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segunda-feira, abril 04, 2011

AS BOAS MANEIRAS...

O QUE É FEITO DAS BOAS MANEIRAS?

Esta Pergunta é feita por Robin Sharma (na foto ao lado), numa das suas obras. O seu ponto de vista merece uma reflexão, para os tempos que correm, vejamos:

"Estava no Starbucks para ir buscar um latte de soja (adoro-o com açúcar mascavado). A mulher que estava a seguir a mim recolheu o seu café e perguntou ao empregado: «Podia dar-me uma palhinha?» Ela não o disse de forma rude - apenas não foi bem educada.
Isso fez-me pensar.
O que aconteceu ao «se faz favor»?
Para mim, «se faz favor» significa «eu respeito-te».
«Obrigado» significa «agradeço-te».
As boas maneiras são eficazes a mostrar àqueles que o rodeiam que você se preocupa com eles.
«O respeito é o amor vestido com roupas simples.»
Adoro esta frase de Frankie Byrne.
Quantas vezes fez compras numa loja ou pediu algo num restaurante e ficou em pulgas para ver alguma manifestação de boas maneiras?
O sucesso genuíno não é complicado.
Na verdade, resume-se a seguir de forma consistente um conjunto de princípios.
Os que alcançam a grandeza apenas aplicam essas regras básicas - passo a passo, dia após dia - durante muitos meses e anos.
Não é nada difícil.
São necessários pequenos actos de disciplina diária no que diz respeito a umas quantas coisas importantes.
No entanto, quando estes são repetidos durante muito tempo, resultados espantosos acabam por surgir.
Os melhores fazem as coisas que nós já sabemos que devíamos fazer para viver a vida extraordinariamente bem.  E eles fazem-no de forma consistente. Uma das principais coisas que fazem é dizer muitas vezes «se faz favor».
As boas maneiras são um dos degraus a subir para nos tornarmos seres humanos notáveis, quer seja como mãe, como pai, vendedor ou director executivo.
Mostram realmente às pessoas que você as respeita.
Sim, ter boas maneiras faz parte do senso comum.
No entanto, tal como disse uma vez o filósofo francês Voltaire, «O senso comum é tudo menos comum».
Afinal, se todas as coisas de que tenho vindo a falar são tão óbvias, porque é que as pessoas não as fazem?

»» As boas maneiras são um dos degraus a subir para nos tornarmos seres humanos notáveis."

