sábado, abril 17, 2010

BEIJÓS > DOMINGO DE PÁSCOA 2010

PÁSCOA

Passagem da morte à vida.
Tempo de passagem, tempo de mudança.
Páscoa - Primavera época em que na natureza animais e plantas reaparecem.
É uma boa altura para nos reinventarmos e de buscarmos novas oportunidades.
Se, para realizarmos determinadas obras nos faltou coragem, talvez seja uma boa época para inovar e reiniciar a caminhada rumo à vitória.
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2010.ABR.04 - DOMINGO DE PÁSCOA E A VISITA PASCAL

Ano após ano sempre aparece qualquer coisa de novo em Beijós.
Há cerca de uma dúzia de anos que as festas religiosas da Páscoa têm vindo a sofrer alterações.
Os Padres têm celebrado a Missa Dominical e depois entregam a visita Pascal aos leigos, incluindo na equipa um seminarista.
Atentando na falta do padres, os Beijosenses lá se vão resignando e têm aceitado estas alterações.
O Reverendo Padre José Júlio, então, estando entregue também da Paróquia de Cabanas de Viriato, não estava na Visita Pascal de qualquer das paróquias:
a) - Em Cabanas deixava que ela fosse realizada pelos Padres Franciscanos, que se deslocavam da cidade do Porto.
b) - Em Beijós orientava a visita com os leigos e com o seminarista, tendo ele depois o cuidado de supervisionar o trabalho por eles realizado.
Assim, não havia razão para que os Beijosenses se sentissem discriminados.
NO ANO DE 2009
Quando já se falava que não ia haver Padre para a Visita Pascal, inesperadamente, o Senhor Bispo de Viseu enviou o Rev. Padre Mário, Reitor do Seminário Maior da Diocese, que muito animou a visita aos paroquianos.
NO ANO DE 2010
As celebrações pascais trouxeram outras surpresas aos Beijosenses.
O Rev. Padre Valmor não celebrou Missa na nossa Aldeia e enviou a Beijós as irmãs Manola e Glória (Freiras residentes em Currelos), para as celebrações e para a visita Pascal.
Nós estivemos lá e constatámos que a irmã Manola seguiu todas as práticas religiosas de uma Missa Tradicional, com excepção da Consagração. Contudo, ela esclareceu que o Rev. Padre Valmor deixara tudo preparado para que fosse servida a comunhão, tornando tudo mais fácil.

No final dos actos litúrgicos, seguiu-se a visita Pascal normalmente.
Notámos que um ou outro Beijosense demonstrava alguma tristeza, mas, por entre algumas vozes dissonantes, havia sempre uma outra a contrapor e a aconselhar calma, paciência e ponderação, na viva esperança de que o Sol voltará a brilhar e a aquecer a nossa Paróquia.
Apraz-nos salientar e enaltecer a forma como os Beijosenses viveram este dia.
Enquanto a Visita Pascal decorria, as pessoas, como de costume, iam-se movimentando pelas ruas da nossa Aldeia, num são convívio com grupos de amigos que iam encontrando pelo caminho.
Afinal a Visita Pascal também serviu e servirá para reforçar os laços de amizade entre Beijosenses, os que estão e os que chegam e que, depois, têm que regressar aos seus afazeres noutras paragens!
Os Beijosenses não podiam ter outra postura. É mesmo assim a forma de estar desta gente trabalhadora, ordeira e honesta.
Os Nossos sinceros Parabéns!
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Difundimos algumas fotos para melhor ilustrar como se viveu o Domingo de Páscoa na nossa Aldeia.

sexta-feira, abril 16, 2010

NAS MÃOS DE DEUS - Beijós



QUANDO OS AMIGOS NOS DEIXAM







No dia 15.ABR.2010, em Viseu, faleceu JOSÉ FERNANDO (o Fernando do Zé Maria, como também era conhecido), nascido em Beijós a 09.JUL.1931.



« Foto de 23.JUN.2009





Estão a ser ultimados os preparativos para que o seu funeral se realize durante a tarde de 17 de Abril de 2010, no Cemitério Paroquial de Beijós.
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No dia 14.ABR.2010, em Viseu, faleceu JOSÉ BERNARDO DO NASCIMENTO, nascido em Beijós a 20.JUL.1930. Foi a sepultar no Cemitério Paroquial da nossa aldeia.




« Foto de 24.JUN.2009


Resta-nos a resignação por os vermos partir, recordando, com estas fotos, alguns dos bons momentos que com eles convivemos.
BEIJÓS*CINCO ALDEIAS, nesta hora de luto e dor, envia os mais sentidos pêsames às famílias enlutadas.

quinta-feira, abril 15, 2010

BEIJÓS > EM SEXTA FEIRA SANTA 2010


2010.ABR.02 - SEXTA FEIRA SANTA

Depois das cerimónias na Igreja Paroquial de Beijós, como os mais anos, seguiu-se a Procissão da Paixão pelas Ruas da Nossa Aldeia.
O tempo, ainda que chuvoso, abriu umas tréguas.
A Procissão ainda chegou ao Lugar de Além, mas, aquando do regresso para seguir para o Areal, a chuva começou a cair e, para evitar que o Palio se molhasse, que iria estragar-se, o Reverendo Padre Valmor decidiu regressar à Igreja, dando por findos os actos religiosos, daquele dia.
Apesar do mau tempo, tudo correu bem e juntou muitos Beijosenses, conforme podemos observar pelas fotos.

quarta-feira, abril 14, 2010

BEIJÓS > DOMINGO DE RAMOS 2010

2010.MAR.103028 - DOMINGO DE RAMOS

Mais um ano em que a tradição se cumpriu a partir do Miradouro do Outeiro da Cadina.
Os Beijosenses, evocando a entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém (Mateus 21.1-11), compareceram com o seu ramo de oliveira naquele maravilhoso local.


