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sábado, março 05, 2011

BEIJÓS » NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS - PORTUGAL

 2009OUT05 - AS SURPRESAS QUE TIVEMOS EM IDANHA-A-VELHA
O lagar de azeite de outra época.
Muito artesanal.
A galga, com três rodas de pedra granítica, funcionava puxada por uma junta de bois.
Os bois movimentavam-se,  permanentemente,  à volta daquela grande bacia de pedra também ela de granito, a galga, onde era despejada certa porção de azeitona, de cada vez, que aquelas rodas iam esmagando, conforme iam rodando com a força dos bois.
Então não havia electricidade e a extracção do azeite era muito mais difícil.
Não havia neste precioso líquido a pureza que lhe conhecemos actualmente, porque sem electricidade não seria possível fazer trabalhar qualquer equipamento para o purificar.
O Azeite era purificado, naturalmente, sob o olhar atento do homem,  com a adição de muita água quente para as tarefas, para que a gordura da azeitona viesse à superfície da água, para se purificar e separar.
Mesmo assim, quando chegava a certo momento já não era possível apurar mais o azeite e, algum dele, ainda era entregue aos proprietários da azeitona misturado com a água russa, que depois era utilizada para a sopa.
Ainda que as imagens nos dêem uma ideia daquilo que foi um Lagar da Azeite talvez nos séculos XVIII/XIX, nada há como presenciar no local, numa visita guiada, que aconselhamos vivamente.
Vale a Pena.
Então vejamos o que nos surpreendeu:
 .

terça-feira, fevereiro 09, 2010

BEIJÓS > E OS VESTIDOS DE AMÁLIA RODRIGUES

AMÁLIA E OS VESTIDOS QUE USOU NAS DIVERSAS ACTUAÇÕES AO LONGO DA SUA CARREIRA, NOS MAIS VARIADOS PALCOS DO MUNDO


Foi muito bom termos encontrado, no Museu da Electricidade, em Lisboa, os vestidos que Amália usara nas suas actuações nos mais variados palcos do Mundo.

São peças importantíssimas do seu rico espólio, que agora são apresentadas ao público, em conjunto.

Se Amália gostava da sua profissão, não menos gostaria de se ataviar luxuosamente, para se apresentar em público.

Aqui podemos observar uma breve descrição pessoal da maior Fadista Portuguesa de todos os tempos:















Vejamos aqui imagens de alguns dos seus vestidos:

quinta-feira, julho 09, 2009

BEIJÓS E SUA HISTÓRIA

AS RUINAS DE UM MOINHO
Estando em Beijós, vamos sempre fazendo as nossas pesquisas do desconhecido.

Pela Páscoa de 2009, fomos descobrir as ruínas de um moinho, mesmo na margem direita do Ribeiro da Praçaria, a Sul do Pariço, na encosta Norte da Póvoa de Santo António.
Então, perante a surpresa, como sempre fazemos, colhemos as imagens, na esperança de aprofundar a história daquelas ruinas.
Agora, pelo São João/2009, conseguimos obter alguns relatos de pessoas que, muito embora desconheçam em concreto a história daquele moinho, comentaram-nos a existência de moinhos idênticos, nos quais cheram a trabalhar a puxar as mós manualmente, sitos nos Salgados, no Rio Dão, próximo das Aldeias de Furadoiro e Corujeiro, do concelho de Tondela.

Estamos conscientes de que a verdadeira história ainda a não sabemos.
Há alguns pormenores que, não os tendo vivido, serão difíceis de descrever.

Contudo, temos todo o interesse em divulgar algumas coisas que apurámos e as conclusões a que, mesmo por analogia, chegámos.
Vejamos:
» Proprietário
> Fernanda M.ª M.S. Amaral (neta do Saudoso Amigo José Pais do Santos);
» Local
> Ainda que os proprietários designem a propriedade por "Pisqueiro", é certo que se insere na encosta Sul do Pariço, limite da freguesia de Beijós, concelho de Carregal do Sal;
» Moinho
> Misto >> Hidráulico e Manual;
»
> Em pedra com cerca de 70/100mm de espessura, com um diâmetro de cerca de 800mm;
> Além do normal furo central com cerca de 100/150mm, possui um outro pequeno furo, superficial, somente uma cavidade, com cerca de 20mm, na parte superior, entre o furo central, vulgo "olho" e a aresta circular exterior do corpo da mó.
> Neste furo era colocado um pau (cambão), com uma espessura coincidente com a largura da cavidade, com o qual a mó era movida manualmente, quando não havia água.
» Funcionamento
> Este moinho tinha a vantagem de poder moer os cereais movido pela água...;
> Todavia, uma vez que o ribeiro da praçaria seca a partir de Maio, então, a partir desta data passava a funcionar ao cambão, como já referimos, movido pela força humana;
> Funcionava todo o ano.
»» Projectos dos proprietários:
Pelo diálogo que mantivemos com os proprietários, animou-nos a ideia que eles nos divulgaram de terem intenção de recuperar aquelas ruínas e reconstituir o moinho tal qual ele fora, muito embora não tenham intenção de o fazer funcionar.

