sábado, fevereiro 28, 2009

BEIJÓS E SUA HISTÓRIA I - Monografia

Vamos prosseguir na difusão da História de Beijós. 
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Todavia, afigura-se-nos ter algum interesse divulgar as  ligações do seu autor à nossa Aldeia. 
ANTÓNIO COELHO DE MOURA PAIS DO AMARAL MENDES, filho de António Mendes e de Maria de São José Coelho de Moura, neto materno de Bernardino Paes do Amaral e de Guilhermina Coelho de Moura
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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

BEIJÓS E A REGIÃO DEMARCADA DO VINHO DO DÃO

Beijós, Aldeia essencialmente agrícola,  está enquadrada na Região do Vinho do Dão. Nos últimos tempos, quer na nossa Aldeia, quer em todo o concelho de Carregal do Sal, tem-se vindo a desenvolver uma política vitivinícola baseada numa preocupação de produzir vinhos de qualidade.
Realmente, as adegas do concelho têm demonstrado capacidade de competição quer com outras Regiões do País, quer até com o estrangeiro, pelas classificações que obtêm nos vinhos que produzem.  
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Isso é notório, vejamos o que nos diz "Do Nariz À Boca". 

"(...)

QUINTA MENDES PEREIRA, a arte do vinho. A produtora...
Raquel Mendes Pereira é paulista de nascimento e portuguesa de coração. Seu pai, português, nasceu em Oliveira do Conde, e seu marido e companheiro de aventuras é português também. A história da produção do vinho começa na Quinta … A Quinta Mendes Pereira, também conhecida como Quinta da Sobreira, situa-se junto a Oliveira do Conde, em plena região do Dão, a dois quilómetros do Rio Mondego e a seis quilómetros do Rio Dão... exactamente no coração da Lusitânia.
Trata-se de um lote 100% Touriga Nacional. As uvas foram colhidas em caixas de 22 kg da parcela de Touriga Nacional mais bem localizada na Quinta, depois tiveram desengace total, esmagamento e fermentação em depósitos de inox com temperatura controlada e maceração prolongada e cuidada para melhor expressão da tipicidade da casta, nomeadamente ao nível aromático e estrutural. 
A fermentação maloláctica ocorreu nas barricas de carvalho francês semi-novas e uma pequena percentagem de carvalho americano onde o vinho esteve depois um ano em estágio, a que se seguiu novo estágio em depósitos de inox por mais um inverno e posterior engarrafamento com envelhecimento em cave durante um período mínimo de 6 meses. Até ao engarrafamento teve apenas estabilização natural e uma ligeira filtração de modo a manter todo o seu potencial, pelo que pode ganhar depósito durante o envelhecimento em garrafa.

Cor rubi muito intensa com laivos acastanhados. Espuma fugaz rosada que persiste no copo durante muito tempo. É belíssimo ver o copo a chorar com as lágrimas bem viscosas deste vinho.
Típico da Touriga Nacional, os aromas atacam intensamente o nariz. Notas “super” intensas a barrica, deixando pouco depois lugar ao lado frutado do vinho. Algum fruto seco (noz, passa, amêndoa). Muito interessante, aparece algum cacau com mistura surpreendente com um aroma fino a brisas do bosque (medronho, casca de pinheiro, caruma) e marmelo no final da cozedura.
Na boca, tem taninos ainda com muita garra mas bem amigáveis. Muita complexidade na boca, quente e vinoso. Possui uma linha longuíssima que percorre a língua e as papilas gustativas com muita astúcia. Termina fresco e com uma retronasal bem vincada. 
Produtor: Raquel Camargo Mendes Pereira
Enólogo: António Narciso

Nota: 17,5

(...)"

In Carregal Digital

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Parabéns pela classificação obtida, seguramente, fruto do empenho dos responsáveis pelo tratamento das vinhas. 