Ali o Reverendo Padre Valmor iniciou as cerimónias, com a bênção dos Ramos, seguindo-se a habitual procissão enquadrando todos os fiéis, rumo à Igreja Matriz, onde foi Celebrada a Missa Dominical.
Estas celebrações já é tradição serem as mais concorridas do ano. Jovens, ou mais idosos, todos os Beijosenses se apresentam com o seu ramo de oliveira, para participarem nas cerimónias.
Dado que o Miradouro tem acessos pelas duas encostas do outeiro, a Procissão dos Ramos é feita alternadamente, um ano por uma outro ano pela outra encosta. Por isso, como nos é dado observar, os anos pares (2010) desceu pelo Vale da Loba, os anos ímpares (2011) descerá pelo Areal.

terça-feira, abril 13, 2010

CONVÍVIO DE BEIJOSENSES QUE CELEBREM O MEIO SÉCULO EM 2010

2010.AGO.21 - IRÁ REALIZAR-SE EM BEIJÓS O CONVÍVIO DOS CIDADÃOS QUE NASCERAM NO ANO DE 1960

Boa iniciativa. Dificilmente se consegue percorrer outro meio século.
Pelos comentários que ouvimos em Beijós há muitos Beijosenses que aderiram ao evento. Também já conseguiram arrastar pessoas das aldeias vizinhas para estarem nesta festa.
Esperamos que tudo corra bem e que o programa seja devidamente cumprido.
Além disso todos estarão com pedalada para conseguir alcançar o outro meio século.
Que Deus os ajude nessa caminhada.
Daqui vai o nosso apelo a todos os Beijosenses, nascidos em 1960, espalhados pelo Mundo para passarem nesse dia por Beijós e marcarem a presença nesta festa que estamos convencidos de que vai prometer.
Também poderão aproveitar as festas do povo que, ao que apurámos, se realizarão nessa mesma altura. Podem cumprir assim aquele provérbio popular, "... matam dois coelhos com uma só cajadada".

sábado, abril 03, 2010

DE BEIJÓS > A TOLEDO II




TOLEDO »» EGAS MONIZ E O EXEMPLO DE LEALDADE


Verificámos que o tema ainda não está esgotado.
Por isso vamos procurar desenvolvê-lo numa perspectiva histórica, com base nalguns tópicos que encontrarmos nas nossas pesquisas.

»» Em "A MONARQUIA PORTUGUESA" R.D.
Observámos:
EGAS MONIZ OU O DRAMA DA FIDELIDADE
"Todas as nações têm os seus mitos. Sobretudo quando são muito antigas e mergulham raízes na Antiguidade ou na Idade Média. Antes da divulgação da imprensa, quando o saber se transmitia oralmente ou em manuscritos que reviviam pela arte da cópia, quando a memória colectiva se alimentava de coisas difíceis de explicar, coisas admiráveis e espantosas que podiam ser exemplos a seguir ou desgraças a evitar, criavam-se, sabe Deus como, estórias capazes de dar vida a um morto, de dar fé a um céptico, de dar esperança a um desesperado. E as velhas nações viviam destas estórias; e a má sina afugentava-se diante desses exemplos. Assim foi, durante séculos e séculos, com Egas Moniz e a sua alta fidelidade.
Toda a gente sabe de cor, mesmo sem recorrer aos Lusíadas, a linda estória: o aio a salvar o infante, prometendo sob sua palavra e nela empenhando a do senhor, vassalagem leal ao rei de Leão e Castela; a ousada atitude do infante: vassalagem só ao papa e a mais ninguém na Terra; e a mísera condição a que se sujeita com mulher e filhos, o nobre, mil vezes nobre, Egas Moniz. Lá vai ele «com seus filhos e mulher», «descalços e despidos», para «pagar com a vida o prometido».
Veio a história-ciência e apagou a história-vida. Outro saber se sobrepõe àquele saber mais antigo e venerando: não há fundamento; a própria escultura estoriada que, no túmulo de Paço de Sousa, metia pelos olhos dentro o acontecido resulta de artifício técnico; e outro episódio a este semelhante, mas bem posterior e bem alheio a nós, vem substituir a crença ingénua e fecunda. E este é o segundo drama da fidelidade: não existiu. Melhor! Temos de o reinventar..."(Pg. 280)
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CAMÕES CANTOU ASSIM:

[Os Lusíadas - Canto III]
(...)
35
Não passa muito tempo, quando o forte
Príncipe em Guimarães está cercado
De infinito poder, que dessa sorte
Foi refazer-se o imigo magoado;
Mas, com se oferecer à dura morte
O fiel Egas amo (1), foi livrado;
Que, de outra arte, pudera ser perdido,
Segundo estava mal apercebido.
36
Mas o leal vassalo (2), conhecendo
Que seu senhor não tinha resistência,
Se vai ao Castelhano, prometendo
Que ele faria dar-lhe obediência.
Levanta o inimigo o cerco horrendo,
Fiado na promessa e consciência
De Egas Moniz; mas não consente o peito
De moço ilustre a outrem ser sujeito.
37
Chegado tinha o prazo prometido,
Em que o Rei Castelhano já aguardava
Que o Príncipe, a seu mando submetido,
Lhe desse a obediência que esperava.
Vendo Egas que ficava fementido (3),
O que dele Castela não cuidava,
Determina de dar a doce vida
A troco da palavra mal cumprida.
38
E com seu filhos e mulher se parte
A alevantar co eles a fiança,
Descalços e despidos, de tal arte
Que mais move a piedade que a vingança.
Se pretendes, Rei alto, de vingar-te
De minha temerária confiança,
Dizia, eis aqui venho oferecido
A te pagar coa vida o prometido.
39
Vês aqui trago as vidas inocentes
Dos filhos sem pecado e da consorte (4);
Se a peitos generosos e excelentes
Dos fracos satisfaz a fera morte,
Vês aqui as mãos e a língua delinquentes:
Nelas sós experimenta toda a sorte
De tormentos, de mortes, pelo estilo
De Sínis (5) e do touro de Perilo (6).
40
Qual diante de algoz o condenado,
Que já na vida a morte tem bebido,
Põe no cepo a garganta e, já entregado,
Espera pelo golpe tão temido:
Tal diante do Príncipe indignado
Egas estava, a tudo oferecido.
Mas o Rei vendo a estranha lealdade,
Mais pode, enfim, que a ira a piedade.
41
Ó grão fidelidade Portuguesa
De vassalo que a tanto se obrigava!
Que mais o Persa fez naquela empresa -> (7)
Onde rosto e narizes se cortava?
Do que ao grande Dário tanto pesa,
Que mil vezes dizendo suspirava
Que mais o seu Zopiro são prezara
Que vinte Babilónias que tomara. -> (7)
(...)
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(1) - Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques;
(2) - Egas Moniz;
(3) - Sem cumprimento, perjuro;
(4) - Esposa;
(5) - Salteador dos arredores do Corinto que atava os viandantes que lhe caíam nas mãos aos ramos de duas grossas árvores encurvadas à força até ao chão e, soltando-as de repente, assim fazia despedaçar os corpos das vítimas;
(6) - Mecânico, inventor de um touro de bronze, oco, em cujo interior eram lançadas as vítimas do tirano Fálaris, de Agrigento, e queimadas pelo fogo ateado por debaixo do touro;
(7) - O Persa [...] tomara - Zópiro, para conseguir que Babilónia fosse tomada por Dario, que havia muito tempo a estava cercando, mutilou-se, cortando o próprio nariz e as orelhas, e apresentou-se assim aos sitiados, fingindo-se vítima de Dario. Os Babilónio, acreditando em Zópiro, deram-lhe a chefia das tropas, as quais ele logo entregou, juntamente com a cidade, aos Persas.
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Oh ETERNA FIDELIDADE
Quem pudera guardá - la em tudo e para tudo na vida.
Palavra que mais cimenta a confiança entre as pessoas e entre os povos.