Muito embora não se preveja terem necessidade do moinho para arrumos, porque, como presenciámos, louvavelmente estão a recuperar todas as palheiras de granito que possuem naquela propriedade, seguramente, como cremos, que irão preservar aquele imóvel pelo valor histórico e singular que tem para nossa Aldeia.

Ainda que seja propriedade particular, afigura-se-nos que as autarquias não deverão deixar de apoiar estas iniciativas.

terça-feira, maio 05, 2009

POR TERRAS DE CARREGAL DO SAL - Domingo da Pascoela

CURRELOS

Domingo da Pascoela, 19 de Abril de 2009
_______________________________
Temas:
1. - A Inauguração da Fonte e Respectivo Parque de Merendas; 
2. - A Troca das Cruzes ao Meio da Ponte. 
_______________________________

1 - A INAUGURAÇÃO DA FONTE E RESPECTIVO PARQUE DE MERENDAS

Estrada que liga Carregal do Sal a Tábua, via>  Currelos - Póvoa de Midões
Aproveitando a Cerimónias da Troca das Cruzes, na Ponte Sobre o Rio Mondego, a Junta de Freguesia de Currelos não perdeu tempo em inaugurar a Fonte e Parque de Merendas que dista cerca de 150 metros da referida Ponte, na margem direita do citado Rio. 

Vemos o espaço envolvente, ainda com arranjos em curso.



Ainda necessitará de muitos arranjos para preservar a qualidade das águas das nascentes naturais que abastecem a bica. 
Ainda decorriam os trabalhos de alcatroamento do piso, do desvio da estrada. 


Seguiram-se as Cerimónias, presididas pelo Reverento Padre José António das Paróquias de Currelos/S. João de Areias.
                    





Segue-se o Senhor Presidente da Junta de Freguesia na posse da palavra.

A Lápide evocando a nome do donatário do espaço. 

****************************** 
2 - A TROCA DAS CRUZES A MEIO DA PONTE

Ávidos por prosseguir no caminho da cultura Beirã, deslocamo-nos, então,  a Currelos
Fomos descobrir uma bela tradição desta Paróquia, que já vem desde há alguns anos.
Foi Iniciativa do Saudoso Reverendo Padre José Afonso de Paiva,  que promoveu o encontro das duas Paróquias > "Currelos" e "Póvoa de Midões", ... 
 
... a meio da Ponte sobre o Rio Mondego, que liga os concelhos de Carregal do Sal e Tábua, trocar as Cruzes. 
Esta bela Tradição, que se renova todos os anos no Domingo da Pascoela, já arrasta muitos visitantes, não só das duas localidades, mas também veraneantes de outras Vilas e Cidades de todo o País. 
O Simbolismo que encerra esta Festa, ainda que não seja uma romaria, as alegrias e as felicidades que se vivem no momento da troca das Cruzes,  contagiam todas as pessoas que o observam.
Valeu a pena presenciar as Cerimónias, que se iniciaram cerca das 18H00,  como as imagens o ilustram, sabiamente celebradas pelos Reverendos Padres José António,  de Currelos/S. João de Areias,  e João,  da Póvoa de Midões



Descobrimos que, desde há alguns anos, no Domingo da Pascoela,  a Ponte sobre o Rio Mondego, entre Currelos e a Póvoa de Midões, serve de ponto de encontro das duas Paróquias. 
O encerramento da Época Pascal faz-se mesmo sobre a Ponte, com a celebre troca das Cruzes, seguida da competente Cerimónia, na margem esquerda do Rio, no Pequeno Santuário "Jubileu 2000". 
Vivemos naquele encontro, momentaneamente, todas as alegrias e felicidades que unem os dois povos, outrora separados pelo Rio Mondego, cujas dificuldades foram ultrapassadas com a construção daquela Ponte.
 
