domingo, janeiro 31, 2010

ÚLTIMO DIA DE CANTARES DE JANEIRAS 2010 - 31 de Janeiro

CANTAR AS JANEIRAS












Os Pequenos Músicos

I
Cantar as Janeiras
Pelo Ano Novo,
É Manter bem vivas
Tradições do povo.

II
Casa a casa vamos,
Ao romper do dia,
Cantar as janeiras
Com muita alegria.

III
E quem nos recebe
Dá-nos um presente
E nós desejamos
Paz a toda a gente.





Valeu a pena cantar... sempre chegaram as Janeiras.



OS ROUXINÓIS da Paróquia do Cacém, para encerrarem os Cantares das Janeiras 2010, lá se perfilaram na escadaria da respectiva Igreja.
Que não se percam as tradições!
É mesmo isso que se promove nos mais novos.
O gosto por manter bem vivos estes costumes de outrora mobiliza não só o Reverendo Padre Rocha, mas também a Maestrina e os Pais das crianças que tudo fazem para as manter enquadradas no Grupo e promoverem uma salutar integração numa sociedade mais justa e mais fraterna.
As crianças correm alegremente e procuram dar o seu melhor, para que o seu grupo continue a brilhar.
É de louvar todas estas iniciativas.
Para todas as pessoas que estão neste caminho vão os nossos sinceros parabéns.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

AS NOSSAS SOPAS

SOPA DE COUVES DA BEIRA

Sobre o fogo na lareira,
Que tremelica, fusa e crepita,
Pançuda e negra, grosseira,
Com três pernas se arrebita,
Como num trono, a panela
Onde ferve em borbulheira
Iguaria inigualável a que chamamos sopita.
Oh, suculenta sopa de couves!
Quando em pé se sustenta a colher,
Oh, e pela sala se espalham,
Todos os finos odores
E, na sopeira se espraia um arco íris de cores.
Eclode o olhar e cresce a água na boca.
A alma extasiada vai ao céu,
E num ai, logo desaparece o pitéu,
Princesa que cura a gastrite,
Manjar de deuses se os houve...
Prova, e verás!...
Come-se mesmo sem apetite.
Nunca mais te esquecerás!
Da suculenta sopa de couve.

( By Rui Figueiredo > in Festa da Sopa 2008 - Viseu )


terça-feira, janeiro 26, 2010

ILUSTRES BEIJOSENSES - Memórias do Reverendo Padre Alfredo Abrantes



FOMOS PESQUISAR OS PASSOS DO REVERENDO PADRE ALFREDO DE MELO ABRANTES COUTO DE BEIJÓS
















O REVERENDO PADRE ALFREDO DE MELO ABRANTES COUTO,desde a sua ordenação até falecer, foi o Prior de Buarcos - Figueira da Foz.

Nasceu em Beijós no dia 20 de Abril de 1901.
Filho de António Abrantes Couto, de Beijós, e de Ana do Sacramento Gouveia e Melo Abrantes, da vizinha aldeia de Penedo, concelho de Tondela.
O pai do Reverendo Padre era tio-avô (irmão da avó paterna) do Nosso Amigo Manuel Abrantes Pexim.

Faleceu em 22 de Maio de 1991. Está sepultado no mesmo espaço onde já jaziam os pais, no Cemitério Paroquial de Beijós (Sepult. nº. 1).
Sabemos que ele foi proprietário do prédio n.º 15, da Rua Afonso Costa (Rua da Igreja), em Beijós, em cuja casa, com os seus pais, passava as suas férias ou alguns dias de descanso.
Sempre que se deslocava a Beijós, no tempo de Reverendo Padre Quintão, fazia questão de celebrar Missa na Igreja Paroquial da nossa Aldeia, onde as Gentes da Paróquia lhe retribuíam a sua natural simpatia.

Procurámos saber um pouco deste nosso conterrâneo.
Passámos pela Paróquia onde exerceu o seu Sacerdócio.
Animámo-nos quando as pessoas, carinhosamente, nos falaram do Reverendo Padre Abrantes, como era tratado e apurámos que se dedicara de alma e coração aos seus paroquianos.

