domingo, junho 29, 2008

FESTAS DE S. JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS - TRADIÇÃO DOS JARDINS NOS VASOS

A tradição dos assaltos aos jardins alheios, na calada da noite de S. João, de 23 para 24 de Junho, é uma tradição que se esbateu no tempo e foi mais uma vez celebrada em 2008.
Não há registos do seu início, mas tudo leva a crer que tenha décadas ou centenas de anos de existência, na nossa Aldeia.
Quando Beijós cai no total silêncio da noite, porque os moradores entraram no período do seu merecido descanso, alguns jovens, os mais arrojados, percorrem as ruas da Aldeia, vão de quintal em quintal, de varanda em varanda, de jardim em jardim, à procura de vasos com flores ou plantas ornamentais, para expor no lugar mais movimentado da Aldeia.
Outrora, há dezenas de anos, enfeitavam somente todos os fontanários de Beijós.


Nos últimos tempos, acertadamente, colocam todos os vasos nas guardas da Ponte do Povo, o local mais central e mais movimentado da Aldeia, para que toda a população admire as mais diversas floreiras que os jovens conseguiram recolher e expor.
Normalmente, os proprietários desses vasos ajardinados não os levantam daquele local, sem que a Procissão de S. João se realize e passe por ali. Só depois são retirados.









O capricho dos jovens consegue vencer o receio de serem vistos ou descobertos, pelos proprietários dos jardins.
Antecipadamente, procuram inteirar-se do meio de transporte disponível, para levar os vasos até à ponte.
Não podem utilizar carro ruidoso.
Por isso estão excluidos veículos a motor.
Vale sempre a carroça outrora puxada pelo burro, agora obsoleta, perante o aparecimento de modernos tractores agrícolas, ou um qualquer carro de mão que o proprietário, por esquecimento, não guardou devidamente. Meios esses que depois, depois da distribuição dos vasos das flores, são exibidos como troféus, nos locais mais inacessíveis, como o é este poste da iluminação pública, que pelos jovens teve que ser escalado.


Nessa noite, os proprietários dos jardins, para que os seus vasos lhe não sejam retirados dos locais onde habitualmente os depositam, procuram guardá-los em local fechado.
Outros preferem passar a noite de vela, a fazer a vigilância ao seu jardim.
































Há imensa variedade de flores, também como diversificada qualidade de vasos. Concluimos que para os Beijosenses tudo serve para vaso, designadamente os blocos de cimento, gamelas de carros de mão, asados de barro, poceiros ou cabanejos de plástico... etc.

Apesar de ser notório algum descontentamento de alguns Beijosenses, por terem que ir levantar o seu jardim no local onde estiver, na Ponte, depois de o reconhecerem, não há dúvida que, na manhã do dia 24 de Junho, é o momento em que as guardas da Ponte estão mais bonitas, com tantas flores.

Apesar de tudo, ainda que com repúdio de muitos, vai-se mantendo, em Beijós, esta forma de realçar as festas de S. João Baptista.

CRIAÇÃO DE CONCURSO
Há necessidade de preservar estes usos e costumes da nossa Terra, por forma a atrair alguns visitantes e, quem sabe, até aliciar algum turismo, por isso, será urgente que a Junta de Freguesia de Beijós ou a respectiva comissão das festas regularizem definitivamente esta tradição.

Vai chegando o momento de chamar todos os Beijosenses a serem participativos neste tipo de actividades.
O desvio clandestino dos jardins, contra a vontade de muitos proprietários, terá que, forçosamente, ser substituido por um concurso de vasos de flores.
A partir do momento em que seja publicitado um prémio para os melhores dez/vinte vasos que os respectivos proprietários, voluntariamente, depositarem na Ponte, não faltará quem se esmere a tratar dos jardins, para expor e submeter a concurso.
Ainda que os jovens deixem de ter as aventuras que lhes proporcionam alguma adrenalina, Beijós vai lucrar com a exposição de flores, pelo menos uma vez no ano, que poderá ser admirada por todos os residentes e pelos visitantes.
Além disso iremos ver na nossa Aldeia jardins muito mais tratados e muito mais bonitos.

