segunda-feira, julho 16, 2007

9 - CUIDAR DA SAÚDE - Peixe


Peixe, alimento indispensável para a saúde.


A "Sport Life" dá-nos alguns conselhos sobre o consumo deste alimento.

quinta-feira, julho 12, 2007

2 - OS CINQUENTA ANOS DOS SINOS DA IGREJA DA PARÓQUIA DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS

Lá no alto do seu campanário, os sinos da nossa Aldeia, substituindo os velhinhos, lá estão desde há cinquenta anos a cumprir cabalmente a sua missão.
Aliás, muitas das suas funções de outrora deixaram de se realizar.
Lá vai o tempo em que as horas e 1/2 horas, na nossa aldeia, eram assinaladas, com um maço (um martelo de ferro) a bater no sino grande.

Um relógio mecânico, movido com duas cordas de sisal, que suspendiam dois grandes pesos de pedra. Estes pesos eram o motor: um para fazer trabalhar o relógio; o outro para impulsionar os carretos que movimentavam o martelo para bater no sino, às horas e às meias horas.
Havia uma casa, revestida a zinco, instalada sobre o telhado da Igreja, ao lado do campanário , onde se encontrava instalado o mecanismo do relógio, propriamente dito.
Uma estrutura de madeira, colocada no coro da Igreja e no rés-do-chão, ao lado direito da porta principal,
para prevenir os acidentes pessoais, vedava a manga onde os pesos, suspensos pelas referidas cordas, se movimentavam .
Uma vez por dia (...) o Sacristão ia dar corda ao relógio, fazendo com que os pesos subissem até junto do respectivo mecanismo, sobre o telhado. Durante o dia os pesos iam descendo no seu percurso até ao fundo, impulsionando o relógio.

Foi pena ter-se substituido este relógio, pelo electrónico actual, e pelas campânulas instaladas sobre o campanário.
Na vizinha Paróquia de S. Cristóvão, de Cabanas de Viriato, foi restaurado o velho relógio, idêntico ao que Beijós possuia, e lá continua a marcar o tempo. Talvez tenha sido obra do Sr. Padre José Júlio, que chegou atrasado a Beijós, para também aqui poder preservar esse património.



Noutros tempos, às 06,00h da manhã, lá estava o Sacristão abraçado a este pilar do meio do campanário, que suporta os dois sinos, para dar o toque da Avé-Maria.

Ao meio dia, lá estava ele outra vez, para dar o toque do meio dia, no Inverno às 12,00h e no Verão às 13,00h.

Ao anoitecer, havia sempre o toque das Trindades, sinal que o dia acabava, para os trabalhos nos campos.

Pelas 21,00/22,00h havia, diariamente, o toque das Almas, para lembrar às populações os seus ente-queridos já falecidos.

Estes toques
deixaram de se realizar , porque o modo de vida das pessoas se alterou. Os responsáveis foram trabalhar para longe da Aldeia, onde passam a maior parte do dia, e não podem deslocar-se para efectuar os toques.

É pena não se manter esta tradição, numa Aldeia onde a Igreja foi o seu maior tesouro e fonte de difusão da sua cultura, a par com a Escola.



Há diversos toques tradicionais, dos sinos em Beijós.

O toque repenicado dos sinos, em dias de festas, e em momentos muito solenes, como aquando da realização de casamentos e baptizados.



Os toques de um só sino a dobrar, balouçando de um para o outro lado, assinala que se vão realizar cerimónias religiosas.
Para as Missas Dominicais ou em Dias de Santos de guarda, normalmente, são dados dois toques com o sino pequeno, e um com o sino grande, este seguido de dois piques, um no sino pequeno outro no sino grande.
Cerca de meia hora antes do início das cerimónias (Missa...) é dado um pique só no sino grande, para alertar os fiéis e chamá-los para estarem presentes no início das celebrações.
(Em dias festivos, isso é assinalado com repenique ao fim de cada entrada).

