de ser pai/mãe, hoje, é muito maior. O esforço da família é muito mais do que outrora. Por isso podemos dizer abertamente que os pais de hoje, não tendo o apoio de familiares, são verdadeiros heróis. O bem-estar de que poderiam beneficiar, é repartido pelos filhos. Bom será que, apesar de tudo, os filhos aprendam a retribuir aos pais o que deles receberam durante o tempo em que os andaram a criar. Mas, infelizmente, a velhice acarreta outros problemas. Como ambos os cônjuges têm que trabalhar, além do sacrifício para criar os seus filhos, por vezes acrescem também as preocupações com os progenitores, que, tendo atingido uma certa idade, passam a necessitar também dos seus cuidados. Como acontece com as crianças, os velhotes passam a ser entregues em lares, para ai serem cuidados. Infelizmente, nem sempre recebem os melhores carinhos e, alguns deles, são assim depositados, como quem procura libertar-se de coisa velha. Fica para ali, como que num armazém de sucata, até que Deus queira. Outrora, os avós cuidavam dos netos e dos filhos. Estes acabavam por tratar os progenitores até ao seu último dia, em sua casa. Havia forte sacrifício, por vezes, para dispensar aos mais velhos o amor e carinho que eles mais necessitassem na velhice. Afinal, a evolução da vida não oferece somente coisas positivas. Não se preservam os valores ancestrais para os mais jovens, nem se proporciona aos mais velhos aquilo que eles mereceram, enquanto lutaram e organizaram a sua vida e a dos seus descendentes na esperança de contribuírem para a construção de um Mundo melhor.
Por Willoughby
08-03-2007 18:52 "
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4 - CULINÁRIA - Favas com costeletas à Willoughby

INGREDIENTES:
Favas (grão- verde)
Cebola
Alhos
Salsa
Hortelã
Aipo
Coentros
Louro
Pimenta em pó
Cominhos
Cravinho
Piri-piri em grão
Caldo Knorr de carne
Vinagre
Sal
Costeletas de porco
Alface

PREPARAÇÃO:
Num tacho, picam-se a cebola e uns dentes de alho. Coloca um bom ramo de salsa, algumas folhas ou, de preferência, as partes mais tenras da hortelã e picam-se também algumas folhas de aipo. Juntam-se duas ou três folhas de louro, inteiras. Junta-se pimenta em pó, q.b.; Uma colher da chá ou q.b.(conforme a quantidade de alimentos a cozinhar) de cominhos; uns grãos de cravinho, q.b.; Dois ou três grãos de piri-piri (ao gosto); um ou dois cubos de caldo Knorr (de acordo com a quantidade de alimentos a cozinhar). Junta-se-lhe azeite e água.
Vai ao lume para cozer, lentamente.
Quando já estiver cozido este preparado, colocam-se as costeletas de porco, que vão a cozer, em lume brando, também neste molho.
Quando as costeletas estiverem cozidas, retiram-se para um prato (...);
No tacho onde foram cozidas as costeletas e ao respectivo molho, acrescenta-se água suficiente para a cozedura, e junta-se-lhe o grão das favas, que vai ao lume, para cozer.
Quando as favas já estiverem quase cozidas, adicionam-se-lhe uns pingos de vinagre e rectifica-se o sal.
Depois das favas cozidas, retira-se o tacho do lume e pica-se uma ramo de coentros verdes por cima e, de seguida, colocam-se sobre elas, novamente, as costeletas. Tapa-se o tacho e deixa-se assim por alguns minutos, antes de servir.
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Estas favas, por não levarem enchidos, tornam-se mais leves e, por isso, menos prejudiciais à saúde. É de salientar que a falta do chouriço e da morcela são compensados pelas especiarias (os cominhos, a pimenta e o cravinho).

SERVEM-SE:

- Assim, simples;
- É indispensável acompanhar com a tradicional salada de alface cortada como o caldo verde, um pouco mais grossa;

VINHO:- Pode ser acompanhado por um vinho tinto, de preferência da Região do Dão, que deverá ser servido à temperatura ambiente, nunca inferior a 18 graus.
Podemos dar prioridade ao consumo de vinho de Beijós.
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Bom apetite!:))

segunda-feira, junho 04, 2007

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

No dia 04 de Junho de 2007, em Oliveira do Conde

Faleceu BELMIRO RODRIGUES DE CAMPOS, de Beijós, contava 90 anos de idade.

Vai a sepultar no dia 05 de Junho, no Cemitério Paroquial de Beijós.

