sexta-feira, maio 08, 2009

BEIJÓS E AS SUAS ALMINHAS


O REGRESSO DAS ALMINHAS AO SOBREIRO

Confessamos que tivemos alguma preocupação. 
Gostamos de fotografar tudo aquilo que revele cultura, tradições e, sobretudo, o património que os nossos antepassados nos legaram.
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HISTÓRIA
Um pouco por toda a parte, principalmente na área da freguesia de Beijós,  encontramos pedras, algumas bastante trabalhadas, diga-se, mesmo bonitas, colocadas em local de destaque, em muros sobranceiros às vias públicas. 
Por vezes nalguns cruzamentos de caminhos ou de ruas.
Não sabemos o seu verdadeiro significado, muito embora tenhamos ouvido alguns relatos de pessoas da nossa Aldeia. 
Todavia, temos que aceitar que, pelo nome que lhes atribuíram e pela crença do nosso povo,  tudo leva a crer que houvera a intenção de lembrar aos viandantes que tinham antepassados e que as Almas deles tinham necessidade de ser sufragadas.
Por isso, essas Alminhas constituiam como que um apelo a rezar pelas Almas dos que já partiram. 
Com um misto de real e/ou de lenda, é certo que as pessoas ao passarem naqueles lugares, olhavam às pedras das Alminhas e sempre havia um gesto, uma vénia.
Muitos homens, nossos concidadãos, se usavam chapéu destapavam a cabeça ao avistarem as Alminhas, colocando de novo o boné depois de passarem naquele local, como sinal de respeito.  
Agora muitas dessas posturas estão ultrapassadas, porquanto a juventude vai deixando que determinados hábitos se percam. 
Contudo, em muitos locais, as Alminhas continuam lá, e, ainda que não tenham outra utilidade, servem para retratar as crenças e são uma revelação do nosso património cultural.  
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Temos percorrido algumas ruas e caminhos da nossa freguesia e sempre vamos colhendo as imagens dessas Alminhas. 
Quase que sabemos de cor onde cada uma se encontra. 

Há cerca de um ano, passámos pelo Sobreiro (encosta Sul de Beijós, a meio do caminho no percurso pedonal para a Póvoa da Pégada - entre o Picoto e o Milreo, vulgo Mil rego) e fotografámos umas Alminhas que se encontravam sobre o muro de pinhal das famílias "Tavares". 
No Verão de 2008, passando novamente por aquele local, reparámos que as Alminhas tinham desaparecido. 
Quando houve oportunidade, pessoalmente, falámos disso ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Beijós, uma vez que alguém nos tinha comentado "... saber onde se encontravam umas alminhas muito bonitas e que gostava de as possuir...", aumentaram as nossas preocupações.  
A resposta de que "... estão guardadas, mas irão ser lá colocadas oportunamente..." tranquilizou-nos. 
Finalmente, pela Páscoa de 2009, nas nossas caminhadas, pudemos verificar que a Pedra das Alminhas já foi reposta no seu devido lugar. Agora até foi assente com cimento. 
Gostámos da postura do Senhor Presidente da Junta de Freguesia
Estamos certos de que, como nós, também ele se preocupa em preservar o Património Beijosense
Parabéns!

O Nosso Bem Haja.  
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»»»»» Podemos ver aqui a História divulgada por outras fontes. 
»»»»» E esta Maravilha com versos!
»»»»» Vamos a outras visitas.

quinta-feira, maio 07, 2009

DE BEIJÓS > A VILAMOURA - Ao encontro do Sol Algarvio

Num fim de semana alargado, de 01 a 03 de Maio de 2009, deu para irmos ao encontro do Sol.
Fomos esperá-lo a Vilamoura - Algarve - Portugal.
Supomos que será a melhor porta de entrada do Sol para Portugal Continental, vindo do Norte de África.
Ainda que não tenhamos sido muito bem sucedidos, mas, para a época, valeu a pena.
Mudámos de ares e recuperámos energias para uma nova etapa.

Também valeu pelo convívio com alguns amigos, que, como nós, se deslocaram para desfrutar de tudo o que o Algarve tem de bom.

Sempre que nos deslocamos, connosco vai a objectiva da nossa máquina fotográfica, para registarmos os melhores momentos e as mais bonitas paisagens.
Aqui pudemos registar muitas coisas, muitas surpresas que iremos divulgar por fases.
Em Vilamoura fomos descobrir as Ruínas Romanas, cujas imagens, dentro de alguns dias, iremos divulgar, pelo interesse que nos despertaram numa abordagem sobre a evolução dos Povos.