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

ANIVERSARIANTES - Beijós

Hoje está de parabéns a Nossa Querida Amiga FLÁVIA COELHO DE MOURA PAIS DOS SANTOS, nascida a 26 de Fevereiro de 1924. 
Parabéns pelos seus 85 anos. Que os festeje com muita saúde e alegria, na companhia de todos os seus familiares. 
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Esta nossa conterrânea  é filha de Leão Coelho do Amaral e de Hermínia Coelho de Moura
Neta Paterna de Bernardino Paes do Amaral e de Guilhermina Coelho de Moura
Neta Materna de Albino Pereira de Almeida e Castro e de Maria de Encarnação Coelho de Moura

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

BEIJÓS E SUA HISTÓRIA - Monografia

A História de Beijós que o Ilustre Advogado, Dr. António Coelho de Moura Pais do Amaral Mendes, nos relatou, perante as investigações que desenvolveu na freguesia. 
A Obra, então,  não terá sido muito divulgada, mas os seus textos descrevem minimamente parte da História da Freguesia de Beijós, e por isso se nos afigura digno de realce. Nos seus relatos também mereceram destaque as obras que alguns Beijosenses, ao longo dos tempos, investidos de responsabilidades na Freguesia, desenvolveram, cujas descrições teremos oportunidade de apresentar, em futuras abordagens. 
Afigura-se-nos de primordial interesse, para conhecimento dos Beijosenses, difundir publicamente aquilo que o Nosso Querido Amigo escreveu,


Vejamos: 


 « A Capa da Obra. 


Os seus agradecimentos a quem com ele colaborou, nas suas pesquisas. 

 

 
Referências ao Autor, num relato feito por um Ilustre colega, Dr. Mário da Cunha Gonçalves,  com quem privara de perto.











Parecem-nos desnecessárias outras referências ao Autor da Obra, porquanto poderíamos enveredar por alguma subjectividade, uma vez que não convivemos com ele. 

terça-feira, fevereiro 24, 2009

BEIJÓS E A AGRICULTURA - Apanha de pepino

Se Beijós tivesse os campos que vemos nas imagens, talvez que ainda por ali viessem trabalhar máquinas idênticas a estas. 

Realmente a agricultura está cada vez mais facilitada, mas em Beijós as coisas têm que continuar a ser como outrora. 

Mesmo assim os Beijosenses não se poderão queixar muito, no Paraíso que têm. 
Substituiram:  os bois e os burros pelos tractores; os manguais para as malhas do centeiro, da cevada, do trigo e do milho, por debulhadoras; o Sacho por aspersores. Os motores de rega ficam a trabalhar, durante a noite e os donos vão dormir... Já não está muito mau. Mas, máquinas para apanhar pepino... não sei não! Vamos lá ver... quando!
É preciso inovar!











Isto é  >  Made in Bielo-Russia...

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

ANIVERSÁRIO > Dois anos depois

HOJE 
É 
O
MEU
ANIVERSÁRIO



Faz hoje dois anos que BEIJÓS*CINCO ALDEIAS iniciou a sua emissão. 
Tem procurado brindar-nos com os mais variados temas, seguramente, com os melhores propósitos de agradar aos seus Estimados Visitantes. 
Estamos certos que irá continuar com o rumo que lhe foi traçado, tudo fazendo por melhorar a sua prestação perante todos os seus Leitores, principalmente para os Beijosenses espalhados pelo Mundo.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

BEIJÓS E O CARNAVAL ...


CARNAVAL DE OUTROS TEMPOS EM BEIJÓS


O Carnaval noutros tempos em Beijós foi sempre muito divertido. As pessoas vestiam-se a rigor com fatos especiais. Alguns homens/rapazes vestiam trajes de mulher.  Normalmente as senhoras ou as raparigas usavam saias compridas, até aos tornozelos e colocavam lenços com cores vivas na cabeça ou pelos ombros/costas. Nessa altura elas sabiam dar o seu retoque de baton nos lábios e um pouco de base avermelhada nas maçãs do rosto. 

Algumas pessoas, mais os homens ou os rapazes,  mascaravam-se, para não serem reconhecidos e, assim, poderem expandir as suas habilidades e fantasiar ilusões sem que, do resto da população, merecesse alguma censura.
 

Formavam-se grandes danças de "roda a cantar", em que toda a gente participava. Velhos e novos todos se deixavam envolver pela folia da época  e procuravam manter viva a tradição. 
Essas danças de roda que se formavam, principalmente,  no Vale da Loba (ao Calhau), e no Largo do Areal, em frente ao estabelecimento de Álvaro Peixeira Mendes. 


