sexta-feira, setembro 26, 2008

DE BEIJÓS A LAVOS > Para relembrar uma fase da História de Portugal, no espaço que acolheu um dos seus protagonistas.

Reinado de D. Maria I - A Piedosa
(1776 - 1816)
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"... A Raínha D. Maria I Sucedeu a seu pai, o Rei D. José 'O Reformador'.
Porém, perante os desgostos que sofrera, em 1791, terá sido atacada de doença mental. Por isso, seu filho D. João, passou a governar Portugal, em nome da mãe, até 1796, altura em que assumiu definitivamente a regência do Reino."
Foi no Reinado de D. Maria I, que se verificaram as Invasões Francesas.
Contudo, recuando um pouco no tempo, para melhor esclarecer as suas causas e consequeências, convém aqui realçar:
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"GUERRA COM A ESPANHA E FRANÇA
Em 1750, ainda no Reinado de D. José, estalara a guerra dos sete anos entre a França e a Inglaterra. Aquela Nação, invocando o chamado Pacto de Família, desejava o nosso concurso contra o poder naval da Grã-Bretanha. Portugal recusou-se com o fundamento de ser aliado da Inglaterra. Por tal motivo, tropas francesas e espanholas invadem a província de Trás-os-Montes (1762).
Mas o exército portugês, organizado pelo Conde de Lipe e sob o seu comando, conseguiu expulsar do território nacional as tropas invasoras, até que, no ano seguinte, se assinou a paz pelo tratado de Paris."
(...)
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"CAMPANHAS DO ROSSILHÃO:
Em virtude das tremendas atrocidades que se desenrolavam na França, muitas nações revoltaram-se contra aquele país, especialmente a Inglaterra, que era a mais empenhada na luta. Espanha e Portugal resolveram também entrar na guerra. Em 1793, invadiram a França, e começou a Campanha do Rossilhão, que se manteve até 1795, data em que a Espanha, sem concultar Portugal, assinou a paz com os franceses.
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PERDA DE OLIVENÇA:
Portugal, no entanto, fiel aos seus compromissos, mantinha-se firme ao lado da Inglaterra, a quem enviara uma esquadra que, juntamente com a armada inglesa, tomou parte na grande batalha naval de Aboukir, inglória para a França.
Em face do sucedido, a represália da França, governada nesse tempo por Napoleão Bonaparte, não se fez esperar. Em 1801, Portugal foi invadido por numerosas tropas espanholas e francesas, já amigas e agora aliadas.
O inimigo entrou pela fronteira alentejana, tendo conseguido apoderar-se de Olivença, que a Espanha nunca mais nos restituiu.
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BLOQUEIO CONTINENTAL:
Napoleão, grande general, imperador dos Franceses, pelas vitórias que havia conseguido contra a Áustria, Prússia, Itália, Rússia, etc, julgava-se o senhor absoluto da Europa. Em Julho de 1807, é chegado o momento de impor o Bloqueio continental. Em obediência a esta ordem, todas as nações europeias deviam encerrar os seus portos aos navios britânicos.
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TRATADO DE FONTAINEBLEAU:
O príncipe regente D. João, inspirado na vontade do seu povo, não cumpriu as determinações de Bonaparte.
Tínhamos perdido Olivença e podíamos sofrer mais reveses, mas dignificávamos a nossa aliança, franqueando os nossos portos à Inglaterra.
Como o nosso regente, à vista de novas insistências, continuasse a não transigir, Napoleão assinou com a Espanha o Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), pelo qual Portugal seria repartido pela Espanha e pela França.
Para tal efeito, tinha a nossa Pátria de ser conquistada o que não foi possível ao grande general francês.
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PRIMEIRA INVASÃO FRANCESA:
A fim de ser executado o Tratado de Fontainebleau, Napoleão mandou invadir Portugal (1807) com um exército de 30 mil homens, comandados por Junot.
O inimigo tinha penetrado pela Beira Baixa e chegara até Abrantes, em marcha sobre Lisboa. No dia 30 de Novembro de 1807, entrava o invasor na Capital. Começaram então os roubos, os atentados, os assaltos às igrejas, repartições públicas e casas particulares. O país não podia sofrer semelhantes violências. Surgem as primeiras manifestações de revolta contra a dominação estrangeira. É chegado o momento de agir. O Porto levanta-se em armas, e, a seguir, as províncias do Minho e de Trás-os-Montes. Pedem-se depois auxílios à Inglaterra que nos envia um corpo de exército comandado por Artur Wellesley, depois duque de Wellington.
(Depois de ter desembarcado com as suas tropas, cerca de 13 mil homens) nas Praias de Lavos - Figueira da Foz, Artur Wellesley montou nesta casa o seu quartel general)