Esperamos que esta ideia germine e dê os seus frutos, brevemente. Vamos torcer por isso.

CONVÍVIOS DE 2008 > DE S.JOÃO BAPTISTA DE BEIJÓS

»» O Nosso Querido e Saudoso Amigo, ERNESTO ABRANTES CORTÊS, já há muitos anos que tomou a iniciativa de assar as sardinhas para si, para a sua família e amigos, junto das fogueiras de S. João, em frente ao edifício da Junta de Freguesia de Beijós.
Em boa hora o fez, que se tornou uma tradição.
De ano para ano, o grupo aumenta. Cada vez se juntam mais Beijosenses aos familiares daquele nosso Querido Amigo Abrantes Cortês.
Assim, enquanto uns preparam as fogueiras com os rosmaninhos, para saltar, como é tradição, outros preparam as brasas para assar as sardinhas e as febras, dando continuidade ao trabalho iniciado pelo Falecido Ernesto.
Muitos dos nossos conterrâneos já se deslocam propositadamente dos grandes centros urbanos, para conviverem ali com os amigos.
Não há dúvida que, a comer e a beber, põem-se as conversas em dia, com os amigos que já se não viam há longas datas e com outros que estiveram, há um ano, com os mesmos propósitos, naquela local.
Maravilhoso encontro de Beijosenses.
Quem mais se sacrificou, mas que por isso revelaram extrema alegria, foram, como sempre, os familiares do Sr. Ernesto, merecendo especial destaque o nosso Querido Amigo NUNO RODRIGUES MACHADO, que tem vindo a ser um dos cozinheiros de serviço. Bem-Haja.
Fizeram as brasas, os grelhados. Cozeram as batatas e distribuiram por todos os amigos que apareçam.
Provaram-se as águas, tintas e brancas.... do Penedo, do Carvalhinho, do Cerradinho... etc. Não há dúvida que chegou a parecer um concurso de vinhos....
Deixamos as imagens, para que se possa ajuizar, como foi o serão do dia 23 de Junho de 2008, no referido local... Vejamos:









Enquanto decorreu este convívio, mantendo a tradição, outro ainda mais forte, reunindo muito mais gente ao som da música, também se realizou no Parque Arnaldo de Castro (recinto das festas), organizado pela Comissão das festas de S. João Baptista.

Convém que todos os Beijosenses, mesmo os mais cépticos, se vão habituando a estes convívios, que proporcionam sãos encontros entre os filhos da nossa Aldeia e os das Aldeias vizinhas, que também nos visitam.
BEIJÓS*CINCO ALDEIAS, envia os mais sinceros parabéns a todos quantos proporcionaram estes encontros e àqueles que se reuniram na nossa Aldeia, para celebrar o S. João.
Vamos todos voltar no dia 23 de Junho de 2009.

sábado, junho 21, 2008

ANIVERSARIANTES BEIJOSENSES




















Hoje, a Nossa Querida Amiga, ISAURA AMARAL LOUREIRO, de Beijós, nascida a 21.JUN.1965, está de parabéns.

Como dizia o nosso Querido Amigo John Ruskin, no Século XIX >
"Desejo-te, em cada aniversário:
» Um amor renovado pelas coisas belas;
» O esquecimento das coisas que te arreliam;
» O orgulho pelas coisas louváveis;
» Mais serenidade nas coisas que te fazem apressar;
» Distanciamento das coisas importunas.
» E que o tempo passe mais devagar quando te sentes feliz ;
» E os dias difíceis voem mais ligeiros."
**********
No dia 20 para 21 de Junho de 1965, "OS CENTRAIS DE BEIJÓS" abrilhantaram um baile no Largo do Calhau (ainda havia calhau), no Vale da Loba.
Com um palco em madeira instalado sobre o muro do Nosso Querido Amigo, EMÍDIO FERNANDES DE CAMPOS, que Deus lhe fale na Alma, serviu de coreto.
O baile acabou entre as 00H05 e as 01H00, altura em que esta nossa querida amiga se apressou a chegar à Terra e a respirar autonomamente.
***********
Com um grande abraço de BEIJÓS*CINCO ALDEIAS, e com votos de muita saúde, essencial para as maiores felicidades junto de todos os seus familiares.

