2001.ABR.22 - CERIMÓNIAS RELIGIOSAS EM SEXTA FEIRA SANTA NA SÉ PATRIARCAL DE LISBOA
É salutar alterarmos os nossos rumos. Este ano assim o decidimos. Estávamos por perto e, da forma como os amigos nos tinham descrito as cerimónias religiosas da Semana Santa na Sé Patriarcal de Lisboa, nós fomos participar.
Gostámos!
Os rituais destas cerimónias aqui são bem diferentes.
O Templo estava cheio de gente.
Muitos estrangeiros que, normalmente, todos os anos, na época da Páscoa, visitam Portugal.
Pelas ruas da cidade, cheguei a pensar estar em Espanha, tal era a chusma de gente que veio do país vizinho.
Deixamos as imagens para que os nossos estimados leitores se deliciem.
Desta vez, propositadamente, não lhe adicionámos qualquer som!
Temos um pequeno vídeo gravado no local, com o entoar das cerimónias.
Esperamos que gostem e que consigamos ajudar a relembrar estes momentos tão especiais, de outras épocas e talvez de outros locais, os quais só os vivemos uma vez por ano.
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sexta-feira, abril 22, 2011
domingo, abril 17, 2011
DE BEIJÓS » À CIDADE DE ALGUALVA-CACÉM - Portugal
2011.ABR.17 - DOMINGO DE RAMOS
HOSSANA AO FILHO DE DAVID
Hossana hossana ao filho de David,
Hossana hossana ao filho de David
Bendito o que vem em nome do Senhor
É o Rei de Israel hossana nas alturas Hossana hossana ao filho de David
Hossana hossana ao filho de David
Hossana hossana
Hossana hossana
Hossana hossana ao filho de David
Levantai os vossos ombrais
Alterai-vos pórticos antigos
Entrará o grande Rei da glória,
Entrará o grande Rei da glória;
Quem é esse grande Rei da glória
Quem é esse grande Rei da glória
O senhor forte e poderoso,
É Ele o Rei da glória.
*****************************************************
Hoje, na festa de Domingo de Ramos, celebrou-se a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, com forte aclamação.
(...)«Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no Céu e glória nas Alturas!» "S. Lucas 19:38" (...)
A Igreja Paroquial do Cacém foi pequena para acolher tantos fiéis.
Como habitual, foi uma cerimónia muito bonita, conforme podemos verificar pelas imagens que deixamos.

No momento da despedida, verificou-se a maior aclamação com as crianças a envolcverem o Altar, erguendo o seu ramo. Pequenos gestos com muito e elevado significado, aos olhares dos mais pequenos perante a assembleia.
segunda-feira, outubro 04, 2010
BEIJÓS NO MÊS DE AGOSTO DE 2010
Relembrar outros tempos, no Poço da Relva em Beijós.
Espaço que, durante muitos anos, serviu de piscina para os mais jovens.
Como teria sido antes de nós?
Seguramente que também terá servido de piscina a muitas e muitas gerações.
Espaço que, durante muitos anos, serviu de piscina para os mais jovens.
Como teria sido antes de nós?
Seguramente que também terá servido de piscina a muitas e muitas gerações.
Naqueles décadas de 1940 a 1970, muitos dos nadadores apresentavam-se naquele espaço público em uniforme n.º 1, que era o original fato de banho da altura.
Era nos momentos de maior calor no Verão que os mais arrojados se dispunham a dar um mergulho neste lugar designado por Poço da Relva, talvez devido às características da vegetação que, espontaneamente, ali cresce.
Desta vez fomos surpreender dois Cortezes nadadores, que atenderam ao nosso pedido.Gostávamos de obter para nós um inédito instantâneo, quando os nadadores estivessem no vazio, entre a pedra da levada/açude, no leito da ribeira, e a água.
Conseguimos convencê-los a atirarem-se e aqui os reproduzimos, para regalo de todos os nossos estimados leitores.
Todas as coisas de Beijós nos animam profundamente. Vivemos intensamente tudo aquilo que a nossa Aldeia nos oferece.
Entendemos que todos os Beijosenses espalhados pelo mundo se alegram ao ver qualquer dos cantinhos de Beijós. Por isso tudo fazemos para lhes recordar aqueles espaços em que muitos deles passaram.
Todas as coisas de Beijós nos animam profundamente. Vivemos intensamente tudo aquilo que a nossa Aldeia nos oferece.
