sexta-feira, fevereiro 13, 2009

EMPREGO - DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugueses emigram à procura de trabalho neste País Africano

"Até para semear couves eu emigrava para Angola!"ImprimirE-mail
Fonte: Jornal de Notícias/ Fernando Basto   
Monday, 09 February 2009
Image« Portugueses partem em busca de trabalho e ordenados "chorudos". Os que já lá estão rejeitam a ideia de "Eldorado" e falam em trabalho árduo, mas compensador. E cada vez há mais quem queira partir.

"Eu nem que tenha que ir semear couves e batatas, prefiro ir para Angola do que ficar por cá. Sempre vou para um país mais quente. Além de ir ganhar o triplo, claro!". Ana Rodrigues já não acreditava que, com 49 anos de idade, iria encontrar emprego com tanta facilidade.

"Foi no Verão. Fui à Net e vi um anúncio a pedir escriturários para trabalhar numa empresa portuguesa em Luanda. Concorri e fui chamada no início de Janeiro", revelou, com um brilho no olhar.

O facto de ter nascido em Angola - apesar de ter nacionalidade portuguesa - foi uma vantagem. Para os empresários portugueses - que só podem contratar fora de Angola um terço dos seus trabalhadores - dar emprego a um trabalhador com nacionalidade angolana é uma vantagem: obtém vantagens fiscais e liberta mais uma vaga na sua quota de trabalhadores portugueses.

Ana trabalha como escriturária em Marco de Canaveses. Descontente com o parco ordenado de 750 euros, o que também ali a desespera é a falta de perspectivas de desenvolvimento profissional.
"Há uns dois anos que tenho sentido a necessidade de emigrar. Vou pelo salário, claro, pois vou ganhar 2300 euros, além do alojamento e refeições oferecidos pela empresa. Mas sentia necessidade de sair deste país para fora", confessou.

Ana tem uma outra vantagem: não tem "amarras", é solteira. O mesmo não pode dizer Paulo Pereira, 42 anos, segurança, residente em Castelo de Paiva. Quando o tema da conversa é emigrar para Angola, o seu rosto queda-se triste e apreensivo.

Sabe que no próximo dia 20 embarca rumo a Viana, uma pequena cidade da província de Luanda, onde vai trabalhar para uma empresa de segurança privada e... ganhar bastante mais do que os 800 euros mensais que agora leva para casa.

Por cá, ficam a mulher e as suas duas filhas, de 16 e 18 anos. "Eu aqui tenho a minha vida estável, mas penso muito no futuro das minhas filhas e do que lhes poderei dar. As saudades são a parte pior disto tudo", referiu.

Paulo Pereira conta "aguentar" por lá dois ou três anos. Tem receio das doenças e da insegurança que por lá possa encontrar. "Gostava de dar-me bem por lá e poder, mais tarde, levar a família comigo", consentiu.

Com ele, vai também Vítor Almeida, 36 anos, residente em Castelo de Paiva. Desempregado há já dois anos, depois de ter dado 10 anos da sua vida ao Exército, a oferta de trabalho para Angola foi a única que lhe surgiu depois de meses e meses à procura de algo.

"Vou com ânimo, pois sei que, finalmente, vou ter um emprego para trabalhar", afirmou, com satisfação. Lamenta que toda a dedicação que entregou à vida militar - participou em três missões de paz de seis meses na Bósnia - de nada lhe tenha valido. "Quando cheguei ao fim dos contratos, vim de lá com uma mão à frente e outra atrás", lastimou.

Deixa a mulher - também desempregada - e dois filhos, de 10 e 12 anos, em Castelo de Paiva para trabalhar em segurança privada.
"O meu patrão oferece uma determinada quantia mais se eu quiser levar a família comigo, mas para já prefiro ver primeiro se me vou adaptar ou não", revelou.
_____________________________________________
Momento bom
 
Jorge Correia, 52 anos, está na cidade de Huambo (ex-Nova Lisboa) desde 2002. Em Portugal, deixou a família a tomar conta da empresa de materiais de construção que implementou em Oliveira do Bairro, há 12 anos.

"Quando começaram as dificuldades na construção civil e os negócios enfraqueceram, decidi vir para o Huambo, onde comprei uma empresa de construção civil e obras públicas", contou.

Jorge Correia confirma que este é um momento bom para investir em Angola. "Isto não é fácil, não é nenhuma árvore das patacas. Tenho avisado muitos portugueses de que é preciso saber trabalhar e, sobretudo, saber respeitar o povo daqui. Há quem venha ainda com um espírito colonialista e perca a noção da liberdade que este país tem. E isso é muito mau para quem quer vingar aqui", sublinhou.

