segunda-feira, julho 16, 2007

CAMPOS AGRÍCOLAS DE BEIJÓS

Céu de S. João 2007, em Beijós













Céu limpo,com pequenas nuvens e não estava muito quente




















Todavia, em determinado momento, parecia ameaçar chuva




Como é bom ver o verde dos campos, ainda cultivados, nos arredores da nossa Aldeia.


















9 - CUIDAR DA SAÚDE - Peixe


Peixe, alimento indispensável para a saúde.


A "Sport Life" dá-nos alguns conselhos sobre o consumo deste alimento.

quinta-feira, julho 12, 2007

2 - OS CINQUENTA ANOS DOS SINOS DA IGREJA DA PARÓQUIA DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS

Lá no alto do seu campanário, os sinos da nossa Aldeia, substituindo os velhinhos, lá estão desde há cinquenta anos a cumprir cabalmente a sua missão.
Aliás, muitas das suas funções de outrora deixaram de se realizar.
Lá vai o tempo em que as horas e 1/2 horas, na nossa aldeia, eram assinaladas, com um maço (um martelo de ferro) a bater no sino grande.

Um relógio mecânico, movido com duas cordas de sisal, que suspendiam dois grandes pesos de pedra. Estes pesos eram o motor: um para fazer trabalhar o relógio; o outro para impulsionar os carretos que movimentavam o martelo para bater no sino, às horas e às meias horas.
Havia uma casa, revestida a zinco, instalada sobre o telhado da Igreja, ao lado do campanário , onde se encontrava instalado o mecanismo do relógio, propriamente dito.
Uma estrutura de madeira, colocada no coro da Igreja e no rés-do-chão, ao lado direito da porta principal,
para prevenir os acidentes pessoais, vedava a manga onde os pesos, suspensos pelas referidas cordas, se movimentavam .
Uma vez por dia (...) o Sacristão ia dar corda ao relógio, fazendo com que os pesos subissem até junto do respectivo mecanismo, sobre o telhado. Durante o dia os pesos iam descendo no seu percurso até ao fundo, impulsionando o relógio.

Foi pena ter-se substituido este relógio, pelo electrónico actual, e pelas campânulas instaladas sobre o campanário.
Na vizinha Paróquia de S. Cristóvão, de Cabanas de Viriato, foi restaurado o velho relógio, idêntico ao que Beijós possuia, e lá continua a marcar o tempo. Talvez tenha sido obra do Sr. Padre José Júlio, que chegou atrasado a Beijós, para também aqui poder preservar esse património.



Noutros tempos, às 06,00h da manhã, lá estava o Sacristão abraçado a este pilar do meio do campanário, que suporta os dois sinos, para dar o toque da Avé-Maria.

Ao meio dia, lá estava ele outra vez, para dar o toque do meio dia, no Inverno às 12,00h e no Verão às 13,00h.

Ao anoitecer, havia sempre o toque das Trindades, sinal que o dia acabava, para os trabalhos nos campos.

Pelas 21,00/22,00h havia, diariamente, o toque das Almas, para lembrar às populações os seus ente-queridos já falecidos.

Estes toques
deixaram de se realizar , porque o modo de vida das pessoas se alterou. Os responsáveis foram trabalhar para longe da Aldeia, onde passam a maior parte do dia, e não podem deslocar-se para efectuar os toques.

É pena não se manter esta tradição, numa Aldeia onde a Igreja foi o seu maior tesouro e fonte de difusão da sua cultura, a par com a Escola.



Há diversos toques tradicionais, dos sinos em Beijós.

O toque repenicado dos sinos, em dias de festas, e em momentos muito solenes, como aquando da realização de casamentos e baptizados.



Os toques de um só sino a dobrar, balouçando de um para o outro lado, assinala que se vão realizar cerimónias religiosas.
Para as Missas Dominicais ou em Dias de Santos de guarda, normalmente, são dados dois toques com o sino pequeno, e um com o sino grande, este seguido de dois piques, um no sino pequeno outro no sino grande.
Cerca de meia hora antes do início das cerimónias (Missa...) é dado um pique só no sino grande, para alertar os fiéis e chamá-los para estarem presentes no início das celebrações.
(Em dias festivos, isso é assinalado com repenique ao fim de cada entrada).