domingo, fevereiro 06, 2011

BEIJÓS » A DOR QUE NOS TOCA

OS TEMPOS E AS PESSOAS
O cidadão que vemos na fotografia, António de Almeida Santos, nasceu em Beijós.
Na Escola Primária da nossa Aldeia ele concluiu a 4.ª classe.
O seu pai, Manuel dos Santos, quando ele era criança, protegia-o e comentava "... o meu rapaz não irá cavar terra para os pés, como eu".
Logo que fez exame da 4.ª Classe foi mandado para Lisboa, à procura de emprego.
Na Capital terá sido empregado do comércio, até atingir a idade adulta.
Cumpriu o serviço militar e, em 1971/72, ingressou na Polícia de Segurança Pública.
Foi colocado na então 4.ª Esquadra - Praça da Alegria, da PSP de Lisboa.
Em 1973/74, deixou a PSP e empregou-se na Carris (CCFL), como cobrador.
Em 1974, deixou a Carris e procurou ingressar de novo na PSP, cuja pretensão lhe foi recusada.
Depois, encontrámo-lo na Praça General Humberto Delgado, em Lisboa (Sete Rios), a vender castanhas assadas, no Outono/Inverno e gelados no Verão, forma que encontrou para ultrapassar alguns espinhos da vida.
Foi emigrante em França e no Canadá, mas com pouco sucesso.
Regressou a Portugal e passou a percorrer, a pé, o País de norte a sul, cujo espaço continental, segundo diz, conhece bem.
É um cidadão sem abrigo, em Lisboa, cidade que conhece muito bem e onde faz as maiores paragens.
Outrora, durante o Verão, entre 1998 e 2004, pernoitava num banco debaixo da tiliácea no espaço da Junta de Freguesia de Cabanas de Viriato, mesmo em frente à Casa do Passal, onde nos surpreendeu e em cujo local todos os dias nos esperava, para receber alguns trocos e um maço de cigarros.
Perante o seu passado e por aquilo que conhecemos dele, sempre lhe dispensámos algum carinho e, então, propusemo-nos a tomar com ele um café, em Cabanas de Viriato. Entristeceu-nos a forma como o comerciante o recebeu, pondo-o fora do estabelecimento quase à paulada e negou-lhe o café. Lições que também nos ficam para a vida.
Com alguma humildade, nunca nos volta as costas, onde quer que nos encontre.
Entristece-nos a vida que ele adoptou. Mas, pelo que já conseguimos apurar, sente-se bem assim. Diz que está em plena liberdade, sem qualquer encargo pessoal ou familiar.
No dia 24 de Junho de 2010, cruzámo-nos com ele em Beijós. Ainda que não se enquadrasse nas festas religiosas em louvor de São João Baptista, na altura em que a respectiva procissão percorria as ruas da nossa Aldeia, ele por ali andava sem criar conflitos e, ao ver-nos posou especialmente com um gesto carinhoso e de respeito, para a fotografia, mesmo junto do forno comunitário, no Vale da Loba.
Ainda que seja desconsiderado por alguns Beijosenses, gostamos da sua presença e, como Beijosense que é, afigura-se-nos que merece ser acolhido na sua Terra Natal pelos seus conterrâneos, por forma a sentir-se apoiado, sem necessidade de estender a mão à caridade.
Para todo o ser humano, elevando o pensamento ao Mais Alto a vida é sempre mais fácil!

terça-feira, março 10, 2009

BEIJÓS - CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA

A Dependência da Caixa de Crédito Agrícola, que franqueava as suas instalações ao público Beijosense uma vez por semana, à 4ª. Feira, comunicou aos seus clientes que ia deixar de funcionar na nossa Aldeia, aconselhando-os a deslocarem-se à Agência daquele Banco, em Cabanas de Viriato, para tratarem dos seus movimentos bancários. 
Lamentamos que isto tenha acontecido, porquanto, ainda que o funcionário se deslocasse à Agência da CCA de Beijós somente uma vez por semana, seria suficiente para resolver os problemas dos seus clientes Beijosenses, que poderiam contar com o seu banco mais próximo da sua casa. 
Por enquanto ainda ali se mantém a Caixa Multibando a funcionar, já não é muito mau. 




O que terá estado na origem desta decisão?
Terá sido a falta de clientes?

Em Beijós passam-se coisas inacreditáveis. 

Outrora, alguns Beijosenses habituaram-se a permanecer  nas Tabernas.

Hoje,  alguns permanecem largo tempo nos Cafés, onde vão consumindo algumas bebidas.  

Incompreensívelmente, durante o horário de funcionamento da Agência da Caixa de Crédito Agrícola, havia pessoas que não saíam daquelas instalações. 

O funcionário da Caixa não lhes servia qualquer bebida, porquanto o seu negócio era o dinheiro, mas algumas pessoas ficariam por ali a conversar quase todo o dia. 

Todavia, pelos comentários que nos chegaram, alguns clientes da Caixa não gostavam da presença dessas pessoas, porquanto receavam que fosse posta em causa a sua privacidade, quando pretendiam depositar ou levantar dinheiro. 

Talvez que isso tenha desmotivado alguns clientes da Caixa em continuar a fazer ali as suas transacções bancárias. Assim, com poucos clientes, não justificaria a deslocação do Funcionário. 

Dá para pensar... 

domingo, dezembro 28, 2008

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

Hoje, a Igreja Católica celebrou a Festa da Sagrada Família.
Nos tempos que correm, será bom realçar o papel da família na Sociedade, o qual tem vindo a ser muito esquecido. 
Posted by Picasa
Vejamos a Oração à Família que hoje foi cantada nas Igrejas de Portugal. 


Há Gestos que nunca mais esquecerão.  O Reverendo Padre Rocha teve a feliz ideia de chamar os casais que estivessem acompanhados dos filhos, durante as Celebrações, e, de casal em casal, abençoou directamente a família. 
Muito bonito a sensibiliza todo o público que assiste a estas Cerimónias. 


