sexta-feira, janeiro 30, 2009

ANIVERSARIANTES - Beijós

PARABÉNS
                              PELO 
                                            TEU 
                                                      ANIVERSÁRIO!  »»»»


Hoje,  é dia de festa, pelos 68 anos, da Nossa Querida Amiga GUILHERMINA PAIS DO AMARAL, nascida a 30 de Janeiro de 1941. 



BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia-lhe os sinceros parabéns, com votos de que continue a comemorar esta data, durante muitos anos, em convívio com todos os seus familiares,  gozando de boa saúde e das maiores felicidades. 

ASCENDÊNCIA
Esta Nossa Conterrânea é filha de Messias Coelho do Amaral e de Júlia Pais
Neta Paterna de Zacarias Coelho do Amaral e de Maria da Piedade
Neta Materna de João Pais Bernardo e de Maria da Natividade Peixeira.  
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  Para animar este dia, apresentamos uma Tuna especial...

quinta-feira, janeiro 29, 2009

DE BEIJÓS > PARA O PÚBLICO PORTUGUÊS - Mais uma forma de extorquir os €€

A DECO PRO-TESTE RECOMENDA

"Comissões bancárias: Netpay do BPN tem custos

Comissões bancárias: Netpay do BPN tem custos

Não levante dinheiro nos terminais do Banco Português de Negócios, se tem um cartão de débito com dupla função. Fica sujeito a comissões.

Ao levantar dinheiro nos terminais de algumas agências daquele banco, arrisca-se a pagar. Como as máquinas não pertencem à rede Multibanco, da SIBS, mas à rede Netpay, o movimento é considerado um adiantamento de dinheiro (cash-advance) e cobrada uma comissão pelo emissor. Regra geral, 3,33% sobre o valor transaccionado, acrescido de 1,50 a 2,50 euros. Por exemplo, um levantamento de € 100 pode custar até 5,83 euros.

Se o seu cartão de débito permite movimentos a crédito, evite usá-lo nos terminais daquele banco para levantar dinheiro.

Contactado pela DECO PROTESTE, o Banco Português de Negócios garantiu que vai reforçar a identificação das caixas Netpay e o alerta para as comissões.

Última actualização em Outubro de 2008"

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QUEM NOS ACODE?...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

DE BEIJÓS > AOS AÇORES - Turismo

Os Açores marcaram presença na feira Internacional de Lisboa - FIL, de 21 a 25 de Janeiro de 2009, para promover o Turismo da Região. 
Para sensibilizarem também os Lisboetas, colocaram algumas vacas na Praça de Espanha



segunda-feira, janeiro 26, 2009

DE BEIJÓS > AO CACÉM - Tradições > Cantares das Janeiras II

No dia 25 de Janeiro de 2009, último domingo do mês, também foi o último dia de janeiras na Paróquia do Cacém. 
Para que conste, propusemo-nos a revelar as últimas imagens, recolhidas neste dia, com o Grupo Coral "Os Rouxinóis", dignamente orientado pela sua Mestrina "Ana Isabel".  


















Sempre valeu a pena insistir.
Tiveram que cantar as janeiras, durante três Domingos, mas conseguiram convencer o Reverendo Padre Rocha, que, para encerrar estas actuações,  lá mandou as respectivas e merecidas Janeiras.

 
Vejamos como foi maravilhoso...
*****










BEIJÓS*CINCO ALDEIAS presenciou o brilho nos olhos de todos quantos se envolveram nesta iniciativa, mas principalmente nos daquelas crianças, quando o Senhor Padre se abeirou do Grupo e proporcionou a distribuição dos chocolates. 
Muito Bonito. 
Gestos que perdurarão na memória de muitas daquelas crianças. 
Parabéns!

domingo, janeiro 25, 2009

EM BEIJÓS TAMBÉM SE USAM ESTAS EXPRESSÕES POPULARES

Vamos reavivar as memórias de alguns Beijosenses menos precavidos...
Sempre vale a pena, pelos conhecimentos que nos trazem as expressões populares mais comuns:-

Erro crasso

Significado: Erro grosseiro.

Origem:
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. Noprimeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "
erro crasso".


Ter para os alfinetes

Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem:
Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»


Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo.

Origem:
A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.


À grande e à francesa

Significado: Viver com luxo e ostentação.

Origem:
Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.


Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem:
A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)

Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.
Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).


Dose para cavalo

Significado: Quantidade excessiva; demasiado.

Origem:
Dose para cavalo , dose para elefanteou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.
Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.
Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.


Dar um lamiré

Significado: Sinal para começar alguma coisa.

Origem:
Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.
Historicamente, a expressão «
dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).


Nota: Escreve-se
lamiré, com o r pronunciado como em caro.


Memória de elefante

Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.

Origem:
O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo .

Lágrimas de crocodilo

Significado: Choro fingido.

Origem:
O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.


Não poder com uma gata pelo rabo


Significado:
Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

Mal e porcamente

Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e ineficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.»1
1 in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)

Já a formiga tem catarro

Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperientes.


Fazer tijolo

Significado: Morrer.

Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.
Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse.
O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu estou a fazer tijolo '.
in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves


Fila indiana

Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.

Origem:
Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.


Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.


Embandeirar em arco

Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.


Cair da tripeça

Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

Fazer tábua rasa


Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.
Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como umatábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»


Ave de mau agouro

Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.

Origem:
O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.