Mas quisemos saber mais sobre alguns dos seus passos no desempenho das suas funções. Fomos até Tavarede, outra Paróquia da Figueira da Foz, pesquisámos, e aqui vimos:
TAVAREDE
"... Os meses de Novembro e Dezembro de 1938 foram férteis em comunicados de defesa, de ataque e, até, de questões que, na verdade, nada tinham com o problema, pois alguns foram meros ataques pessoais. Como recordação fica o nome dos dois principais intervenientes nesta longa polémica: em “O Dever”, que defendia a venda a um particular, o padre Alfredo de Melo Abrantes Couto, prior de Buarcos e encarregado temporariamente da paróquia de Tavarede, e em “O Figueirense”, em nome da Comissão Organizadora, esteve Belarmino Pedro.
Conheci relativamente bem os dois. Posso adiantar que, durante os poucos anos que o padre Abrantes Couto foi responsável pela paróquia de Tavarede, não teve vida nada fácil. Queixava-se, bastante, que o parco rendimento que aqui tirava, nem de longe nem de perto compensava o seu trabalho. Belarmino Pedro, que posteriormente integrou a redacção do jornal “A Voz da Figueira”, foi interveniente em várias polémicas com pessoas ou sobre assuntos da nossa terra, algumas, igualmente, bastante violentas...".
NO SEMINÁRIO DA FIGUEIRA DA FOZ:
»» Exerceu as funções de professor, nos anos lectivos:
1949/1950
1950/1951
1957/1958
1958/1959
1959/1960
1960/1961
1961/1962
1962/1963
1963/1964
1964/1965
1965/1966
1966/1967
Um dos Antigos Alunos do Seminário, aqui, ainda recorda:
«ABRANTES»
"... há um padre que não esqueço nunca, porque guardo no punho para toda a vida o resultado - o padre Abrantes de Buarcos.
(...) Nas aulas de Religião e Moral (...) o padre Abrantes sai lá de cima com a cana da Índia apontada à minha cabeça, que eu parecia que via o diabo a chegar-se a mim. Pensava eu que talvez fosse para o Pena (foi pena!), mas fui eu que apanhei aquela vergastada, que só não me rachou a cabeça porque me defendi com o punho.
Ainda hoje o sítio está marcado, porque nunca mais me nasceu pêlo naquele local.
Que Deus o tenha em descanso!» (AS)" .
**********************************
CURIOSIDADES:
No dia 26 de Maio de 2009, Beijós XXI difundiu uma mensagem onde apresentava a fotografia que, por nos parecer oportuno, tomámos a liberdade de reproduzir por crermos que, o segundo Padre contando da nossa esquerda para a direita, será o falecido Padre Alfredo.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

ANIVERSARIANTES - Beijós


ANIVERSÁRIO DE CASAMENTO

Hoje, 25 de Janeiro de 2010 - estão de Parabéns os Nossos Amigos José Valdir Amaral Loureiro e Maria da Conceição Simões, que completam 23 anos de casados.
BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia-lhes os mais sinceros parabéns, com votos de que continuem a festejar esta data durante muitos e longos anos, e que renovem, a cada momento, os bons sonhos com que iniciaram a caminhada juntos.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

DE BEIJÓS > À CADEIA DO TRONCO - LISBOA - Prisão de Luis de Camões

PRISÃO DE CAMÕES NA CADEIA DO TRONCO EM LISBOA

"No dia 16 de Junho de 1552, Luís de Camões passeava entre o Rossio e a Rua das Portas de Santo Antão.
Tinha regressado de Ceuta ainda não havia um ano, onde estivera por dois anos e onde perdeu um olho numa batalha.
Naquele seu passeio deu conta que havia uma briga e reparou que nela estavam envolvidos dois amigos seus.
Não hesitou e envolveu-se na altercação.
Da sua intervenção resultaram ferimentos num moço do Paço, Gonçalo Borges.
Camões foi preso e foi levado para a cadeia do Tronco, na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 137, em Lisboa.
Foi libertado alguns meses depois com o pagamento de uma multa de quatro mil réis, e a promessa de ir para a Índia..."