Só quem teve a felicidade de, como nós, estar neste evento viu e sentiu o calor humano das populações de ambas as Paróquias, Currelos do concelho de Carregal do Sal e Póvoa de Midões, do concelho de Tábua.
O Nosso Querido Amigo Hermínio Cunha Marques, Autor de várias Obras Literárias sobre a História do concelho de Carregal do Sal e das Suas Gentes, no decorrer das Cerimónias, usou da palavra, para recitar os seus versos sobre o evento. 

"Domingo da Pascoela
Que Feitiço tem a Ponte!...

Alguém me perguntou um certo dia
Que força d'atracção seria aquela
Que o arrastava, como por magia, 
Para a Ponte em Domingo da Pascoela!...
II
Lhe disse que ela a mim também seduz, 
E lá vou,  nesse dia, em devoção:
A Ponte e o Rio formam uma Cruz, 
E aí a razão dessa atracção!...
III
Pois se aos traços d'estrada em cada margem, 
Faltava sobre o Rio este pedaço, 
Hoje os povos acorrem, em romagem, 
Para nele enlear-se num abraço!...
IV
E é ali que esta gente agradecida, 
A quem tanto por ela então lutou, 
Põe numa cerimónia bem sentida
A fé que tinha e nunca lhe faltou!...
V
As Cruzes das Paróquias vizinhas
Vão encontrar-se a meio dessa Ponte, 
Quase se tocam como que em festinhas
E o povo as beija, ali, mesmo defronte!...
VI
E preso a este culto tão cristão
Há como que festiva romaria, 
E a Ponte é, pois, o abraço d'união, 
Beijando o Rio em sua travessia!...
VII
E aí está, amigo, a tal razão
Que fascina e nos faz tanto viver
Este culto tornado tradição
Que não se pode, jamais, deixar morrer!..."
********
19.04.09
By Hermínio Cunha Marques 

Este encontro e convívio de populações de localidades e concelhos diferentes, ligados por uma ponte,  é um momento singular na aproximação dos Povos, cuja Festa terminou com o beijar da Cruz, pelos Fiéis. 

»»»»» Podemos ver aqui o Álbum das Fotos.

»»»»» Mandamos os nossos mais sinceros Parabéns para Currelos e para a Póvoa de Midões, pela forma singular como as respectivas populações se abraçam, pelo menos uma vez por ano, facto que consideramos inédito para a Região e talvez para Portugal. 

»»»»» Parabéns aos Reverendos Padres das Paróquias envolvidas, pela Mensagem de Paz, Amor e Fraternidade que nos transmitem.

BEM-HAJA.
***********************************************
Encontrámos nestas Cerimónias,  casualmente,  o Nosso Querido Amigo Carlos Alberto que nos deu também o grato prazer de conviver connosco, durante alguns momentos.
Para ele não podemos deixar de enviar o Nosso Abraço!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

BEIJÓS E O CARNAVAL ...


CARNAVAL DE OUTROS TEMPOS EM BEIJÓS


O Carnaval noutros tempos em Beijós foi sempre muito divertido. As pessoas vestiam-se a rigor com fatos especiais. Alguns homens/rapazes vestiam trajes de mulher.  Normalmente as senhoras ou as raparigas usavam saias compridas, até aos tornozelos e colocavam lenços com cores vivas na cabeça ou pelos ombros/costas. Nessa altura elas sabiam dar o seu retoque de baton nos lábios e um pouco de base avermelhada nas maçãs do rosto. 

Algumas pessoas, mais os homens ou os rapazes,  mascaravam-se, para não serem reconhecidos e, assim, poderem expandir as suas habilidades e fantasiar ilusões sem que, do resto da população, merecesse alguma censura.
 

Formavam-se grandes danças de "roda a cantar", em que toda a gente participava. Velhos e novos todos se deixavam envolver pela folia da época  e procuravam manter viva a tradição. 
Essas danças de roda que se formavam, principalmente,  no Vale da Loba (ao Calhau), e no Largo do Areal, em frente ao estabelecimento de Álvaro Peixeira Mendes. 


Era habitual ouvirem-se cantar:
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"Anda lá para diante, 
Que eu atrás de ti não vou, 
Não me pede o coração 
Amar a quem me deixou."
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" Lá vão fitas lá vão laços, 
Lá vão os homens ao meio, 
Lá vão fitas lá vão laços, 
Lá vão os homens ao meio,
Nos braços do meu amor
Agora é que me maneio, 
Agora é que me maneio, 
Maneio, maneio bem, 
Nos braços do meu amor
Brinco eu como ninguém."
(...)
 
»» E tantas outras cantigas que estamos empenhados em recolher, para, oportunamente, divulgar. 