Posted by Picasa

quarta-feira, dezembro 24, 2008

EM BEIJÓS > AS COUVES PARA A CEIA DE NATAL

Estavamos nos primeiros dias de Novembro de 2008. Nos nossos percursos pelos caminhos da ribeira, encontrámos esta bela horta, no Terroal. 
Naquela altura pensámos que estas couves, pelo Natal,  iriam para a panela de alguns Beijosenses. 
Hoje, que é dia de couves, batatas e bacalhau, na ceia de muitos portugueses, quantos Beijosenses não irão deliciar-se com este tradicional prato, bem regado com o singular azeite da nossa Aldeia e acompanhado com o caseiro vinho do Dão...
Apesar de fazer muito frio por estes lados de Beijós, uns tintos, umas geropigas... e mais algumas bebidas, consumidos próximos de uma boa lareira, não haverá gelo que meta medo a qualquer Beijosense. 

Salvo erro essa horta será do nosso Querido Amigo Armindo do Aristides, ele que nos desculpe, mas não temos outra forma de o identificar. 
Parabéns pela horta, com votos de que tenha muita saúde para consumir as couves, com a família e os amigos. 

quarta-feira, dezembro 10, 2008

BEIJÓS > AS NOSSAS TRADIÇÕES

TRADIÇÕES 

»»» BEIJÓS*CINCO ALDEIAS está empenhado em fazer a recolha de todas as tradições da Nossa Aldeia, para que possamos recordar e preservar alguma da nossa História, que, em muitos casos, estamos certos, será única.  

»»» Assim, dispensando a maior atenção aos apelos de alguns Beijosenses, iniciámos a nossa tarefa e aqui recordamos as DOZE EXCELÊNCIAS
»»» Estes versos eram cantados, outrora, em voz alta, quando as trovoadas estavam fortes sobre Beijós.
»»» Algumas pessoas cantavam os versos com muito devoção e tinham fé de que a Trovoada abrandava, perante as súplicas que os versos contêm.  
»»» Cada Povo tinha e preserva os seus hábitos e as suas crenças, o que com muito gosto respeitamos.  
*****************************************************


"AS DOZE EXCELÊNCIAS 


I
As doze excelências
Virgem mãe do Rosário,
Seja o Vosso Nome
Virgem Mãe do Sacrário.

II
Sacrário aberto
O Senhor lá vai fora
Visitar uma alma 
Que vai p'rá Glória.

III
Ditosa da Alma
Quantos auxílios tem
São três horas dadas
O Senhor não vem.

IV
Abram essas portas,
Que Além vem Jesus,
De Braços abertos
Pregadinho numa Cruz.
.......................................... Até aqui tinha que se repetir 12 vezes.

V
Oh Meu Doce Jesus
Oh Meu Doce Jesus
Oh Meu Doce Jesus

VI
Perdoai-nos
E Salvai-nos
Para sempre 
Amei Jesus

VII
Perdoai-nos
E Salvai-nos
Para sempre 
Amei Jesus

VIII
Perdoai-nos
E Salvai-nos
Para sempre 
Amei Jesus"
____________________________________
Tradições dos Avós Beijosenses