A mesma ideia é partilhada por Rui Santos, um português radicado em Luanda desde 2002, onde criou uma empresa de consultadoria, que dá apoio à internacionalização de empresas.

"O empresário português não pode ver Angola como uma extensão de Portugal. É um mercado diferente, que exige uma abordagem diferente. E quem não percebe isto, enterra-se!", realçou.

Pela sua mão, mais de 60 empresas "nasceram" em Angola, na sua maioria de capitais portugueses. "Estamos num país que tem pela frente uma vasta obra de reconstrução nacional. Há obras por todo o lado e, por isso, há ainda mercado para muitas mais empresas", revelou.
"Temos clientes do Vale do Ave, do sector dos têxteis e calçado, que trouxeram para cá as máquinas e estão a safar-se lindamente! 
É que há aqui 18 milhões de pessoas para vestir e calçar", salientou.
______________________________________________
Faltam professores

Rui Santos realça como sectores ávidos de investimento os da saúde (material hospitalar e medicamentos), tecnologias da informação, marketing e publicidade, agricultura e pescas e formação. "Aqui há uma grande falta de professores de todas as áreas. Criar uma escola é ter alunos garantidos logo à partida", revelou.

Contudo, deixou um conselho: "Os portugueses que queiram investir aqui em Angola devem procurar apoio especializado e não virem com base em saudosismos e paternalismos, recorrendo a familiares e amigos", sustentou.

João Machado, 49 anos, angolano filho de portugueses e contabilista em Malange, admite ao JN que trabalhar naquele país "não é um mar de rosas". E esclarece: "Quem quiser trabalhar muito pode ter a certeza de que também vai ganhar muito. Agora, quem estiver habituado a trabalhar oito horinhas por dia e o resto é para descansar, pode estar certo de que aqui não vai ter futuro", deixou claro.

Essa mesma percepção do que é a vida laboral em terras angolanas tem António Pimentel, um engenheiro civil que, desde 2007, trocou Coimbra pelo Lobito, uma cidade da província de Benguela.

Na cidade do Mondego explorava uma empresa familiar de administração de condomínios. Apesar de os negócios correrem bem, as perspectivas de desenvolvimento eram escassas.
Em 2007 fez as malas, deixou para trás a mulher e dois filhos e foi exercer engenharia civil no Lobito. Hoje, dois anos depois, agora com a família ao seu lado, António Pimentel está a montar uma empresa de produtos médicos, já que a mulher está ligada ao sector da saúde.

"Angola é apelativa ao trabalho. Em Portugal as pessoas têm a ideia de que isto é o Eldorado, mas desenganem-se.
 Há muita concorrência, principalmente dos chineses e brasileiros que para cá vêm, e é preciso trabalhar muito", frisou.
____________________________________________
Vontade de partir

Sérgio Rodrigues, casado, 35 anos, residente em Coimbra, possui muita experiência na área da pintura e construção civil. Desempregado há um ano, tem tentado arranjar emprego em Angola, mas ainda nada conseguiu.

"Tenho um amigo que é pedreiro e ganha lá quatro mil euros por mês, quando aqui ganharia apenas uns mil euros", referiu. Vai continuar a tentar a sua sorte, pois "aqui em Portugal já não há mais condições de vida".

Também Telmo Figueiredo, 34 anos, casado, funcionário judicial em Aveiro, procura um lugar em serviços sociais ou jurídicos ou recursos humanos em Angola.

"Em Dezembro ofereceram-me uma viagem para ir visitar um familiar em Cabinda. Não fui pelas dificuldades que Angola criou. Até queriam que eu levasse 200 dólares por cada dia de estadia!", revelou. » 

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

PENSAMENTOS DE 1867...

Há tantos anos que já se pensava no fim do capitalismo... e no percurso da sua decadência...

Nesta altura andará muita gente animada. Caiu o muro de Berlim, deu-se o desmoronamento da URSS, e a consequente decadência  do Comunismo, a Leste. Quantos desses povos que cederam, então, se colocaram na plateia a ver a evolução do capitalismo? 

Mesmo assim, os ventos que chegam daquelas bandas também não são muito animadores. Ainda que tenham menos problemas, é certo que a actual  crise mundial, perante as notícias que nos chegam, também os vai afectando.

__________________________  

"PENSAMENTO ...EM 1867 !!