Entendemos que todos os Beijosenses espalhados pelo mundo se alegram ao ver qualquer dos cantinhos de Beijós. Por isso tudo fazemos para lhes recordar aqueles espaços em que muitos deles passaram.
segunda-feira, junho 21, 2010
A CULTURA AINDA MOVE MUITOS CORAÇÕES
2010.JUN.19 - 2.º ENCONTRO DE COROS INFANTIS EM ALVERCA
Foi a Igreja dos Pastorinhos - em Alverca que, pela segunda vez, serviu de palco para a actuação dos coros dos mais pequeninos.
Um lugar muito bem escolhido, para este evento, pelo espaço e pela acústica que o Santuário proporciona.
IGREJA DOS PASTORINHOS
Lançada a primeira pedra no ano 2000, com a vinda do SS o Papa João Paulo II a Fátima, este Santuário foi inaugurado em 01MAI2005. Esta Igreja, na sua torre de 60 metros de altura, dispõe de um Carrilhão de 72 sinos. Nós tivemos a felicidade de andar junto daqueles sinos, tocar-lhes e tocá-los!
Uma experiência única que jamais podíamos perder, porque seguimos a bom rigor a filosofia muito objectiva em que assenta a nossa postura, porquanto:
"a vida tem que ser vivida em cada momento, porque o ontem já se não vive hoje e o amanhã é sempre o eterno incógnita".
Foi bom ter vivido aquele momento. Contudo, ainda que possamos abordar novamente este tema, abrimos aqui a porta da Igreja dos Pastorinhos, em Alverca do Ribatejo - Portugal, para que os estudiosos possam aprofundar a sua história e melhorar os seus conhecimentos.
OS COROS
Pela segunda vez se reuniram ali os coros infantis, onde nos deliciaram com as suas brilhantes actuações:

< Coro "Pueri Cantarum"
... que, sob a batuta da Maestrina, Paula Faria, acompanhamento musical de Tiago Oliveira, interpretou:
> Avé Maria - De César Franck
> Panis Angélicus - de César Franck
> Gloria Patri - De Wolfam Menschick
> Lord, I Want to be a Christian - Espiritual negro
> Oh, happy day - Espiritual negro.
> Oh, happy day - Espiritual negro.

< Coro Infantil "Ares Novos"
... dirigido pelo Maestro Luis Figueiredo, interpretou:
> A Primavera chegou
> Para a frente
> Proteger a Natureza.

< Classe de Coro do Colégio José Álvaro Vidal
... que sob a Direcção da Maestrina Paula Faria e acompanhamento musical de Tiago Oliveira, interpretou:
> O Leão Bonitão - de Helena Maria Maia Malta
> Dobadoira - Popular
> Cai a linda chuva - Franck Churchill - Adp por Paula Faria
> O Vento e eu - Delfina Figueiredo.
< Coro "Os Rouxinóis"
... dirigido pela Maestrina Ana Isabel Pereira, interpretou:
> Histórias de Cantar - De Margarida Santos/Francisco Cardoso
> The Little light of mine - Trad./arr. Ken Berg
> Domine Deus, Agnus Dei - De António Vivaldi
> Salangadou - trad./arr.Susan Brumfielf.
A actuação destes grupos proporcionou uma tarde muito agradável para todos os que se disponibilizaram para estar neste encontro. O Salão da Igreja estava muito bem composto, com muitas visitas.
Os mais novos que compõem os coros, com o nervosismo próprio de algumas idades, estiveram muito bem!
Uma boa forma de sensibilizar a sociedade para estas coisas tão bonitas, que se começam a fazer quase a partir do berço.
Os nossos sinceros Parabéns!
Ver mais...
... dirigido pela Maestrina Ana Isabel Pereira, interpretou:
> Histórias de Cantar - De Margarida Santos/Francisco Cardoso
> The Little light of mine - Trad./arr. Ken Berg
> Domine Deus, Agnus Dei - De António Vivaldi
> Salangadou - trad./arr.Susan Brumfielf.
A actuação destes grupos proporcionou uma tarde muito agradável para todos os que se disponibilizaram para estar neste encontro. O Salão da Igreja estava muito bem composto, com muitas visitas.
Os mais novos que compõem os coros, com o nervosismo próprio de algumas idades, estiveram muito bem!
Uma boa forma de sensibilizar a sociedade para estas coisas tão bonitas, que se começam a fazer quase a partir do berço.
