sábado, outubro 04, 2008

A RUA ONDE NASCI > CAMINHOS DE OUTRORA

FUI VER A RUA ONDE NASCI

I

Fui ver a Rua onde Nasci
E fiquei triste
Pois alegria lá não existe, 
Tudo agora está diferente, 
Daqueles tempos antigos, 
Onde vive a minha Gente, 
Onde estão os meus amigos. 
***
II

Fui ver a rua onde brinquei, 
Ai que saudade, 
Quantas saudades, 
Pois do quanto lá deixei, 
Não encontrei
Uma amizade. 

***


Refrão


Tudo é passado, 
O passado já não volta; 
Só a tristeza anda à solta, 
No virar de cada esquina. 
Tudo é passado, 
Mas a saudade flutua, 
Tenho saudades da rua,
Que deixei quando menino. 

***
III

Fui ver a Rua onde nasci
E até chorei, 
Pois nem ternura lá encontrei, 
Já não existem crianças, 
A correr e a brincar, 
Já não há risos nem danças, 
Danças de roda a cantar. 

***
IV

Fui ver a rua onde brinquei
E fiquei preso
Nesta incerteza; 
Cheio de triste emoção, 
Meu coração
Canta a tristeza. 
***
Refrão


Tudo é passado, 
O passado já não volta, 
Só a tristeza anda à solta, 
No virar de cada esquina. 
Tudo é passado, *
Mas a saudade flutua, *
Tenho saudade da Rua, *
Que deixei quando menino.*

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(Letra e música > Autor desconhecido)


* - Bis para finalizar




 



sexta-feira, outubro 03, 2008

NOS CAMINHOS DA BEIRA ALTA - Na Terra do Bandarra

TRANCOSO

No dia 01 de Agosto de 2008, partindo da Travessa do Bandarra, da cidade de Agualva-Cacém, perante as histórias que, com o decorrer dos tempos, fomos ouvindo sobre o Bandarra, dispusemo-nos a ir conhecer a sua Terra Natal e saber mais sobre esta personagem.

Fomos descobrir o seu monumento, bem no centro da Vila de Trancoso, em frente ao edifício da Câmara Municipal.

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A SUA HISTÓRIA: < <<<<<<<<<<>António Gonçalves Annes Bandarra (1500 - 1556), mais conhecido por Bandarra, foi um profeta popular, natural de Trancoso, Portugal. É uma figura histórica do distrito da Guarda. Era sapateiro de profissão e dedicou-se à divulgação em verso de profecias de cariz messiânico. Tinha um bom conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento, do qual fazia as suas próprias interpretações. Por causa disso, foi acusado pela Inquisição de judaísmo e as suas trovas foram incluídas no Catálogo de Livros Proíbidos, já que suscitaram interesse sobretudo entre cristãos-novos. Foi inquirido perante este tribunal, sendo ilibado, mas foi obrigado a participar na procissão do auto-de-fé de 1541 e também a nunca mais interpretar a Bíblia ou escrever sobre assuntos da Teologia.
A sua obra chamou-se Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra e foi editado por D. João de Castro. A obra foi interpretada como uma profecia ao regresso do Rei D. Sebastião após o seu desaparecimento na Batalha de Alcácer-Quibir em Agosto de 1578. Em 1815 é editada uma nova edição com o título Trovas Inéditas do Bandarra e entre 1822 e 1823 sai mais uma edição com o título Verdade e Complemento das Profecias . As Trovas do Bandarra influenciaram o pensamento sebastianista e messiânico de Padre António Vieira e de Fernando Pessoa. São três os pontos da profética de Bandarra: o Quinto Império, a ida e regresso de el-rei D. Sebastião e os destinos de Portugal. Após ter sido julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, em 1541, e do qual recebeu pena leve, retornou a Trancoso onde veio a falecer em 1556...."
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Ao percorrermos a Vila, fomos descobrir o seu túmulo na Igreja de S. Pedro
Túmulo do Bandarra

A sua História está bem presente nas populações de Trancoso, por cuja figura nutrem muita admiração, e lhe vem prestando forte homenagem.

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Entrando em Trancoso, além da história revelada em toda a cantaria dos prédios da Vila, também os seus monumentos são o testemunho de tudo o que decorreu naquele concelho.

