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sexta-feira, maio 21, 2010

DE BEIJÓS > AO PARQUE DA MINA - MONCHIQUE - PORTUGAL

2009.OUT.22 - VALE DO BOI

Naquela tarde de Outono, quase sem destino, subíamos em direcção à Serra de Monchique, pela Estrada Nacional 266. Percorridos que estavam cerca de 12 Km da cidade de Portimão, do lado direito, encontrámos uma preciosidade, PARQUE DA MINA, já no sopé da referida serra.
A interrogação pairava-nos na cabeça, mas, no final da visita, concluímos ter encontrado um tesouro, quase escondido no meio de uma vegetação natural.
Um Museu vivo, com muitos animais, muitos utensílios antigos e com uma casa de habitação do início do Século XVIII, totalmente mobilada. Próximo as ruínas de uma mina de extracção de minério do Século XVII.















Com tudo o que vimos ficámos maravilhados, cujas fotos principais aqui fazemos questão de reproduzir:

quarta-feira, abril 28, 2010

BEIJÓS > E O MUSEU MUNICIPAL DE CARREGAL DO SAL

2010.ABR.08 - MUSEU MANUEL SOARES DE ALBERGARIA

Na célebre casa das correntes, como é conhecida, está instalado o Museu em epígrafe. O edifício foi construído em meados do Século XX.
Passámos para uma curta visita e relembrar um pouco do nosso passado, não muito distante.
Valeu a pena porque, além de nos darmos a conhecer, saímos mais valorizados e com vontade de passar mais vezes, sempre que haja oportunidade e as respectivas exposições nos motivem.

Ali pudemos admirar colecções de:
» Pintura;
» Escultura;
» Arqueologia;
» Etnografia;
» Armaria;

»» Além disso são inúmeros os artigos ligados à agricultura, que retratam bem a vida de outrora no amanho da terra e na preparação e transformação de alguns produtos provenientes desse trabalho.
No seu espaço exterior, junto das instalações da Biblioteca Municipal pudemos observar também estes carros de bois, que terão transportado muitos dos bens que a terra produziu, meio de transporte que muito favoreceu o homem em determinado momento. Hoje, foram substituídos nessas e noutras tarefas pelas máquinas.

Não podemos deixar de relembrar algumas partes constituintes do carro de bois, com o firme propósito de realçar as suas utilidades.

Surpreendeu-nos a representação da nossa Aldeia, Beijós. Na Secção de Arqueologia, observamos muitos artefactos recuperados principalmente no Outeiro dos Castelos e nas Chãs.

Foi muito bom. Prometemos voltar para completar a nossa visita às potencialidades que, na área do turismo, o concelho de Carregal do Sal já nos oferece.
Recomendamos vivamente uma aturada visita.