No local onde Camões foi preso, o túnel do Pátio do Tronco, a Câmara Municipal de Lisboa, em 1992, mandou colocar um painel de azulejo de "Leonel Moura", para que assinalar aquele local.
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"CADEIA MUNICIPAL DO TRONCO

Com entrada pela rua das Portas de Santo Antão existe o Pátio do Tronco. Neste Pátio existiu no século XVI a Cadeia Municipal do Tronco.
Diz-nos a história que, com 28 anos de idade, em 15 de Junho de 1552 dia do Corpo de Deus, Luís de Camões passeava entre o Rossio e as Portas de Santo Antão. Tinha regressado um ano antes de Ceuta, onde num combate com os Mouros perdera uma vista. Em dado momento repara numa briga e reconhece que nela estavam dois amigos seus; não hesitou em envolver-se na desordem, ferindo com um golpe de espada na nuca um criado do Paço, de nome Gonçalo Borges.
Camões foi preso e levado para a Cadeia do Tronco de Lisboa, onde permanece largos meses (apesar de perdoado pelo ofendido) foi libertado em 24 de Março de 1553 por carta régia do dia 7 desse mês. A carta dizia «Mancebo pobre que me vai este ano servir à ÍNDIA». Assim apesar do perdão real, foi forçado a seguir como soldado raso para a Índia, o homem o génio que escreveu a grande obra épica de "OS LUSÍADAS".
Pela passagem do nosso poeta por esta prisão, o túnel que dá acesso ao Pátio do Tronco está assinalada por um painel de azulejos de Leonel Moura, inaugurado em 1992.
O Pátio que pertenceu à prisão serve hoje para estacionamento de carros." (...)
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MORTE DE LUÍS DE CAMÕES

"10 de JUNHO de 1580


(Morro com a Pátria - Luís Vaz de Camões)

Atribui-se a um dos três maiores poetas épicos da Terra, e de todos os tempos - o nosso Camões - a afirmação acima, que teria proferido no seu catre pouco antes de morrer, assistido por seu fidelíssimo criado, o qual, segundo a tradição, teria pedido esmola para reforçar a minguada tença (pensão) atribuída pelo rei, que dois anos antes tinha desaparecido nas escaldantes areias de Al Kacer Quibir, onde tinha desavisadamente arrastado consigo quase 20.000 combatentes, dos quais perto de 10.000 foram mortos e outros tantos feitos prisioneiros. Foi esse talvez o maior desastre militar das forças portuguesas em todos os tempos, e causa próxima da perda da independência, dois anos depois; essa foi a morte a que aludiu Camões. Criador do personagem do "Velho do Restelo", sensato, experiente e prudente velhinho de brancas barbas - que vendo partir as naus e caravelas em que embarcavam os portugueses válidos, muitos para não mais voltar - Camões, também ele, tinha a vivência e o saber de experiência feito, que lhe permitiam enxergar os graves erros da governação, semelhantes às actuais OTAS, e outras lorotas, que os sensatos recriminam, mas a que os "ousados" fazem "ouvidos de mercador".

Tudo isto porque hoje não estudam história - exames são por telefone - promovem-se sem glória - reproduzem-se por clone.