quinta-feira, junho 12, 2008

QUANDO DEUS NOS CHAMA... (Beijós)

... Dá por terminada a Viagem Terrena!

"Estai preparados, vós também, porque o Filho do Homem chegará na hora em que menos pensais."
(Evangelho segundo S. Lucas 12,39-48).
**********
» No dia 12 de Junho de 2008, em Coimbra

» Faleceu ANTÓNIO CARVALHAL PAIS, nascido a 12.08.1942, de Beijós.
(Era filho de Agostinho Marques Pais e de Maria dos Prazeres Marques Carvalhal).

» Vai a sepultar no Cemitério Paroquial de Beijós.
» O seu funeral realiza-se no dia 13 de Junho de 2008, a seguir à celebração de Missa de Corpo Presente, que terá lugar pelas 18H00, na Igreja Matriz da nossa Aldeia.

BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia os mais sentidos pêsames a toda a família enlutada.

quinta-feira, junho 05, 2008

ILUSTRES BEIJOSENSES


ANTÓNIO DA SILVEIRA COELHO DE MOURA

» Nascido em Beijós a 19 de Agosto de 1900
onde residiu até ao seu falecimento a » 01 de Novembro de 1982
» Filho de Alexandre Coelho de Moura e de Adelaide Augusta da Silveira
» Foi casado com Maria Clara Coelho do Amaral, também já falecida.

FUNÇÕES PÚBLICAS QUE EXERCEU:
> Como Secretário da Junta de Freguesia de Beijós; altura em que era presidente Agostinho Marques Carvalhal;
> Posteriormente, exerceu as funções de Presidente da mesma Junta de Freguesia, até 24 de Abril de 1974, durante cerca de 35 anos, por sufrágio popular, segundo as normas, então, vigentes.
» Teve, entre outros membros, como Secretário da Junta de Freguesia Agostinho Marques Pais, substituido à sua morte por José Alexandre Coelho de Moura; e como Tesoureiro Armindo Coelho de Moura;

OBRAS REALIZADAS NOS SEUS MANDATOS:
> Exploração das águas públicas na Laboeira e sua distribuição por três chafarizes, designadamente o da Ponte do Povo, o do Lugar D'Além e o do Terreiro; e por dois bebedouros, para os animais um também à Ponte do Povo e outro aos Caminhos - Lugar D'Além.
> Abertura de poços para exploração de água para abastecimento público e colocação de bombas para o efeito, no Vale da Loba e no Areal;
> A construção da Escola de Beijós;
> A electrificação da Aldeia;
> Abertura da Rua do Vale da Loba, agora Rua Miguel Bombarda, e respectivo empedramento, por duas vezes;
> Alargamento da Rua da Igreja, Agora Afonso Costa e abertura da Estada que liga esta rua a Canas de Senhorim, via Póvoa de Santo António;
> Alargamento da Rua Defensores da Pátria;
> Alargamento dos acessos à Ponte do Redondo, até ao edifício da Tapada e respectivo empedramento;
> Entre muitas outras Obras...
» Exerceu, durante muitos anos, a Chefia da Delegação do Registo Civil, de Beijós;
» » É justo aqui realçar a forma como desempenhava as suas funções, quer como Secretário, quer como Presidente da Junta de Freguesia e também como acumulava as do Registo Civil.
> Então, nenhuma das funções que exercia era remunerada.
> Tudo era feito na base do Voluntariado.
> Para tratar de qualquer assunto junto da Câmara Municipal de Carregal do Sal e para o envio dos documentos para a Conservatória do Registo Civil do concelho, tudo fazia deslocando-se de bicicleta a pedal, normalmente fazia estas deslocações, enquanto a maior parte dos Beijosenses tomavam a sua sesta, no Verão, nas horas de maior rigor do Sol:
Assim, ele ia resolver os problemas da freguesia, junto da Câmara e tratar do documentos dos seus conterrâneos junto do Registo Civil, no cumprimento das missões que lhe estavam confiadas, ciente de que era um benefício para todos, cujo facto lhe trazia alguma satisfação, por poder ser útil à comunidade.