O sinal mais triste é dado, quando morre algum paroquiano, cujo facto é anunciado pelo toque dobrado, feito com o baloiçar dos dois sinos, para um e para outro lado, alternadamente.

Quando morre um homem, este sinal repete-se três vezes. Se morrer uma mulher o toque repete-se duas.
Depois, mantendo-se a tradição, a seguir ao sinal de que alguém faleceu, se a pessoa for de Beijós são dadas duas badaladas no sino grande; se for de Pardieiros, são dadas três badaladas; de for da Póvoa da Pégada são quatro badaladas; para a Póvoa de Lisboa são dadas cinco badaladas, para as pessoas da Póvoa de Entre Ribeiros, penso que eram dadas seis badaladas.


Para a realização dos funerais, os sinos tocam da mesma forma como para as restantes cerimónias, toques idênticos aos de chamarem as populações para as Missas.



Todavia, os sinos dobram da mesma forma, oscilando alternadamente, para um e para outro lado, enquanto decorrem os cortejos fúnebres, até ao Cemitério Paroquial de Beijós.


É de realçar que, foi tradição na Paróquia de Beijós, talvez que ainda se mantenha, quando morriam crianças com idades até aos 12/13 anos os sinos, em vez de dobrar, repenicavam, com toque idêntico aos das festas.
Estas pessoas eram sepultadas em lugares muito especiais, reservados no Cemitério Paroquial.

Para que conste, já que falamos de funerais, para as pessoas solteiras, na Paróquia de Beijós, o funeral era realizado com caixão ou urna brancos.


quarta-feira, julho 11, 2007

2 - FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS

Difusão de fotografias, para que relembremos alguns dos momentos vividos em Beijós, em 24 de Junho de 2007











































































































































Chegada da Banda Musical















































Preparativos para enquadramento na Procissão, já na Rua Afonso Costa.















A Procissão já subia o Areal

























Chegada ao Serradinho






































Chegada à Ponte do Povo.
A procissão, depois de percorrer o Outeiro e o Vale da Loba, regressa à Igreja.

































Chegada dos Tambores da Associação de Carnaval "OS VIRIATOS" e sua actuação no Adro da Igreja.




































































Rua de S. João, no Lugar D'Além

segunda-feira, julho 09, 2007

8 - CUIDAR DA SAÚDE - Café


Há muitos problemas de saúde que impõem a abstenção do café.


< Outros há para os quais o café é aconselhável, desde que tomado moderadamente, conforme podemos verificar neste extracto.

sábado, julho 07, 2007

10 – ACULTURAÇÃO – Apresentações Oficiais

Excepto nas grandes cidades ou capitais onde se localizam embaixadas e consulados, poucos de nós temos ou teremos ocasião de pertencer a um grupo social onde circulam pessoas que possuem títulos de nobreza. Mas, durante a vida inteira, é muito possível que tenhamos ocasião de encontrar um presidente de município, um senador, um ministro ou um alto dignitário eclesiástico.
A pessoa que é apresentada a estas personalidades sair-se-á fácil e correctamente se responder da forma habitual, substituindo o "Encantado" por "Tenho muita honra em conhecê-lo".
Mas a pessoa que fizer a apresentação deverá saber fazê-la correctamente.
Dissemos inicialmente que se apresenta sempre um homem a uma mulher, no decurso habitual dos nossos contactos sociais.
Aqui estão as excepções a essa regra:
> Apresenta-se uma mulher a um primeiro ministro, a um membro da família real, a um chefe de Estado, a um alto dignitário eclesiástico.
> Por exemplo: "Vossa Eminência, permite-me que lhe apresente a Sr.ª Rodrigues".
> "Sr. Primeiro Ministro, permita-me que...".
> A um Bispo dir-se-á: "Vossa Excelência...".
> A um Rei ou Rainha: "Vossa Majestade...".
> A um príncipe ou princesa de uma família real ou imperial: "Vossa Alteza Real ou Imperial...".
> A um príncipe ou princesa: "Vossa Alteza...".
> No caso de Chefe de Estado, tudo depende do regime que representa. Dir-se-á "Senhor Presidente..." ao chefe de Estado da França, dos Estados Unidos...

