domingo, setembro 13, 2009

BEIJÓS > CÁRITAS PAROQUIAL > A CONCRETIZAÇÃO DE UM SONHO

EDIFÍCIO-SEDE E CENTRO DE DIA DA CÁRITAS PAROQUIAL DE BEIJÓS
Funcionamento:
»»» Neste edifício, sito na Rua Abade Pais Pinto, espaço contíguo à Junta de Freguesia, em Beijós, funciona o Centro de Dia, onde os respectivos utentes têm os seus convívios durante a semana (de 2.ª a 6.ª Feira), entre as 09H00 e as 16H30.
Telefone 232 672 047.
»»» Logo pelas 09H00, três carrinhas vão de Aldeia em Aldeia fazer o transporte dos idosos para o Centro de Dia, onde permanecem até às 16H30, altura em que, depois do lanche, são de novo transportados para as respectivas residências.
Serviços de Apoio:
»»» Possui cozinha e refeitório, para confeccionarem e servirem as refeições aos idosos, a Cáritas também dá apoio aos alunos do Ensino Primário e Infantil, servindo-lhes os almoços. Ao fim do dia, cada utente, de regresso a casa, leva consigo os alimentos confeccionados para comer ao jantar.
»»» Possui um serviço de apoio domiciliário-externo, não só em Beijós, mas também nas Aldeias vizinhas, designadamente, Pardieiros, Póvoa da Pégada, Penedo, Aguieira, Pedra Cavaleira, Moreira, Sangemil, etc.
»»» Este apoio domiciliário, além das refeições que servem aos utentes, inclui as limpezas das suas residências, higiene pessoal e o tratamento das suas roupas.
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A SUA HISTÓRIA
Descrever a história da Cáritas Paroquial de Beijós será, para qualquer Beijosense, uma ambição.
Estamos cientes de dificuldades que teremos que transpor. Mas iremos procurar dar a conhecer ao Mundo a História desta Instituição, para que se possa ajuizar os sacrifícios e preocupações de muitos Beijosenses, que impulsinaram a sua criação.
Também iremos procurar descrever os benefícios que a Cáritas trouxe para a nossa Aldeia, por forma a sensibilizar os mais cépticos para que passem a acreditar mais nesta Instituição e no trabalho de todos aqueles que têm tido a responsabilidade de a gerir, através dos tempos.
O PRIMEIRO SINAL
Sejamos crentes ou não, temos que aceitar que Deus permite que o homem dê sempre os passos certos, em qualquer fase da sua vida.
Ele, como força dominante do Mundo em que vivemos, indica os caminhos mais seguros que a humanidade deve percorrer.
»»» Um telefonema
Estamos no ano de 1983 do Século XX.
»»» O Nosso Querido Amigo Agostinho Marques do Nascimento desempenhara as suas funções profissionais na Direcção-Geral dos Hospitais, em Lisboa, até à década de 70, também do Século passado, altura em que, por razões da sua vida particular, emigrou para a Alemanha.
Nestas suas funções na DGH-Lisboa, também tinha por missão colaborar no Apoio Social a diversas instituições de solidariedade social, razão por que os seus préstimos eram solicitados directamente, para encaminhamento de alguns dos pedidos.
»»» Diziamos que, no ano de 1983, vindo da Alemanha um camião carregado de roupas bateu à porta de uma Congregação Religiosa, sita em Camarate, Lisboa. Esta Instituição sentiu enormes dificuldades em aceitar esta dádiva e procurou enacaminhá-la para a Cáritas Portuguesa, com sede em Lisboa que, por sua vez, talvez por falta de espaços e de meios humanos para fazer a respectiva distribuição pelos mais necessitados, também não aceitou essas roupas.
»»» Os responsáveis pela Congregação Religiosa, embaraçados com aquele maravilhoso presente que a Alemanha enviara para os pobres de Portugal, procurou ultrapassar as dificuldades, para evitar que aquele camião regressasse com a carga à Alemanha, porque daí, seguramente, viriam muitos prejuizos para aquela Instituição, que sempre contou com os apoios estrangeiros.
»»» Então, um telefonema para o Beijosense, o Nosso Querido Amigo Agostinho M. do Nascimento que, então, já pensava seriamente em regressar a Portugal, fez com que ele se lembrasse dos pobres de Beijós.
»»» O despertar de um desejo
Este Nosso conterrâneo, que nunca esqueceu a sua Aldeia, lembrou-se que por ali, quer em Beijós quer nas aldeias vizinhas, haveria muitas pessoas de fracas posses que necessitavam de ajuda.
Ele, que põe a sua parte humana sempre à frente de todo o resto, decidiu indicar o caminho de Beijós aos responsáveis pela Congregação Religiosa que, amavelmente, o tinham contactado. Assim, o mesmo camião que veio da Alemanha passou pela nossa Aldeia e ali descarregou as roupas que transportava.
»»» Terá sido, então, tarefa árdua para o Saudoso e Reverendo Padre AGOSTINHO DA CUNHA NETO, que, como responsável pela Paróquia de S. João Baptista de Beijós, inesperadamente, teve que organizar o melhor que pode a distribuição daquelas roupas.
OS PRIMEIROS PASSOS
»»» Ciente de que poderia ser muito útil no Apoio Social aos mais desfavorecidos, tarefa que sempre desempenhou na DGH, o Nosso Querido Amigo Nascimento, procurou ajudar a criar em Beijós uma instituição que apoiasse os seus conterrâneos mais idosos.
»»» Apesar de se encontrar ainda emigrado na Alemanha, ele alimentava o desejo de criar em Beijós a instituição com que sonhara.
»»» Mesmo lá de longe, sempre foi desenvolvendo as iniciativas de Apoio Social, fazendo com que as Instituições quer portuguesas quer estrangeiras tivessem em consideração a sua e nossa Aldeia e distribuissem ali também algumas das suas dádivas.
»»» Regressado a Beijós definitivamente, no ano de 1984, logo se lançou em promover a criação de um espaço para que os idosos e os mais carenciados pudessem ser acarinhados e apoiados na sua alimentação, principalmente durante o dia.
(...//...)
By Willoughby

4 comentários:

  1. Maravilhoso relato!
    Parabéns

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  2. Vale a pena ler a história da Cáritas Paroquial de Beijós.
    Desconhecia isto.
    O Nascimento tem feito um bom trabalho.
    Parabéns!
    Fernanda

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  3. Ainda continua nas cáritas?

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  4. Porquê anónimo?
    Eu não sei!
    Contudo, aqui, estamos a falar somente do seu desempenho em determinado momento.

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