Aqui apresentamos um aspecto da respectiva Marina, com uma unidade hoteleira em pano de fundo.


Mas despertou-nos a curiosidade o nome de ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA.

Vimos a sua estátua erigida numa Rotunda, à entrada de Vilamoura, na Estrada Nacional 125.
Porquê? Quisemos aprofundar.

Consta a inscrição de que este Cidadão foi o fundador de Vilamoura, no concelho de Quarteira.
Nas nossas pesquisas apurámos que "Cupertino de Miranda" foi um Banqueiro.

Foi ele o fundador do "Banco Português do Atlântico"(instituição absorvida pelo Milénio BCP), logo concluímos que terá feito forte investimento financeiro nesta zona de Portugal.

Fomentou a promoção do Turismo em Vilamoura, com a criação de infraestruturas como a respectiva Marina, Casino... etc.

Por tal motivo, sendo um cidadão que nasceu no Norte de Portugal Continental, dada a sua ligação ao sector financeiro e a actividade que aqui desenvolveu, tornaram-no merecedor do destaque que Vilamoura lhe promoveu...


...Numa Praça com o seu nome.

As Cinco Torres vistas ao longe, à medida que nos aproximamos da Vila.


Uns habitantes muito especiais, que aproveitaram as alturas para se instalarem, podendo desfrutar de uma singular paisagem, estamos em crer.





Fomos ali encontrar o "7 - Sete Café"...

... que nos arrasta, inevitavelmente, para o Mundo do Futebol.
A zona da Marina, seja de dia ou de noite, nunca está deserta. Sempre com muita gente a passear.


Aqui ouve-se uma mistura de linguagem, conforme os grupos que frequentam este espaço a cada momento.

É normal que se ouça o Português.
Mas também se ouve muito ... o Espanhol, o Inglês, o Alemão, o Paquistanês... etc.
Há momentos em que nos confundimos.
Em certos espaços já começamos a pensar que estamos no Brasil.
A luta pela vida e pela sobrevivência, sempre obrigou a que os Povos se deslocassem à procura de melhores oportunidades e de um modo de vida mais fácil e rentável.

Mas, de dia ou de noite, o espaço onde se situa a nossa casa, na...
..."Marina - Arcadas", mantém a mesma pacatez.
Durante o serão, ainda são ouvidas algumas músicas das zonas de lazer, coisa que nunca perturba o nosso descanso.


Por perto, outrora, existiu uma garrafeira, para facilitar a vida dos turistas e de alguns residentes.
Obrigado por nos ter visitado, em Vilamoura, mas continuamos a contar consigo.

terça-feira, maio 05, 2009

POR TERRAS DE CARREGAL DO SAL - Domingo da Pascoela

CURRELOS

Domingo da Pascoela, 19 de Abril de 2009
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Temas:
1. - A Inauguração da Fonte e Respectivo Parque de Merendas; 
2. - A Troca das Cruzes ao Meio da Ponte. 
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1 - A INAUGURAÇÃO DA FONTE E RESPECTIVO PARQUE DE MERENDAS

Estrada que liga Carregal do Sal a Tábua, via>  Currelos - Póvoa de Midões
Aproveitando a Cerimónias da Troca das Cruzes, na Ponte Sobre o Rio Mondego, a Junta de Freguesia de Currelos não perdeu tempo em inaugurar a Fonte e Parque de Merendas que dista cerca de 150 metros da referida Ponte, na margem direita do citado Rio. 

Vemos o espaço envolvente, ainda com arranjos em curso.



Ainda necessitará de muitos arranjos para preservar a qualidade das águas das nascentes naturais que abastecem a bica. 
Ainda decorriam os trabalhos de alcatroamento do piso, do desvio da estrada. 


Seguiram-se as Cerimónias, presididas pelo Reverento Padre José António das Paróquias de Currelos/S. João de Areias.
                    





Segue-se o Senhor Presidente da Junta de Freguesia na posse da palavra.

A Lápide evocando a nome do donatário do espaço. 

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2 - A TROCA DAS CRUZES A MEIO DA PONTE

Ávidos por prosseguir no caminho da cultura Beirã, deslocamo-nos, então,  a Currelos
Fomos descobrir uma bela tradição desta Paróquia, que já vem desde há alguns anos.
Foi Iniciativa do Saudoso Reverendo Padre José Afonso de Paiva,  que promoveu o encontro das duas Paróquias > "Currelos" e "Póvoa de Midões", ... 
 