quinta-feira, abril 01, 2010

ANIVERSARIANTES EM ABRIL DE 2010 - Beijós

ANIVERSARIANTES BEIJOSENSES

Durante este mês, que tenhamos conhecimento, vão comemorar o seu aniversário natalício, os/as seguintes Beijosenses.



«« (Imagem retirada da net)




02.ABR.(1929) - Maria Amélia Baptista
04.ABR.(1964) - Armindo Soares Augusto
05.ABR.(1924) - Maria Idalina Coelho
21.ABR. (1943) - Maria da Anunciação Pais do Amaral
22.ABR. ( 1972) - Fernando Amaral Pais
27.ABR. (1923) - Maria Francelina Coelho Baptista


BEIJÓS*CINCO ALDEIAS deseja - lhes que passem um dia de aniversário muito feliz, com muita saúde, na companhia de todos os seus familiares e amigos.

segunda-feira, março 29, 2010

DE BEIJÓS > A IDANHA-A-VELHA - PORTUGAL - Na Rota das Aldeias Históricas


2009.OUT.05 - IDANHA-A-VELHA

Para quem a visitou uma única vez e, como se diz em Beijós, "de repelão"(de fugida), não é fácil falar desta Aldeia Histórica, que nos fascinou.
Situada no coração da Beira Baixa, concelho de Idanha-A-Nova, Distrito de Castelo Branco - Portugal, tem muito bem guardado um tesouro arqueológico, ruínas que restam de uma cidade romana, do Século I, a.C..
Inserida no território da CIVITAS IGAEDITANORUM, foi, mais tarde, município romano.
Encontramos ali diversos vestígios que evidenciam a permanência dos romanos, designadamente:
- Porta Norte e a respectiva muralha
- Sé Catedral - (Séculos VI e VII)
- Habitação Romana - (Séculos I-II e IV )
- Torre dos Templários - (Construção militar do século XIII - cujo espaço foi o forum romano do século I- erigida sobre o podium - onde terá sido um templo romano dedicado a Venus).
- Pelourinho - ( de estilo manuelino)
- Igreja Matriz - antiga Misericórdia
- Forno Comunitário
- Capela de São Dâmaso
- Palheiros de São Dâmaso
- Ponte de origem romana - sobre o Rio Ponsul - eixo de ligação entre Mérida (Emérita Augusta) e Braga (Bracara Augusta) na Idade Média.
- Capela do Espírito Santo - Século XVI - XVII
- Necrópole Romana
- Capela de São Sebastião - Século XIX
- Lagar de Varas - (onde era esmagada a azeitona e extraído o seu azeite) *
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Ali encontramos um conjunto excepcional de lápides funerárias e variado espólio disperso, que ainda está a ser tratado.
Foi no período VISIGÓTICO, sob o nome da EGITÂNEA, que esta povoação atingiu momentos áureos de desenvolvimento. Foi sede de diocese desde 599 e centro de cunhagem de moeda em ouro (Trientes).
Depois foi ocupada pelos Árabes, até que, durante a reconquista, foi tomada pelo Rei de Leão, D. Afonso III.
Aquando da fundação de Portugal, já fazia parte do Condado Portucalense, tendo, então, sido entregue aos Templários, por D. Afonso Henriques.
Em 1229, D. Sancho II deu-lhe foral.
Em 1319, D. Dinis, nas tentativas de repovoamento, incluiu-a na Ordem de Cristo.
Em 1510, D. Manuel I, instituiu-lhe novo foral, destacando-se desse facto o Pelourinho.
Em 1762, figurava como vila na comarca de Castelo Branco.
Em 1811, ficou anexa a Idanha-A-Nova.
Em 1821, tornou-se sede de um pequeno concelho, extinto em 1836.
A desertificação da região impôs que fossem tomadas outras medidas e IDANHA-A-VELHA, no quadro histórico, foi considerada Monumento Nacional.
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A visita que ali fizemos enriqueceu os nossos conhecimentos. Todavia, estamos apostados em regressar, mas com maior permanência, para melhor desfrutar das suas riquezas naturais e degustar a rica gastronomia daquela região.

* (Prometemos falar deste Lagar numa próxima oportunidade).

sábado, março 27, 2010

DE BEIJÓS > ENTRÁMOS NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS

NA CIDADE DA COVILHÃ


2009.OUT.02 - A MEIO DA TARDE, INSTALÁMO-NOS NA QUINTA DE SANTA IRIA







Numas instalações maravilhosas, dali pudemos desfrutar das singulares paisagens e dos puros ares da Serra da Estrela.








As nossas intenções eram de estarmos no Festival Aéreo da Covilhã, para nos deliciarmos com as brincadeiras das aeronaves lá no alto, cruzando os céus. Foi o que fizemos durante a manhã de 2009.OUT.03.











2009.OUT.03 - À TARDE, PASSÁMOS POR SORTELHA E POR BELMONTE





A seguir ao almoço decidimos visitar SORTELHA, aldeia histórica que nos oferece sempre qualquer coisa de novo.