Era habitual ouvirem-se cantar:
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"Anda lá para diante, 
Que eu atrás de ti não vou, 
Não me pede o coração 
Amar a quem me deixou."
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" Lá vão fitas lá vão laços, 
Lá vão os homens ao meio, 
Lá vão fitas lá vão laços, 
Lá vão os homens ao meio,
Nos braços do meu amor
Agora é que me maneio, 
Agora é que me maneio, 
Maneio, maneio bem, 
Nos braços do meu amor
Brinco eu como ninguém."
(...)
 
»» E tantas outras cantigas que estamos empenhados em recolher, para, oportunamente, divulgar. 

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Porém, com o decorrer dos tempos, tudo isso se alterou com o aparecimento das aparelhagens sonoras, e as gravações das músicas do folclore Português que iam difundindo. 
Com a criação da Orquestra Recreativa "OS CENTRAIS DE BEIJÓS", no ano de 1959, tudo de alterou.
À semelhança com o Carnaval de Cabanas de Viriato, Beijós também formou a dança dos cus. Essa contradança, com uma valsa criada pelo então Mestre Jacinto, tocada pela Nossa Orquestra, trazia muita gente às Ruas da nossa Aldeia, para se divertirem, dançando ao ritmo da valsa. 
Como já o dissemos, foram tempos muito bons, em que Beijós se abriu mais ao Mundo e, principalmente, às populações das Aldeias vizinhas. O Povo tornou-se mais comunicativo e passou a conviver melhor com todos.  
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Os festejos carnavalescos em Cabanas de Viriato, com a singular dança dos cus, continuam a atrair muita gente de todo o País. 

Os seus programas carnavalescos são sempre organizados por forma a conseguirem abranger todas as idades. 
No Domingo Gordo, último Domingo antes do dia de Carnaval, organizam as festas das crianças das Escolas de todas as freguesias do concelho de Carregal do Sal. Este Desfile é sempre muito bem conseguido, perante a alegria e euforia dos mais  novos. 
Esperamos que, no ano de 2009, tudo seja igual ou melhor do que os anos anteriores. 
S. Pedro ditará um pouco estas folias, de acordo com o tempo que nos mandar. 
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UM TRAJE MUITO ESPECIAL DE CARNAVAL 


Falámos de Beijós e de Cabanas de Viriato, no Distrito de Viseu, mas há festas e desfiles um pouco por todo o País. 

Logo pela manhã, quando o nosso Querido Amigo Willoughby se propunha fazer a sua caminhada, na Quinta das Águas Livres, em Belas, ao chegar ao "Café com Leite",  foi surpreendido pela Princesa Diana, a quem pediu para posar para a fotografia.

 

Sem ver nisso qualquer maldade, apesar da animada cavaqueira, diga-se algo picante, com um grupo das suas admiradoras, ela não hesitou e, com toda a disponibilidade, colocou-se em local onde pudesse ser fotografada, sem grandes aparatos de pessoas ou de obstáculos. 
A Princesa que nos perdoe a frontalidade, mas temos que dizer o que nos vai na alma. Ela estava mesmo muito bonita. O seu belo fato despertava a atenção de qualquer Homem, naquela figura elegante, bonita e deveras arranjada.  
Não sabemos quem é, mas ela também se não mostrou preocupada em passar nesta página, quando nos disse:  "- não faz mal porque ninguém me conhece".  
Foi ela que nos despertou maior entusiasmo em falar do Carnaval Português. O Nosso sincero agradecimento, por nos ter inspirado.
Bem-Haja. 
Vamos procurar deixar cópia da mensagem no Café do Nosso Querido Amigo Jorge, onde, pelo menos as amigas, poderão recordá-la.  