Verdade de La Palisse


Significado:
Uma verdade de La Palice (oulapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.

Origem:
O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:
"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.
Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse.


Ter ouvidos de tísico

Significado: Ouvir muito bem.

Origem:
Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.
Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.
As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão « ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».


Comer muito queijo

Significado: Ser esquecido; ter má memória.

Origem:
A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.
A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes "Nova Floresta", relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».
Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa «
comer (muito) queijo».

Acordo leonino

Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.

Origem:
«Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.


Que massada*!

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem:
É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.


Passar a mão pela cabeça

Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem:
Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.



Gatos-pingados

Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.

Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão " gatos pingados" passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.


Meter uma lança em África

Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.

Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas "expedições em África", eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a " meter uma lança em África".


Queimar as pestanas

Significado: Estudar muito.


Origem:
Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a " queimar as pestanas".


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By Belita



sexta-feira, janeiro 23, 2009

DE BEIJÓS > AO CACÉM - Tradições > Cantares das Janeiras

No dia 11 de Janeiro de 2009, na Igreja Paroquial do Cacém, concelho de Sintra, pairava alguma espectativa. Era surpresa não podia ser revelada.
À saída da Igreja, mesmo junto da porta principal, quando acabaram as celebrações da Missa Dominical, fomos realmente surpreendidos pelo coro "Os Rouxinóis", sim, rouxinóis afinadinhos a cantar as janeiras. 


Este Grupo com a sua Mestrina fizeram-nos a surpresa maravilhosa, todos empenhados em  manter as Tradições do povo Português. 






Então,  Cantavam:
***

I

Às portas desta Igreja
Nós viemos cá cantar, 
Sorridentes e felizes
Vamos todos alegrar. 

II

As janeiras cantaremos
Nos Domingos deste mês, 
As pessoas alegremos
Vamos cantar outra vez. 

III

Para irmos adorar
O Menino que Nasceu, 
Nós viemos cá cantar 
As janeiras e alegrar.
 

Música 1

I

Boas festas, boas festas
Nós aqui viemos dar, 
A casa deste senhor
Se as quiser aceitar. 

II

Vinde dar-nos as janeiras
Se vontade houver de dar, 
Nós somos de muito longe
Não podemos cá voltar. 
***********
Mas, no dia 18 de Janeiro/09, houve novamente surpresa


"Os Rouxinóis" lá estavam novamente, sorridentes e felizes, prontos a brindar-nos com aquelas e outras canções. 


Os pequenos músicos

I

Cantar as janeiras
Pelo Ano Novo, 
É manter bem vivas 
Tradições do Povo. 

II

Casa a casa vamos
Ao romper do dia, 
Cantar as Janeiras
Com muita alegria. 

III

E quem nos recebe
Dá-nos um presente, 
E nós desejamos
Paz p'ra toda a gente. 



Canções para todo o ano

I
Viva lá Senhor João, 
Mais os anos que deseja
Viva também uma rosa
Qu'o levou à Igreja. 

II

Glória a Deus, dizem os Anjos
Todos cheios de alegria, 
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria. 

III

Viva lá senhor Miguel
Está sentado em banco de prata, 
Venha-nos dar as janeiras
Que está um frio que mata. 

IV

Viva lá senhora Manuel
Está sentado à lareira, 
Viva também o Francisco
Com seu ramo de Oliveira. 



Uma Canção por semana

I

Nós somos os três Reis
Que vimos do Oriente, 
Trazer as Boas festas
Com paz p'ra toda a gente. 

II

Nós somos os três Reis
Guiados por uma luz
Adoramos Deus Menino
Que se chama Jesus. 

III

Nós somos os três Reis 
Baltazar e Gaspar, 
Também o Belchior
O veio adorar. 

IV

Nós somos os três Reis
Guiados por uma luz,
E trouxemos três presentes
P'ró Menino Jesus. 





Clave de Soft

I

Um Pastor vindo de longe
À nossa porta bateu, 
Trouxe recados que dizem
O Deus Menino Nasceu. 

II

Este recado tivemos
Já meia-noite seria, 
Estrelas do Céu lá vamos
Dar parabéns a Maria. 

III

Vamos ter com os mais pastores
Não se percam no caminho, 
Vamos todos e depressa
Visitar o Deus Menino. 

IV

Ai, que famoso Menino!
Ai, que tanta graça tem!
Ai, que tanto se parece
Com Sua Senhora Mãe!














Vamos Cantar as Janeiras

I

Vamos cantar as janeiras, 
Vamos cantar as janeiras, 
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras. 

II

Vamos cantar as orvalhadas, 
Vamos cantar as orvalhadas, 
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas. 

III

Vira o vento e muda a sorte, 
Vira o vento e muda a sorte, 
Por aqueles Olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte. 

IV

Muita Neve cai na serra, 
Muita neve cai na serra, 
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da Terra. 


Quem tem a candeia acesa, 
Quem tem a candeia acesa, 
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza. 

VI

Já nos cansa esta lonjura, 
Já nos cansa esta lonjura, 
Só se lembra de caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura. 
**
(Zeca Afonso - popular)
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BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia os sinceros parabéns ao Coro "Os Rouxinóis", à sua digna Mestrina e ao Reverendo Padre Rocha que tão bem sabe acarinhar estas iniciativas. 
Parabéns, com os Votos de que Deus os continue a ajudar nestas realizações.