O ESQUECIMENTO:
***
A vasta obra por si realizada era justo ser devidamente realçada.
» Incompreensivelmente, não foi atribuido o seu nome a nenhum arruamento da nossa freguesia.
> Todavia,
a ruas, foram atribuidos nomes de pessoas que, seguramente, nunca terão passado por Beijós, pelo que, directamente, nunca se empenharam pelo desenvolvimento da nossa Terra, cujo facto tem originado algumas censuras por parte dos Beijosenses.
> Não é conhecida situação idêntica nas povoações vizinhas, porque os respectivos responsáveis procuraram destacar, em primeiro lugar, os naturais dessas Aldeias que contribuiram para o seu desenvolvimento, o que infelizmente não aconteceu em Beijós.
> Temos esperança de que, a todo o tempo, alguns dos novos responsáveis pela Junta de Freguesia de Beijós, venham a fazer justiça perante todos aqueles que se destacaram e lutaram pelo desenvolvimento da Nossa Aldeia.

OS RELATOS ESCRITOS FAZEM A HISTÓRIA:
o nosso conterrâneo e querido amigo "ANTÓNIO COELHO DE MOURA PAIS DO AMARAL MENDES", emigrado no Brasil, fez um singular relato escrito na sua obra "MONOGRAFIA DE BEIJÓS", sobre Beijosenses que, dedicadamente, puseram todo o seu saber ao serviço da sua Terra, para a desenvolver e criar infraestruturas para o bem social.
Para melhor ilustrar tudo aquilo que os Beijosenses fizeram, ousamos colocar fotografias durante a descrição.
*****
Vejamos então:-
"
OS HOMENS QUE SE DESTACARAM NO DESENVOLVIMENTO DE MELHORIAS DE BEIJÓS E SEU POVO

Nos anos 1940 a 1945, havia muita deficiência em todos os sectores. Teve um grande Benfeitor que incentivou a educação e o ensino, dando prémios aos alunos que fizessem as melhores provas e ficassem em primeiro lugar nos exames. Os prémios em dinheiro variavam de cem a mil escudos, que naquele tempo representava muito dinheiro. Também auxiliava a caixa escolar e os pobres tinham médico de graça. O consultório era em casa da Noémia defronte ao chafariz da ponte. Esse benfeitor era o Sr.
Arnaldo Coelho de Moura Pereira (ou Arnaldo de Castro), (Casa que Arnaldo Coelho de Moura Pereira mandou construir em Beijós)
que também doou o terreno para o recinto das festas e mandando fazer um coreto para a banda de música tocar. Esse terreno está no bairro do Areal (parque das Carvalhas).
(Parque Arnaldo de Castro - Mancha verde mais alta no meio do casario, no Areal)
O Sr.
Agostinho Marques Carvalhal (presidente da Junta) com o seu secretário António da Silveira Coelho de Moura, trabalharam junto da Câmara do Carregal do Sal, e abriram a estrada que vai à ponte do Redondo, em frente à casa do Sr. Antoninho, como era carinhosamente chamado.
(Nesta fotografia, na encosta do outeiro, verificamos que a estrada que vem referida, que se chamou Rua do Vale da Loba e, posteriormente, foi-lhe atribuido o nome de Rua Miguel Bombarda. Por isso a Rua foi aberta depois de 1931, data da foto)
Tiveram muito trabalho, essa estrada teve de atravessar a quinta do Sr. Dr. Deusdado Castelo Branco até ao Largo do Leão, - construiram chafarizes e bebedouros para os animais.