O sinal mais triste é dado, quando morre algum paroquiano, cujo facto é anunciado pelo toque dobrado, feito com o baloiçar dos dois sinos, para um e para outro lado, alternadamente.

Quando morre um homem, este sinal repete-se três vezes. Se morrer uma mulher o toque repete-se duas.
Depois, mantendo-se a tradição, a seguir ao sinal de que alguém faleceu, se a pessoa for de Beijós são dadas duas badaladas no sino grande; se for de Pardieiros, são dadas três badaladas; de for da Póvoa da Pégada são quatro badaladas; para a Póvoa de Lisboa são dadas cinco badaladas, para as pessoas da Póvoa de Entre Ribeiros, penso que eram dadas seis badaladas.


Para a realização dos funerais, os sinos tocam da mesma forma como para as restantes cerimónias, toques idênticos aos de chamarem as populações para as Missas.



Todavia, os sinos dobram da mesma forma, oscilando alternadamente, para um e para outro lado, enquanto decorrem os cortejos fúnebres, até ao Cemitério Paroquial de Beijós.


É de realçar que, foi tradição na Paróquia de Beijós, talvez que ainda se mantenha, quando morriam crianças com idades até aos 12/13 anos os sinos, em vez de dobrar, repenicavam, com toque idêntico aos das festas.
Estas pessoas eram sepultadas em lugares muito especiais, reservados no Cemitério Paroquial.

Para que conste, já que falamos de funerais, para as pessoas solteiras, na Paróquia de Beijós, o funeral era realizado com caixão ou urna brancos.


quarta-feira, julho 11, 2007

2 - FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS

Difusão de fotografias, para que relembremos alguns dos momentos vividos em Beijós, em 24 de Junho de 2007











































































































































Chegada da Banda Musical















































Preparativos para enquadramento na Procissão, já na Rua Afonso Costa.















A Procissão já subia o Areal

























Chegada ao Serradinho






































Chegada à Ponte do Povo.
A procissão, depois de percorrer o Outeiro e o Vale da Loba, regressa à Igreja.

































Chegada dos Tambores da Associação de Carnaval "OS VIRIATOS" e sua actuação no Adro da Igreja.




































































Rua de S. João, no Lugar D'Além

segunda-feira, julho 09, 2007

8 - CUIDAR DA SAÚDE - Café


Há muitos problemas de saúde que impõem a abstenção do café.


< Outros há para os quais o café é aconselhável, desde que tomado moderadamente, conforme podemos verificar neste extracto.

sábado, julho 07, 2007

10 – ACULTURAÇÃO – Apresentações Oficiais

Excepto nas grandes cidades ou capitais onde se localizam embaixadas e consulados, poucos de nós temos ou teremos ocasião de pertencer a um grupo social onde circulam pessoas que possuem títulos de nobreza. Mas, durante a vida inteira, é muito possível que tenhamos ocasião de encontrar um presidente de município, um senador, um ministro ou um alto dignitário eclesiástico.
A pessoa que é apresentada a estas personalidades sair-se-á fácil e correctamente se responder da forma habitual, substituindo o "Encantado" por "Tenho muita honra em conhecê-lo".
Mas a pessoa que fizer a apresentação deverá saber fazê-la correctamente.
Dissemos inicialmente que se apresenta sempre um homem a uma mulher, no decurso habitual dos nossos contactos sociais.
Aqui estão as excepções a essa regra:
> Apresenta-se uma mulher a um primeiro ministro, a um membro da família real, a um chefe de Estado, a um alto dignitário eclesiástico.
> Por exemplo: "Vossa Eminência, permite-me que lhe apresente a Sr.ª Rodrigues".
> "Sr. Primeiro Ministro, permita-me que...".
> A um Bispo dir-se-á: "Vossa Excelência...".
> A um Rei ou Rainha: "Vossa Majestade...".
> A um príncipe ou princesa de uma família real ou imperial: "Vossa Alteza Real ou Imperial...".
> A um príncipe ou princesa: "Vossa Alteza...".
> No caso de Chefe de Estado, tudo depende do regime que representa. Dir-se-á "Senhor Presidente..." ao chefe de Estado da França, dos Estados Unidos...