Os nossos sinceros Parabéns!
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quinta-feira, junho 03, 2010
DIA DE CORPO DE DEUS
O dia de Corpo de Deus é uma exultação popular à Eucaristia, instituída por Jesus Cristo com a Última Ceia, em Quinta Feira Santa.
"Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e deu-o aos seus discípulos dizendo: «Tomai, comei: Isto é o meu corpo.»
Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lho, dizendo: «Bebei dele todos. Porque este é o meu sangue, sangue da Aliança, que vai ser derramado por muitos, para perdão dos pecados.»" - (Mat. 26, 26-28).
Celebra-se no 60º dia depois da Páscoa e forçosamente uma quinta-feira, a seguir ao Domingo da Santíssima Trindade.
Começou a ser celebrado em 1246, na cidade de Liège - Bélgica. Esta celebração foi alargada a toda a Igreja Católica, em 1264, pelo Papa Urbano IV.
Chegou a Portugal provavelmente nos finais do Século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Deus.
CELEBRAÇÕES EM PORTUGAL
Nas Celebrações Religiosas no nosso País organizam-se Missas e Procissões.
Como os Reis passavam por cima de tapetes, as pessoas preparam o caminho por onde a Hóstia vai passar, colocando no asfalto também um tapete de flores, tintas e serragem.
O cortejo processional da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo prolonga a Eucaristia. Logo depois da missa, a Hóstia nela consagrada é levada para fora do espaço celebrativo, a fim de que os fiéis dêem testemunho público de fé e veneração ao Santíssimo Sacramento.
A Igreja acredita que o Santíssimo Sacramento, ao passar no meio das cidades, promove expressões de amor e agradecimento por parte dos fiéis, sendo também para fonte de bênçãos.
NA PROCURA E NO ENCONTRO COM UM "AMIGO"
Nós estivemos nas Celebrações da Paróquia do Cacém, na cidade de Agualva-Cacém - Portugal.
O Reverendo Padre Rocha enquadrou nestas festas a Profissão de Fé de um grupo de jovens.
Esta renovação das promessas do Baptismo foi muito bem acolhida pelos fiéis, que encheram por completo a respectiva Igreja.
Como as celebrações exigiam, foi organizada a Procissão pelas ruas da paróquia, com a hóstia consagrada no respectivo ostensório, a Custódia, conforme observamos nas fotos.
Para encerrar as cerimónias, as mães dos jovens que fizeram a sua Profissão de Fé reuniram-se junto do celebrante para encomendarem os seus filhos à Virgem Maria.
Depois, aproveitando o anfiteatro formado pela escadaria do templo, o grupo de jovens encomendados prepararam-se para a foto de família.
Assistimos a umas celebrações cheias de brilho.
A Paróquia do Cacém esteve muito bem com estas maravilhosas festas.
Os nossos sinceros parabéns!
sábado, março 27, 2010
DE BEIJÓS > ENTRÁMOS NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS
2009.OUT.02 - A MEIO DA TARDE, INSTALÁMO-NOS NA QUINTA DE SANTA IRIA
Numas instalações maravilhosas, dali pudemos desfrutar das singulares paisagens e dos puros ares da Serra da Estrela.
As nossas intenções eram de estarmos no Festival Aéreo da Covilhã, para nos deliciarmos com as brincadeiras das aeronaves lá no alto, cruzando os céus. Foi o que fizemos durante a manhã de 2009.OUT.03.
2009.OUT.03 - À TARDE, PASSÁMOS POR SORTELHA E POR BELMONTE
A seguir ao almoço decidimos visitar SORTELHA, aldeia histórica que nos oferece sempre qualquer coisa de novo.
Passámos depois por Belmonte, para rever os lugares que já conhecíamos.
De novo, encontrámos o Museu dos Descobrimentos... que, impossibilitados perante o adiantado da hora, oportunamente, prometemos visitar.
2009.OUT.04 - VOLTÁMOS PARA O FESTIVAL AÉREO NA COVILHÃ
Ocupámos todo o tempo no air show e na cidade da Covilhã. Tínhamos que fazer os preparativos para o regresso a casa.
2009.OUT.05 - IDANHA-A-VELHA - CONTINUANDO NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS
O Sol raiou logo pela manhã, prometendo um dia com temperatura amena, naqueles primeiros dias de Outono.