Em frente à Igreja deslumbrou-nos o maravilhoso e invulgar Pelourinho, de granito muito trabalhado. Aqui também foram salvaguardados os vestígios do judaísmo. *************************************
Vila Muito dedicada ao Turismo, entre tantas iguarias,
...as bebidas finas e licores regionais que ali fomos encontrar, o que mais despertou a nossa curiosidade foram as...
... que não resistimos em provar.
Das Sardinhas doces, lemos a seguinte descrição:
*********************************************************"Estas tradicionais sardinhas não têm escamas nem espinhas, possuem tripinhas de amêndoa e são uma especialidade deixada pelas irmãs do Convento de Santa Clara. São um produto tradicional, feito à base de gema de ovos e amêndoa, juntamente com chocolate, açúcar, azeite, sal e canela. Na sua confecção permanece a tradição artesanal, rodeada de grande cuidado na preparação e na fritura. No âmbito das suas características físicas, apresenta uma forma semelhante à das sardinhas, com um invólucro relativamente estaladiço, de cor castanho-escuro, e com um interior amarelo pastoso de homogeneidade mediana. No âmbito das características organolopédicas, têm um sabor 'sui géneris' a canela e amêndoa, bastante agradável ao paladar.
No contraste ao Tradicional enchido e para finalizar qualquer refeição, a Casa..... orgulha-se de nesta mesma loja confeccionar e vender as verdadeiras Sardinhas Doces de Trancoso, um pequeno doce para qualquer grande ocasião.
Bendita freira que as criou..."

domingo, setembro 28, 2008

DE BEIJÓS A SÃO MATEUS - Ilha do Pico - Açores > O que os nossos olhos viram 28 anos depois.

Passear pelos Açores é sempre uma Óptima escolha, pelo singular Paraíso que encontramos.
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Em cada canto há sempre coisas novas para descobrir.
A todo o momento se nos deparam surpresas.
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Voltámos a ver, 28 anos depois, apesar das surpresas que a natureza apresenta a cada momento aos Açorianos, aquelas maravilhas que, então, contemplámos no meio do Oceano, das quais, agora, nos propusemos aprofundar as nossas pesquisas, de cujo facto vamos dar conta aos nossos estimados leitores.
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Desta vez, no dia 6 de Julho de 2008, os nossos Queridos Amigos Picoenses tiveram a feliz ideia de nos levar a ver uma preciosidade, apesar de ter sofrido danos com o tremor de terra de 1998, agora muito bem restaurada e cuidadosamente decorada.
Pelas 17H00, parámos junto da Igreja Matriz de São Mateus, no sopé do Pico da respectiva Ilha. Vimos o exterior do templo e o espaço envolvente.
Todo o asseio e o arrumo daqueles espaços, deixam qualquer visitante estupefacto.
Por cada acontecimento, é erguido um monumento ou colocada uma data, como poderemos observar na frontaria deste
Império, que se situa na parte frontal da Igreja.
O espaço envolvente da Igreja comunica-nos que é local ideal para os festejos da Freguesia.
A escadaria do templo forma um belo anfiteatro, de onde se avista o mar, até onde a linha do horizonte nos permite.
O coreto identifica o espaço cultural onde as populações se reúnem e convivem.
Será este lugar a sala de visitas da freguesia, onde milhares de emigrantes, daquela e das restantes Ilhas, se encontram todos os anos, pelas festas, para conviver com familiares e amigos.

Entrando na Igreja, parece suspender-se-nos a respiração, deslumbrados com as maravilhas que os nossos olhos nos transmitem. Vamos entrar...
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O templo divide-se em três naves:

Esta é a nave Central, onde se situa o Altar-Mor

A nave lateral, direita (a Poente)
A nave lateral esquerda (a Nascente)

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Olhando à nossa volta e na profundidade do Templo a cor e a luz das decorações e das respectivas imagens dos Santos deixam-nos deslumbrados, vejamos:

Bom Jesus Milagroso.

Esta é uma imagem muito especial, para os Açorianos do Pico

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Coroa do Divino Espírito Santo

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Não podemos deixar de realçar o brilho, o gosto que é demonstrado pelos singulares arranjos florais.
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Vamos entrar no Baptistério


Quadro alusivo ao Baptismo de Jesus

Pia Baptismal > riquissima cantaria em mármore.
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Maravilhosa esta visita...

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Parabéns às populações de S. Mateus, pelo Monumento que possuem e, como ninguém, tão bem sabem preservar.