Seguem-se algumas explicações relativas a outras apresentações oficiais:

> Apresenta-se um embaixador à Sr.ª Rodrigues, mas apresenta-se o seu marido (Sr. Rodrigues) ao embaixador.
> As apresentações far-se-ão assim: "Sr.ª Rodrigues permita-me que lhe apresente o embaixador da França em Portugal".
" Permita-me Vossa Excelência que lhe apresente o Sr. Rodrigues". > Se o embaixador está acompanhado pela sua esposa, as apresentações far-se-ão como se segue:
"Sr.ª Picard (seria este o nome da esposa do embaixador), permita-me que lhe apresente o Sr. e a Sr.ª Rodrigues".
Seguidamente: "Sr.ª Rodrigues, permita-me que lhe apresente o embaixador de França em Portugal ".
E depois: "Excelência, o Sr. Rodrigues " (A esposa do senhor embaixador não tem o título de embaixatriz).
No decorrer da conversação devemos tratar o embaixador por "Excelência" e a sua esposa por "minha senhora".

> Devem ser mencionados os graus hierárquicos dos membros das forças armadas: general, coronel, capitão, comodoro comandante, almirante, major, sargento, etc. Um capelão é apresentado como padre ou Reverendo Padre, conforme os casos.
> Os oficiais na reserva só empregam os seus títulos quando estão no desempenho das suas funções, nunca na vida social.

> Embora a maior parte das ordens religiosas tenham abandonado o hábito, a fórmula de tratamento permanece: "padre", para um monge, e "irmã", para uma religiosa. Também se diz "minha madre" ou "minha senhora" a uma superiora, sendo a última expressão a mais frequentemente utilizada.
> Ainda se utiliza a expressão: "Padre-cura" ou "Sr. Cura" nas Igrejas Católicas.
> Nas Igrejas Protestantes diz-se: "Sr. Pastor" ou "Sr. Vigário".
> No culto Israelita: "Sr. Rabino".
> Para o dirigente de uma comunidade nacional judaica: "Sr. Grão-Rabino".

> E, para terminar este capítulo das apresentações, como nomear uma mulher cujo estado civil ignoramos? Simplesmente como "senhora", desde que tenha ultrapassado os trinta anos.
> Porque a mulher de hoje que não é casada é uma profissional ou uma mulher de negócios e o título de "senhora" pode ser-lhe dado sem ofensa de ninguém.

Embora correndo o risco de nos repetirmos, insistimos na necessidade de evitar na vida social o abuso dos títulos e nomes de profissões.

(By MFJ)

quarta-feira, julho 04, 2007

PÓVOA DA PÉGADA - História


Póvoa da Pégada

> Vista de Pardieiros









Póvoa da Pégada

> Vista do baldio





Aldeia que enquadra a freguesia de Beijós


< Entrada Sul









Estrada das Laceiras >








Origem do seu nome:
Póvoa > s.f. Pequena povoação; casal. (Do arc. povoo, do lat. populu, ou de povoar)
Outrora chamaram-lhe Póvoa de Coimbra.
Passou a designar-se Póvoa da Pégada, seguramente, pelos vestígios arqueológicos que foram encontrados nas imediações a Norte do povoado, conforme as imagens documentam.






As origens das pégadas outrora descobertas, terão sido atribuídas ao religioso, que fez desenvolver o culto à Senhora da Pégada, Santa de maior devoção deste Povo.