Partindo da Covilhã, pelas 09;00h, com passagem pelo Fundão, lá rumámos a Idanha-A-Velha, ansiosos por gravar um pouco da sua história.
O espaço que nos separava não foi fácil de percorrer, perante as dificuldades de acesso que encontrámos, por estreitas e tortuosas estradas.
Ultrapassadas as dificuldades, um pouco à pressa, percorremos a Aldeia e dela conseguimos gravar muitas das suas belezas, num total de 226 imagens que passaram a fazer parte do nosso espólio.
Mas não podíamos perder muito tempo, porque tínhamos ainda muito caminho a percorrer, por Leiria, Coimbra e regressar ainda a Lisboa.
Almoçar naquela Aldeia seria impossível, porque, num feriado de comemoração da implantação da República Portuguesa, o restaurante estava encerrado.
Aconselharam-nos a associar-nos aos caçadores que, ali, então, preparavam a sua festa dos primeiros dias de caça de 2009.
Ainda fomos observar a festa, mas o acepipe, grão cozido com o bacalhau, ainda se rebolava naquele panelão de alumínio ultra-forte que suportava a incandescência do lume do fogão, na cozinha quase improvisada.
Não nos garantiram que pudessem atender-nos, porque em primeiro lugar seriam servidos os membros da equipa, que ainda estavam a chegar.
Não tínhamos tempo a perder porque, entretanto, as nuvens começaram a tapar o azul do céu, prometendo alguma chuva, e ainda tínhamos muitos quilómetros para percorrer.
Decidimos rumar a Idanha-A-Nova, contudo alguém nos tinha falado de um restaurante na Aldeia de Ladoeiro o que, apesar de estar ainda a alguns quilómetros de distância, nos incentivou a prosseguir à sua procura.
Apesar da distância valeu a pena. Na Estrada Nacional que liga a Idanha-A-Nova, n.º 45-A, encontrámos o restaurante "LAMBRETAS" - Telefones 961 209 186 / 934 676 955, que, servindo a refeição a € 7,50, por pessoa, colocou uma mesa farta à nossa disposição, com comida regional, que nos deu o ânimo suficiente para o resto da viagem.
Prometemos voltar a percorrer aqueles locais, mas com mais tempo.
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(-->] Domingo de Ramos)
sexta-feira, março 26, 2010
DE BEIJÓS > A MONTEMOR-O-VELHO - A Época da Lampreia

2009.NOV.09 - VIAGENS NO VALE DO MONDEGO - FIGUEIRA DA FOZ - PORTUGAL
Decidimos visitar Montemor-O-Velho, uma Vila Histórica Portuguesa que guarda muito do Património Cultural Português.
Possui vestígios de Antigos Povos que ocuparam a península. Depois foi governada por nobres do Reino de Leão e Castela. Mais tarde, por nobres da confiança de D. Teresa...
Foi muito bom percorrer as ruas daquela Vila nas imensas planícies dos arrozais da Figueira da Foz.
Além da fortaleza que se ergue sobranceiramente à Vila, em cada casa e em cada canto vimos os vestígios da História de Portugal e da cultura desenvolvida através dos tempos, principalmente no campo musical.
Muitos monumentos, muita arte de várias épocas.
Deixamos algumas imagens, para ilustrar os nossos comentários e documentar os passos que demos.
A LAMPREIA
Todavia, não podíamos passar indiferentes a outras riquezas.
Além da produção de cereais da criação do gado, aquela região tem a sua gastronomia própria facilitada pela abundância de peixe que o Rio Mondego alberga no seu leito.
Entre os fins de Janeiro e meados do mês de Abril, a área de Montemor-O-Velho desenvolve na sua actividade turística a confecção das refeições que incluem a lampreia do Mondego.
Prato, não muito barato, mas muito apreciado por uma grande parte da população portuguesa.
Por isso afigura-se-nos estar muito bem incluído nos roteiros turísticos de Portugal.
Temática:-
De Beijós para o Mundo,
Especialidades Regionais,
História de Portugal,
Monumentos,
Notícias,
Turismo,
Viagens
sábado, março 20, 2010
DE BEIJÓS > A TOLEDO
NAS NOSSAS VIAGENS A ESPANHA VIMOS TOLEDO POR FORA - (2008.SET.04)
Subimos ao monte a Sul. Dali contemplámos a multi-milenária Urbe noutro planalto, abraçada pelo Rio Tejo a que o Espanhóis teimam em pronunciar "Tarro".