Luís Vaz de Camões, perto dos vinte anos - de Coímbra voltou a Lisboa com muita instrução e informação; disso são prova os profundos conhecimentos de história e geografia, dos clássicos e da mitologia, dos homens e da psicologia, que nos revela em "Os Lusíadas" e, ainda, na sua vastíssima obra lírica, bem como nos três autos que nos deixou - para frequentar o Paço ou Corte, onde brilhou, encantou, se apaixonou e se fez apaixonar. Mas, por ser brilhante, atraiu contra si a inveja dos medíocres, a ira dos incapazes, a raiva dos sem talento, o ciúme dos pobres de espírito, pois são sempre poucos aqueles que têm a coragem de manter a nobreza de carácter perante os seres superiores. Por isso - na primeira oportunidade - foi desterrado para Santarém, Constância, talvez Abrantes, e obrigado e uma "comissão de serviço" em Ceuta, sua grande desgraça, seu castigo maior, pois ali perdeu a vista direita em combate, causando-lhe feia deformidade, depois motivo de chacota por parte dos inimigos antes invejosos. Mal recebido em Lisboa, ironizado, ridicularizado, Camões refugiou-se na boemia, na noite, na arruaça, na aventura, até que certa tarde - na procissão da Mouraria - puxou da espada e golpeou o cavalariço do rei, então crime duplo, por ser em cerimônia religiosa. Logo foi preso no Tronco (prisão do pátio do mesmo nome, do lado do Teatro D. Maria II, na Rua das Portas de Santo Antão, na Baixa Lisboeta), onde permaneceu até o "perdão", com a condição de embarcar para as Índias. Foi um degredo simulado, tornando-o um expatriado forçado.

Entretanto, a pena que lhe foi imposta (desterro ou degredo), acabou sendo a causa da sua fonte de inspiração, da sua grande oportunidade, por lhe conceder experiência, tempo e lugar para a CRIAÇÃO da sua GRANDE OBRA, que a tradição diz ter sido escrita na Gruta de Macau, mas que uma rara obra que sobre ele possuo, mostra ter sido também em Goa, pois exibe um também raro retrato do Vate na prisão da cidade, sentado a uma tosca mesa, sobre a qual se encontram uma tigela, tinteiro e duas penas e papel já escrito, retrato que os especialistas afirmam ser talvez o único retrato de Camões para que ele posou!. De qualquer modo, o nosso herói pelas índias combateu, sofreu, navegou, a Macau aportou como Provedor dos Defuntos e Ausentes, naufragou na foz do rio Mekong no seu regresso a Goa, para anos mais tarde, se embarcar, de favor, para a Ilha de Moçambique, onde no ano seguinte o encontrou seu amigo e companheiro escritor Diogo do Couto "tão pobre que vivia de esmolas", quando lhe arrumaram algmas roupas e o embarcaram para a Pátria. Como foi difícil, dura, traiçoeira, mesmo humilhante, a vida de um dos maiores portugueses de todos os tempos!!!. Da ilha de Moçambique (talvez de algum vão de sua magestosa fortaleza, onde dormia, mas onde teria conseguido fazer a revisão de "Os Lusíadas") seguiu o nosso Poeta Maior para Lisboa, decerto a bordo de uma daquelas naus de porões não divididos, sem WC, sem cama ou colchão, comendo o que conseguia, mas carregando consigo a preciosidade que eram "Os Lusíadas", que tanto lucro dariam mais tarde aos editores e livreiros do Mundo!!!. E tudo continua como dantes, no quartel de Abrantes!!!.

Uma vez em Lisboa, conseguiu finalmente editar "Os Lusíadas" (1572), após o que - ainda miseravelmente, segundo a tradição - viveu mais oito anos, pobre e desamparado, sem o mínimo conforto devido a um velho e doente combatente, e sem saborear o gostinho da glória merecida mas ainda não convenientemente reconhecida!. Que diferença para os "eleitos" de nossos tempos, aos quais falta gênio mas sobram mordomias; a quem falta dignidade, mas sobram facilidades; a quem falta talento mas sobra rendimento; a quem falta carácter mas sobram palanque e horas de televisão; aos quais falta espiritualidade mas sobra desonestidade, enfim, que monstruosa diferença, entre o tratamento dispensado pela Pátria Madrasta aos boys de São Bento e aos expatriados, que é de ontem, de hoje e decerto será de amanhã, pois quem emigra sofre com dignidade, resiste com coragem, e não se baixa a migalhas, não perde a postura, jamais se vende, por ter uma alma pura.