Durante muitos e muitos anos esteve isolada da sede da freguesia. Todas as comunicações eram feitas a pé, por entre os pinhais das riachas, sobreiro, picoto, costeira e Rua da Igreja em Beijós. Então, por caminhos de terra batida, alguns deles pedregosos, muito estreitos difíceis de transpor, devido à irregularidade do relevo, com muitas e fortes subidas, de Beijós para esta aldeia.
Actualmente é servida por uma estrada municipal, que atravessa o povoado, ligando directamente a Carregal do Sal, vila sede do concelho nos 10 km que as separam, passando por Laceiras e Cabanas de Viriato. Seguindo para Norte, a mesma estrada liga à sede da freguesia, da qual dista 3 km, passando pelo alto da Póvoa de Lisboa, onde liga à Estrada de Beijós-Canas de Senhorim, esta localidade do concelho de Nelas.


Aldeia essencialmente agrícola, situada a Sul da sede da freguesia.

Apesar de se situar num planalto, os seus terrenos são muito produtivos, fertilizados por imensos lençóis de água à superfície cujos excedentes descem, naturalmente, pelos seus ribeiros, para Beijós.










< Lage ou Eira







> A Póvoa da Pégada já foi imensamente povoada, todavia, perante as dificuldades de vária ordem que, em determinado período, Portugal atravessou, as populações também tiveram que emigrar para França, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América e etc., e, actualmente, é habitada por cerca de 70 moradores.





Capela da Senhora da Pégada >










> O seu Orago é a Nossa Senhora da Pégada, que se venera na sua Capela, naquela Aldeia, a 18 de Dezembro.












É de realçar que as populações realizavam uma festa grande, festa do Povo, todavia, esteve suspensa durante mais de 20 anos.
Nos últimos 4-5 anos organizaram-se e os moradores, para cumprir as suas tradições, têm vindo a fazer o seu arraial no mesmo dia da festa da Senhora da Pégada.
Assim, conseguem prolongar os festejos e aproveitam para fomentar o salutar convívio entre as populações residentes e os filhos desta Terra que estão ausentes e que a visitam no dia da sua Padroeira.

Há forte empenhamento de alguns dos moradores em fomentar um são convívio entre eles e entre quem os visita e reforçar os seus laços culturais e recreativos.
Para tanto criaram a Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Póvoa da Pégada-ACRDPP, cujo edifício-sede já está na fase de acabamentos e aprovação, cujas imagens nos propomos a divulgar, oportunamente.
Não há dúvida que este empreendimento virá trazer algum desenvolvimento à Aldeia e proporcionar um melhor relacionamento, com outras aldeias da região, através do desporto e com outras actividades culturais e recreativas, ali desenvolvidas.
___________
By Willoughby

terça-feira, julho 03, 2007

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

No dia 14 de Junho de 2007, em Belas-Sintra

Faleceu IRENE JUDITE MENDES, de 80 anos de idade, de Beijós.

Foi sepultada no dia 16 de Junho, no Cemitério Paroquial de Beijós.

» BEIJÓS-CINCO ALDEIAS, pede desculpas pelo atraso na divulgação da notícia e apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

segunda-feira, julho 02, 2007

PARDIEIROS



Pardieiros

>vistos da Póvoa da Pegada.


Origem do seu nome: > Pardieiro > s.m. Casa arruinada; casa pobre e tosca; edifício velho. ( do latim parietinas, de parietínu).















Pardieiros enquadrados numa paisagem de campos de cultivo agrícola de Beijós.


> Muito embora o seu casario seja bastante antigo, nem por isso desmereceu os cuidados dos respectivos proprietários que, ao longo dos tempos, têm zelado pela sua conservação e restauro. Há muitas casas já de construção recente que melhoraram significativamente o ambiente e modernizaram a Aldeia.

> Aldeia essencialmente agrícola, que integra a freguesia de Beijós, concelho de Carregal do Sal.