Passámos depois por Belmonte, para rever os lugares que já conhecíamos.












De novo, encontrámos o Museu dos Descobrimentos... que, impossibilitados perante o adiantado da hora, oportunamente, prometemos visitar.








2009.OUT.04 - VOLTÁMOS PARA O FESTIVAL AÉREO NA COVILHÃ


Ocupámos todo o tempo no air show e na cidade da Covilhã. Tínhamos que fazer os preparativos para o regresso a casa.











2009.OUT.05 - IDANHA-A-VELHA - CONTINUANDO NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS













O Sol raiou logo pela manhã, prometendo um dia com temperatura amena, naqueles primeiros dias de Outono.
Partindo da Covilhã, pelas 09;00h, com passagem pelo Fundão, lá rumámos a Idanha-A-Velha, ansiosos por gravar um pouco da sua história.
O espaço que nos separava não foi fácil de percorrer, perante as dificuldades de acesso que encontrámos, por estreitas e tortuosas estradas.

Ultrapassadas as dificuldades, um pouco à pressa, percorremos a Aldeia e dela conseguimos gravar muitas das suas belezas, num total de 226 imagens que passaram a fazer parte do nosso espólio.

Mas não podíamos perder muito tempo, porque tínhamos ainda muito caminho a percorrer, por Leiria, Coimbra e regressar ainda a Lisboa.
Almoçar naquela Aldeia seria impossível, porque, num feriado de comemoração da implantação da República Portuguesa, o restaurante estava encerrado.
Aconselharam-nos a associar-nos aos caçadores que, ali, então, preparavam a sua festa dos primeiros dias de caça de 2009.
Ainda fomos observar a festa, mas o acepipe, grão cozido com o bacalhau, ainda se rebolava naquele panelão de alumínio ultra-forte que suportava a incandescência do lume do fogão, na cozinha quase improvisada.
Não nos garantiram que pudessem atender-nos, porque em primeiro lugar seriam servidos os membros da equipa, que ainda estavam a chegar.
Não tínhamos tempo a perder porque, entretanto, as nuvens começaram a tapar o azul do céu, prometendo alguma chuva, e ainda tínhamos muitos quilómetros para percorrer.
Decidimos rumar a Idanha-A-Nova, contudo alguém nos tinha falado de um restaurante na Aldeia de Ladoeiro o que, apesar de estar ainda a alguns quilómetros de distância, nos incentivou a prosseguir à sua procura.
Apesar da distância valeu a pena. Na Estrada Nacional que liga a Idanha-A-Nova, n.º 45-A, encontrámos o restaurante "LAMBRETAS" - Telefones 961 209 186 / 934 676 955, que, servindo a refeição a € 7,50, por pessoa, colocou uma mesa farta à nossa disposição, com comida regional, que nos deu o ânimo suficiente para o resto da viagem.
Prometemos voltar a percorrer aqueles locais, mas com mais tempo.
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(-->] Domingo de Ramos)

sexta-feira, março 26, 2010

DE BEIJÓS > A MONTEMOR-O-VELHO - A Época da Lampreia


2009.NOV.09 - VIAGENS NO VALE DO MONDEGO - FIGUEIRA DA FOZ - PORTUGAL

Decidimos visitar Montemor-O-Velho, uma Vila Histórica Portuguesa que guarda muito do Património Cultural Português.
Possui vestígios de Antigos Povos que ocuparam a península. Depois foi governada por nobres do Reino de Leão e Castela. Mais tarde, por nobres da confiança de D. Teresa...
Foi muito bom percorrer as ruas daquela Vila nas imensas planícies dos arrozais da Figueira da Foz.
Além da fortaleza que se ergue sobranceiramente à Vila, em cada casa e em cada canto vimos os vestígios da História de Portugal e da cultura desenvolvida através dos tempos, principalmente no campo musical.
Muitos monumentos, muita arte de várias épocas.
Deixamos algumas imagens, para ilustrar os nossos comentários e documentar os passos que demos.

A LAMPREIA

Todavia, não podíamos passar indiferentes a outras riquezas.
Além da produção de cereais da criação do gado, aquela região tem a sua gastronomia própria facilitada pela abundância de peixe que o Rio Mondego alberga no seu leito.

Entre os fins de Janeiro e meados do mês de Abril, a área de Montemor-O-Velho desenvolve na sua actividade turística a confecção das refeições que incluem a lampreia do Mondego.
Prato, não muito barato, mas muito apreciado por uma grande parte da população portuguesa.
Por isso afigura-se-nos estar muito bem incluído nos roteiros turísticos de Portugal.

terça-feira, março 23, 2010

VERSANDO A VERDADE


« (Foto retirada da net)




NASCER

- Mamã! - Como é que eu nasci?
A avó disse-me que vim de França.
O avô que nasci duma flor.
Se calhar estão-me a enganar!...
Não foi de França nem da flor!...

- Mamã! - Eu vi nascer o cavalinho!
Saiu da barriga da mãe!
Não sei por onde, mas eu vi!
A mãe dele estava deitada!
- Mamã! - Como é que eu nasci?

Nasceste como o cavalinho.
Os avós estavam a brincar contigo!
- Respondeu-lhe a mãe com carinho.
Logo, mais logo, eu digo.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, março 22, 2010

BEIJÓS > E O DIA MUNDIAL DA ÁGUA 2010


DIA MUNDIAL DA ÁGUA


« ( Foto da Ribeira do Poço Negro - 2009.ABR.14)



Hoje, 2010.MAR.22, assinala-se o Dia Mundial da Água.
Através de uma resolução (A/RES/47/193, de 22 de Fevereiro de 1993, a ONU adoptou o dia 22 de Março de cada ano como sendo O DIA MUNDIAL DA ÁGUA (DMA), de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

Nesse período, vários Estados foram convidados a realizar no dia actividades concretas que promovam a consciencialização pública, através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas com a conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos.

A comemoração do Dia Mundial da Água traz um alerta, pois, segundo dados da ONU, prevê-se que, em 2050, dois biliões de pessoas sofrerão com a escassez de recursos hídricos.
Apenas três por cento de toda a água terrestre é própria para consumo. A água é o elemento que deu origem e sustenta a vida no planeta Terra.
Sem a água, nenhuma espécie vegetal ou animal, incluindo o homem, sobreviveria.
Cerca de setenta por cento da alimentação e do corpo humano são constituídos por água.
Mais de metade de todas as espécies de animais e plantas do mundo é aquática. Os oceanos, os mares, os glaciares, as neves, os lagos e os rios cobrem aproximadamente dois terços da superfície da Terra.