Foi muito bom subir às colinas, para observarmos o tesouro que aquele monte esconde.
HISTÓRIA
"Toledo, ibi parva urbs erat, sed loco munita" > Esta Frase foi escrita pelo historiador romano Tito Lívio, há quase dois mil anos, para relatar as façanhas do pretor Marco Fúlvio que, comandando legiões romanas, conquistou a cidade.
Esta cidade foi a capital da península Ibérica, durante a Monarquia Visigótica, que teve como Rei Leovigildo, no século V. Os Visigodos, no Século V, surgiram na Península, comandados por Teodorico e, em pouco mais de século e meio, implantaram a Monarquia. Este povo pertencia à seita ariana, mas cedo se converteu ao catolicismo, religião já abraçada pelos Hispano-romanos (antigos habitantes da Península). Esta religião teve como berço a Palestina (Terra Santa) e fora ensinada e pregada por Jesus Cristo.
« (Rio Tejo a contornar a cidade por entre as barreiras graníticas).
TOLEDO E A HISTÓRIA DE PORTUGAL
Corria o ano de 1127. Por esse tempo governava a monarquia de Leão D. Afonso VII, filho de D. Urraca, primo de D. Afonso Henriques. O rei de Leão para ultrapassar os propósitos de D. Teresa, sua tia, exigiu que esta lhe prestasse obediência, ao que ela se negou. Então, o rei D. Afonso VII invadiu o condado portucalense doado por seu avô a D. Teresa, e foi pôr cerco a Guimarães, onde se encontrava o infante D. Afonso Henriques. Em má hora teria sido prisioneiro este príncipe, se o honrado fidalgo EGAS MONIZ não houvesse ficado por fiador pela vassalagem que D. Afonso Henriques, sem tropas suficientes para resistir, fora obrigado a prometer a D. Afonso VII.
REMISSÃO DE PALAVRA NÃO CUMPRIDA
Livre de perigo, D. Afonso Henriques depressa esqueceu os compromissos que havia tomado. Não só deixou de prestar tal vassalagem, como até ainda invadiu a Galiza.
Em face disso, EGAS MONIZ partiu, com risco da própria vida, para TOLEDO, na companhia da mulher e filhos, a apresentar-se ao rei de Leão, para remissão da sua palavra não cumprida.
D. Afonso VII, maravilhado com este feito de honra, perdoou-lhe e mandou-o em paz.
EPISÓDIO APROVEITADO PARA LIÇÃO
Nos livros da 4.ª Classe dos anos 40/50 do século passado podemos observar o seguinte:
"Exemplo de Lealdade
Para obrigar D. Teresa e D. Afonso Henriques a reconhecerem a sua autoridade, o Rei de Leão invadiu o Condado de Portugal e veio cercar Guimarães, onde se encontrava o moço Príncipe.
Afonso Henriques e os seus barões reconheceram a inutilidade da resistência. Então, Egas Moniz dirigiu-se ao Rei de Leão e empenhou a sua palavra, prometendo que o Príncipe D. Afonso lhe prestaria vassalagem.
Confiado na lealdade do fidalgo português, Afonso VII levantou o cerco.
Quando D. Afonso Henriques principiou a governar o condado, recusou-se a cumprir a promessa feita pelo seu aio.
Não querendo ficar por perjuro, EGAS MONIZ, descalço e de cordão ao pescoço, acompanhado da mulher e dos filhos, foi a TOLEDO apresentar-se ao rei de Leão oferecendo a sua vida e a dos seus em resgate da palavra empenhada.
Afonso VII, que estava vivamente irritado, ficou vencido por esta singular prova de lealdade e despediu, livre e honrado, o nobre fidalgo português.
EGAS MONIZ foi exemplo de lealdade como carácter e foi um dos fundadores da Nacionalidade Portuguesa, cujo amor aprendeu na corte de D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques)."
TOLEDO CAPITAL DO REINO DE LEÃO
Como acabámos de verificar, no ano de 1127, Toledo era a Capital do Reino de Leão, em cuja cidade o rei D. Afonso VII tinha o seu palácio real!
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Tendo visitado muitos dos seus monumentos, tomamos a firme decisão de, futuramente, prosseguirmos a falar do vasto património histórico, cultural e religioso que nos foi dado observar nesta bela e histórica cidade de TOLEDO.
sábado, março 13, 2010
DE BEIJÓS > A ÓBIDOS - PORTUGAL - Um fim de semana doce
VIII - FESTIVAL INTERNACIONAL DO CHOCOLATE
Na Vila de Óbidos está a decorrer o festival em epígrafe.