Seguem-se algumas explicações relativas a outras apresentações oficiais:

> Apresenta-se um embaixador à Sr.ª Rodrigues, mas apresenta-se o seu marido (Sr. Rodrigues) ao embaixador.
> As apresentações far-se-ão assim: "Sr.ª Rodrigues permita-me que lhe apresente o embaixador da França em Portugal".
" Permita-me Vossa Excelência que lhe apresente o Sr. Rodrigues". > Se o embaixador está acompanhado pela sua esposa, as apresentações far-se-ão como se segue:
"Sr.ª Picard (seria este o nome da esposa do embaixador), permita-me que lhe apresente o Sr. e a Sr.ª Rodrigues".
Seguidamente: "Sr.ª Rodrigues, permita-me que lhe apresente o embaixador de França em Portugal ".
E depois: "Excelência, o Sr. Rodrigues " (A esposa do senhor embaixador não tem o título de embaixatriz).
No decorrer da conversação devemos tratar o embaixador por "Excelência" e a sua esposa por "minha senhora".

> Devem ser mencionados os graus hierárquicos dos membros das forças armadas: general, coronel, capitão, comodoro comandante, almirante, major, sargento, etc. Um capelão é apresentado como padre ou Reverendo Padre, conforme os casos.
> Os oficiais na reserva só empregam os seus títulos quando estão no desempenho das suas funções, nunca na vida social.

> Embora a maior parte das ordens religiosas tenham abandonado o hábito, a fórmula de tratamento permanece: "padre", para um monge, e "irmã", para uma religiosa. Também se diz "minha madre" ou "minha senhora" a uma superiora, sendo a última expressão a mais frequentemente utilizada.
> Ainda se utiliza a expressão: "Padre-cura" ou "Sr. Cura" nas Igrejas Católicas.
> Nas Igrejas Protestantes diz-se: "Sr. Pastor" ou "Sr. Vigário".
> No culto Israelita: "Sr. Rabino".
> Para o dirigente de uma comunidade nacional judaica: "Sr. Grão-Rabino".

> E, para terminar este capítulo das apresentações, como nomear uma mulher cujo estado civil ignoramos? Simplesmente como "senhora", desde que tenha ultrapassado os trinta anos.
> Porque a mulher de hoje que não é casada é uma profissional ou uma mulher de negócios e o título de "senhora" pode ser-lhe dado sem ofensa de ninguém.

Embora correndo o risco de nos repetirmos, insistimos na necessidade de evitar na vida social o abuso dos títulos e nomes de profissões.

(By MFJ)

quarta-feira, julho 04, 2007

PÓVOA DA PÉGADA - História


Póvoa da Pégada

> Vista de Pardieiros









Póvoa da Pégada

> Vista do baldio





Aldeia que enquadra a freguesia de Beijós


< Entrada Sul









Estrada das Laceiras >








Origem do seu nome:
Póvoa > s.f. Pequena povoação; casal. (Do arc. povoo, do lat. populu, ou de povoar)
Outrora chamaram-lhe Póvoa de Coimbra.
Passou a designar-se Póvoa da Pégada, seguramente, pelos vestígios arqueológicos que foram encontrados nas imediações a Norte do povoado, conforme as imagens documentam.






As origens das pégadas outrora descobertas, terão sido atribuídas ao religioso, que fez desenvolver o culto à Senhora da Pégada, Santa de maior devoção deste Povo.















Durante muitos e muitos anos esteve isolada da sede da freguesia. Todas as comunicações eram feitas a pé, por entre os pinhais das riachas, sobreiro, picoto, costeira e Rua da Igreja em Beijós. Então, por caminhos de terra batida, alguns deles pedregosos, muito estreitos difíceis de transpor, devido à irregularidade do relevo, com muitas e fortes subidas, de Beijós para esta aldeia.
Actualmente é servida por uma estrada municipal, que atravessa o povoado, ligando directamente a Carregal do Sal, vila sede do concelho nos 10 km que as separam, passando por Laceiras e Cabanas de Viriato. Seguindo para Norte, a mesma estrada liga à sede da freguesia, da qual dista 3 km, passando pelo alto da Póvoa de Lisboa, onde liga à Estrada de Beijós-Canas de Senhorim, esta localidade do concelho de Nelas.