Os cientistas calculam o seu volume total em 1,42 biliões de quilómetros, sendo a maior parte (95,1 por cento) desse volume águas salgadas dos mares e oceanos.
Os 4,9 por cento restantes são constituídos por agua doce, distribuída entre glaciares polares, que ocupam 97 por cento desse precioso volume, e a água na forma líquida, disponível para o uso, cujo volume é estimado em pouco mais de dois milhões de quilómetros.
Assim, 99,9 por cento das águas do planeta são salgadas ou permanentemente congeladas.
Ainda no dia 22 de Março de 1992, a ONU divulgou também um importante documento: a "DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA"
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TEXTO

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

Art.º 1.º - A água faz parte do património do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art.º 2.º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo o ser vegetal, animal e humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura e a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado no Artº. 3.º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art.º 3.º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia.
Art.º 4.º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus cíclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art.º 5.º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. A sua protecção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem, para com as gerações presentes e futuras.
Art.º 6.º - A água não é uma doação gratuita da natureza. Ela tem um valor económico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art.º 7.º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, a sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis.
Art.º 8.º - A utilização da água implica o respeito à lei. A sua protecção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art.º 9.º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social.
Art.º 10.º - O planeamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão da sua distribuição desigual sobre a Terra.
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COMO CUIDAMOS DAS ÁGUAS EM BEIJÓS?

Já aqui abordámos a questão em "BEIJÓS > E O MEIO AMBIENTE" e cujo tema também vimos tratado em BARÓMETRO BEIJOSENSE.

Abordámos os problemas da poluição da água na nossa freguesia ou região.

Não nos perturba o desdém de algumas pessoas, quando falamos deste assunto, porquanto estamos conscientes de que a água é mais preciosa do que qualquer capricho. Temos a firme convicção de que estamos no caminho certo e a zelar por um bem comum dos Beijosenses.

O BARÓMETRO BEIJOSENSE então, lançou um alerta sobre a poluição das águas que todos nós, na nossa Aldeia e as populações das aldeias vizinhas, normalmente consumimos e consomem colhendo-a nos Chafarizes de Beijós, junto à ponte do centro do Povo.

Vimos que a base para falar do tema foi um cartaz que a Junta de Freguesia colocara no chafariz, com a mensagem "ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO" cujo problema acontecera no mês de Dezembro, haverá mais de uma dúzia de anos, depois de um longo período de chuva.

Realmente, temos que ganhar consciência de que quaisquer detritos lançados no solo, com o decorrer do tempo e com as águas das chuvas se vão infiltrando, poluem os terrenos e chegaremos a determinado momento que as águas irão ficar, irremediável e permanentemente, impróprias para o consumo humano.

Não nos parece que alguém, autarquias ou responsáveis pela situação, tenha tomado medidas para resolver esses problemas.

Todavia, observando o aspecto das águas das ribeiras que atravessam ou circundam BEIJÓS, pudemos observar que os esgotos de Aguieira e Carvalhal Redondo, do Pisão de Moreira e de Santar, localidades do concelho de Nelas, estão todos a ser lançados para a Ribeira que passa a Norte da nossa Aldeia.

Mereceram-nos especial destaque os esgotos de Carvalhal Redondo e Aguieira, que se juntam no final da Rua dos Teixeiras, a Poente desta última localidade, onde foram construídos uns tanques que de nada servem e cujos esgotos são lançados a céu aberto, sem qualquer tipo de tratamento para um ribeiro, afluente da Ribeira do Pisão.

Estamos esperançados de que as autarquias que os Beijosenses elegeram, se imponham no cumprimento da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA, por forma a zelarem pela saúde das populações e pela resolução atempada destes problemas.

VAMOS ESPERANDO!

sábado, março 20, 2010

DE BEIJÓS > A TOLEDO

NAS NOSSAS VIAGENS A ESPANHA VIMOS TOLEDO POR FORA - (2008.SET.04)
Subimos ao monte a Sul. Dali contemplámos a multi-milenária Urbe noutro planalto, abraçada pelo Rio Tejo a que o Espanhóis teimam em pronunciar "Tarro".
Foi muito bom subir às colinas, para observarmos o tesouro que aquele monte esconde.
HISTÓRIA
"Toledo, ibi parva urbs erat, sed loco munita" > Esta Frase foi escrita pelo historiador romano Tito Lívio, há quase dois mil anos, para relatar as façanhas do pretor Marco Fúlvio que, comandando legiões romanas, conquistou a cidade.
Esta cidade foi a capital da península Ibérica, durante a Monarquia Visigótica, que teve como Rei Leovigildo, no século V. Os Visigodos, no Século V, surgiram na Península, comandados por Teodorico e, em pouco mais de século e meio, implantaram a Monarquia. Este povo pertencia à seita ariana, mas cedo se converteu ao catolicismo, religião já abraçada pelos Hispano-romanos (antigos habitantes da Península). Esta religião teve como berço a Palestina (Terra Santa) e fora ensinada e pregada por Jesus Cristo.




« (Rio Tejo a contornar a cidade por entre as barreiras graníticas).