Situada no planalto da margem esquerda do Rio Dão, constitui o limite de quatro concelhos, designadamente: Carregal do Sal, Tondela a Norte, Nelas a Nascente e Viseu a Nordeste. Limite da freguesia de Lageosa do Dão, a Norte; das Aldeias de Pedra Cavaleira e Póvoa-Dão, da vizinha de freguesia de Silgueiros, a N.E.; e Moreira de Santar a Este. A Aldeia é atravessada e servida por uma Estrada Municipal, que deriva da Estrada Nacional 337, a Poente, que liga à sede da freguesia e às povoações contíguas, e também aos concelhos de Nelas e Viseu.

Nos transportes públicos é servida com carreiras regulares da empresa "Os Marques" do Vinhal,com ligação entre a Estação da CP de Carregal do Sal e Santar.

O seu Orago é Santo Antão, que se venera na sua Capela, nesta Aldeia, a 17 de Janeiro.
Os seus festejos grandes, ou festa do Povo, realizam-se habitualmente no fim de semana da Pascoela.

sábado, junho 30, 2007

FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS


Fogueira de S. João.












Noite de S. João

Dia 23 de Junho de 2007

Véspera do dia de S. João. Noutros tempos acendiam-se, nalguns largos ou ruas da nossa aldeia, as fogueiras de rosmaninho, com que os jovens se divertiam, saltando passando sobre o fumo que delas ascendia.
Era uma alegria, para a mocidade.
O cheiro ao rosmaninho queimado pairava no ar durante grande parte da noite.
Ainda que essa tradição se mantenha, como nos ilustra a imagem, outros convívios passaram a fazer parte do início da festa.

Há alguns anos que, pelo que BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apurou, um grupo de moradores do Bairro da Eira, em Beijós decidiram criar o seu próprio convívio no largo junto aos muros da casa do Nosso Querido Amigo, que Deus lhe fale na Alma, António Marques, em frente ao pinhal da vinha da eira. Aí acendiam uma fogueira, para fazer brasas onde assavam a sardinha para o jantar. Juntavam-se os respectivos familiares, trazendo consigo algum vinho, para acompanhar a sardinha, na refeição.

Boa iniciativa esta, porque de ano para ano este jantar vem sendo publicitado e, consequentemente, tem vindo a juntar, entre alguns curiosos que, espontaneamente, acabam por se associar, muitos amigos, o que, orgulhosamente, se mantém.

Tudo bem! O Outeiro do Moinho, no canto do Vale da Loba, procurou seguir-lhes os passos. As pessoas deste e dos Bairros vizinhos, como o da Tapada, passaram a juntar-se e a organizar naquele canto de Beijós, também o seu próprio convívio, que mantêm esporadicamente. Vê-se que os extremos, Nascente e Poente, de Beijós procuram organizar-se para conviver.

Todavia, há três ou quatro anos para cá que as comissões das festas de S. João Baptista passaram a organizar um convívio mais abrangente, que contempla toda a população de Beijós e seus amigos, mesmo forasteiros, que se queiram associar às festas.
Começaram pela feliz ideia de distribuir os tremoços e o vinho aos viandante e quase de porta-a-porta, pela aldeia. Iniciativa inédita, muito bem pensada que tem merecido o melhor acolhimento das populações.

Será bom aqui relembrar que todas as iniciativas são bem acolhidas, desde que haja meios financeiros para as realizar condignamente.
Tudo dependerá e muito bem se assim é, dos fundos que a comissão das festas possa reunir.
Claro que não poderemos exigir das pessoas que façam grandes festas, se não houver forte contribuição de todos os Beijosenses.
Não podemos aceitar que, quem quer que esteja na comissão das festas, as faça à sua própria conta. Isso não seria justo, quando a festa é de todos os Beijosenses e quando todos são beneficiados.

Este ano, 2007, os mordomos, somente dois, organizaram-se de tal forma que, conseguiram brilhar e elevar mais alto o nome de Beijós.
Será inteiramente justo que devolvamos aos Mordomos, Victor e Pedro, alguma das alegrias que com a sua coragem e dedicação eles conseguiram proporcionar aos seus conterrâneos. Seguramente que eles estarão super satisfeitos por terem conseguido os seus objectivos, mas também toda a população de Beijós lhe estará extremamente grata, o que é de inteira justiça, pelo brilho que as festas de S. João tiveram.