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CARNAVAL DAS ESCOLAS EM BELAS



Porém, aquela Princesa também nos despertou para o desfile da Escola da Quinta da Fonteireira, na Vila de Belas, concelho de Sintra. 
Apesar de termos chegado atrasados, ainda conseguimos recolher imagens do encerramento do desfile daquela Escola, que percorreu as principais artérias da Vila. 
Apresentamos 65 fotografias que, melhor que as palavras, conseguem ilustrar quanta dedicação dos Pais e de todo o Grupo Docente daquele Estabelecimento de Ensino. 
Conseguiram colocar na Rua todas as crianças vestidas a rigor. 
Isto anima, porque as Escolas, actualmente, promovem estas iniciativas que, além de facilitarem a integração da juventude na Sociedade, mantêm vivas as tradições.
Temos que deixar os nossos mais sinceros parabéns a todos quantos se empenharam na organização deste evento e também a todos aqueles que colaboraram na realização do desfile e contribuíram para que ele decorresse sem incidentes. 


(Clik na Foto)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

DE BEIJÓS > A BELAS - Especialidades Regionais > Fofos

A pacata Vila de Belas, no concelho de Sintra,  apresenta-nos a sua Sala de Visitas,  no Largo da República.  
Um belo Jardim que é também Parque de Diversões, onde se realizam os tradicionais Festejos Populares.



Passando este Parque, na Estrada Nacional 117, de Lisboa para Pêro Pinheiro, na Rua Dr. Malheiros, vamos encontrar um edifício já antigo, com um reclamo branco com letras azuis, que nos identifica a fábrica dos tão famosos «fofos de Belas».
 



Vindo da cidade de Agualva-Cacém, pela Idanha, encontramos o edifício logo de frente, depois de passar o Mercado Paroquial.

Desde há algum tempo que temos vindo a debruçar-nos sobre a divulgação desta especialidade regional de Belas.
Não tem sido fácil a nossa tarefa. 
Todavia, o Nosso Querido Amigo Bruno Leite, ao tomar conhecimento das nossas aspirações, amavelmente, cedeu-nos parte de um trabalho que realizou e que nos descreve no essencial estes bolos tão apreciados nesta região.


Vejamos o que ele nos diz:

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Fofos de Belas

 


História 

Há cerca de 200 anos, nasceram numa pequena localidade de Belas uns deliciosos bolos, os quais foram chamados Fartos de Belas. Apesar de ainda não terem uma grande projecção nacional e internacional como as queijadas, já são considerados um ex-libris e uma referência gastronómica de Belas e do concelho de Sintra. Fabricados inicialmente numa casa onde se confeccionava apenas pão saloio e marmelada, os então chamados Fartos de Belas nasceram por criação da mãe da actual proprietária D. Liberdade Fonseca, que se lembrou de acrescentar um creme ao pão-de-, cuja massa também passou a ser um pouco mais pesada, nascendo assim uns pequenos pães-de-, recheados de creme e polvilhados com açúcar. Este novo bolo era muito apreciado e procurado por abastadas famílias de Lisboa. Actualmente um Café, os Fofos de Belas continuam a ser fabricados sem qualquer segredo escondido, são confeccionados com ovos, farinha e leite para o creme. De seguida vão ao forno em pequenas formas, durante 30 minutos. Não foi só a receita que não sofreu qualquer modificação, como também o forno que ainda é o original. Um forno a lenha, com porta de ferro que faz lembrar os fornos dos palácios reais. Recentemente a casa voltou a  confeccionar a marmelada. O futuro dos Fofos actualmente está a cargo do filho da D. Liberdade. Os apreciadores deste bolo puderam então continuar a desfrutar do seu paladar.
Forno a Lenha 
Masseira

(By Bruno Leite) 
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Cumpre-nos salientar que os vasos para preparar os bolos, como outrora, são de cobre.
Vemos aqui uma singular máquina de preparar a massa para os bolos. 
Pelas dimensões do respectivo cabo, leva-nos a supor que, outrora, terá sido manobrada pelo pulso humano. 

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

EMPREGO - DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugueses emigram à procura de trabalho neste País Africano

"Até para semear couves eu emigrava para Angola!"ImprimirE-mail
Fonte: Jornal de Notícias/ Fernando Basto   
Monday, 09 February 2009
Image« Portugueses partem em busca de trabalho e ordenados "chorudos". Os que já lá estão rejeitam a ideia de "Eldorado" e falam em trabalho árduo, mas compensador. E cada vez há mais quem queira partir.