Camões, grande Camões, quanta grandeza
Patenteias em teus versos de eleição
Nos quais cantas, com teu nobre coração
Nossa fidalga gente portuguesa


Camões, triste Camões, quanta nobreza
Se esconde na tua obra de excepção
Quando narras com sublime exaltação
Os feitos da nossa Pátria portuguesa


Com ela e por ela tu sofreste
Muita dor, injustiça e humilhação
Em tua vida pobre e amargurada


Para morreres do modo que viveste

Pois a Ela t´imolaste em doação
Nas mãos alternando a pena e a espada

Homenagem aos verdadeiros patriotas;

José Verdasca " (...)

************************

Não resistimos em difundir aqui aquilo que outros nos divulgaram, porquanto também nos ajudaram a melhor compreender a intenção da Autarquia Lisboeta em assinalar aquele local com tão belo painel.

Com as descrições que acima nos são feitas, além de ficarmos mais esclarecido sobre um trecho da História de Portugal e do maior Poeta Português de todos os tempos, também ficámos mais bem informados sobre os factos que motivaram a ida de Camões para a Índia.

Vemos que, apesar de tudo, valeu a pena ele ter sido preso e ter ido para aquele ex-Estado Português...

quinta-feira, janeiro 21, 2010

CÁRITAS PAROQUIAL DE BEIJÓS - Recordar o Passado

CÁRITAS PAROQUIAL DE BEIJÓS

Nos nossos arquivos encontrámos o nº. 385/386 de Novembro/Dezembro de 2002, de "O ARAUTO DE BEIJÓS", de que juntamos cópia, no qual foi publicado, em primeira página, o Artigo: "Junta de Freguesia de Beijós presta apoio a doentes".

Como já noticiámos noutra altura, ainda que aqui por outras razões venha referida a Junta de Freguesia, os bens chegavam da Alemanha através da Cáritas da nossa Aldeia.
Contudo, aconselhamos a leitura do referido artigo, porque ele irá esclarecer melhor as nossas notícias de outrora, em relatos da História da Cáritas Paroquial de Beijós.




««« (Para ampliar as imagens clik sobre elas).

domingo, janeiro 17, 2010

DE BEIJÓS > À CIDADE DE AGUALVA - CACÉM »»



O gosto pelas tradições contagia muita gente.
O Reverendo Padre Rocha, alegre, sorridente, acompanha de perto a actuação dos "ROUXINÓIS" da sua Paróquia.
Não há dúvida que há um esforço permanente para conseguir ter um Grupo de Crianças sempre bem dispostas a actuar, em coro, em qualquer lugar, para onde seja chamado.
É notória a preocupação em manter viva a Tradição de, em cada ano, durante o mês de Janeiro, junto à porta principal da Igreja Paroquial, apresentar os Cantares das Janeiras, pelos mais novos.
É de enaltecer. Parabéns ao Rdo. Pe. Rocha pela iniciativa e pela forma como gere todo o potencial humano, congregado na grande obra, que é o enriquecimento da Sociedade em que vivemos, a partir das crianças e jovens.

sábado, janeiro 16, 2010

BEIJÓS E A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE-"AS DESCOBERTAS" »»

2009.OUT.19 - CONSTRUÇÕES NA AREIA - ALGARVE - PORTUGAL




Fomos à descoberta de novos eventos, para colher imagens das construções na areia, em Pêra, concelho de Silves, Algarve - Portugal.





Chegámos a tempo.
A chuva ainda não tinha chegado e, assim, deu-nos oportunidade de colher as imagens que mais desejávamos, para registar a evolução da humanidade ao longo dos séculos.







Conseguimos uma reportagem maravilhosa, que vai, seguramente, relembrar-nos as descobertas que o homem foi realizando ao longo dos tempos. Era a luta pela sobrevivência e a vontade de minimizar os seus sacrifícios.
Deixamos que as 308 fotografias cheias de significado, que, cremos, relatem tudo aquilo que, seguramente, seria muito difícil por palavras.