Senão vejamos:

Quando me preparava para encher um garrafão de água no nosso chafariz, para me ir juntar a um grupo de amigos, fui surpreendido pela música de uma aparelhagem sonora, instalada sobre uma vedação de verdura, com ramos de acácia-preta, vulgo Austrália, que servia de cobertura ao reboque de um tractor agrícola, que circulava na Rua Abade Pais Pinto, do Areal para a ponte do povo, já na fronteira do Areal com o Bairro da Ponte.
Sobre a máquina de tons brancos e vermelhos, viajavam, além do tractorista, três ou quatro pessoas.
Desfraldava uma bandeira nacional, erguida por um dos viajantes, que a balançava de um para o outro lado.
Confesso que nunca assisti à distribuição dos tremoços. Foi coisa que nunca me motivou a curiosidade, por considerar uma tarefa somenos.
Naquele momento, parei para observar o que se estava a passar com aquele tractor, pensando muito seriamente que seria uma passagem de publicidade para as festas que se iniciavam.
Ao verem-me, os mordomos saltaram do tractor e dirigiram-se-me, amavelmente, a oferecer tremoços.
Boa surpresa, porque eu sempre pensei ver a tremoceira, com o seu carro de mão, como habitual, a distribuir os tremoços pelas ruas, mas afinal isso tudo estava devidamente organizado e controlado pelos mordomos responsáveis.
Conversei com eles, confessei-lhe a surpresa e aceitei ver o arranjo do reboque do tractor. Desloquei-me para a retaguarda do reboque e tive maior surpresa com o cenário que se me apresentou: Na traseira da carroçaria, à direita, uma banheira metálica, cheia de água fresca, com uma torneira no cimo, no lugar onde havia de ser colocado o respectivo raro. Atrás da banheira, encima de um cavalete, um barril de madeira com o vinho, em cuja torneira estava ligada uma mangueira ou tubo de borracha, o qual, passando por dentro da banheira e mergulhando na água fresca com gelo, ligava à outra torneira que já referi, do raro da banheira, para que o vinho, tirado desta última torneira, chegasse fresquinho ao consumidor.
Ao lado da banheira, uma gamela rectangular que continha os tremoços, de onde a Maria da Conceição Borges ia servindo as pessoas que aparecessem. Apesar da surpresa e de me ter apanhado desprevenido, sem vasilha, nem saco para levar os tremoços, a Quitas do Silvério, como é conhecida, mesmo vendo que ia ficar sem copo para servir os tremoços, tomou a iniciativa de mo entregar cheio a transbordar. Preparou-se logo para me encher também um copo de tinto, tirado da torneira da banheira.
Atrás da Maria da Conceição Borges estava a sua prima Fernanda que, pelo que me apercebi, ajudava a servir os tremoços e o vinho.

Enfim!
Anunciavam, realmente, um serão de festa rija em Beijós.
Que são convívio entre os beijosenses se adivinhava.
Àquela hora, cerca das 20,00 h, já as pessoas se movimentavam, para se reunirem na sala de visitas de Beijós, o recinto das festas, debaixo das Carvalhas.
Também estava convidado para me apresentar naquele recinto das festas, onde serviram sardinha de graça a quem aparecesse.
Havia surpresa!
Sim! A surpresa que os mordomos anunciavam nos respectivos prospectos.
Um porco inteiro a rebolar sobre o carvão incandescente, para assar.
Comeram-se as sardinhas, beberam-se muitas bebidas, estas de acordo com a vontade de cada um, que tinha que as pedir em separado.
Porém, a carne do porco no churrasco, só chegou muito mais tarde, para garantir o prolongamento, até altas horas da noite, daquele são convívio.
Quem visitou Beijós nesse serão, terá tido ceia maravilhosa e light por conta das festas.
Como é salutar ver os habitantes de uma aldeia reunidos para conviver.
Pessoas que, há tantos anos que se não viam, forasteiros que vinham ver dos amigos, conseguiram confraternizar, por uns instantes, naquele salutar ambiente de festa.