(Aqui se constata a homenagem prestada pela Sra. Presidente da Junta de Freguesia de Lavos, aquando do segundo centenário)
As nossas forças, juntas às inglesas, atacam os franceses, que são derrotados nas batalhas de Roliça (Óbidos) e Vimeiro (Lourinhã). Em Agosto de 1808 é assinada a Convenção de Sintra, pela qual Junot e as suas tropas foram obrigadas a sair de Portugal.
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>>> Observação - Três dias antes da entrada dos Franceses em Lisboa retirou-se a família real e a corte, por decisão do Conselho de Estado, para o Brasil, à data Colónia Portuguesa. Houve tempos em que este acto foi mal julgado pelos historiadores. Hoje, já ninguém desconhece as vantagens que deste atinado acto político advieram para o país. Se a família real não se tivesse ausentado, podia ter sido desacatada ou feita prisioneira, o que seria um grande desastre, pois, nestas condições, D. João ver-se-ia forçado a assinar quaisquer condições que lhe fossem impostas.
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SEGUNDA INVASÃO FRANCESA:
O imperador dos Franceses, que se não havia conformado com a derrota de Junot, organizou outro contingente de tropas, comandadas pelo general Soult, e determinou nova invasão a Portugal.
O inimigo, desta vez, entrou por Chaves, passou a Braga, e, em Março de 1809, assenhorou-se da cidade do Porto.
As tropas Portuguesas agruparam-se logo; chegaram novos reforços de Inglaterra; tudo se preparou para a vitória. O exército anglo-luso, dirigido superiormente por Wellesley, atacou o inimigo, investindo contra o Porto.
Soult, reconhecendo a inutilidade da resistência, fugiu desordenadamente e abandonou o país.
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>>> Observações - Quando os franceses entraram no Porto, deu-se uma grande catástrofe: - A população citadina, sobressaltada, encaminhou-se para o Rio Douro, a fim de o transpor através da ponte das barcas que existia nesse tempo. Esta abateu, e milhares de pessoas cairam ao rio morrendo afogadas.
Tal acontecimento é conhecido por - o desastre da ponte das barcas.
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TERCEIRA INVASÃO FRANCESA
Napoleão era teimoso; não perdia a ideia de conquistar Portugal. Por isso tentou uma última cartada. Alinhou as suas melhores tropas (85.000 homens) comandadas por Massena, e, em Agosto de 1810, Portugal foi invadido pela terceira vez.
O exército francês entrou por Almeida e avançou sobre o Buçaco, onde o esperavam os soldados anglo-lusos sob o comando de wellington, e ali se deu a grande batalha (27 de Setembro de 1810) em que os franceses foram completamente derrotados. Massena, com o resto da sua gente, conseguiu fazer uma retirada e tentou avançar sobre Lisboa. Mas estacou diante das Linhas de Torres Vedras, onde sofreu nova derrota. Começou a debandada do inimigo, que, passando a fronteira, fugiu em direcção ao seu país. As tropas anglo-lusas, já aliadas da Espanha, que se tinham desavindo com Napoleão, perseguem Massena através da França e entram vitoriosas em Bordéus e Tolosa. Com esta terceira e última invasão terminou o periodo do domínio napoleónico na Península.
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>>> Observações - Esta luta, em que os aliados se empenharam contra os franceses, é conhecida na História pelo nome de Guerra Peninsular.
No sítio onde se travou a formidável batalha do Buçaco encontra-se levantado um Obelisco (monumento) em comemoração desta nossa vitória."
( ....)
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CONSEQUÊNCIAS PARA PORTUGAL:
Por a família real Portuguesa ter sido forçada a deslocar-se para o Brasil com a sua Corte, esta ex-colónia Portuguesa, veio a tornar-se independente em Setembro de 1822, cuja independência foi reconhecida em 15 de Novembro de 1825, pelo rei D. João VI.

