segunda-feira, junho 08, 2009

BEIJÓS E O ENCONTRO DE COROS INFANTIS DE ALVERCA DO RIBATEJO

Encontro de Coros Infantis de Alverca

No dia 01 de Maio de 2009
Pelas 16H00 - Concerto
Organização: Coro "Pueri Cantorum"
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Coros Participantes:
» "Os Rouxinóis" - Paróquia do Cacém
» Coro do Santuário de Fátima
» Classe de Coro do Colégio José Álvaro Vidal
» Coro Infantil da Paróquia do Forte da Casa
» "Pueri Cantorum" - Paróquia de Alverca
Programa:
> Coro Pueri Cantorum
* Regina Caeli, Gregoriano
* Ave Maria, César Franck
* Panis Angelicus, César Franck
* Gloria Patri, Wolfram Menschick
# Direcção: Paula Faria
# Órgão: Tiago Oliveira
> Coro Infantil da Paróquia do Forte da Casa
* Deixai vir a mim as criancinhas, Frei Fabreti
* Rainha do Céu, Padre Joaquim
* Tu és a Glória de Sião, Borges de Sousa
* Mãe de Jesus, Maria, Padre Zezinho
* Eu vou feliz, Vitor Pereira
# Direcção: Laurinda Cardoso
> Classe de Coro do Colégio José Álvaro Vidal
* Cantate Domino, Taizé
* Viva Tutte le vezzose, Felice Giardini
* Beau Musicien, Anónimo
* Due pupille, W.A.Mozart
# Direcção: Paula Faria
# Piano: Tiago Oliveira
> Coro Infantil e Juvenil "OS ROUXINÓIS"
* This little light of mine (trad. espiritual) - arr. Ken Berg
* Sarasponda - arr.Ruth Boshkoff
* Ciclo de Canções "Aqui há bicho" - Carlos Garcia
* A cigarra e a formiga - Bocage
* O Grilo - Alexandre O'Neill
* O Caracol - Cabral do Nascimento
* O Menino Azul - Cecília Meireles
* As Borboletas - Vinicius de Moraes
* Gatos - Eugénio de Andrade
# Direcção: Ana Isabel Pereira
# Piano: Rodrigo Gomes
> Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima
* Na Escolka de Maria (Ensinais-nos Pastorinhos) - João Marcos / Cristina Lameiro
* In Te, Domine - Paulo Lameiro
* Heaven is a Wonderful place - Espiritual
* Dreaming - Lorenz Maerhofer
* Sinner you know - Espiritual
* Sister Act - Mac Huff
# Direcção: Paulo Lameiro
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» Vejamos as imagens dos Coros em Actuação:


















(Fotos By A.A.A.)
Este evento revela que há pessoas que se dedicam de alma e coração às causas da cultura.
É notório o empenho da Igreja, das Famílias e dos Músicos que dirigem os grupos de coros.
Estas actuações são fruto de muito trabalho e, por vezes, de muito sacrifício das pessoas envolvidas.
Há sempre uma recompensa... > "A satisfação do dever cumprido", perante a sociedade em que estamos inseridos.
Parabéns a todos os que se envolveram na realização de mais este Festival.

quinta-feira, junho 04, 2009

BEIJÓS E A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS DAS RIBEIRAS

A Aldeia de Beijós é banhada por duas ribeiras, a que a população sempre designou por "Rio do Pisão" e "Rio do Povo", e por vários ribeiros que descem dos montes.

Os terrenos sempre foram muito férteis, devido às águas destas ribeiras e ribeiros, que correm naturalmente para os regar, por canais centenários.

Nos últimos tempos, porque o progresso também traz coisas más, com o saneamento básico das aldeias que ladeiam estes cursos de água no seu percurso, desde as nascentes até foz, temos notado que as respectivas águas apresentam uma cor escura, com muita espuma e, principalmente no Verão, deixam um cheiro pestilento.

Em Abril de 2009, nas nossas caminhadas, apesar do caudal dos nossos rios ser um pouco acima do normal, para a época, constatámos que as águas, muito embora turvas pelas lamas que as chuvas arrastam, apresentam demasiada espuma.

Isto leva-nos a concluir que há excesso de detergente ou os esgotos são vazados para as ribeiras/os.

A agricultura de Beijós, com os detritos, já vai ficando prejudicada e os produtos hortícolas, se não forem tomadas medidas urgentes, irão causar problemas na saúde de quem os consome.

Analisando os seus percurso, concluímos que a maior parte das Aldeias que lhes ficam mais próximas têm as estações de tratamentos dos esgotos com saídas para as ribeiras/os.

Claro que, estando Beijós num vale por onde passam estes cursos de água vai ver passar os esgotos dos seus vizinhos no seu povoado, mesmo à sua porta.

Ainda não ouvimos falar de qualquer medida para evitar que Beijós se torne a fossa de tantas aldeias, desde Mangualde.
Todavia, os Beijosenses terão que começar a pensar em exigir das entidades competentes que a situação seja revista e acautelado o vazamento dos esgotos para os leitos das ribeiras, antes que Beijós passe a ser a retrete dos outros povos.