(Bebedouro da Rua Abade Pais Pinto - aos caminhos)
(Bebedouro à entrada da actual Rua Miguel Bombarda, junto da Ponte do centro da Aldeia)
Continuaram a estrada para Canas de Senhorim, que atravessa as Póvoas de Lisboa, Entre Ribeiros e Póvoa de Santo António.



(Estrada que liga Beijós a Canas de Senhorim, subindo junto ao cemitério paroquial, como as imagens apresentam)
Beijós não tinha telefone, e através da Sra.
Dona Amada, que entrou em contacto com um descendente da terra, filho de António Mendes e de Dona Maria de S. José Coelho de Moura, neto do ex-Regedor Bernardino Pais do Amaral e de Guilhermina Coelho de Moura.
Esse benfeitor, que reside no Brasil, é o Sr.
Dr. António Coelho de Moura.
O Sr.
Agostinho Marques Carvalhal, muito idoso, foi substituido, e pelo voto do povo, por um Coelho de Moura. Grande Apaixonado e Humano pela sua terra (António da Silveira Coelho de
Moura)

que, como novo Presidente da Junta, conseguiu água encanada para toda a freguesia, assim como a luz eléctrica.
(Poços de exploração de água, na Laboeira, para abastecimento público nos Chafarizes)
Também abriu a estrada do Largo do Leão, que atravessa o Outeiro até ao Cerradinho.

(Rua Defensores da Pátria - Cerradinho)
Alargou a Rua da Igreja(rua do S. João) e ocupou o cargo e posto do Registo Civil.
Outro grande benfeitor, filho de Beijós, o Engenheiro Viriato Sousa Campos, que com seu conhecimento e amor a sua terra, conseguiu com a Junta Nacional da Estrada, o alargamento da Ponte do Centro de Beijós.
Actualmente as obras mais recentes e importantes foram:
- Casa do povo para idosos, e a Caritas-.
(Edifícios da Cáritas de Beijós)
R.C. De Moura."
*****A seguir, para que possa constar, apresentamos digitalizações de Excertos do texto que acabamos de transcrever, vejamos:-



domingo, junho 01, 2008

DA ILHA DE S. MIGUEL - AÇORES - A BEIJÓS > Dos Nossos Leitores

Os nossos Queridos Leitores não param de nos surpreender.
Carinhosa e amavelmente, interpretada por Maria, foi-nos autorizada a exibição de uma das suas Belas músicas, que nos Chega da Ilha de S. Miguel - Açores.

BEIJÓS*CINCO ALDEIAS está extremamente grato, pela Simpatia e Amizade que nos dispensam.
Vejamos, como é bonito:
Também podemos escutá-la através do Canal BLUE ISLAND