sexta-feira, novembro 21, 2008

DE BEIJÓS A OEIRAS - Na senda da História de Portugal

Dia 15 de Novembro de 2008, o sol já começava a esconder-se, ao fim da tarde, reflectindo somente nos telhados de alguns prédios de Oeiras. Esta vila maravilhosa com muitas e valiosas referências históricas, servia de miradouro, para contemplar o largo Tejo, onde navegava um lindíssimo barco branco, em direcção ao alto mar.
Cenários que se nos depararam no fim de tarde.
Quantas vezes, desta Terra que foi sua, Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e, mais tarde, Marquês de Pombal terá observado esta bela paisagem, olhando o Rio?
Vejamos o que nos conta a história de Portugal:-
IV - Dinastia > de Bragança
25.º Rei de Portugal > 5º. da IV - Dinastia
" (...)
(1750 - 1776)
Marquês de Pombal
A D. João V sucedeu seu filho D. José I (1750-1776), que nomeou para seu primeiro ministro, a quem deu todos os poderes, Sebastião José de Carvalho e Melo, depois Conde de Oeiras, e, mais tarde, Marquês de Pombal.
Terremoto de 1755
No dia 1.º de Novembro de 1755, houve em Lisboa um violento tremor de terra, que destruiu grande parte da cidade e causou, em pouco mais de 6 minutos, 12.000 vítimas, aproximadamente, entre mortos e feridos.
Foi a partir deste momento que Sebastião de Carvalho começou a evidenciar a sua actividade e os seus predicados de estadista, pondo em execução rápida as medidas que entendeu mais aconselháveis para acudir à triste situação dos sobreviventes. Depois, mandou reconstruir a parte da cidade demolida pelo terremoto, sob um plano novo, da autoria do arquitecto Eugénio Santos.
Atentado contra D. José
Saindo o rei a passear de noite, em carruagem, foram contra ele disparados dois tiros de bacamarte que o feriram levemente num braço (1758).
O Marquês e Pombal, que vinha exercendo o supremo poder com dureza e despotismo, principalmente contra a nobreza, aproveitou aquele ensejo para culpar do atentado alguns dos fidalgos que mais sombra lhe faziam. Ao fim de poucos meses, e pelas razões expostas, eram barbaramente executados, em Belém, o Marquês e a Marquesa de Távora, e seus filhos Luis e José, o Conde de Atouguia, o Duque de Aveiro e mais quatro indivíduos da classe popular (1759).
Expulsão dos Jesuitas
Subjogada a nobreza, Sebastião José de Carvalho pensou então em livrar-se da Companhia de Jesus, de quem era declarado inimigo.
Aproveitando-se, pois, novamente, do atentado contra o rei, acusou os jesuitas de instigadores da conspiração, o que nunca pôde provar, e expulsou -os de Portugal, confiscando-lhes todos os haveres.
Reformas do Marquês de Pombal
O Marquês exerceu uma acção preponderante em todos os variados sectores da actividade nacional. São as seguintes as principais reformas do seu tempo:
Instrução - Fundou o Colégio dos Nobres e a Aula do Comércio; reformou-se a Universidade de Coimbra, criando-se as faculdades de Filosofia e de Matemática; instituiu-se a Imprensa Nacional de Lisboa; e criaram-se escolas primárias.
Agricultura, Comércio e Indústria - Desenvolveu-se a cultura dos cereais; criou-se a Companhia dos Vinhos do Alto Douro; abriram-se muitas estradas; fundou-se a Companhia do Grão-Pará e Maranhão; protegeram-se as indústrias das lãs, sedas, vidros, papel, etc., tendo sido construidas fábricas no Fundão, em Portalegre e na Covilhã.
Exército e Marinha - Reorganizou-se o exército, tendo vindo para tal efeito a Portugal o distinto oficial alemão Conde de Lipe; fortificaram-se algumas praças de guerra; e aumentou-se a frota guerreira e mercante com novas unidades, etc., etc.
Guerra com a Espanha e França
Em 1750 estalara a guerra dos sete anos entre a França e a Inglaterra. Aquela nação, invocando o chamado Pacto de Família, desejava o nosso concurso contra o poder naval da Grã-Bretanha. Portugal recusou-se com o fundamento de ser aliado da Inglaterra. Por tal motivo, tropas francesas e esoanholas invadem a província de Trás-os-Montes (1762).
Mas o exército português, organizado pelo Conde de Lipe e sob o seu comando, conseguiu expulsar do território nacional as tropas invasoras, até que, no ano seguinte, se assinou a paz pelo tratado de Paris.
Observação - Pacto de Família era um tratado estabelecido entre os monarcas da Europa, descendentes da família dos Bourbons, pelo qual todos se haviam de ligar na luta contra a Inglaterra.
Escravatua na Metrópole
No reinado de D. José I foi abolida a escravatura na Metrópole, e os Índios do Brasil foram tornados livres; também findou a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos.
Estátua equestre
D. José I faleceu no dia 24 de Fevereiro de 1777. Ainda em sua vida foi levantada, no Terreiro do Paço, a sua estátua equestre, da autoria do célebre escultor português Joaquim Machado de Castro.
Demissão do Marquês
A D. José sucedeu sua filha D. Maria I (1776). Logo após a a morte do rei, o Marquês de Pombal pediu a demissão de ministro e de outros lugares, o que a rainha deferiu. Contra ele foi depois instaurado um processo, que veio a terminar pela sua condenação. Mas a rainha perdoou-lhe parte dos castigos, limitando-se a determinar que se ausentasse para local distante da corte vinte léguas. O Marquês partiu então para Pombal, onde viveu os últimos anos da sua vida. (...)"