Vamos observar:

Nesta foto, junto da fonte dos Amores, no Brejo, limite Este da freguesia de Beijós, concelho de Carregal do Sal, presenciámos que havia montes de espuma nos locais mais recatados do leito da ribeira.


Ainda no Brejo vemos como as águas arrastam a espuma. Aqui elas deixam um cheiro muito desagradável.

Aqui o Rio do Pisão, com muito mais água do que habitual, também se notam muitos detritos.


«Levada ou açude no centro de Beijós»
Quando as águas descem esta levada, além dos maus cheiros que libertam, também é visível a espuma.
Aqui estão incluídas aquelas águas que apresentámos no Brejo, que, logicamente, descem até ao Rio Dão.

Temos um caso concreto, que presenciámos há algum tempo, com os esgotos da Póvoa de Santo António.
Eles estão a ser lançados a céu aberto no ribeiro situado entre a Póvoa de Lisboa e a de Entre Ribeiros.
Em pleno Verão há um cheiro nauseabundo.
As águas conspurcadas correm em direcção à Lameira.

Enfim! Vamos pensar a sério no ambiente em que Beijós vai mergulhando.
Vamos lutar pela qualidade de vida e pelo ambiente em Beijós, antes que seja demasiado tarde.

segunda-feira, junho 01, 2009

BEIJÓS E O HOMEM DO LEME






O MOSTRENGO


O Mostrengo que está no fundo do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes, 
Voou três vezes a chiar, 
E disse: « Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo, 
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o Homem do leme disse,  tremendo: 
«El-rei D. João Segundo!»


« De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o Mostrengo e rodou três vezes, 
Três vezes rodou imundo e grosso. 
«Quem vem poder o que só eu posso, 
Que moro onde nunca me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-rei D. João Segundo!»


Três vezes do leme as mãos ergueu, 
Três vezes ao leme as reprendeu, 
E disse no fim de tremer três vezes: 
« Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo, 
Manda a vontade, que me ata ao leme, 
«De El-rei D. João Segundo!»
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By > Fernando Pessoa «in Mensagem»


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Aqui podemos recordar aquilo que aprendemos ou melhorar os nossos conhecimentos. 

quinta-feira, maio 28, 2009

BEIJÓS E O DESFILE DOS CARETOS IBÉRICOS

Cuidado!
Por vezes o diabo...




Sábado, 16 de Maio de 2009.
Fizemos questão de acompanhar a Procissão, com a Imagem de Nossa Senhora da Fátima, entre a Igreja de S. Nicolau até ao Terreiro do Paço, em Lisboa.
Procurámos espaço para colher imagens da Procissão a atravessar o Rio Tejo, para Almada, nas comemorações do 50.º Aniversário da inauguração do Monumento a Cristo Rei.

Tivemos que nos desviar pela Rua do Arsenal, para o Cais do Sodré.

Ao chegar à Praça do Município - Lisboa, fomos surpreendidos pelo desfile das Máscaras Ibéricas.

Saímos de uma festa Religiosa e, inesperadamente, deixámo-nos envolver por uma festa pagã.

Como o nosso lema é aproveitar cada momento que vivemos no espaço e no tempo, apesar de tudo, colhemos as imagens que pudemos e que iremos apresentar.

Os caretos Ibéricos já se reuniam para a sua festa, cumprindo o ... :-






Depois foi só esperar que os grupos apresentassem os seus trajes, as suas músicas, as suas danças e, acima de tudo, as suas criatividades.

Houve coisas muito bonitas, quer de Portugal quer de Espanha.

Valeu a pena interromper a nossa primeira missão, porque só assim conseguimos avaliar como, ainda que pareça caricato, tudo se conjuga em paz e harmonia.

Isto quer dizer que o povo teve o direito de optar por uma ou por outra coisa.



Não vamos tecer aqui grandes comentários, porque as imagens falam por si e conseguem transmitir muito daquilo que as palavras certamente não coinseguiriam descrever.
Vejamos:












Podemos continuar a ver... por aqui!