LIÇÕES PARA A VIDA - MESMO BRINCANDO

"Enfim!
Chegou o dia 27 de Maio de 2008. Hora marcada... às 11H00, no serviço de internamentos da Clínica de Santo António, na Reboleira - Amadora.
Nada de atrasos, porque a dor de cotovelo... sim...., mas esta a sério... rsrsrs..., não se compadecia.
A minha bursite já andava a dar sinal há uns meses.
Só com uma facada, dissera o médico, se resolverá.
Se não há outro remédio... vamos a isso... porque lá diziam na minha Aldeia... "vale mais uma dor do que cem". Uma dor mata as outras todas, talvez seja o verdadeiro significado.
Tudo bem... às 14H00, já estava de regresso a Belas, mais leve... claro, mas, agora, já com o menino ao peito.
Estamos a tratá-lo e... mesmo assim, não tem estado a ser muito rabugento, não tenho muito de que me queixar.
Agora as lidas domésticas... pois... porque são as minhas mãos, os meus braços que têm que fazer tudo.
Empregadas... talvez fosse bom... mas, já não me faltam dores de cabeça... para quê mais?
Mas acontecem-nos coisas inesperadas!
Não nos faltam problemas!
Vejamos que, quando pensava que tudo estaria a correr pelo melhor, dou com os dois braços a discutir, por causa do trabalho.
O direito, falando para o esquerdo, acusava-o de não o querer ajudar, dizendo-lhe que estava a trabalhar de mais, para aquilo que era hábito fazer.
O outro, o esquerdo, coitado, com o cotovelo empanado, com um grande penço almofadado, retorquiu: "- Ainda não reparás-te que estou doente? Outrora, tiveste um problema idêntico ao meu e eu não fiz objecções. Fui suportando o trabalho conforme pude, sem reclamar". E continuou: "- Não percebo a razão das tuas reclamações! De qualquer forma, eu não irei ficar parado! Em tudo aquilo que puder... claro, ajudarei".
Notei que a discussão ficou acalorada... de tal forma... que... interveio o Polícia, interpondo-se para evitar agressões.
Inesperadamente, o braço esquerdo, vendo a acção do Polícia, exclamou: "- Amigo, então!... Agora já não reclamas? Estás com medo do Polícia?"
Obteve como resposta... "- Pois! Não vale a pena continuar a discutir! Ganhaste a taça...! Mas nota que não foi com medo do Polícia! Medo dos Polícias eu não tenho, porque é gente que nos defende e nos apoia! Mas tenho por este...
 

...um especial respeito!"

By Willoughby"
**********
Também poderemos ler esta mensagem no
BARÓMETRO BEIJOSENSE

quarta-feira, maio 28, 2008

A CASA QUE TANTO AMO...- Póvoa da Pégada


"UMA CASA COM HISTÓRIA

Esta Casa, que herdei de minha Mãe - Maria da Nazaré Coelho de Figueiredo (n.24.2.1916 f.8.11.2003) casada com José Joaquim Rodrigues (n.16.12.1905 f.27.9.1988)- segundo relato oral de minha Avó materna Amélia dos Anjos Coelho do Amaral (n.2.8.1880 f.23.9.1961) casada com João Fernandes de Figueiredo (n.11.6.1873 f.5.2.1968) - terá sido construída na segunda metade do Século 18. A Casa terá sido, então, habitada pelo casal José Gomes (f.4.7.1811) e Maria Victoria (f.23.4.1845) pais de minha Trisavó Ana Bernarda que casou em 16.1.1831 e aí continuou a viver com o marido António Coelho Abrantes (anteriormente estivera casado com Maria Margarida (Tavares) Peixoto da Silva com quem vivia em Beijós).
Deste casal nasceu minha Bisavó Maria da Nazaré Coelho de Moura (f. ca 1908) que veio a casar com meu Bisavô Agostinho Coelho do Amaral (n.23.3.1837 f.18.9.1924)e que, entre outros, tiveram como descendentes a minha Avó Amélia (acima referida) e também os Padres Filipe Coelho do Amaral e Júlio Coelho do Amaral (n.10.5.1866 f.13.10.1953).
Esta Casa, que considero como o Santuário da nossa família, está cheia de recordações da minha infância e adolescência, e estamos agora a proceder à sua recuperação para que as gerações futuras possam recordar as Raízes e Memórias da família e dos nossos antepassados. (...)
Poderia escrever muito mais mas deixo estas breves notas para confirmar que se trata efectivamente de UMA CASA COM HISTÓRIA.