quarta-feira, março 19, 2008

DIA DO PAI


Dia 19 de Março

Solenidade Católica em Louvor de S. José.

S. José:
> Protector da Igreja;
> Padroeiro dos trabalhadores;
> Padroeiro das famílias.



Hoje, celebra-se o
dia do pai e é isso que pretendemos aqui realçar.
Vamos procurar mimar o nosso pai neste dia.
Ele merece todo o nosso carinho e afecto, porque foi através dele que nós chegámos a este Mundo.
Nos tempos que correm, por vezes muito conturbados para a família, há necessidade de enaltecer o seu papel, porque, quando há convulsões no seio familiar, é notória a sua falta, não só na educação dos filhos, mas também no equilíbrio mais profundo desta célula social.
**************
A Igreja Matriz de Beijós deixou de ter exposta a Imagem de S. José. Causou estranheza a
BEIJÓS-CINCO ALDEIAS, que conseguiu apurar que essa imagem está guardada em local próprio nos espaços religiosos.
Outrora, S. José também percorria as ruas da nossa Aldeia, nas diversas procissões. É pena que, talvez por se ter deixado de celebrar a sua festa neste dia, a sua imagem tenha deixado de aparecer.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Poesia



Da minha janela, o tempo não tem horas.

Da minha janela, ouço o silêncio do tempo.

Da minha janela, uns esperam,

outros desesperam.

Da minha janela, não há tempo,

não há espera.

.......................................

By Belita
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008

POESIA - "AMIGO"

AMIGO


I


Amigo é o que nos procura,

Simplesmente por sentir,

Prazer,descanso,ventura,

Em nos ver e ouvir.


II


Aconselha-nos se erramos,

Sem humilhar-nos porém,

E sempre que precisamos,

Ao nosso encontro ele vem.


III


Tem muito dos nossos gostos,

Das nossas opiniões,

E se divergem os gostos,

Concordam os corações.


IV


Quando um dia, inesperada,

Uma dor nos espezinha

Embora disfarçada,

Num instante ele adivinha.


V

Com uma palavra breve,

E sábia, realiza o encanto,

Eis que já sentimos leve,

O que nos pesava tanto.


VI


Na hora difícil e indecisa,


Em que descremos de nós,

Só ele nos valoriza,

Com sua calma e sua voz.


VII


Mais que irmão!


Conceito antigo.

Nos instrui com perfeição,


Se nem sempre o irmão é amigo,

Todo o amigo é irmão.


VIII


Mas não é qualquer no Mundo,

Que possui o raro Dom,

Para ser Amigo Profundo,

É preciso antes, ser bom.


...............................................................


By Bélita

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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

CARNAVAL 2008 - Notícias

Carnaval.
Diz o Povo "-É Carnaval ninguém leva a mal".
Mesmo os visados, nesta época, o que fazem de melhor é entregarem-se à reinação, desmotivando outra crítica à sua indignação/revolta.

O que se faz ou diz no Carnaval ninguém leva a mal.
O Carnaval é aproveitado pelo Povo, desde tempos imemoriais, para demonstrar algum do seu descontentamento ou desaprovação a tudo que o possa ter afligido no ano anterior.
Essa crítica visa corrigir a conduta das pessoas, principalmente daquelas que detêm o poder ou as mais influentes na sociedade, por forma a que melhorem a sua postura e o seu desempenho no futuro.