... a meio da Ponte sobre o Rio Mondego, que liga os concelhos de Carregal do Sal e Tábua, trocar as Cruzes. 
Esta bela Tradição, que se renova todos os anos no Domingo da Pascoela, já arrasta muitos visitantes, não só das duas localidades, mas também veraneantes de outras Vilas e Cidades de todo o País. 
O Simbolismo que encerra esta Festa, ainda que não seja uma romaria, as alegrias e as felicidades que se vivem no momento da troca das Cruzes,  contagiam todas as pessoas que o observam.
Valeu a pena presenciar as Cerimónias, que se iniciaram cerca das 18H00,  como as imagens o ilustram, sabiamente celebradas pelos Reverendos Padres José António,  de Currelos/S. João de Areias,  e João,  da Póvoa de Midões



Descobrimos que, desde há alguns anos, no Domingo da Pascoela,  a Ponte sobre o Rio Mondego, entre Currelos e a Póvoa de Midões, serve de ponto de encontro das duas Paróquias. 
O encerramento da Época Pascal faz-se mesmo sobre a Ponte, com a celebre troca das Cruzes, seguida da competente Cerimónia, na margem esquerda do Rio, no Pequeno Santuário "Jubileu 2000". 
Vivemos naquele encontro, momentaneamente, todas as alegrias e felicidades que unem os dois povos, outrora separados pelo Rio Mondego, cujas dificuldades foram ultrapassadas com a construção daquela Ponte.
 
Só quem teve a felicidade de, como nós, estar neste evento viu e sentiu o calor humano das populações de ambas as Paróquias, Currelos do concelho de Carregal do Sal e Póvoa de Midões, do concelho de Tábua.
O Nosso Querido Amigo Hermínio Cunha Marques, Autor de várias Obras Literárias sobre a História do concelho de Carregal do Sal e das Suas Gentes, no decorrer das Cerimónias, usou da palavra, para recitar os seus versos sobre o evento. 

"Domingo da Pascoela
Que Feitiço tem a Ponte!...

Alguém me perguntou um certo dia
Que força d'atracção seria aquela
Que o arrastava, como por magia, 
Para a Ponte em Domingo da Pascoela!...
II
Lhe disse que ela a mim também seduz, 
E lá vou,  nesse dia, em devoção:
A Ponte e o Rio formam uma Cruz, 
E aí a razão dessa atracção!...
III
Pois se aos traços d'estrada em cada margem, 
Faltava sobre o Rio este pedaço, 
Hoje os povos acorrem, em romagem, 
Para nele enlear-se num abraço!...
IV
E é ali que esta gente agradecida, 
A quem tanto por ela então lutou, 
Põe numa cerimónia bem sentida
A fé que tinha e nunca lhe faltou!...
V
As Cruzes das Paróquias vizinhas
Vão encontrar-se a meio dessa Ponte, 
Quase se tocam como que em festinhas
E o povo as beija, ali, mesmo defronte!...
VI
E preso a este culto tão cristão
Há como que festiva romaria, 
E a Ponte é, pois, o abraço d'união, 
Beijando o Rio em sua travessia!...
VII
E aí está, amigo, a tal razão
Que fascina e nos faz tanto viver
Este culto tornado tradição
Que não se pode, jamais, deixar morrer!..."
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19.04.09
By Hermínio Cunha Marques 

Este encontro e convívio de populações de localidades e concelhos diferentes, ligados por uma ponte,  é um momento singular na aproximação dos Povos, cuja Festa terminou com o beijar da Cruz, pelos Fiéis. 

»»»»» Podemos ver aqui o Álbum das Fotos.

»»»»» Mandamos os nossos mais sinceros Parabéns para Currelos e para a Póvoa de Midões, pela forma singular como as respectivas populações se abraçam, pelo menos uma vez por ano, facto que consideramos inédito para a Região e talvez para Portugal. 

»»»»» Parabéns aos Reverendos Padres das Paróquias envolvidas, pela Mensagem de Paz, Amor e Fraternidade que nos transmitem.

BEM-HAJA.
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Encontrámos nestas Cerimónias,  casualmente,  o Nosso Querido Amigo Carlos Alberto que nos deu também o grato prazer de conviver connosco, durante alguns momentos.
Para ele não podemos deixar de enviar o Nosso Abraço!