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado

By > Karl Marx >>>> in Das Kapital, 1867

___________________________

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

BEIJÓS E SUA HISTÓRIA - II

No dia 22 de Janeiro de 2009, abordámos este tema para proporcionar aos nossos estimados leitores o debate sobre a História de Beijós e das suas gentes,  na esperança de que nos trouxessem algumas dicas sobre as figuras que este brasão apresenta.  
Então, divulgámos este outro brasão, cuja fotografia foi recolhida numa vila da Beira Baixa, encosta Sul da Serra da Estrela, convencidos de que haverá alguma relação entre os dois brasões. 

O primeiro Brasão, que podemos encontrar na esquina de um prédio em Beijós, na Rua de S. João, ostenta: 

> Correias;


> Castelos;

> Cabras; 
E.... > 

Parece-nos que estamos a prestar uma grande ajuda...
Continuamos esperançados de que os nossos estimados leitores agora consigam colaborar...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

OUTRA FORMA DE ENSINAR...

Grupo Nominal e Grupo Vebal

«««

Quase toda a frase é constituída por dois grupos fundamentais:

Grupo Nominal - GN

Grupo Verbal - GV

* O nome é a palavra principal do grupo nominal.

* O verbo é a palavra principal do grupo verbal.

O GN e o GV da frase têm, entre si, uma relação de concordância: se o GN é singular o GV também é singular; se o GN é plural o GV também é plural.

Normalmente, o GN escreve-se antes do GV.

in, http://www.sitiodosmiudos.pt/gramatica/default2.asp?url_area=A7

O sujeito e o predicado

Na frase, o grupo nominal (GN) indica quem pratica a acção e tem a função de sujeito.

Para encontrares o sujeito de uma oração, faz a pergunta:

Quem é que?... ou Que é que?...

O grupo verbal (GV) indica as acções praticadas pelo sujeito e tem a função de predicado.

Para encontrares o predicado da oração, pergunta:

Que faz? ou Como está?

Em algumas frases há um grupo de palavras que se pode escrever no início, no meio ou no fim das frases, sem lhes alterar o sentido. É o grupo móvel (GM).

in, http://www.sitiodosmiudos.pt/gramatica/default2.asp?url_area=A

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

14 - ACULTURAÇÃO - O material de escrita

Apesar de evolução das novas tecnologias, o suporte de papel continua a ser um meio imprescindível.
Por isso não deverão ser postas de parte as boas práticas, no que respeita ao material de escrita.
******************************
"Do mesmo modo que se julga à primeira vista uma pessoa segundo as suas maneiras, o seu andar e o seu vestuário, o aspecto material de uma carta indica muitas vezes a personalidade de quem a escreve. O branco, com todas as suas tonalidades, ainda é o papel por excelência, para a correspondência em geral. Para a correspondência íntima, as cores pastel são bem aceites entre as mulheres. Os papéis decorados com flores ou outros desenhos devem ser evitados, excepto se se tratar de notas pessoais ou de algum bilhete íntimo. Um monograma ou um endereço são os únicos enfeites justificáveis num papel de bom gosto.
O papel de carta nunca tem linhas.
A carta manuscrita é sempre correcta escrita a tinta, como é óbvio. Dever-se-á evitar a utilização de tinta colorida. O azul e o negro são as cores mais aconselháveis.
Para a família e os íntimos pode-se utilizar a máquina de escrever e para a correspondência ordinária, mas nunca para votos de felicidades, condolências ou circunstâncias com alguma solenidade.
À direita, em cima, escreve-se o local e a data, sem abreviaturas.
À esquerda, a fórmula de introdução, que para os íntimos ou para a família pode tomar a forma que se desejar a partir de «Meu caro», « Caríssimo» ou « Caro Amigo». Noutras circunstâncias escrever-se-á. «Caro Senhor» ou «Estimada Srª. D. Luísa», a que se segue uma vírgula.
pode iniciar-se a carta ao centro ou totalmente à esquerda. Isso é actualmente aceitável, tanto na correspondência pessoal como na comercial.
Evitar-se-á sublinhar palavras ou passagens, deixando ao leitor o cuidado de julgar a importância do assunto.
Numa folha simples escreve-se habitualmente numa só face da folha. Numa folha dupla utilizam-se as faces 1 e 3 numa carta com carácter de cerimónia. Se quisermos utilizar as quatro, deveremos fazê-lo na ordem 1, 2, 3, 4, e não 1, 3, 2, 4, como, infelizmente, é frequente fazer-se.
«Sinceramente» ou «cordialmente» podem terminar a carta e a assinatura deve ser completa, e não com iniciais. Uma mulher casada assinará: «Teresa Lemos Rodrigues», ou «Teresa Rodrigues».
Uma assinatura nunca deverá levar a indicação «Senhor», «Senhora», «Menina» seguida de nome. Para um homem, essa questão nem mesmo se põe.
Para uma mulher casada ou solteira, o título é posto entre parênteses, se se receia qualquer confusão. Tolera-se a abreviatura «Sr.ª» desde que seja seguida do nome do marido, e não do nome próprio da mulher casada.
Um homem nunca assina exclusivamente o seu nome de família, ainda que seja um magnate. Assinará «Paulo Rodrigues» e, no caso de possuir dois nomes próprios, pode utilizar a inicial do segundo.
Na correspondência social, o endereço do sobrescrito pode ser escrito em chanfradura ou em bloco.
Exemplo:

Ex.mo Sr. Paulo Rodrigues
>>>Av. da Liberdade, 20
>>>>> 1000 Lisboa

ou

Ex.mo Sr.
Paulo Rodrigues
Av. da Liberdade, 20
1000 Lisboa

É aconselhável mencionar o código postal, se o conhecermos.
Os selos colocam-se à direita e em cima e, se houver mais de um, uns a seguir aos outros na horizontal, e não na vertical. Evitar-se-á utilizar «a linguagem dos selos» colocando-os em sítios imprevistos. Isso é de um gosto duvidoso e pode embaraçar o destinatário.
Notemos que qualquer pessoa que atente contra o segredo da correspondência se torna culpada não só de indiscrição grave, mas também de um crime que cai sobre a alçada da lei. Evidentemente que, se a carta já tiver sido aberta pelo destinatário, não há qualquer lei aplicável, mas, neste caso, a ofensa constitui um grosseiro abuso de confiança.
Nunca se enviam cartas anónimas nem as mesmas se devem ter em conta.
Deve-se deixar passar, pelo menos, vinte e quatro horas antes de escrever uma carta insultuosa ou ameaçadora. Pode acontecer que, após esse lapso de tempo, a cólera se tenha atenuado e se opte por uma carta cujo envio não seja posteriormente objecto de arrependimento.
São de evitar a enumeração de doenças e a sua evolução, as más notícias, as gracinhas das crianças, a menos que a carta se destino a parentes próximos. Saibamos escrever uma carta cuja publicação num jornal ou cuja leitura por uma terceira pessoa não seja susceptível de nos causar embaraço. "
_________________________
By MFT

sexta-feira, janeiro 30, 2009

ANIVERSARIANTES - Beijós

PARABÉNS
                              PELO 
                                            TEU 
                                                      ANIVERSÁRIO!  »»»»


Hoje,  é dia de festa, pelos 68 anos, da Nossa Querida Amiga GUILHERMINA PAIS DO AMARAL, nascida a 30 de Janeiro de 1941. 



BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia-lhe os sinceros parabéns, com votos de que continue a comemorar esta data, durante muitos anos, em convívio com todos os seus familiares,  gozando de boa saúde e das maiores felicidades. 

ASCENDÊNCIA
Esta Nossa Conterrânea é filha de Messias Coelho do Amaral e de Júlia Pais
Neta Paterna de Zacarias Coelho do Amaral e de Maria da Piedade
Neta Materna de João Pais Bernardo e de Maria da Natividade Peixeira.  
_________________________________


  Para animar este dia, apresentamos uma Tuna especial...

quinta-feira, janeiro 29, 2009

DE BEIJÓS > PARA O PÚBLICO PORTUGUÊS - Mais uma forma de extorquir os €€

A DECO PRO-TESTE RECOMENDA

"Comissões bancárias: Netpay do BPN tem custos

Comissões bancárias: Netpay do BPN tem custos

Não levante dinheiro nos terminais do Banco Português de Negócios, se tem um cartão de débito com dupla função. Fica sujeito a comissões.

Ao levantar dinheiro nos terminais de algumas agências daquele banco, arrisca-se a pagar. Como as máquinas não pertencem à rede Multibanco, da SIBS, mas à rede Netpay, o movimento é considerado um adiantamento de dinheiro (cash-advance) e cobrada uma comissão pelo emissor. Regra geral, 3,33% sobre o valor transaccionado, acrescido de 1,50 a 2,50 euros. Por exemplo, um levantamento de € 100 pode custar até 5,83 euros.