segunda-feira, setembro 08, 2008

DE BEIJÓS A SANTO AMARO - Ilha do Pico > Açores »» O que os nossos olhos viram 28 anos depois

Dia 6 de Julho de 2008.
Inicio de uma semana de férias na Ilha do Pico - Açores.
Era grande a nossa avidez de desfrutar das belezas paisagísticas que os nossos olhos tinham visto havia 28 anos.
Todos os Nossos Queridos Amigos se esmeraram em preparar a nossa recepção e em nos proporcionar uma singular estadia.
Habituados a assistir à Missa Dominical, foram os nossos Queridos Amigos Baptista e Evelina que se disponibilizaram a guiar-nos até à Igreja Matriz da Paróquia de Santo Amaro, para, às 10H00,aqui participarmos nas celebrações condignamente presididas pelo Reverendo Padre Paulo Jorge Melo Baptista.
Uma maravilhosa Igreja que data de 1736, como melhor consta na parte superior da sua fachada principal.
Podemos observar uma característica invulgar das ameias na Torre da Igreja, quase nos confunde com um castelo.

>> Nos espaços limítrofes da Igreja podemos encontrar:
> O Centro Paroquial; > O Salão do Bom Pastor, em cujo espaço as populações carenciadas ou mais idosas são apoiadas.
> Um Império;> O edifício supra é a sede da Sociedade Filarmónica Local;
> Duas belas fotos das excelentes paisagens.> Ao entrar na Igreja e, enquanto assistíamos às celebrações, pudemos contemplar as suas luxuosas imagens, o que nos deslumbrou e nos motivou para, no fim da Missa, nos dirigirmos ao respectivo Pároco, para que ele nos permitisse a recolha de imagens.
Foi com muita alegria que registámos as frases de brincadeira que o Reverendo Padre nos dirigiu, em resposta ao nosso pedido de autorização para colher imagens, designadamente: "- Sim! Tirem as fotografias que puderem e entenderem, para divulgar o que temos de bonito na nossa Paróquia, mas deixem ficar as imagens, que nos fazem muita falta".
> Além disso, não resistiu em anunciar-nos uma imagem singular, não só nos Açores, como, talvez, a nível Nacional: ... Uma Imagem que evoca a morte de S. José. Depois, orientados pelo respectivo zelador, um senhor já com cerca de 70 anos de idade, conhecedor de todas as imagens e do seu significado, lá percorremos o interior da igreja a fotografar tudo aquilo que nos foi revelado com história e aquelas imagens alusivas a passagens religiosas de que nós já temos conhecimento. Esta embarcação > é uma réplica da natural, com que transportavam as imagens no mar, em determinada época, durante alguns dos festejos religiosos da Paróquia.

Perante a beleza daquilo que vimos, convidamos os nossos estimados leitores a acompanharem-nos a uma visita ao interior da Igreja Paroquial de Santo Amaro.
Venham daí
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Imagem de Santo Amaro, padroeiro da Freguesia.

> Imagens referentes à Sagrada Família, expostas numa vitrina, por debaixo do Altar-Mor. > Um belo fresco, pintado no tecto da Igreja.
> No Baptistério fomos encontrar a imagem de Jesus pregado na Cruz...
> ... E supomos que seja a imagem de Nossa Senhora das Dores.> Altar do Sagrado Coração de Jesus. > Imagem de S. José;
>Imagem de Nossa Senhora da Conceição;
> Imagem de Santo António;
> Imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus;

> Torna-se-nos difícil identificar as imagens que se seguem, mas, ainda assim, não resistimos em divulgá-las pela sua beleza, na esperança de que haja, entre os nossos leitores, alguém que nos possa ajudar a identificar os Santos que elas evocam.
Tudo muito bonito.
É digno de uma visita guiada àquela Paróquia e a toda a Ilha do Pico, que tem coisas maravilhosas.
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Aqui enviamos os nossos Parabéns às Populações de Santo Amaro, pela bela Igreja de que dispõem.
Também não podíamos deixar de enviar os mais sinceros agradecimentos ao Reverendo Padre Paulo Jorge Melo Baptista, por nos ter facilitado na recolha de fotografias deste belo monumento. O Nosso "Obrigado".