"Eu nem que tenha que ir semear couves e batatas, prefiro ir para Angola do que ficar por cá. Sempre vou para um país mais quente. Além de ir ganhar o triplo, claro!". Ana Rodrigues já não acreditava que, com 49 anos de idade, iria encontrar emprego com tanta facilidade.

"Foi no Verão. Fui à Net e vi um anúncio a pedir escriturários para trabalhar numa empresa portuguesa em Luanda. Concorri e fui chamada no início de Janeiro", revelou, com um brilho no olhar.

O facto de ter nascido em Angola - apesar de ter nacionalidade portuguesa - foi uma vantagem. Para os empresários portugueses - que só podem contratar fora de Angola um terço dos seus trabalhadores - dar emprego a um trabalhador com nacionalidade angolana é uma vantagem: obtém vantagens fiscais e liberta mais uma vaga na sua quota de trabalhadores portugueses.

Ana trabalha como escriturária em Marco de Canaveses. Descontente com o parco ordenado de 750 euros, o que também ali a desespera é a falta de perspectivas de desenvolvimento profissional.
"Há uns dois anos que tenho sentido a necessidade de emigrar. Vou pelo salário, claro, pois vou ganhar 2300 euros, além do alojamento e refeições oferecidos pela empresa. Mas sentia necessidade de sair deste país para fora", confessou.

Ana tem uma outra vantagem: não tem "amarras", é solteira. O mesmo não pode dizer Paulo Pereira, 42 anos, segurança, residente em Castelo de Paiva. Quando o tema da conversa é emigrar para Angola, o seu rosto queda-se triste e apreensivo.

Sabe que no próximo dia 20 embarca rumo a Viana, uma pequena cidade da província de Luanda, onde vai trabalhar para uma empresa de segurança privada e... ganhar bastante mais do que os 800 euros mensais que agora leva para casa.

Por cá, ficam a mulher e as suas duas filhas, de 16 e 18 anos. "Eu aqui tenho a minha vida estável, mas penso muito no futuro das minhas filhas e do que lhes poderei dar. As saudades são a parte pior disto tudo", referiu.

Paulo Pereira conta "aguentar" por lá dois ou três anos. Tem receio das doenças e da insegurança que por lá possa encontrar. "Gostava de dar-me bem por lá e poder, mais tarde, levar a família comigo", consentiu.

Com ele, vai também Vítor Almeida, 36 anos, residente em Castelo de Paiva. Desempregado há já dois anos, depois de ter dado 10 anos da sua vida ao Exército, a oferta de trabalho para Angola foi a única que lhe surgiu depois de meses e meses à procura de algo.

"Vou com ânimo, pois sei que, finalmente, vou ter um emprego para trabalhar", afirmou, com satisfação. Lamenta que toda a dedicação que entregou à vida militar - participou em três missões de paz de seis meses na Bósnia - de nada lhe tenha valido. "Quando cheguei ao fim dos contratos, vim de lá com uma mão à frente e outra atrás", lastimou.

Deixa a mulher - também desempregada - e dois filhos, de 10 e 12 anos, em Castelo de Paiva para trabalhar em segurança privada.
"O meu patrão oferece uma determinada quantia mais se eu quiser levar a família comigo, mas para já prefiro ver primeiro se me vou adaptar ou não", revelou.
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Momento bom
 
Jorge Correia, 52 anos, está na cidade de Huambo (ex-Nova Lisboa) desde 2002. Em Portugal, deixou a família a tomar conta da empresa de materiais de construção que implementou em Oliveira do Bairro, há 12 anos.

"Quando começaram as dificuldades na construção civil e os negócios enfraqueceram, decidi vir para o Huambo, onde comprei uma empresa de construção civil e obras públicas", contou.

Jorge Correia confirma que este é um momento bom para investir em Angola. "Isto não é fácil, não é nenhuma árvore das patacas. Tenho avisado muitos portugueses de que é preciso saber trabalhar e, sobretudo, saber respeitar o povo daqui. Há quem venha ainda com um espírito colonialista e perca a noção da liberdade que este país tem. E isso é muito mau para quem quer vingar aqui", sublinhou.

A mesma ideia é partilhada por Rui Santos, um português radicado em Luanda desde 2002, onde criou uma empresa de consultadoria, que dá apoio à internacionalização de empresas.