Havia muitos voluntários para trabalhar.Toda a gente demonstrava ansiedade de ser prestável e dar a sua ajudinha, mas os Mordomos da Festa o Victor e o Pedro, que não arredaram pé, terão tido o maior sacrifício, pois além de terem promovido tão faustoso repasto e proporcionarem aqueles encontros dos Beijosenses com os familiares e amigos, supervisionaram todo o movimento, garantindo que tudo, harmoniosa e disciplinadamente, decorresse sem sobressaltos.

Mereceram bem o carinho que lhe foi dispensado.
Garantidamente que os Beijosenses lhe irão ficar gratos por muito tempo.
Temos que enaltecer todos os préstimos que eles dispensaram para que Beijós brilhasse mais uma vez.
Gostei de observar a surpresa demonstrada nas populações das aldeias vizinhas, quando tomavam conhecimento da sardinhada servida de graça em Beijós, na noite de S. João.
Muito bom exemplo que Beijós talvez deixe, para todas as aldeias do concelho e até do Distrito de Viseu.
Prevalece, desde há séculos da História de Beijós, o sangue beijosense que continua a correr-nos nas veias com o mesmo brio e dedicação de outrora, na arte de bem receber.
Esta tarefa, enraizada em cada um de nós, irá perdurar seguramente, enquanto houver homens empreendedores e com tamanhas iniciativas como as reveladas pelo Victor e pelo Pedro.

O nosso profundo agradecimento com um forte BEM-HAJA, para ambos!
Com vontades assim, Beijós será para sempre... Beijós!
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Que este espírito se eternize na consciência das Comissões vindouras!
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By Willoughby

quinta-feira, junho 28, 2007

FESTA DE S. JOÃO BATISTA DE BEIJÓS




Beijós engalanou-se para realizar a festa do seu Padroeiro, S. João Baptista, no dia 24 de Junho.























Ao chegar à nossa Aldeia, todo o ambiente era de festa, com as suas ruas enfeitadas.































Os andores das imagens que enquadraram a Procissão, colocados lado a lado, brilhante e harmoniosamente ornamentados com flores naturais de cores a condizer com os respectivos mantos.









S. João Baptista, do alto do seu pedestal, inspira confiança a todos os seus devotos.

Deixou que todo o público ocupasse o seu lugar, ladeando as imagens de todos os outros Santos que o antecediam, para ser ele a encerrar o cortejo.


Santo António também esteve presente....






























acompanhando de perto as Nossas Senhoras da Conceição e de Fátima e







o Sagrado Coração de Jesus.
















O Mártir S. Sebastião iniciou o desfile.


























Foi uma festa maravilhosa. Valeu o sacrifício dos dois únicos mordomos.
O Victor Peixeira
e o Pedro Peixeira deram o seu melhor e conseguiram todo o brilho que esta festa necessitava.









Parabéns pela sua postura e por tudo o que fizeram para que Beijós brilhasse mais uma vez.











Como foi bonito, na hora da despedida, a multidão que enchia a Igreja, agradeceu todo o seu esforço, aplaudindo com palmas no momento em que foi enaltecido o seu trabalho pelo Sr. Padre José Júlio.














Muito bom!
Brilhante!

Não há outros adjectivos para classificar e enaltecer a forma como estes nossos conterrâneos se organizaram.











Eles foram incansáveis. Não descuraram um só momento o seu trabalho em cada passo da festa.
















Estiveram sempre presentes, em tudo.


































































































































Esta Festa perdurará, durante muitos anos, na memória de todos os Beijosenses.

Parabéns!

Também não deixaremos de enaltecer os festejos e os convívios do dia 23 de Junho, os quais oportunamente também merecerão o nosso destaque.