Este ano, o Carnaval, um pouco por todo o País, apesar de chuvoso, "está como lhe é dado" (entrudo borralhudo), está a ser aproveitado pelo Povo, que parece ter afinado pelo mesmo diapasão, para difundir uma sátira ao Ministério de "Correia de Campos" e às suas políticas de Saúde.

Em Pêro Pinheiro - Sintra, em 03.FEV.2008, à tardinha, isso também se verificou, visando destacadamente a Maternidade, conforma as fotografias documentam. Pena que tenha chovido que apressou o desfile e a retirada das pessoas que o observavam ou enquadravam.




"Nascer em Portugal é um risco, graças a este Ministro"



.
Mas, apesar de tudo, CABANAS DE VIRIATO é
CABANAS
CABANAS
CABANAS
Ao ver estas imagens e ouvir o toque da valsa, sentimos imensa saudade das festas carnavalescas, idênticas, em Beijós, nos anos de 1960... . Todo o Povo saía para a rua para saltar ao toque da Nossa ORQUESTRA RECREATIVA "OS CENTRAIS DE BEIJÓS" ___________________________________
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quinta-feira, agosto 02, 2007

CREIO EM TI AMIGO


É realmente bom ter amigos em quem possamos acreditar e com quem possamos contar nas horas difíceis.

domingo, abril 22, 2007

PEGADAS NA AREIA

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na
praia com o Senhor, e através do
Céu, passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava, percebi
que eram deixadas dois pares de
pegadas na areia; um era o meu e o
outro do Senhor.
Quando a última cena de minha vida
passou diante de nós, olhei para trás,
para as pegadas na areia, e notei que
muitas vezes no caminho da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos
momentos mais difíceis e angustiosos
da minha vida. Isso aborreceu-me deveras,
e perguntei então ao Senhor:
"Senhor, Tu me disseste que, uma vez que
eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho, mas notei que
durante as maiores atribulações do meu
viver havia na areia dos caminhos da
vida, apenas um par de pegadas.
Não compreendo porque nas horas
em que eu mais necessitava de Ti, Tu
me deixastes".
O Senhor respondeu:
Meu precioso irmão, Eu te amo e jamais
te deixaria nas horas da tua prova e
do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par
de pegadas, foi exactamente aí que
EU TE CARREGUEI EM MEUS BRAÇOS".

by: MARGARET FISHBACK POWERS
______________________
Por Willoughby

segunda-feira, abril 16, 2007

A DOR

A DOR
I
Perder um grande amor,
Ai como dói de verdade,
Esvai-se um grande sonho,
Tortura-nos a saudade,
E nada mais tem valor;
II
Imaginamo-nos a morrer,
Sem aquele calor humano,
Apodera-se Horror medonho,
Acaba o nosso ufano,
Já nada nos faz correr.
III
Vimo-nos a morrer sem ele,
E nada mais nos importa,
Nada mais tem o valor,
Mesmo abrindo-se outra porta,
Nada mais é como aquele;
IV
Acaba-se o altruísmo,
Acaba-se o porquê,
Não temos o nosso amor,
Que nos deixou à mercê,
No mundo do egoísmo.
V
Não existe mais motivo,
De se chegar nem para ir,
Como dói aquela ausência,
Não vale a pena pedir,
Tudo nos fica tolhido;
VI
Como dói a perspectiva,
De nunca mais ter nos braços,
E nada tem clemência,
Tudo nos cria embaraços,
E nos vai destruindo a vida.
VII
Por alguém que imaginávamos,
Ao nosso lado por muito tempo,
Como doem as frustrações,
Nada há a nosso contento,
Em tudo nos desmotivámos;
VIII
No coração nunca Mais,
Estará a mesma alegria,
Acabaram as ilusões,
Instala-se a apatia,
Que se alivia com ais.
IX
Quando a dor torturadora,
Parece vencida pelo correr,
De longos e longos dias,
Não é alívio, é morrer,
Numa ilusão frustradora;
X
Como se dentro da gente,
Ficasse faltando um pedaço...
Instalam-se as agonias,
Que esvaziaram o espaço,
Que nos saciava a mente.
...........................................................
Por Willoughby