Hoje, logo pela manhã, o sol beijou toda aquela região. Não estava muito frio e nós, apenas o sol despontou, nos dispusemos a fazer o habitual passeio, para desfrutarmos de tudo o que o festival oferece aos seus visitantes.

Saímos com alguma expectativa, com reticencias perante o que poderíamos encontrar.
Visitámos tudo o que a entrada geral nos permitiu e ficámos maravilhados com a forma como este ano e este evento está organizado.
Muitos países estão ali representados. São Tomé e Príncipe, um dos países produtores do melhor cacau do Mundo, estava representado com os seus produtos. Permitiram que obtivesses imagens e esclareceram algumas das nossas dúvidas quanto ao fruto natural que apresentaram.
Além disso vimos muitas esculturas, obras em chocolate de muito bons artistas.
Podemos afirmar que valeu a pena o passeio.
Óbidos está de parabéns pelo maravilhoso festival que organizou, pena é que já encerre amanhã, 14 de Março de 2010, contudo já nos aguça os apetites para os doces da Páscoa, que está aí não tarda...
As imagens melhor ilustram aquilo que nós observámos.
sexta-feira, março 05, 2010
BEIJÓS > E OS TESOUROS PORTUGUESES
NOSSA SENHORA DE MACHEDE
Estávamos em meados de Setembro de 2009.
O Verão já se despedia de Portugal.
O AIR SHOW/09 da cidade de Évora tinha-nos motivado a uma deslocação por terras alentejanas.
O turismo ainda estava em alta naquela região, locando completamente todas as unidades hoteleiras dentro da cidade.
Na busca de um lugar recatado, onde pudéssemos desfrutar da paisagem e dos puros ares alentejanos, conseguimos estadia no "Monte do Perdiganito", a cerca de 15 Km da cidade, em direcção à Vila de Redondo, na bela Aldeia de Nossa Senhora de Machede.
A expectativa ocupava em tudo as nossas preocupações, porquanto decidimos dar um salto para o desconhecido. Sim! Desconhecido o espaço que teríamos que percorrer, desconhecido o local onde iríamos instalar-nos e até o Aeródromo nos escapava.
Com cuidado, imbuídos numa esperança de que tudo iria ao encontro dos nossos maiores desejos.
Não era difícil alcançar Évora, com boas e directas estradas a partir da capital portuguesa.
De resto, com mapas em riste, olhando às indicações que as estradas nos iam mostrando, conseguimos chegar a um beco sem saída. Agora um desvio, para um caminho de terra batida, trilho que o nosso automóvel sempre tinha evitado, em qualquer situação. Chegámos, muito desanimados, percorridos cerca de 15 km por veredas com mato, a um local onde o piso lamacento do caminho fez aumentar as nossas preocupações e um sinal provisório de trânsito, aliás como todos os outros que anunciavam o desvio, nos impedia de circular para Norte, uma vez que aquilo que procurávamos já se encontrava nessa direcção.
Para voltar para trás e reviver o sacrifício daquele percurso não nos agradava nada.
Animados, sem nos deixarmos apanhar pela frustração, aproveitámos a libertação do espaço ocupado por alguns carros que permaneciam junto de uma nova unidade hoteleira perdida na planície, que nos permitiu, ignorando o tal sinal de trânsito proibido, que pudéssemos passar seguindo todos os outros veraneantes.
Entre lamentações, por termos cumprido religiosamente as instruções que os sinais provisórios de trânsito nos ditavam, algumas censuras às autarquias locais pelo mau trabalho que prestavam às populações, chegámos finalmente àquele espaço que tanto ansiávamos, o MONTE DO PERDIGANITO, cercado por uma vedação de rede e com portões automáticos, longe do casario. Ficámos à porta até que a responsável, que já nos ficara para trás, em Évora, nos fosse franquear a entrada e, logicamente, instalar-nos.
Ficámos bem acomodados, longe dos olhares do mundo, olhando e desfrutando do azul do céu durante o dia naquela imensa planície, e à noite admirando as constelações das estrelas que denunciavam o firmamento, num total silêncio só interrompido de quando em vez pelo ladrar dos pachorrentos cães de guarda que nos garantiam segurança vinte e quatro horas por dia, ou pelo chilro de alguma ave que sobrevoava o espaço.