Aldeia essencialmente agrícola, situada a Sul da sede da freguesia.

Apesar de se situar num planalto, os seus terrenos são muito produtivos, fertilizados por imensos lençóis de água à superfície cujos excedentes descem, naturalmente, pelos seus ribeiros, para Beijós.










< Lage ou Eira







> A Póvoa da Pégada já foi imensamente povoada, todavia, perante as dificuldades de vária ordem que, em determinado período, Portugal atravessou, as populações também tiveram que emigrar para França, Alemanha, Brasil, Estados Unidos da América e etc., e, actualmente, é habitada por cerca de 70 moradores.





Capela da Senhora da Pégada >










> O seu Orago é a Nossa Senhora da Pégada, que se venera na sua Capela, naquela Aldeia, a 18 de Dezembro.












É de realçar que as populações realizavam uma festa grande, festa do Povo, todavia, esteve suspensa durante mais de 20 anos.
Nos últimos 4-5 anos organizaram-se e os moradores, para cumprir as suas tradições, têm vindo a fazer o seu arraial no mesmo dia da festa da Senhora da Pégada.
Assim, conseguem prolongar os festejos e aproveitam para fomentar o salutar convívio entre as populações residentes e os filhos desta Terra que estão ausentes e que a visitam no dia da sua Padroeira.

Há forte empenhamento de alguns dos moradores em fomentar um são convívio entre eles e entre quem os visita e reforçar os seus laços culturais e recreativos.
Para tanto criaram a Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Póvoa da Pégada-ACRDPP, cujo edifício-sede já está na fase de acabamentos e aprovação, cujas imagens nos propomos a divulgar, oportunamente.
Não há dúvida que este empreendimento virá trazer algum desenvolvimento à Aldeia e proporcionar um melhor relacionamento, com outras aldeias da região, através do desporto e com outras actividades culturais e recreativas, ali desenvolvidas.
___________
By Willoughby

terça-feira, julho 03, 2007

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós

No dia 14 de Junho de 2007, em Belas-Sintra

Faleceu IRENE JUDITE MENDES, de 80 anos de idade, de Beijós.

Foi sepultada no dia 16 de Junho, no Cemitério Paroquial de Beijós.

» BEIJÓS-CINCO ALDEIAS, pede desculpas pelo atraso na divulgação da notícia e apresenta os mais sentidos pêsames à família enlutada.

segunda-feira, julho 02, 2007

PARDIEIROS



Pardieiros

>vistos da Póvoa da Pegada.


Origem do seu nome: > Pardieiro > s.m. Casa arruinada; casa pobre e tosca; edifício velho. ( do latim parietinas, de parietínu).















Pardieiros enquadrados numa paisagem de campos de cultivo agrícola de Beijós.


> Muito embora o seu casario seja bastante antigo, nem por isso desmereceu os cuidados dos respectivos proprietários que, ao longo dos tempos, têm zelado pela sua conservação e restauro. Há muitas casas já de construção recente que melhoraram significativamente o ambiente e modernizaram a Aldeia.

> Aldeia essencialmente agrícola, que integra a freguesia de Beijós, concelho de Carregal do Sal.

Situada no planalto da margem esquerda do Rio Dão, constitui o limite de quatro concelhos, designadamente: Carregal do Sal, Tondela a Norte, Nelas a Nascente e Viseu a Nordeste. Limite da freguesia de Lageosa do Dão, a Norte; das Aldeias de Pedra Cavaleira e Póvoa-Dão, da vizinha de freguesia de Silgueiros, a N.E.; e Moreira de Santar a Este. A Aldeia é atravessada e servida por uma Estrada Municipal, que deriva da Estrada Nacional 337, a Poente, que liga à sede da freguesia e às povoações contíguas, e também aos concelhos de Nelas e Viseu.

Nos transportes públicos é servida com carreiras regulares da empresa "Os Marques" do Vinhal,com ligação entre a Estação da CP de Carregal do Sal e Santar.

O seu Orago é Santo Antão, que se venera na sua Capela, nesta Aldeia, a 17 de Janeiro.
Os seus festejos grandes, ou festa do Povo, realizam-se habitualmente no fim de semana da Pascoela.