"O empresário português não pode ver Angola como uma extensão de Portugal. É um mercado diferente, que exige uma abordagem diferente. E quem não percebe isto, enterra-se!", realçou.

Pela sua mão, mais de 60 empresas "nasceram" em Angola, na sua maioria de capitais portugueses. "Estamos num país que tem pela frente uma vasta obra de reconstrução nacional. Há obras por todo o lado e, por isso, há ainda mercado para muitas mais empresas", revelou.
"Temos clientes do Vale do Ave, do sector dos têxteis e calçado, que trouxeram para cá as máquinas e estão a safar-se lindamente! 
É que há aqui 18 milhões de pessoas para vestir e calçar", salientou.
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Faltam professores

Rui Santos realça como sectores ávidos de investimento os da saúde (material hospitalar e medicamentos), tecnologias da informação, marketing e publicidade, agricultura e pescas e formação. "Aqui há uma grande falta de professores de todas as áreas. Criar uma escola é ter alunos garantidos logo à partida", revelou.

Contudo, deixou um conselho: "Os portugueses que queiram investir aqui em Angola devem procurar apoio especializado e não virem com base em saudosismos e paternalismos, recorrendo a familiares e amigos", sustentou.

João Machado, 49 anos, angolano filho de portugueses e contabilista em Malange, admite ao JN que trabalhar naquele país "não é um mar de rosas". E esclarece: "Quem quiser trabalhar muito pode ter a certeza de que também vai ganhar muito. Agora, quem estiver habituado a trabalhar oito horinhas por dia e o resto é para descansar, pode estar certo de que aqui não vai ter futuro", deixou claro.

Essa mesma percepção do que é a vida laboral em terras angolanas tem António Pimentel, um engenheiro civil que, desde 2007, trocou Coimbra pelo Lobito, uma cidade da província de Benguela.

Na cidade do Mondego explorava uma empresa familiar de administração de condomínios. Apesar de os negócios correrem bem, as perspectivas de desenvolvimento eram escassas.
Em 2007 fez as malas, deixou para trás a mulher e dois filhos e foi exercer engenharia civil no Lobito. Hoje, dois anos depois, agora com a família ao seu lado, António Pimentel está a montar uma empresa de produtos médicos, já que a mulher está ligada ao sector da saúde.

"Angola é apelativa ao trabalho. Em Portugal as pessoas têm a ideia de que isto é o Eldorado, mas desenganem-se.
 Há muita concorrência, principalmente dos chineses e brasileiros que para cá vêm, e é preciso trabalhar muito", frisou.
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Vontade de partir

Sérgio Rodrigues, casado, 35 anos, residente em Coimbra, possui muita experiência na área da pintura e construção civil. Desempregado há um ano, tem tentado arranjar emprego em Angola, mas ainda nada conseguiu.

"Tenho um amigo que é pedreiro e ganha lá quatro mil euros por mês, quando aqui ganharia apenas uns mil euros", referiu. Vai continuar a tentar a sua sorte, pois "aqui em Portugal já não há mais condições de vida".

Também Telmo Figueiredo, 34 anos, casado, funcionário judicial em Aveiro, procura um lugar em serviços sociais ou jurídicos ou recursos humanos em Angola.

"Em Dezembro ofereceram-me uma viagem para ir visitar um familiar em Cabinda. Não fui pelas dificuldades que Angola criou. Até queriam que eu levasse 200 dólares por cada dia de estadia!", revelou. » 

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

PENSAMENTOS DE 1867...

Há tantos anos que já se pensava no fim do capitalismo... e no percurso da sua decadência...

Nesta altura andará muita gente animada. Caiu o muro de Berlim, deu-se o desmoronamento da URSS, e a consequente decadência  do Comunismo, a Leste. Quantos desses povos que cederam, então, se colocaram na plateia a ver a evolução do capitalismo? 

Mesmo assim, os ventos que chegam daquelas bandas também não são muito animadores. Ainda que tenham menos problemas, é certo que a actual  crise mundial, perante as notícias que nos chegam, também os vai afectando.

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"PENSAMENTO ...EM 1867 !!

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado

By > Karl Marx >>>> in Das Kapital, 1867

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