As instalações que nos acolheram mantinham o traçado original. Pequenas, com o mínimo de condições de habitabilidade de outrora, para tantos que, seguramente, teriam que se orientar pelo Astro-Rei, para a faina agrícola.
O mobiliário rústico, mas bem cuidado, e a instalação eléctrica despertaram as nossas curiosidades. O interruptor do candeeiro portátil da mesinha de cabeceira da cama esquerda, que provocou alguma animação, obrigou a um estudo de adaptação ao seu funcionamento, para que nos cedesse aquela claridade para que se prestava.
Tão perto da cidade de Évora, conseguimos um ninho muito acolhedor, com excepcional recepção, como se estivéssemos mesmo no nosso espaço, com total liberdade para dele usufruirmos.
Não tivemos nada de que nos queixar e demos por muito bem empregue o tempo e a despesa, perante o sossego e o bem estar, que tanto ansiávamos e ali conseguimos.
Depois das nossas deslocações diárias para a cidade de Évora, uma vez que o nosso principal entretenimento era o AIR SHOW, esperava-nos uma abordagem àquela Aldeia perdida lá nos confins da planície, cuja paisagem nos motivou.
Um espaço maravilhoso numa elevação geográfica, que o Sol beijava desde o romper da aurora ao esconder-se no Ocaso.
Muitas interrogações ocuparam a nossa mente, relativamente aos costumes e tradições das suas gentes e à história daquela Terra.
Conseguimos aprofundar alguma da sua história nos contactos com os hospitaleiros habitantes, que vivem quase essencialmente do trabalho dos campos, de algum comércio e de pouco turismo atraído pela proximidade das Históricas cidades e Vilas da Região.
Pelo que apurámos, concluímos que tudo o que nos foi relatado está bem descrito nas coisas que fotografámos.
Assim, mostramos algumas imagens da Aldeia, que, melhor do que qualquer das nossas palavras, poderão revelar o espaço que ocupa e do muito do seu passado.
Convencemo-nos ter descoberto um pequeno tesouro naquela planície, do qual damos notícia.
Vejamos:
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
BEIJÓS > E O CARNAVAL 2010 - NA BEIRA ALTA - PORTUGAL (III)
Para encerrarmos a divulgação dos folguedos carnavalescos, propomo-nos a difundir também algumas imagens que colhemos nestes dois dias na Vila de Cabanas de Viriato, concelho de Carregal do Sal, Distrito de Viseu - Portugal.
Os
Não há dúvida que conseguiram novamente atrair muitos foliões vindos dos quatro cantos do Mundo.
O São Pedro não ajudou tanto quanto o necessário, mas, mesmo assim, debaixo de chuva, saíram à rua com uma multidão a segui-los saltando e brincando enquadrando-se na reinação que foi proporcionada.
Os nossos parabéns à Organização das Festas e a todos quantos se deslocaram para nelas participar e da forma como o fizeram sempre e em tudo ordeiramente.
Gostámos desta postura do Nosso Amigo "Eça de Queiroz".
Apresentou-se vestido a rigor com fato de gala.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
BEIJÓS > E O CARNAVAL 2010 - NA BEIRA ALTA - PORTUGAL (II)
CARNAVAL EM CANAS DE SENHORIMA época carnavalesca proporciona as maiores imaginações um pouco por todo o nosso País.
A Vila de Canas de Senhorim, que tem vindo a procurar também brilhar nesta época, para dizer ao Mundo que existe e que também necessita de atrair mais Turismo àquela zona, organizou um carnaval diferente.
Podemos ver aqui e avaliar o empenho das Gentes hospitaleiras daquela Vila, na preparação dos carros alegóricos, que fizeram desfilar pelas ruas da localidade.
Tudo preparado ao pormenor.
A todos quantos se sacrificaram para fazer brilhar o Carnaval em Canas de Senhorim enviamos os nossos Sinceros Parabéns, com os melhores votos de que o futuro lhes sorria nas suas intenções.

Também não podemos deixar de agradecer o maravilhoso gesto que a Maria Regina teve para connosco, em nos enviar as belas fotos. Não fora a sua iniciativa não nos seria possível falar de Canas de Senhorim, por nos ser impossível o dom da ubiquidade.
O Nosso Obrigado.
(Ver mais aqui...)
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