terça-feira, fevereiro 19, 2008

BEIJÓS » Fonte dos Amores

Desde tempos imemoriais que se desencadeou a lenda da fonte dos amores.

Há 60/70 anos a esta parte, alguns Beijosenses (grupos de rapazes e raparigas da época), em Quinta Feira da Ascensão, faziam uma romaria à fonte dos Amores.
Levavam os seus lanches, feitos pelas raparigas, e faziam um pic-nic, durante a tarde, à sombra de grandes amieiros que, então, ali existiam.
Alguns deixavam as datas e os seus nomes gravados na casca dos troncos daquelas árvores, cujas inscrições se mantiveram enquanto conservaram ali essas árvores.
Muito salutar.
Assim se iniciavam muitos namoros em Beijós, uma grande parte dos quais conduziam ao casamento.
Tempos muito bons, de muito respeito, entre a juventude.
Actualmente, uma vez que Quinta Feira da Ascensão,
em Portugal, deixou de ser feriado ou dia de Santo de Guarda, para a Igreja Católica, não se faz essa romaria.
Para essa data, foi criada uma outra ao Monte do Calvário, sobranceiro à Vinha da Casa, em Beijós, que se realiza no Domingo a seguir a essa Quinta feira.
Esta romaria, com procissão, tem como finalidade a bênção dos Campos, porque é a altura em que eles ostentam as culturas do pão (trigo, centeio, milho, etc.).

Todavia, a Fonte dos Amores continua a ser falada e, apesar de estar um pouco mais abandonada, não perdeu os seus encantos.


Há por ali carvalhos, pinheiros e amieiros novos, com novas inscrições e sombra suficiente para as merendas.

Está a meia hora de caminho a pé de Beijós, que vale a pena, pelo exercício físico que nos proporciona.
Outrora, essa caminhada era feita por entre os matos, ou por caminhos muito pedregosos.
Actualmente, tudo está diferente, com a abertura da Estrada que liga a nossa Aldeia à Lampaça e ao Brejo.
Para os mais cansados, por essa estrada, de automóvel demoram-se cerca de 10 minutos.

Noutros tempos, a bica era feita de um pedaço de caniço, por isso tinha que ser substituida algumas vezes por ano.
Quem mais se servia das suas águas, que corriam durante todo o ano, ainda que o Estio fosse forte, eram os agricultores das propriedades vizinhas e os resineiros.



Em 20 de Abril de 2007, alguém teve a feliz ideia de melhorar o aproveitamento daquela Água, colocando ali uma bica de tubo plástico e encimou/alteou o respectivo bordo com cimento.

A fonte fica na encosta do monte, do lado da Póvoa de Santo António - Nelas, a cerca de 50 metros do leito da Ribeira de Alcafache-Ferreiroz, que atravessa a Aldeia de Beijós.
 >O autor da obra deixou a sua assinatura, para que conste.



Este nosso querido amigo foi apanhado a provar as águas.
Seguramente que foi confirmar se elas ainda eram iguais àquelas que correram por ali há cerca de 55 anos.

As águas desta fonte são muito boas e, apesar de sairem do meio da rocha e percorrerem lençóis graníticos, são muito leves.
Como é normal, frescas no Verão e mornas no Inverno.
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Por nos parecer adequado, ainda que não tenha sido criado para esta, permitam-nos deixar aqui a letra do belo fado:


LENDA DA FONTE

I

Maria do monte
Nascida e criada
Na encruzilhada
Que fica de fronte
Da fonte sagrada
II
A lenda é antiga
Mas há quem a conte
Que descia do monte
Uma rapariga
Para beber na fonte.
III
E àquela hora
Por ela marcada
De noite ou de dia
O Chico da nora
Na encruzilhada
Esperava a Maria
Seguiram depois
Bem juntos os dois
Ao longo da estrada
Matar de desejos
A sede com beijos
Na fonte sagrada.
IV
Mas um certo dia
Como era esperada,
Na encruzilhada
Não veio a Maria
À hora marcada
Seus olhos divinos
Para sempre fechou
Aldeia rezou
Tocaram os sinos
E a fonte secou.
V
E àquela hora
Por ela marcada
De noite ou de dia
O Chico da nora
Na encruzilhada
Esperava Maria
Mas oh Santo Deus
Escureceram-se os céus
Finou-se a beldade
E diz-se no monte
Que a velhinha fonte
Secou de saudade.
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By > Autor desconhecido

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segunda-feira, fevereiro 18, 2008

BEIJÓS - VISEU » Especialidades Regionais

Há na nossa região especialidades de culinária, principalmente doçaria, únicas em Portugal.
Aqui apresentamos imagens de algumas dessas especialidades:
Bolos:
> Viriato
> Castanha de Ovos
> Pão de Azeite> Pastéis de Feijão
> Pão de Ló
O Bolo de Ló é uma especialidade caseira de Beijós, agora para a Páscoa.
Tradicionalmente, na Semana Santa, principalmente Quinta Feira e Sexta Feira, os fornos de lenha não param. Quase todas as famílias procuram tratar dos seus bolos, para receber os familiares e amigos, em Domingo de Páscoa, depois da Visita Pascal.
Bolas:

> Bola de Vinha d'Álhos
"Bola" > Assim designada, porque a massa, levada ao forno em forma de pão, é batida com a pá de ferro com que ali é colocada, ficando espalmada. Desta forma, consegue cozer muito mais depressa.
> Bola de Cebola:
É uma especialidade muito apreciada na nossa Aldeia. A cebola (em quantidade desejada) é previamente picada para um recipiente. Depois junta-se-lhe azeite q.b.. Quando a massa do pão está levedada e pronta para ir ao forno, num pedaço dessa massa é adicionada a cebola já temperada. Vai para o forno da mesma forma com o restante pão, mas, quando ali é colocada, é batida, como já ficou referido.
> Bola de Sardinha:
Massa do mesmo pão, trabalhada toda da mesma forma. As bolas são a última massa a entrar para o forno. Prepara-se a sardinha, previamente, lavando-se, retirando as escamas e as tripas. Coloca-se depois num pedaço de massa. Essa massa é colocada no forno e batida com a pá, como já dissemos, ficando espalmada.
> Bola de chouriça:
Prepara-se a chouriça (chouriço caseiro de carne), cortada às rodelas ou inteira, é colocada no meio da massa e levada ao forno e tratada como todas as outras, já referido.



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Um Beijosense, nos últimos tempos, tem vindo a desenvolver a tradição das bolas na Páscoa. Estamos esperançados que ele, apesar de estar ausente, compareça com muita saúde e com muita vontade de dar continuidade à sua tarefa.
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domingo, fevereiro 17, 2008

DE BEIJÓS A ÓBIDOS - Notícias - Festival Internacional do Chocolate

De 14 a 24 de Fevereiro, vai decorrer na histórica Vila de Óbidos, o festival internacional do Chocolate.
É um festival doce!


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O dia não estava muito quente, mas um tempo agradável.
BEIJÓS-CINCO ALDEIAS pode constatar que a freguesia de Beijós esteve bem representada nesta primeiro fim de semana do festival.

Deixamos as imagens para ilustrar a concorrência de milhares e milhares de pessoas que se deslocaram a Óbidos, em 16 de Fevereiro de 2008.
Além disso estas imagens também nos dão a conhecer melhor o património Português.




























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Este grupo de figurantes, aproveitando este festival internacional do Chocolate, posou para anunciar o V FESTIVAL DOS DESCOBRIMENTOS, que vai decorrer de 24 de Abril a 04 de Maio de 2008, em Lagos, no Algarve-Portugal.



É bom viajar no tempo à descoberta da História de Portugal.
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008

DE BEIJÓS A BELAS - O meu circuito de manutenção

Três horas de marcha, num espaço sem automóveis e sem os respectivos gases dos seus combustíveis, com passo rasgado, para renovar o oxigénio dos pulmões, diariamente.
Isto cria uma adrenalina que nos põe activos para todo o dia.
Sair de casa, descer até à Rua Alexandre Herculano, Rotunda dos Bairros de Belas, Rua Humberto Delgado, Rua João de Belas, aqui com cinco minutos de pausa para o cafezito, na Pastelaria "Café com Leite". Sobe-se até ao cemitério, segue-se pela Estrada Nacional 117 - 10.3 e 10.4 Km, vira-se à Esquerda, em direcção à Quinta do Machado. Segue-se por esse caminho, passa-se o ribeiro, sobe-se a rampa até ao monumento da Nossa Senhora do Cabo. Vira-se à direita, e segue-se até se avistar a entrada principal da Quinta do Bom Jardim. Porém, 50 metros antes, sobe-se uma rampa que quase nos obriga a colocar o nariz nos joelhos, 75% de inclinação. Segue-se até ao final dos 80 m de rampa. Continua-se para Poente e, cerca de 30 m à frente, vira-se à direita em direcção aos edifícios da Quinta do Bom Jardim. Segue-se para Norte, num percurso a meio da encosta, entre o ribeiro/campos de Golfe e o alto da Serra da Carregueira.
Bela paisagem, com imenso e variado arvoredo, que produz o oxigénio que nos purifica o sangue.
Quinze minutos depois, estamos prontos para iniciar nova subida de 100 m, para Poente, com 60% de inclinação, lá vamos novamente com o nariz aos joelhos.
Ao cimo dessa rampa, caminho do alto da Serra, viramos à direita e seguimos em direcção ao cimo dos campos de Golfe, a Norte, por caminho muito trilhado por carros e pelos militares, na instrução, para as suas marchas finais. Damos a volta a Norte dos campos de Golfe e, depois de passar pode debaixo da conduta da água, regressamos pelo mesmo caminho, em direcção ao Monte do Duque, onde se situa o Marco Geodésico.
No sopé do monte, já a meio, descemos à esquerda, e percorremos um caminho pouco seguido, com muitas ervas e pequenos arbustos, por montes e vales, em direcção ao caminho do alto da serra.
Aqui, viramos novamente à direita e seguimos em direcção à Rua do Bom Jardim - Venda Seca, a Sul, na Villa S. João, voltamos à esquerda, para Nascente, seguimos em direcção ao Monumento da Nossa Senhora do Cabo.
Seguimos em frente em direcção ao ribeiro / Quinta do Machado, já de regresso a casa, pelo mesmo caminho em direcção ao cemitério. Tarefa cumprida. Mas muito mais activos e animados. Vamos ver»»(Click sobre a fotografia do álbum)»»»»»»»»»»»»»»»»
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Poesia



Da minha janela, o tempo não tem horas.

Da minha janela, ouço o silêncio do tempo.

Da minha janela, uns esperam,

outros desesperam.

Da minha janela, não há tempo,

não há espera.

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By Belita
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