Uma lição enédita que nos foi apresentada por reais artistas de construção na areia.
Foi mais um ano em que o Algarve brilhou.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

CANTARES DAS JANEIRAS - MANTENHA-SE A TRADIÇÃO


2010.JAN.06 - CARREGAL DO SAL MANTEM A TRADIÇÃO

É com grande alegria que recebemos as notícias de Carregal do Sal, sobre o desfile dos Reizinhos, dos jardins de infância, que se apresentaram na Câmara Muncipal, para cantar as janeiras.

Há muitas tradições que, com o passar dos tempos, se vão perdendo. Estas iniciativas, motivando os mais pequeninos a um tipo de convívio bastante saudável, são de louvar, para dar
continuidade àquilo que os nossos Avós criaram...
Ainda que a ideia parta dos estabelecimentos de ensino em que estão inseridos, notamos que o Senhor Presidente da Câmara e respectivos Funcionários também estão sensibilizados para lhes darem apoio.
Será insignificante certamente aquilo que as crianças possam receber, mas temos a convicção de que, para elas, será enorme qualquer gesto vindo da parte da Câmara Municipal e que lhes ficará para sempre na memória.
Parabéns pelo evento e força para continuar.

"EM DIA DE REIS…

Crianças do Jardim de Infância de Carregal do Sal mantiveram a tradição!

(...)"

terça-feira, janeiro 12, 2010

DOIS DEDOS DE CONVERSA COM FERNANDO PESSOA

EM 2010.JAN.07 - À MESA COM FERNANDO PESSOA

Nos nossos passeios pela baixa lisboeta, apreciando as novidades da noite daquela parte da Capital de Portugal, surpreendemos este Beijosense em acesa cavaqueira com este Poeta e Escritor de outras eras.
Lá terá apanhado um lugar vago na mesa e foi fazer companhia ao Distinto Português, na esplanada à porta da Brasileira.
Não há dúvida que foi bem apanhado.
Todavia, esperamos que, enquanto ocupou a cadeira, tenha conseguido alguma inspiração para divulgar alguns dos trabalhos que pesquisou.

Notamos que as coisas não terão corrido assim tão bem.
Terá havido alguém que o censurou por ter ocupado aquele lugar.
Não fora o Fernando Pessoa acalmá-lo, ao aconselhar "-... não ligues a estes golpes baixos", ao mesmo tempo que estendia a sua mão direita, como que para a lançar à frente do seu companheiro, para evitar alguma reacção menos agradável, tudo se complicava.
Enfim!
São coisas do Mundo e dos tempos.
Com tantos anos passados, continuemos a dizer como Fernando Pessoa : "I know not what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").

sábado, janeiro 09, 2010

BEIJÓS NA REGIÃO VINICOLA DO DÃO


BARCA VELHA »»» SETEMBRO DE 2009





Na Blogagem Colectiva de Setembro, como estávamos em época de vindimas, o Blogue Aldeia da Minha Vida, colocou o tema "VINHOS E VINDIMAS".

Então, foram apresentados vários textos, como podemos verificar.
Todavia,
o texto vencedor, apresentado por Fernanda Ferreira, do blogue "Sempre Jovens", foi o seguinte:
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"BARCA VELHA
O Vinho, especialmente o «generoso» ou «fino» como é chamado na região Duriense, e mais conhecido por «do Porto» ou ainda mundialmente por «Port Wine», será um dos temas que abordarei com regularidade neste Blogue. Tinha já pensado fazê-lo, era um projecto em estudo para outro dos meus Blogues, mas porque não aqui??? Só espero conseguir que se apaixonem pelo tema e o vivam tão intensamente quanto eu.