TOLEDO E A HISTÓRIA DE PORTUGAL
Corria o ano de 1127. Por esse tempo governava a monarquia de Leão D. Afonso VII, filho de D. Urraca, primo de D. Afonso Henriques. O rei de Leão para ultrapassar os propósitos de D. Teresa, sua tia, exigiu que esta lhe prestasse obediência, ao que ela se negou. Então, o rei D. Afonso VII invadiu o condado portucalense doado por seu avô a D. Teresa, e foi pôr cerco a Guimarães, onde se encontrava o infante D. Afonso Henriques. Em má hora teria sido prisioneiro este príncipe, se o honrado fidalgo EGAS MONIZ não houvesse ficado por fiador pela vassalagem que D. Afonso Henriques, sem tropas suficientes para resistir, fora obrigado a prometer a D. Afonso VII.
REMISSÃO DE PALAVRA NÃO CUMPRIDA
Livre de perigo, D. Afonso Henriques depressa esqueceu os compromissos que havia tomado. Não só deixou de prestar tal vassalagem, como até ainda invadiu a Galiza.
Em face disso, EGAS MONIZ partiu, com risco da própria vida, para TOLEDO, na companhia da mulher e filhos, a apresentar-se ao rei de Leão, para remissão da sua palavra não cumprida.
D. Afonso VII, maravilhado com este feito de honra, perdoou-lhe e mandou-o em paz.
EPISÓDIO APROVEITADO PARA LIÇÃO
Nos livros da 4.ª Classe dos anos 40/50 do século passado podemos observar o seguinte:

"Exemplo de Lealdade
Para obrigar D. Teresa e D. Afonso Henriques a reconhecerem a sua autoridade, o Rei de Leão invadiu o Condado de Portugal e veio cercar Guimarães, onde se encontrava o moço Príncipe.
Afonso Henriques e os seus barões reconheceram a inutilidade da resistência. Então, Egas Moniz dirigiu-se ao Rei de Leão e empenhou a sua palavra, prometendo que o Príncipe D. Afonso lhe prestaria vassalagem.
Confiado na lealdade do fidalgo português, Afonso VII levantou o cerco.
Quando D. Afonso Henriques principiou a governar o condado, recusou-se a cumprir a promessa feita pelo seu aio.
Não querendo ficar por perjuro, EGAS MONIZ, descalço e de cordão ao pescoço, acompanhado da mulher e dos filhos, foi a TOLEDO apresentar-se ao rei de Leão oferecendo a sua vida e a dos seus em resgate da palavra empenhada.
Afonso VII, que estava vivamente irritado, ficou vencido por esta singular prova de lealdade e despediu, livre e honrado, o nobre fidalgo português.
EGAS MONIZ foi exemplo de lealdade como carácter e foi um dos fundadores da Nacionalidade Portuguesa, cujo amor aprendeu na corte de D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques)."

TOLEDO CAPITAL DO REINO DE LEÃO
Como acabámos de verificar, no ano de 1127, Toledo era a Capital do Reino de Leão, em cuja cidade o rei D. Afonso VII tinha o seu palácio real!
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Tendo visitado muitos dos seus monumentos, tomamos a firme decisão de, futuramente, prosseguirmos a falar do vasto património histórico, cultural e religioso que nos foi dado observar nesta bela e histórica cidade de TOLEDO.

sexta-feira, março 19, 2010

DIA DO PAI


2010.MAR.19 - DIA DO PAI

Hoje, a Igreja Católica celebra a Festa de São José.
Também se comemora o dia do Pai.
Servirá esta data para recordar um pouco do nosso passado junto daquela pessoa que nos gerou, revivendo cada passo cada gesto e quantas preocupações para que os filhos pudessem ou possam ter e viver num Mundo melhor.
Foram esses passos que nortearam e norteiam a sua e nossa descendência durante a caminhada na Terra.

Ousámos publicar aqui esta imagem para assinalar a data.
Todavia, também queremos comungar da sua história com os Nossos Estimados leitores.
Domingo da Pascoela de 2009.ABR.19.
Tínhamos
passado por Currelos para observar que eventos, então, ia desenvolver aquela freguesia do concelho de Carregal do Sal, Distrito de Viseu - Portugal.
Depois da festa a Tradicional Troca das Cruzes, sobre o Rio Mondego, na ponte que liga a Póvoa de Midões, concelho de Tábua, quisemos colher fotografias da Igreja Matriz de Currelos e aprofundar um pouco da sua história.
O respectivo Pároco, Reverendo Padre José António, e a D. Palmira, pessoas responsáveis por zelar por aquela Igreja franquearam-nos a entrada e permitiram que satisfizéssemos as nossas aspirações.
A determinado momento, fixámos os nossos olhares nesta imagem. Observámos e foi-nos esclarecida a nossa curiosidade:
"- Esta Imagem é de São José, pai adoptivo de Jesus. - Sabe que Nossa Senhora, mãe de Jesus, teve vários pretendentes na sua juventude. Na altura, era moda os rapazes usarem um bordão. Então, São José também se apresentou com o seu bordão perante Nossa Senhora. O sinal que Deus programou para que Nossa Senhora decidisse sobre o seu eleito foi que o Bordão de São José, sendo matéria já inerte, acabou por florir. Foi Ele o escolhido por Deus para esposo de Maria".
História maravilhosa que nos foi apresentada de uma forma tão sucinta pela pessoa que convive diariamente com todos os objectos Sagrados daquela Paróquia. O Nosso Obrigado!

Para este dia, um toque de ternura >>>> escolhas de Willoughby.

sábado, março 13, 2010

DE BEIJÓS > A ÓBIDOS - PORTUGAL - Um fim de semana doce


VIII - FESTIVAL INTERNACIONAL DO CHOCOLATE

Na Vila de Óbidos está a decorrer o festival em epígrafe.
Hoje, logo pela manhã, o sol beijou toda aquela região. Não estava muito frio e nós, apenas o sol despontou, nos dispusemos a fazer o habitual passeio, para desfrutarmos de tudo o que o festival oferece aos seus visitantes.
Saímos com alguma expectativa, com reticencias perante o que poderíamos encontrar.
Visitámos tudo o que a entrada geral nos permitiu e ficámos maravilhados com a forma como este ano e este evento está organizado.
Muitos países estão ali representados. São Tomé e Príncipe, um dos países produtores do melhor cacau do Mundo, estava representado com os seus produtos. Permitiram que obtivesses imagens e esclareceram algumas das nossas dúvidas quanto ao fruto natural que apresentaram.
Além disso vimos muitas esculturas, obras em chocolate de muito bons artistas.
Podemos afirmar que valeu a pena o passeio.
Óbidos está de parabéns pelo maravilhoso festival que organizou, pena é que já encerre amanhã, 14 de Março de 2010, contudo já nos aguça os apetites para os doces da Páscoa, que está aí não tarda...
As imagens melhor ilustram aquilo que nós observámos.

segunda-feira, março 08, 2010

19 - CABEÇALHOS OFICIAIS



«« (Imagem da Net)



VAMOS RELEMBRAR >>>> CABEÇALHOS OFICIAIS

Nunca será exagero relembrar algumas formas de conduta para comunicar com alguém com quem nos cruzamos no desempenho de certas missões, principalmente profissionais.