terça-feira, maio 26, 2009

BEIJÓS E AS RUINAS DO LAGAR DO AZEITE DO LAPÃO

Voltamos ao tema "LAGAR DE AZEITE", na sequência dos trabalhos expostos no "Museu Virtual", para difundir as imagens que colhemos nas Ruínas do Lagar de Azeite do Lapão, que foi propriedade do Saudoso Amigo Marcelino Martins
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Como já dissemos ele terá emigrado para o Brasil, nos últimos anos do Século XIX  e regressou primeiras décadas do Século XX. 
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Quando regressou comprou a propriedade  do Lapão, da qual fazia parte o Lagar de Azeite, que terá sido construído no Século XIX.
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Consta que ainda terá funcionado no seu tempo. 
Todavia, perante a evolução mecânica e tecnológica, ficou obsoleto e, consequentemente, poucos mais anos voltou a transformar a azeitona e a extrair o azeite.
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O equipamento e o método utilizados para extrair o azeite, ainda que, para determinado momento,  tenham sido considerados evoluídos, poderão ser analisados mais ao pormenor, nas imagens que se seguem:
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As perfurações que vemos serviam para retirar a água que ia ficando depositada no fundo da tina,  por debaixo do azeite. 
Por isso vemos dois furos.
Um deles vai para o interior e para o fundo da tarefa, por forma a escoar a água o mais por baixo melhor possível, porquanto menor era o perigo de o azeite sair misturado com essa água e ser derramado para os esgotos, sem ser aproveitado.
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Na imagem que se segue vamos observar a boca da Tarefa. 
Por esta abertura o Lagareiro, homem que tinha a seu cargo vigiar e tratar do apuramento do azeite, conseguia ver o estado de purificação do precioso líquido. 
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Quando o azeite já estava bem defenido, liberto das impurezas e da água russa, esse funcionário deixava que a água subisse na tarefa, para assim, como o azeite estava por cima da água, era fácil decantá-lo pelos sucalcos que vemos na parte superior da pedra.
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Aqui vemos um orifício na parte inferior da tarefa. 
É o esgoto por onde eram escoadas as águas russas. 
Tomam a designação de águas russas por serem acinzentadas ou mesmo negras. 
Essas águas são provenientes dos líquidos que a azeitona possui misturados com o azeite. 
Depois, durante a transformação, era adicionada muita água quente, para facilitar a libertação das gorduras naturais da azeitona > o azeite.
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quinta-feira, maio 21, 2009

QUINTA FEIRA DA ASCENSÃO

Hoje, 21 de Maio de 2009, a Igreja Católica Celebrou a Festa da Ascensão de Jesus Cristo ao Céu.
É uma festa com forte significado.
Outrora era Feriado em Portugal. 
Em Beijós, neste dia, realizava-se uma Procissão ao Monte do Calvário. Do cimo do Monte, junto da Cruz, as cerimónias  incluiam a Benção dos Campos e das Searas.

Nos últimos tempos, uma vez que deixou de ser feriado, essas Cerimónias Religiosas realizam-se no Domingo a seguir.
É bom que se não percam as poucas tradições que ainda restam na nossa Aldeia.  
 
> Não temos as espigas, nem o ramo, mas colhemos nos nossos jardins estas flores virtuais, a partir das naturais. 
> Esperamos que as coisas que constituem a crença do raminho, estejam também nestas rosas e que elas nos dêm sorte e que não nos deixem faltar nada daquilo que o resto simboliza.  
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»»» Todos os anos, em Quinta Feira da Ascensão, também designada como Quinta Feira da Espiga, principalmente na área da Grande Lisboa,  aparecem, nos acessos aos transportes públicos ou nos locais mais movimentados, pessoas a vender os raminhos. 
Esses Raminhos são compostos, principalmente, por:

> 5 - Espigas de trigo;
> Raminho de oliveira;
> Flores de malmequer e de papoila. 

Cada coisa tem o seu significado. 

> As espigas significam o desejo de ter pão todo ano;
> A Oliveira sognifica o desejo de ter o azeite;
> As flores significam o desejo de ter alegria todo o ano. 

A Tradição, para ser devidamente cumprida, cada pessoa que comprar ou que formar este raminho terá que o colocar detrás da porta da casa. Ali se manterá, até ser substituido pelo do ano seguinte.
Isto será a crença de que, com esse raminho assim guardado, não faltará pão, azeite e alegria naquela casa. 

segunda-feira, maio 18, 2009

BEIJÓS E O DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

Comemorou-se hoje, dia 18 de Maio de 2009, o dia Internacional dos Museus
Para que possa haver maior divulgação, têm vindo a ser tomadas várias iniciativas e oferecidas visitas guiadas gratuitas a vários museus Portugueses. 

Também não podíamos passar indiferentes a esta efeméride, por isso facultamos também O NOSSO MUSEU VIRTUAL  para que possa ser visitado. 

»»» O Nosso Museu »»  Lagar do Azeite abriu as suas portas em 27 de Janeiro de 2008. 

Estamos esperançados de que poderemos dar continuidade ao tema, publicando novas imagens recolhidas nas ruínas do Lagar do Lapão.
 
Este Lagar, também ele do Século XIX vai oferecer-nos imagens de outros equipamentos, também em pedra.

Seguramente que, muito embora tenha sido adquirido há mais de 80 anos, pelo Nosso Saudoso Amigo Marcelino Martins,  logo que regressou do Brasil, ele ainda o terá feito funcionar.
Agora, O LAGAR DE AZEITE DO LAPÃO não passa de ruínas, coberto de mato e silvas.
Enfim!
São os sinais dos tempos.
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Temos muita pena que nada disto seja aproveitado, para integrar um verdadeiro museu, num espaço físico.