Se o seu cartão de débito permite movimentos a crédito, evite usá-lo nos terminais daquele banco para levantar dinheiro.

Contactado pela DECO PROTESTE, o Banco Português de Negócios garantiu que vai reforçar a identificação das caixas Netpay e o alerta para as comissões.

Última actualização em Outubro de 2008"

_________________________________________________

QUEM NOS ACODE?...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

DE BEIJÓS > AOS AÇORES - Turismo

Os Açores marcaram presença na feira Internacional de Lisboa - FIL, de 21 a 25 de Janeiro de 2009, para promover o Turismo da Região. 
Para sensibilizarem também os Lisboetas, colocaram algumas vacas na Praça de Espanha



segunda-feira, janeiro 26, 2009

DE BEIJÓS > AO CACÉM - Tradições > Cantares das Janeiras II

No dia 25 de Janeiro de 2009, último domingo do mês, também foi o último dia de janeiras na Paróquia do Cacém. 
Para que conste, propusemo-nos a revelar as últimas imagens, recolhidas neste dia, com o Grupo Coral "Os Rouxinóis", dignamente orientado pela sua Mestrina "Ana Isabel".  


















Sempre valeu a pena insistir.
Tiveram que cantar as janeiras, durante três Domingos, mas conseguiram convencer o Reverendo Padre Rocha, que, para encerrar estas actuações,  lá mandou as respectivas e merecidas Janeiras.

 
Vejamos como foi maravilhoso...
*****










BEIJÓS*CINCO ALDEIAS presenciou o brilho nos olhos de todos quantos se envolveram nesta iniciativa, mas principalmente nos daquelas crianças, quando o Senhor Padre se abeirou do Grupo e proporcionou a distribuição dos chocolates. 
Muito Bonito. 
Gestos que perdurarão na memória de muitas daquelas crianças. 
Parabéns!

domingo, janeiro 25, 2009

EM BEIJÓS TAMBÉM SE USAM ESTAS EXPRESSÕES POPULARES

Vamos reavivar as memórias de alguns Beijosenses menos precavidos...
Sempre vale a pena, pelos conhecimentos que nos trazem as expressões populares mais comuns:-

Erro crasso

Significado: Erro grosseiro.

Origem:
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. Noprimeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "
erro crasso".


Ter para os alfinetes

Significado: Ter dinheiro para viver.

Origem:
Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»


Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo.

Origem:
A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.


À grande e à francesa

Significado: Viver com luxo e ostentação.

Origem:
Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.


Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem:
A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)

Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.
Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).


Dose para cavalo

Significado: Quantidade excessiva; demasiado.

Origem:
Dose para cavalo , dose para elefanteou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.
Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.
Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.


Dar um lamiré

Significado: Sinal para começar alguma coisa.

Origem:
Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.
Historicamente, a expressão «
dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).


Nota: Escreve-se
lamiré, com o r pronunciado como em caro.


Memória de elefante

Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.

Origem:
O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo .

Lágrimas de crocodilo

Significado: Choro fingido.

Origem:
O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.


Não poder com uma gata pelo rabo


Significado:
Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

Mal e porcamente

Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.
Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e ineficientemente, com parcos (poucos) recursos.
Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.»1
1 in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)

Já a formiga tem catarro

Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperientes.


Fazer tijolo

Significado: Morrer.

Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.
Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse.
O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu estou a fazer tijolo '.
in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves


Fila indiana

Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.

Origem:
Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.


Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.


Embandeirar em arco

Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.


Cair da tripeça

Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

Fazer tábua rasa


Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.
Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como umatábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»


Ave de mau agouro

Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.

Origem:
O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.


Verdade de La Palisse


Significado:
Uma verdade de La Palice (oulapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.

Origem:
O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:
"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.
Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse.


Ter ouvidos de tísico

Significado: Ouvir muito bem.

Origem:
Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.
Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.
As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão « ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».


Comer muito queijo

Significado: Ser esquecido; ter má memória.

Origem:
A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.
A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes "Nova Floresta", relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».
Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa «
comer (muito) queijo».

Acordo leonino

Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.

Origem:
«Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.


Que massada*!

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem:
É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.


Passar a mão pela cabeça

Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem:
Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.



Gatos-pingados

Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.

Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão " gatos pingados" passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.


Meter uma lança em África

Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.

Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas "expedições em África", eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a " meter uma lança em África".


Queimar as pestanas

Significado: Estudar muito.


Origem:
Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a " queimar as pestanas".


____________________________

By Belita