terça-feira, maio 26, 2009

BEIJÓS E AS RUINAS DO LAGAR DO AZEITE DO LAPÃO

Voltamos ao tema "LAGAR DE AZEITE", na sequência dos trabalhos expostos no "Museu Virtual", para difundir as imagens que colhemos nas Ruínas do Lagar de Azeite do Lapão, que foi propriedade do Saudoso Amigo Marcelino Martins
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Como já dissemos ele terá emigrado para o Brasil, nos últimos anos do Século XIX  e regressou primeiras décadas do Século XX. 
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Quando regressou comprou a propriedade  do Lapão, da qual fazia parte o Lagar de Azeite, que terá sido construído no Século XIX.
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Consta que ainda terá funcionado no seu tempo. 
Todavia, perante a evolução mecânica e tecnológica, ficou obsoleto e, consequentemente, poucos mais anos voltou a transformar a azeitona e a extrair o azeite.
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O equipamento e o método utilizados para extrair o azeite, ainda que, para determinado momento,  tenham sido considerados evoluídos, poderão ser analisados mais ao pormenor, nas imagens que se seguem:
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As perfurações que vemos serviam para retirar a água que ia ficando depositada no fundo da tina,  por debaixo do azeite. 
Por isso vemos dois furos.
Um deles vai para o interior e para o fundo da tarefa, por forma a escoar a água o mais por baixo melhor possível, porquanto menor era o perigo de o azeite sair misturado com essa água e ser derramado para os esgotos, sem ser aproveitado.
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Na imagem que se segue vamos observar a boca da Tarefa. 
Por esta abertura o Lagareiro, homem que tinha a seu cargo vigiar e tratar do apuramento do azeite, conseguia ver o estado de purificação do precioso líquido. 
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Quando o azeite já estava bem defenido, liberto das impurezas e da água russa, esse funcionário deixava que a água subisse na tarefa, para assim, como o azeite estava por cima da água, era fácil decantá-lo pelos sucalcos que vemos na parte superior da pedra.
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Aqui vemos um orifício na parte inferior da tarefa. 
É o esgoto por onde eram escoadas as águas russas. 
Tomam a designação de águas russas por serem acinzentadas ou mesmo negras. 
Essas águas são provenientes dos líquidos que a azeitona possui misturados com o azeite. 
Depois, durante a transformação, era adicionada muita água quente, para facilitar a libertação das gorduras naturais da azeitona > o azeite.
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sexta-feira, maio 08, 2009

BEIJÓS E AS SUAS ALMINHAS


O REGRESSO DAS ALMINHAS AO SOBREIRO

Confessamos que tivemos alguma preocupação. 
Gostamos de fotografar tudo aquilo que revele cultura, tradições e, sobretudo, o património que os nossos antepassados nos legaram.
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HISTÓRIA
Um pouco por toda a parte, principalmente na área da freguesia de Beijós,  encontramos pedras, algumas bastante trabalhadas, diga-se, mesmo bonitas, colocadas em local de destaque, em muros sobranceiros às vias públicas. 
Por vezes nalguns cruzamentos de caminhos ou de ruas.
Não sabemos o seu verdadeiro significado, muito embora tenhamos ouvido alguns relatos de pessoas da nossa Aldeia. 
Todavia, temos que aceitar que, pelo nome que lhes atribuíram e pela crença do nosso povo,  tudo leva a crer que houvera a intenção de lembrar aos viandantes que tinham antepassados e que as Almas deles tinham necessidade de ser sufragadas.
Por isso, essas Alminhas constituiam como que um apelo a rezar pelas Almas dos que já partiram. 
Com um misto de real e/ou de lenda, é certo que as pessoas ao passarem naqueles lugares, olhavam às pedras das Alminhas e sempre havia um gesto, uma vénia.
Muitos homens, nossos concidadãos, se usavam chapéu destapavam a cabeça ao avistarem as Alminhas, colocando de novo o boné depois de passarem naquele local, como sinal de respeito.  
Agora muitas dessas posturas estão ultrapassadas, porquanto a juventude vai deixando que determinados hábitos se percam. 
Contudo, em muitos locais, as Alminhas continuam lá, e, ainda que não tenham outra utilidade, servem para retratar as crenças e são uma revelação do nosso património cultural.  
*****
Temos percorrido algumas ruas e caminhos da nossa freguesia e sempre vamos colhendo as imagens dessas Alminhas. 
Quase que sabemos de cor onde cada uma se encontra. 

Há cerca de um ano, passámos pelo Sobreiro (encosta Sul de Beijós, a meio do caminho no percurso pedonal para a Póvoa da Pégada - entre o Picoto e o Milreo, vulgo Mil rego) e fotografámos umas Alminhas que se encontravam sobre o muro de pinhal das famílias "Tavares". 
No Verão de 2008, passando novamente por aquele local, reparámos que as Alminhas tinham desaparecido. 
Quando houve oportunidade, pessoalmente, falámos disso ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Beijós, uma vez que alguém nos tinha comentado "... saber onde se encontravam umas alminhas muito bonitas e que gostava de as possuir...", aumentaram as nossas preocupações.  
A resposta de que "... estão guardadas, mas irão ser lá colocadas oportunamente..." tranquilizou-nos. 
Finalmente, pela Páscoa de 2009, nas nossas caminhadas, pudemos verificar que a Pedra das Alminhas já foi reposta no seu devido lugar. Agora até foi assente com cimento. 
Gostámos da postura do Senhor Presidente da Junta de Freguesia
Estamos certos de que, como nós, também ele se preocupa em preservar o Património Beijosense
Parabéns!