Poderá acontecer, durante a vida, ter de comunicar com personalidades públicas ou com dignitários eclesiásticos.
Eis, para informação, uma lista dos principais cabeçalhos e saudações:

1 - Personalidades públicas
a) - Governador Civil:

«Sua Excelência»
Cabeçalho > «Excelência»
No texto > «Vossa Excelência»
Fórmula Final > «Queira Vossa Excelência receber a expressão da minha alta consideração» -- ou -- « Digne-se Vossa Excelência receber a expressão do nosso profundo respeito».

b) - Embaixadores:

« Sua Excelência»
Cabeçalho > « Senhor Embaixador»
Texto > « Vossa Excelência»
Fórmula Final > «Queira receber, Senhor Embaixador, a expressão da minha maior consideração».

c) Primeiro Ministro:

«Digníssimo»
Cabeçalho > «Senhor Primeiro-Ministro»
Fórmula Final > «Queira receber, Senhor Primeiro-Ministro, a expressão...»

d) - Presidente da Câmara:

« Ex.mo Senhor Presidente da Câmara»
Cabeçalho > « Senhor Presidente da Câmara».

2 - Dignitários eclesiásticos

a) - Papa:

«Sua Santidade»
Cabeçalho > «Santíssimo Padre»
No Texto > «Vossa Santidade»
Fórmula Final > « Queira receber Santíssimo Padre, a homenagem da nossa profunda veneração» - ( A palavra profunda é substituída por filial se se trata de um membro do clero).

b) Cardeal:

«Sua Eminência»
No Texto > «Vossa Eminência»
Fórmula Final > «Queira receber, Eminência, a homenagem do nosso profundo respeito.»

c) - Núncios apostólicos, Arcebispos, Bispos:

«Sua Excelência Reverendíssima».
Cabeçalho > « Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor» - para o Núncio, o Arcebispo e o Bispo.
No Texto > «Excelência Reverendíssima» - para o Núncio, o Arcebispo e o Bispo.

d) - Superiores:

«Reverendo Padre», «Superior Geral».
Cabeçalho > «Reverendo Padre»
Fórmula Final > « Queira receber, Reverendo Padre, a expressão...»

d 1) - Pároco:

« Reverendo Padre»
Cabeçalho > «Reverendo Padre»
Fórmula Final > «Receba, Reverendo Padre, a expressão...»

e) - Superiores:

«Reverenda Madre Superiora»
Cabeçalho> « Reverendíssima Madre» para uma superiora-geral e >«Reverenda Madre» para a Superiora de uma instituição.

e 1) - Bispos Anglicanos e Luteranos:

«Monsenhor»
Cabeçalho > «Monsenhor»
Fórmula Final > «Queira receber, Monsenhor, a expressão...»

3 - Monarca. Realeza. Nobreza

a) Imperadores, Reis (reinantes ou não):
«Sua Majestade o Rei»
Cabeçalho > «Majestade»
No Texto > «Vossa Majestade»
Fórmula Final > «Recebei, Majestade, a homenagem do nosso profundo respeito.»

b) - Membros não reinantes da família real:
«Sua Alteza Real o Príncipe de...» - « Senhora Princesa Irene de ...»
Cabeçalho > «Monsenhor» ou «Senhora».
No Texto > «Vossa Alteza Real».
Fórmula Final > «Pedimos a Vossa Alteza que receba...»

c) - Duques, Príncipes:

«Sua Alteza Sereníssima o Príncipe de...»
Cabeçalho > «Príncipe»
No Texto > «Vós»
Fórmula Final > «Peço a Vossa Alteza Sereníssima que receba...» - > (Não reinantes)
«Peço-vos, Príncipe, que recebais..»

d) - Carta dirigida a um casal:

«Marquês e Marquesa de...»
Cabeçalho > «Marquês e Marquesa. - («Senhor e Senhora» não se emprega no caso de um casal)
Separadamente escreve-se > «Senhor Marquês de...» ou «Senhora Marquesa de...».

4 - Títulos universitários

a) - Reitor ou Director:

«Senhor X, reitor da Universidade de ...».
«Senhor Y, director da faculdade de...».
Cabeçalho > «Senhor Reitor» ou «Senhor Director»
No Texto > «Vós».
Fórmula Final > «Queira receber, Senhor Reitor ou Senhor Director, a expressão...»

b) - Professor:

«Senhor X, professor da História»
Cabeçalho > «Caro Senhor»
Fórmula Final > «Apresento-lhe, caro Senhor...»
____________________________
(By MFT)

BEIJÓS > E O DIA INTERNACIONAL DA MULHER







(Imagem da Net)



DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Nesta data, 08.MAR.2010, comemoramos o centésimo aniversário do Dia Internacional da Mulher.
Apesar de, inevitavelmente, os factos daquele sinistro dia de 1857, poderem também ocupar a nossa memória, servirão as lembranças do passado para nos consciencializarmos do seu
SUPREMO papel na vida da humanidade.


Mantenhamos viva a chama da sua emancipação!

sexta-feira, março 05, 2010

BEIJÓS > E OS TESOUROS PORTUGUESES



NOSSA SENHORA DE MACHEDE


Estávamos em meados de Setembro de 2009.
O Verão já se despedia de Portugal.
O AIR SHOW/09 da cidade de Évora tinha-nos motivado a uma deslocação por terras alentejanas.
O turismo ainda estava em alta naquela região, locando completamente todas as unidades hoteleiras dentro da cidade.

Na busca de um lugar recatado, onde pudéssemos desfrutar da paisagem e dos puros ares alentejanos, conseguimos estadia no "Monte do Perdiganito", a cerca de 15 Km da cidade, em direcção à Vila de Redondo, na bela Aldeia de Nossa Senhora de Machede.


A expectativa ocupava em tudo as nossas preocupações, porquanto decidimos dar um salto para o desconhecido. Sim! Desconhecido o espaço que teríamos que percorrer, desconhecido o local onde iríamos instalar-nos e até o Aeródromo nos escapava.