Júlio Joaquim Coelho de Figueiredo Rodrigues

12/Abr/2008 22:49:00"
***********
Perante a descrição da História da Casa, cuja imagem reproduzimos, não podemos deixar de trazer à primeira página um excerto do comentário do Nosso Querido Amigo DR. JÚLIO J.C.de F. RODRIGUES esperançados de que ele, seguramente, irá gostar.
Nem sempre conseguimos relatos tão valiosos como este que ele nos apresentou, digno de ser do conhecimento público, para que possa constar na História daquela Casa que, pelo que concluimos, ele tanto Ama...
Os nossos reconhecidos agradecimentos, por tão valioso contributo que trouxe ao BEIJÓS*CINCO ALDEIAS.

segunda-feira, maio 26, 2008

HOMENAGEM A SOUSA MENDES - No Teatro Trindade

Enaltecer actos heróicos de Grandes Portugueses é gesto que também Enobrece toda a Humanidade.
Não é fácil falar de ARISTIDES DE SOUSA MENDES que, para salvar mais de 30.000 vidas dos horrores da guerra, perdeu todos os bens que possuia e, então, sofreu algumas humilhações.
Partindo de Cabanas de Viriato, Vila que o viu nascer, percorreu os quatro cantos do Mundo, mas foi em Bordéus - França que ele se tornou o Anjo Salvador de tantos e tantos Judeus.
Muito embora já não esteja entre nós fisicamente, Cabanas de Viriato tudo faz para que os seus feitos sejam realçados e mostrados ao Mundo.
A Casa por ele habitada, que se pretende venha a ser a sede da Fundação ARISTIDES DE SOUSA MENDES, necessita de ser recuperada urgentemente.
Para tanto, aquele Povo empreendedor continua a promover os mais diversos eventos para angariação dos fundos necessários para esse fim.
A Filarmónica da Cabanas de Viriato, no dia 25 de Maio de 2008, realizou brilhantemente o seu concerto no Teatro Trindade - INATEL, em Lisboa, do qual nos propomos exibir uns momentos da sua actuação.
Vejamos:
A
B
C

quinta-feira, maio 22, 2008

DIA DO CORPO DE DEUS - 2008

Hoje, comemora-se o Dia do Corpo de Deus.


Aproveitando este dia festivo, a Paróquia do Cacém, celebrou a Comunhão Solene de Profissão de Fé de alguns jovens, sob o lema:

"A cada um é dada a manifestação do espírito para o bem de todos" - (1 - Coríntios 12,7)

Uma festa cheia de significado, para os Cristãos, por poderem renovar as Promessas que fizeram, aquando do seu Baptismo.

A todos aqueles que participaram nestas celebrações e que renovaram o seu credo, vão os nossos parabéns.

Votos de que continuem a crescer na Fé Cristã.
Posted by Picasa

quarta-feira, maio 21, 2008

ESPERANÇA QUE NÃO CANSA

» BALADA DA ESPERANÇA «


          “TER PAI”   

I

Mãe, 

Tenho pai que não me ouve;

Aquele que me acarinhou,

Até aos meus treze anos

E que nunca me faltou,

Até aos meus desenganos

E que foram alguns anos, 

Aquele que me queria;

Sempre juntinho a ele,

Aquele que me levava,

Talvez para se distrair,

Que mágoas não teria,

Por que tinha que fugir?

II

Das amarguras da vida,

Que não soubeste transpor,

Usando-me como escudo,

Pensaste dar volta a tudo,

Na minha menoridade,

Usando só de maldade,

Pensaste tudo a teu jeito,

Dormias com ele no leito

E comias com ele à mesa,

Mas fizeste-lhe a surpresa,

Levaste-o a Tribunal,

Pensando que assim, afinal

Te impunhas contra ele,

Causaste-lhe sofrimento,

Ele resistiu ao tormento,

Cumpriu a imposição,

Pagando a minha pensão,

Mas fugiu desse horror

Por assim ter concluído

Que a traição o rondava,

Na sua própria casa

Onde a tua infidelidade

Às promessas que juraste,

Se tornara realidade,

Quando ele em ti confiou,

Durante anos e anos,

Trouxeste-lhe desenganos.

Deste-me pai,

Negaste-me seu amor,

Quando eu mais precisei,

Tantas vezes eu chorei,

Por não ter o melhor amigo;

É grande a minha tristeza,

Por muito que a vida me dê,

Não me dá tenho a certeza,

Daquilo que não consigo

Terei que andar à mercê.