O Nosso Bem Haja.  
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»»»»» Podemos ver aqui a História divulgada por outras fontes. 
»»»»» E esta Maravilha com versos!
»»»»» Vamos a outras visitas.

quinta-feira, abril 09, 2009

DE BEIJÓS > A SEIÇA - Figueira da Foz II

Quis o destino que passássemos de novo por Seiça.
Lugar encantador.
Ali ouvem-se somente os cantos das aves, por vezes, perturbado, momentaneamente, com o ruídos dos carros ou do comboio.
A Paz é quase total.

Santa Maria de Seiça tem ali a sua Capelinha, onde é venerada a 15 de Agosto.
Apesar da distância de Viseu e de Lisboa, seguramente que dará para programar uma visita ao Santuário no dia da Festa.


Passámos novamente com intenção de apreciar melhor o maravilhoso lugar e para colher de novo imagens que, de alguma forma, nos escaparam.


Estas portas, em madeira maciça, são uma obra de arte.
Muito trabalhadas.

Repetimos algumas imagens, mas vale a pena revê-las para melhor avaliarmos a Cultura Portuguesa.
O Santuário, infelizmente, está sempre fechado.
Ouvimos comentar que a Capela, na sua antiguidade, mantém imagens e pinturas invulgares.
Não há dúvida de que os nossos olhos, directamente, não conseguiram observar grande coisa. Todavia, a objectiva da máquina conseguiu trazer-nos algumas imagens daquelas que, tão fielmente, nos descreveram.
Aqui as vemos.
São elas que nos aliciam e motivam para estarmos na festa da Santa Maria de Seiça.




Tem um belo parque para as merendas, arranjado recentemente, pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, a cujo município esta área pertence.



De longe, por entre os eucaliptos de junto do respectivo Mosteiro, a Nascente, vemos o Santuário.


Desta vez, as nossas aspirações, de falar deste Mosteiro serão cumpridas.
Este maravilhoso Monumento, deveras degradado, entristeceu-nos.

Terá sido construído no reinado de D. Afonso Henriques.
Terá sido casa que abrigou várias Ordens Religiosas.
Certamente, também as decisões políticas de outros tempos terão ditado a sorte deste Mosteiro.

Segundo consta, o monumento terá sido utilizado para fins diversos, depois que dali saíram as Ordens Religiosas.
Nos últimos tempos, foi aproveitado para abrigar uma fábrica de descasque de arroz.
Agora, cheio de silvados no seu interior, com os telhados caídos e as paredes em muito mau estado de conservação, em constante degradação, são as cegonhas que ali habitam.
Aproveitaram as altaneiras chaminés e nelas construiram os seus ninhos e ali criam os seus filhos.


Entristecemo-nos com a forma como é preservado o património Português.

Afigura-se-nos que o Estado Português, uma vez que, segundo consta, já foi comprado pela Autarquia, terá que, forçosamente, tomar providências para evitar que esta jóia se perca.




Apesar de ficar a alguns quilómetros da cidade da Figueira da Foz, afigura-se-nos que este património será sempre de utilidade pública, quer pela sua história, quer pelo benefício que possa trazer à freguesia do Paião, no desenvolvimento do Turismo.






















Vemos oliveiras no topo das suas torres.




Aqui deixamos a mensagem na esperança de que, amanhã, possamos falar de Seiça com mais alegria, se tivermos a notícia de que, finalmente, o Mosteiro de Seiça vai ou está a ser restaurado.
Dado que outras vozes se ouvem, também nós vamos continuar a alimentar a Esperança.