Começo por explicar porquê o Barca Velha como primeira opção. Não sendo um vinho do Porto, é contudo um vinho da região demarcada do Douro, região pródiga para a produção de vinhos de altíssima qualidade. Este vinho é indubitavelmente o melhor vinho de mesa do país, reconhecido mundialmente como tal, ocupando sempre um lugar cimeiro na cotação mundial dos “Wine Experts”.
Gostaria que soubessem antes de mais, que tive a imensa honra de trabalhar na Empresa que o produz, mas muito especialmente de ter tido o privilégio de ter contactado de perto e aprendido a amar o vinho, com o célebre criador do primeiro Barca Velha, que foi lançado no mercado em 1952, o Sr. Fernando Nicolau de Almeida, figura emblemática da A.A. Ferreira, um ser único, um perfeito
gentleman. Lembro-me que inventava perguntas para poder ir ao laboratório ouvi-lo explicar-mas, a linguagem do vinho só por si é lindíssima, ouvir ou ler a descrição de um vinho é uma coisa do outro mundo, mas não há ninguém capaz de o fazer como ele, ninguém mesmo.
Apesar de ser o Sr. Director Técnico, de ter verdadeiro “sangue azul” nas veias, ele próprio conduzia o seu lindíssimo Jaguar azul-marinho, sempre rejeitou
chauffeurs e foi sempre a pessoa mais carinhosa que conheci na Porto Ferreira. Com ele trabalhava o Sr. Engº. José Maria Soares Franco (de quem falarei seguramente muito noutros textos), que lá ficou após a morte do Sr. Nicolau de Almeida até muito recentemente, o Sr. Eng.º Luis Vieira, bem como mais dois ou três jovens enólogos, dos quais destaco o actual responsável técnico do Barca Velha, o Eng.º Luís Sottomayor, sendo este o terceiro que o Barca Velha tem como “pai” desde que foi criado.
Transcrevo extracto de entrevista ao “terceiro pai do Barca Velha”, quando perguntado se haveriam diferenças no vinho desde a sua criação; “Algumas, mas muito pequenas. Resumidamente, diria que o Sr. Nicolau de Almeida gostava de Barcas Velhas mais robustos, o José Maria Soares Franco privilegiava a harmonia e eu, a elegância.”

Vamos agora ao vinho em si.

Chama-se Barca Velha por ser produto da Quinta do Vale
Meão, no Douro Superior (Pocinho – V.N. Foz Côa). A única Quinta inteiramente implantada por D. Antónia Adelaide Ferreira, (1811 – 1896) a célebre e ilustre “Ferreirinha”. Junto à quinta ancoravam os “rabelos”, que podiam ser maiores ou menores e daí chamarem-se “barcas” ou “barcos”. A mais velha Barca, a que já não transportava pipas rio abaixo até ao entreposto, no cais de Gaia, acabou por dar o nome ao vinho. Em 2000 a produção do Barca Velha passou para a Quinta da Leda, após a aquisição da Ferreirinha pela Sogrape, sendo actualmente a Quinta do Meão pertença do Sr. Dr. Francisco de Olazabal, genro do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, de quem seguramente escreverei muitíssimo e dos seus fabulosos vinhos, assim eu vos consiga cativar para este tema.

Este vinho foi criado à imagem e semelhança de um Porto
Vintage (mais tarde explicarei melhor, mas que é basicamente o vinho do Porto de eleição) cumprindo-se assim o sonho do Sr. Nicolau de Almeida, o de criar um tinto de mesa que se assemelhasse em tudo ao que um Vintage tem de melhor. Ao ser engarrafado jovem, corpulento, robusto e sem tratamentos, (tal qual um Vintage) fica preparado para evoluir na garrafa e atingir o auge com o tempo e com a idade., fazendo com que seja o único vinho que ousa desafiar o tempo. Todos os outros vinhos, mesmos os actuais grandes tintos do Douro, são comercializados muito jovens, com apenas dois ou três anos. Por seu lado, o Barca Velha só é comercializado oito a nove anos após a vindima, e só nos anos excepcionais e conforme a sua evolução na garrafa é que é declarado como tal ou não, assim o último colocado no mercado é do ano de 2000, e curiosamente o anterior foi 1999, mas é raríssimo acontecerem dois anos consecutivos.

Vamos agora a uma prova de um Barca Velha de 1985.
Esta foi efectuada em Novembro de 2002 por Tiago Teles.

“É sempre um desafio beber um Barca Velha. Este já tinha 17 anos e foi bebido em prova cega. O nariz começou por ser doce, com aromas a marmelo, evoluindo depois para um nariz vinoso. Ligeiro caramelo. A boca é elegante. A acidez é agradável e os aromas equilibram com a boa concentração de sabor. Os
taninos estão presentes, mas envolvidos no conjunto, contribuindo para um final moderado/longo.”