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Porém, com o decorrer dos tempos, tudo isso se alterou com o aparecimento das aparelhagens sonoras, e as gravações das músicas do folclore Português que iam difundindo. 
Com a criação da Orquestra Recreativa "OS CENTRAIS DE BEIJÓS", no ano de 1959, tudo de alterou.
À semelhança com o Carnaval de Cabanas de Viriato, Beijós também formou a dança dos cus. Essa contradança, com uma valsa criada pelo então Mestre Jacinto, tocada pela Nossa Orquestra, trazia muita gente às Ruas da nossa Aldeia, para se divertirem, dançando ao ritmo da valsa. 
Como já o dissemos, foram tempos muito bons, em que Beijós se abriu mais ao Mundo e, principalmente, às populações das Aldeias vizinhas. O Povo tornou-se mais comunicativo e passou a conviver melhor com todos.  
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Os festejos carnavalescos em Cabanas de Viriato, com a singular dança dos cus, continuam a atrair muita gente de todo o País. 

Os seus programas carnavalescos são sempre organizados por forma a conseguirem abranger todas as idades. 
No Domingo Gordo, último Domingo antes do dia de Carnaval, organizam as festas das crianças das Escolas de todas as freguesias do concelho de Carregal do Sal. Este Desfile é sempre muito bem conseguido, perante a alegria e euforia dos mais  novos. 
Esperamos que, no ano de 2009, tudo seja igual ou melhor do que os anos anteriores. 
S. Pedro ditará um pouco estas folias, de acordo com o tempo que nos mandar. 
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UM TRAJE MUITO ESPECIAL DE CARNAVAL 


Falámos de Beijós e de Cabanas de Viriato, no Distrito de Viseu, mas há festas e desfiles um pouco por todo o País. 

Logo pela manhã, quando o nosso Querido Amigo Willoughby se propunha fazer a sua caminhada, na Quinta das Águas Livres, em Belas, ao chegar ao "Café com Leite",  foi surpreendido pela Princesa Diana, a quem pediu para posar para a fotografia.

 

Sem ver nisso qualquer maldade, apesar da animada cavaqueira, diga-se algo picante, com um grupo das suas admiradoras, ela não hesitou e, com toda a disponibilidade, colocou-se em local onde pudesse ser fotografada, sem grandes aparatos de pessoas ou de obstáculos. 
A Princesa que nos perdoe a frontalidade, mas temos que dizer o que nos vai na alma. Ela estava mesmo muito bonita. O seu belo fato despertava a atenção de qualquer Homem, naquela figura elegante, bonita e deveras arranjada.  
Não sabemos quem é, mas ela também se não mostrou preocupada em passar nesta página, quando nos disse:  "- não faz mal porque ninguém me conhece".  
Foi ela que nos despertou maior entusiasmo em falar do Carnaval Português. O Nosso sincero agradecimento, por nos ter inspirado.
Bem-Haja. 
Vamos procurar deixar cópia da mensagem no Café do Nosso Querido Amigo Jorge, onde, pelo menos as amigas, poderão recordá-la.  

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CARNAVAL DAS ESCOLAS EM BELAS



Porém, aquela Princesa também nos despertou para o desfile da Escola da Quinta da Fonteireira, na Vila de Belas, concelho de Sintra. 
Apesar de termos chegado atrasados, ainda conseguimos recolher imagens do encerramento do desfile daquela Escola, que percorreu as principais artérias da Vila. 
Apresentamos 65 fotografias que, melhor que as palavras, conseguem ilustrar quanta dedicação dos Pais e de todo o Grupo Docente daquele Estabelecimento de Ensino. 
Conseguiram colocar na Rua todas as crianças vestidas a rigor. 
Isto anima, porque as Escolas, actualmente, promovem estas iniciativas que, além de facilitarem a integração da juventude na Sociedade, mantêm vivas as tradições.
Temos que deixar os nossos mais sinceros parabéns a todos quantos se empenharam na organização deste evento e também a todos aqueles que colaboraram na realização do desfile e contribuíram para que ele decorresse sem incidentes. 


(Clik na Foto)

sexta-feira, janeiro 09, 2009

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugal ratifica acordo de ...

Portugal ratifica acordo de cooperação com Angola na área da DefesaImprimirE-mail
Fonte: Jornal Digital - Editado por AD   
Monday, 05 January 2009
ImageO Governo português ratificou o acordo de cooperação entre Portugal e Angola na área da Defesa, aos níveis técnico e militar, que tinha sido assinado pelos dois países em Outubro de 1996, em Luanda, durante o Governo de António Guterres.