Pela Alma deste Nosso Irmão, vai ser celebrada Missa de Corpo Presente na Igreja Paroquial da mesma Freguesia, pelas 17;00, seguindo-se depois o cortejo fúnebre.

» BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

No dia 03 de Junho de 2007, em Carregal do Sal

Faleceu NATÁLIA MARIA SILVA, de Beijós, de 84 anos de idade.

Vai a sepultar no dia 05 de Junho, no Cemitério Paroquial de Beijós. Pela Alma desta Nossa Irmã, pelas 17;00, vai ser celebrada Missa de Corpo Presente na Igreja Paroquial da mesma Freguesia, seguindo-se depois o cortejo fúnebre.

> BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

ESPAÇO

Liberdade total, quando nos vimos em pleno ar, suspensos somente por uns fios.

Como é bela a sensação de nada nos prender e podermos manobrar tudo aquilo em que nos apoiamos.

Percorremos o espaço, propulsionados pela gravidade do planeta Terra.

Por uns momentos, enquanto nos encontramos nessa viagem, conseguimos deliciar-nos com tudo o que de mais belo nos fica aos pés.

Sentir o vento a passar por nós velozmente, quase sem nos tocar, dando - nos o prazer de nas suas asas voar.

sábado, junho 02, 2007

3 - CULINÁRIA - Bifinhos de perú com cogumelos à Willoughby

INGREDIENTES:

Bifinhos de perú
Chouriço de carne
Entremeada de porco
Vinho branco
Alho
Louro
Coentros em pó
Pimenta em pó
Pimenta em grão
Caril
Cebola
Pimentos picados
Cogumelos laminados
Salsa
Coentros verdes
Cravinho
Azeite
Sal
Caldo Knorr de galinha
Farinha maizena
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PREPARAÇÃO:

Bifinhos de perú, em quantidade suficiente, para as pessoas que se desejem servir.
Polvilham-se com pimenta branca em pó, coentros em pó, uma colher de chá de caril, alguns dentes de alho cortado aos pedaços, algumas folhas de louro cortadas em pedaços.
Colocam-se a marinar em vinho branco.
Mexer-se muito bem, com as mãos, os bifinhos com todos os condimentos e com o vinho, que os cobrirá completamente.
Colocam-se em local fresco, mesmo no frigorífico, a marinar durante 24 horas antes de cozinhar.

COZINHAR:
Para um tacho, picam-se uma ou duas cebolas e alguns dentes de alho;
Colocam-se alguns pedaços de pimento;\
Algumas rodelas de chouriço de carne e alguns pedaços de entremeada de porco, somente para dar sabor;
Adicionam-se-lhe os coentros verdes, a salsa e os cogumelos (de cogumelos um ou dois pacotes de 250g);
Junta-se-lhe sal q.b., alguns grãos de cravinho ou polvilha-se com um pouco do respectivo pó e um ou dois cubos de caldo knorr, q.b. também;
Coloca-se um pouco de azeite e água ao mesmo tempo**;
Vai a cozer em lume brando.
Quando tudo isto estiver cozido, adicionam-se os bifinhos, mexendo muito bem, para que fiquem envoltos no molho proveniente da cozedura dos condimentos.
Vai-se mexendo com frequência, para que cozam uniformemente.
Aos poucos, vai-se acrescentando o tacho com o vinho em que os bifinhos estiveram a marinar, vazando também ali os dentes de alho, o louro e os restos das especiarias que se encontrarem no alguidar.
Quando já estiverem cozidos, para engrossar um pouco o molho, junta-se-lhe uma solução aquosa obtida, em separado, com a farinha maizena e um pouco de água fria.
_________
**Nota:- Como o refogado é prejudicial à saúde, por aumentar a gordura do azeite, isso fica atenuado com a junção da água, que ferve a menor temperatura, cozendo o azeite e os restantes alimentos, sem lhes alterar as propriedades e os sabores.

SERVE-SE:

Pode servir-se:
- Com arroz de manteiga ou com arroz branco, cozido somente com água pura e sal.
- Com batatas cozidas.
- Acompanhadas de saladas de alface e/ou de tomate, ou com hortaliça cozida.

VINHO:- Pode ser acompanhado por um vinho tinto, de preferência da Região do Dão, que deverá ser servido à temperatura ambiente, nunca inferior a 18 graus.
Tornar-se-á mais apetitoso se for acompanhado pelo vinho produzido em Beijós.
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Bom apetite!:-))