quarta-feira, abril 30, 2008

O BAIRRO DA RIBEIRA DOS MOLEIROS

Chegar ao Bairro da Ribeira dos Moleiros não é muito fácil.
Espaço para uma boa caminhada.
É o ideal para quem ama a natureza. Para quem goste e queira ou tenha necessidade de fazer exercícios físicos e de esticar um pouco as pernas.
Com o oxigénio que ali se respira, seguramente que se regressa mais jovem.
Partindo de Beijós, da Estrada Nacional n.º 337, de junto da casa onde nasceu ANGELINA DE SOUSA MENDES, no Lugar d'Além, seguindo a Estrada da Ribeira, na margem esquerda do rio, para Poente da Aldeia, cerca de 01H00 depois, estará no local onde foram colhidas as imagens maravilhosas que ousamos apresentar:
Este lugar já é a estrada que liga a Cabanas de Viriato, na qual, pouco antes, a Estrada da Ribeira que liga a Beijós vai entroncar.
Primeira casa que avistamos.





A casa mais vistosa, menos degradada.
Situada num ponto mais elevado, sobranceiro às restantes, cria nos visitantes o desejo de a habitar.

Conseguimos avistá-la já mais ao longe por entre o arvoredo.

Esta outra fica logo abaixo, para Norte, mais próximo da Ribeira.Na sua esquina vemos um antigo canal por onde seguiam as águas para os moinhos.


A outra face, virada para a ribeira.
O canal para encaminhar as águas para os moinhos.


Os acessos através da ribeira.
Outra Casa de Habitação e moinhos, tudo no
mesmo edifício
Bocas do Inferno.
Por elas saíam as águas em direcção à ribeira, depois de terem movido as mós.

Cruz numa rocha a Norte do edifício anterior.
Esta cruz, em Beijós, é designada por "Petém". Muito usado em terrenos rochosas, para delimitar as propriedades das pessoas.
Moinho abandonado.

Inferno do moinho anterior.

Estado de degradação no interior do moinho
O que resta de outros moinhos de mó dupla, ou mós paralelas.

Levada ou açude, de onde partiam os canais por onde circulava a água para os moinhos. Aqui é agradável ouvir O MURMÚRIO DAS ÁGUAS.



Vestígios de canais de passagem de águas para os moinhos e para rega dos milhos e de outras culturas, nas margens da ribeira.

Muralha que serviu de suporte a cales, certamente de madeira, para passar a água da margem esquerda para os terrenos da margem direita.
Ponte restaurada

Esta Ponte liga as duas margens da ribeira.
Facilita o acesso das populações de Beijós, de Cabanas de Viriato e da Aldeia do Penedo, aos seus terrenos, que ainda cultivam em agricultura intensiva.




Espaço envolvente no leito da ribeira

Caminho que liga a Beijós pela margem direita da ribeira.
Acesso à Estrada que liga ao Peso, Carvalhal, Escravada e Tapada, pelo Bairro do Vale da Loba.

O local onde se situa este bairro, é um paraíso.
Não há grande poluição de automóveis, porquanto só passam por ali os tractores agrícolas e alguns automóveis, muito poucos, dos agricultores.
Outrora, foi habitado principalmente por moleiros. Eles tinham necessidade de estar mais perto dos seus moinhos que, seguramente, mantinham a trabalhar durante 24 horas por dia, para os vigiarem e lhes darem a devida assistência.
Entre os Moleiros que ali habitaram e que desempenharam a sua profissão naqueles moinhos, é justo realçar o nosso conterrâneo, JOÃO AUGUSTO LOUREIRO, já falecido, que também tinha moagem eléctrica em Cabanas de Viriato, em cuja vila exercia o seu mister, onde casou e residiu.

Segundo BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apurou este espaço tem sido cobiçado por cidadãos estrangeiros, para restaurarem o casario, deveras degradado, para fins turísticos.
Além disso também apurámos que o espaço já vem sendo utilizado por determinados grupos de jovens, para fazerem os seus festivais musicais, onde permanecem acampados nos areais da ribeira, cuja presença, segundo consta, nem sempre é muito desejada.