Com cuidado, imbuídos numa esperança de que tudo iria ao encontro dos nossos maiores desejos.
Não era difícil alcançar Évora, com boas e directas estradas a partir da capital portuguesa.
De resto, com mapas em riste, olhando às indicações que as estradas nos iam mostrando, conseguimos chegar a um beco sem saída. Agora um desvio, para um caminho de terra batida, trilho que o nosso automóvel sempre tinha evitado, em qualquer situação. Chegámos, muito desanimados, percorridos cerca de 15 km por veredas com mato, a um local onde o piso lamacento do caminho fez aumentar as nossas preocupações e um sinal provisório de trânsito, aliás como todos os outros que anunciavam o desvio, nos impedia de circular para Norte, uma vez que aquilo que procurávamos já se encontrava nessa direcção.
Para voltar para trás e reviver o sacrifício daquele percurso não nos agradava nada.
Animados, sem nos deixarmos apanhar pela frustração, aproveitámos a libertação do espaço ocupado por alguns carros que permaneciam junto de uma nova unidade hoteleira perdida na planície, que nos permitiu, ignorando o tal sinal de trânsito proibido, que pudéssemos passar seguindo todos os outros veraneantes.
Entre lamentações, por termos cumprido religiosamente as instruções que os sinais provisórios de trânsito nos ditavam, algumas censuras às autarquias locais pelo mau trabalho que prestavam às populações, chegámos finalmente àquele espaço que tanto ansiávamos, o MONTE DO PERDIGANITO, cercado por uma vedação de rede e com portões automáticos, longe do casario. Ficámos à porta até que a responsável, que já nos ficara para trás, em Évora, nos fosse franquear a entrada e, logicamente, instalar-nos.
Ficámos bem acomodados, longe dos olhares do mundo, olhando e desfrutando do azul do céu durante o dia naquela imensa planície, e à noite admirando as constelações das estrelas que denunciavam o firmamento, num total silêncio só interrompido de quando em vez pelo ladrar dos pachorrentos cães de guarda que nos garantiam segurança vinte e quatro horas por dia, ou pelo chilro de alguma ave que sobrevoava o espaço.
As instalações que nos acolheram mantinham o traçado original. Pequenas, com o mínimo de condições de habitabilidade de outrora, para tantos que, seguramente, teriam que se orientar pelo Astro-Rei, para a faina agrícola.
O mobiliário rústico, mas bem cuidado, e a instalação eléctrica despertaram as nossas curiosidades. O interruptor do candeeiro portátil da mesinha de cabeceira da cama esquerda, que provocou alguma animação, obrigou a um estudo de adaptação ao seu funcionamento, para que nos cedesse aquela claridade para que se prestava.
Tão perto da cidade de Évora, conseguimos um ninho muito acolhedor, com excepcional recepção, como se estivéssemos mesmo no nosso espaço, com total liberdade para dele usufruirmos.
Não tivemos nada de que nos queixar e demos por muito bem empregue o tempo e a despesa, perante o sossego e o bem estar, que tanto ansiávamos e ali conseguimos.

Depois das nossas deslocações diárias para a cidade de Évora, uma vez que o nosso principal entretenimento era o AIR SHOW, esperava-nos uma abordagem àquela Aldeia perdida lá nos confins da planície, cuja paisagem nos motivou.
Um espaço maravilhoso numa elevação geográfica, que o Sol beijava desde o romper da aurora ao esconder-se no Ocaso.
Muitas interrogações ocuparam a nossa mente, relativamente aos costumes e tradições das suas gentes e à história daquela Terra.
Conseguimos aprofundar alguma da sua história nos contactos com os hospitaleiros habitantes, que vivem quase essencialmente do trabalho dos campos, de algum comércio e de pouco turismo atraído pela proximidade das Históricas cidades e Vilas da Região.
Pelo que apurámos, concluímos que tudo o que nos foi relatado está bem descrito nas coisas que fotografámos.
Assim, mostramos algumas imagens da Aldeia, que, melhor do que qualquer das nossas palavras, poderão revelar o espaço que ocupa e do muito do seu passado.
Convencemo-nos ter descoberto um pequeno tesouro naquela planície, do qual damos notícia.
Vejamos:

terça-feira, março 02, 2010

BODAS DE PRATA MATRIMONIAIS






(foto retirada da net)









BODAS DE PRATA MATRIMONIAIS


02.MAR. (1985) - Hoje, os nossos queridos Amigos, JOSÉ LUÍS AMARAL ABRANTES e ISAURA AMARAL LOUREIRO estão de parabéns, pelo seu 25º. aniversário de casados.
Os nossos sinceros parabéns, com os votos de que fortes, continuem bem unidos, com saúde e gozando as maiores felicidades.

BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia-lhes um grande abraço.
Parabéns!

segunda-feira, março 01, 2010

ANIVERSARIANTES EM MARÇO 2010 - Beijós

(foto retirada da net)

PARABÉNS PELO SEU ANIVERSÁRIO

Que seja do nosso conhecimento, durante este mês, irão festejar os seus aniversário natalícios os seguintes Beijosenses:

11.MAR. (1988) - Sandra Cristina Simões Loureiro
22.MAR. (1936) - Alda Melo do Amaral

BEIJÓS*CINCO ALDEIAS deseja que os comemorem com muita saúde e gozando também as maiores felicidades.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

BEIJÓS > E O CARNAVAL 2010 - NA BEIRA ALTA - PORTUGAL (III)

CARNAVAL EM CABANAS DE VIRIATO NOS DIAS 15 E 16 DE FEVEREIRO





Para encerrarmos a divulgação dos folguedos carnavalescos, propomo-nos a difundir também algumas imagens que colhemos nestes dois dias na Vila de Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, Distrito de Viseu - Portugal.
Os Cabanenses estiveram em grande, mais uma vez, na realização destas suas festas.






Não há dúvida que conseguiram novamente atrair muitos foliões vindos dos quatro cantos do Mundo.

O São Pedro não ajudou tanto quanto o necessário, mas, mesmo assim, debaixo de chuva, saíram à rua com uma multidão a segui-los saltando e brincando enquadrando-se na reinação que foi proporcionada.







Os nossos parabéns à Organização das Festas e a todos quantos se deslocaram para nelas participar e da forma como o fizeram sempre e em tudo ordeiramente.











Gostámos desta postura do Nosso Amigo "Eça de Queiroz".
Apresentou-se vestido a rigor com fato de gala.