Este acordo bilateral contempla acções de cooperação no apoio de Lisboa à organização e funcionamento do sistema de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ainda à organização e funcionamento do Ministério da Defesa Nacional de Angola, a concepção e execução de projectos comuns das indústrias de defesa e militares e a assistência mútua em matéria de utilização de capacidades científicas.

Os dois países vão ter colaboração entre as duas Forças Armadas ao nível do treino, organização e apoio logístico no quadro de operações de paz.

O acordo prevê a possibilidade de Portugal conceder bolsas de estudo e a criação de uma comissão mista, que ficará responsável pela execução deste compromisso entre os dois Estados a comissão irá reunir todos os anos em Portugal e em Luanda de forma alternada.

A cooperação entre Angola e Portugal centra-se na modernização das diferentes instituições militares das FAA com 12 projectos já em curso, que abrangem vários sectores, no quadro da Comissão Técnico-Militar.

terça-feira, janeiro 06, 2009

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Cultura

Leituras de AngolaImprimirE-mail
Fonte: Manuel Ennes Ferreira/Expresso   
Tuesday, 06 January 2009
ImageO que usualmente mais desperta a atenção sobre Angola é saber se o preço do petróleo está a aumentar ou a diminuir. Felizmente há mais. Maria Alexandre Dáskalos, angolana do Huambo, viu publicada a sua tese de mestrado: 'A Política de Norton de Matos para Angola' (1912-1915). Um excelente ensaio de escrita escorreita (a autora é poetisa).

Saltando no tempo, Jaime Nogueira Pinto (este português) escreve 'Jogos Africanos'. 

É um livro, atrevo-me a dizer, de aventuras. Parece uma versão do tipo 'Tintim em África'. Não é propósito do autor expor alguma análise inovadora do conflito em Angola. São notas pessoais, da vida dos bastidores, e que empolgam pela escrita, bem-humorada em circunstâncias tão trágicas.

Para se compreender melhor a actualidade de um país em efervescência, a Associação Angolana de Sociologia está a publicar a 'Revista de Sociologia Angolana', com o empenhamento já conhecido de Paulo de Carvalho, o editor da publicação.

Num outro registo, Ana Clara Guerra Marques oferece-nos através da editora Mukixe um curioso livro: 'Para uma História da Dança de Angola: Entre a Escola e a Companhia, um Percurso Pedagógico'.

A autora, que após a independência do país se vê na contingência de dirigir a única escola de dança vinda de trás, acaba por criar a Companhia de Dança Contemporânea de Angola em 1991. É um testemunho que desperta bastante curiosidade, reflectindo sobre o papel da dança como uma das vertentes de afirmação da cultura angolana.

Finalmente, um curioso boletim cultural semanal - o 'Tantã Cultural' - da responsabilidade da empresa petrolífera francesa Total E&P Angola. António Kituxi-Pinto, responsável pela edição (que já ultrapassou os trezentos números), sintetiza os acontecimentos culturais diversos.

Do cinema ao teatro, dos concertos musicais ao lançamento de livros ou CD musicais, passando pelas palestras, Luanda mexe além dos ‘petrodólares’. Com colaboradores à altura do projecto, não se pode deixar de destacar o trabalho de Jerónimo Belo, um inveterado amante e divulgador de jazz!

Será pelo contributo da investigação e da afirmação da sua cultura que Angola encontrará o seu caminho no tempo. O petróleo, esse, ficará pelo caminho.

Manuel Ennes Ferreira
Professor do ISEG e "think tank" Grupo África-IPRI

segunda-feira, janeiro 05, 2009

DE BEIJÓS > A ÓBIDOS - Vila Natal 2008 - II

(...//...)
Vamos continuar a visita à Vila Natal > Óbidos


Vamos passar novamente na passadeira vermelha, até à entrada principal das Muralhas da Vila.

 

Logo apanhámos um Pai-Natal especial, sem o habitual vestuário,  a saltar do trenó.
 


Grandes cogumelos ornamentavam a paisagem...





Até no interior das cavernas havia grandes cogumelos...
 




Conseguimos encontrar um hospede muito especial.
 O que valeu foi encontrá-lo a dormir, para se deixar fotografar.

 

Os ovos no fundo da caverna. 


Os habituais figurantes, logo à entrada, despertavam a curiosidade dos visitantes.

 

A porta principal, para o recinto do Natal.

O portal dos ratinhos.
 

Uma olhadela para o interior do recinto.
 




... Mas, amanhã vai haver mais...
(...//...)