Castas: Tinta
Roriz, Tinta Amarela, Touriga Nacional e Touriga Francesa

Curiosidade - Na CASA FERREIRINHA existe apenas uma garrafa da primeira colheita do Barca Velha – uma magnum de 1952, cujo valor é, hoje, incalculável.
Curiosidade - Destaque especial para o Barca Velha 2000, que ganhou o prémio de melhor vinho do ano.
(...)
Escrito por Fernanda Ferreira, do blogue Sempre jovens"
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A descrição que foi feita do vinho Barca Velha aguçou-nos o apetite.
A partir de então, nos supermercados e nas lojas de venda de vinhos, nas nossas viagens, não nos cansámos de procurar este nectar, para confirmar os preços com que são postos à venda ao público.
Encontámo-lo numa garrafeira, na Covilhã, para venda aos sócios de um Aldeamento Turístico.
Curiosamente, procurámos o seu preço na recepção, mas o respectivo funcionário exclamou " - ... nem tenho coragem para vos dizer, porque o seu preço é superior ao meu ordenado". Caiu em nós alguma frustração!
Porém, colhemos fotografias e continuámos a nossa tarefa.
Sempre que víamos vinhos expostos a pergunta vinha logo à ponta da língua " - ... será que vamos encontrar Barca Velha?"
Agora pelo época natalícia, com a azáfama das compras de presentes, foi-nos mais fácil.
Encontrámo-lo! Mas, pensando bem nos € 225,00 que custava uma garrafa de 0,75L, perdemos mesmo o apetite.
No entanto temos consciência de que, como diz o povo «o que é bom terá que ser pago», quem o produz, seguramente que o fará com o maior empenho, amor e carinho, para que esse vinho, de tão boa qualidade como se conclui, continue bem cotado e, portanto, exige que o seu esforço continue a ser bem recompensado.
Afinal, por tudo o que vimos, preferimos continuar a consumir os vinhos da nossa Terra.

domingo, janeiro 03, 2010

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

"Com alegria recebi a vida.
Com amor a entrego, na certeza de que não será destruída, mas transformada."
No dia 02 de Janeiro de 2010, pelas 14H00, no Hospital do Barreiro-Portugal, faleceu MARIA SALVAÇÃO RAMOS MOURA, nascida a 18.09.1920.
Ainda não há confirmação da data e hora do seu funeral*. Todavia, os familiares estão a diligenciar para que ele se realize no dia 05 de Janeiro de 2010, em Beijós-Carregal do Sal

Em sufrágio da Sua Alma será celebrada Missa de Corpo Presente na Igreja Matriz de Beijós, seguida de cortejo fúnebre, para o Cemitério Paroquial da nossa Aldeia.
BEIJÓS*CINCO ALDEIAS, nesta hora de luto e dor que só o tempo irá atenuar, apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.
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ADENDA: - Pelas diligências que efectuámos, fomos informados de que o funeral irá realizar-se às 16H00, do dia 05.01.2010, em Beijós, como já havíamos referido.

sábado, janeiro 02, 2010

ANIVERSARIANTES EM JANEIRO DE 2010 - Beijós















É do nosso conhecimento que Estes Nossos Amigos vão comemorar os seus Aniversários Natalícios nas seguintes datas:

01.JAN. (1949) - Teresa Coelho Figueiredo
01.JAN.(1963) - António Bernardo Pais
04.JAN.(1960) - José Marques Pais Loureiro
07.JAN. - Carla Isabel Amaral Fernandes
08.JAN. - José Luís Amaral Abrantes
26.JAN. (1993) - Luís Miguel Simões Loureiro
30.JAN. (1941) - Guilhermina Pais do Amaral

Desejamos a todos um dia muito feliz e que consigam festejar o seu aniversário com muita saúde e que o façam por muitos anos, na companhia dos familiares e amigos.