III

Choro muito a sua falta,

Que não sei ultrapassar;

Entristece-me tanto ódio

Que ousaste semear,

Pensando só no teu pódio,

Com os amigos alcançar.

IV

Denegriste sua imagem,

Para tua Ira vingar,

A minha maior tristeza

Ensinares-me a censurar

Seus passos, firmes

E ousados,

Por ele te ignorar;

Porque sabe o que quer,

Disso eu tenho a certeza,

No papel de mulher,

Manchaste a tua nobreza.

V

Que é difícil ir a ele,

Porque não me quer mais ver,

Quantas vezes terá lutado,

Para me sentir correr

Para ele, ombro amigo,

Que não tive para chorar,

Estou sofrendo o castigo,

Por tanto o desprezar.

VI

Tanto mal lhe fizeste,

Que teve que desandar,

Para não se amargurar,

Com os problemas do lar;

Onde ficou o carinho,

Que lhe deverias dar?

Recebia-lo em casa,

Mas quase sempre a gritar;

Vivendo em agonia,

Não conseguindo harmonia,

Preferiu seguir destino,

Procurou melhor caminho,

Tu dele te libertas-te,

Mas nem comigo contaste,

Obrigaste-me a andar sem tino.

VII

Custa a suportar a dor,

Jamais o irei esquecer,

Porque é meu pai simplesmente,

Que dele tenho a semente,

Fruto do vosso amor,

Que no mundo irá crescer,

E me cala cá bem fundo, 

Nesta vida amargurada,

Porque dele não tenho voz,

Do que já estou cansada,

Herança dos meus avós,

Que transporto neste Mundo.

VIII

Por aquilo que semeaste

Para mim, vida madrasta

Me deu o que eu não queria,

Assim me desamparaste

E vivo nesta agonia,

Longe do meu próprio pai,

Que não sei para onde vai,

Mas continua a lutar,

Na vida a declinar;

Ensina-me a lição,

Por tudo o que lhe fiz,

A consciência me diz,

Tenho que lhe dar razão!

IX

Porque também o mal tratei

Mas foi rancor que herdei

De ti, minha mãe querida;

Com ele me deste vida,

Mas negaste-me o pai,

Agora para onde vai,

Essa alma fervorosa,

Que a sua parte bondosa,

Da minha mente não sai.

X

O Mundo julga-me mal

Porque aprendi afinal

Com teu gesto adestrante,

O dinheiro movimentei,

Noutra conta o coloquei,

Sem saber o que fazia

Nos dezoito tão distante,

Fruto da minha inocência,

Animada na inconsciência

Tu fizeste,

Eu fiz igual,

Na sua cara cuspi,

Na presença de quem vi,

Mulher humilde e leal,

No parque no Carregal;

Demonstrei irreverência.

XI

Movida de opinião,

Ainda lhe fiz pior mal;

Levei-o ao tribunal,

Para, em forma legal,

Pensando na imposição,

De pagar o que suspendia;

Porque eu tratar deveria

Daquilo que lhe exigi,

Mas antes eu não cumpri,

Em tempo em que seria

Oportuno dar passada,

Em vez de seguir os teus,

Passos eu desse meu Deus,

E assim seguisse os seus,

Para dialogar com calma,

Do que movia a minh'alma,

O dinheiro da mesada,

Aquilo que nos separava.

XII

Mas o orgulho teu e meu,

Levou-me o amor seu,

P’ra abismo de noite escura,

Que entristece e satura,

Que não consigo vencer;

Tratei mal por culpa tua,

Sabes bem que não sonhava,

Em ver-me abandonada;

Por quem me dera o ser,

A quem tanto queria ver,

Próximo da minha vida,

Que, sem rumo sem guarida,

Custar-me está a vencer.

XIII

Por isso não quero perder

O calor que nele vai

Porque, ainda que não queiras,

As palavras derradeiras,

Desculpa!

Eu tenho pai!

**
By Willoughby