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segunda-feira, setembro 21, 2009

DE BEIJÓS »» A ANGOLA - Notícias




"Angola aperta o cerco Fonte: Expresso - Editado por AD
Quinta, 17 Setembro 2009
Angola pediu às autoridades judiciais portuguesas que investiguem detalhadamente as transacções de acções do Banif por parte do seu principal accionista, Horácio Roque.
Com isso, o Estado angolano tornou evidente a sua convicção de que Roque não sai isento de culpas na "burla gigantesca" que diz ter sofrido após ter mandatado três testas-de-ferro portugueses para comprar 49% do Banif. "
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sexta-feira, março 13, 2009

PORTUGAL VAI ENVIAR PROFESSSORES PARA ANGOLA

Duzentos professores a caminho de Angola
Fonte: Jornal de Notícias - Editado por AD   
Terça, 10 de Março de 2009 

ImagePortugal vai enviar, este mês, 200 professores para Angola para promover o ensino do português e, o reforço do ensino secundário, projecto financiado em 5,4 milhões de euros pelo Fundo da Língua Portuguesa, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros Português. Ler Notícia

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

EMPREGO - DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugueses emigram à procura de trabalho neste País Africano

"Até para semear couves eu emigrava para Angola!"ImprimirE-mail
Fonte: Jornal de Notícias/ Fernando Basto   
Monday, 09 February 2009
Image« Portugueses partem em busca de trabalho e ordenados "chorudos". Os que já lá estão rejeitam a ideia de "Eldorado" e falam em trabalho árduo, mas compensador. E cada vez há mais quem queira partir.

"Eu nem que tenha que ir semear couves e batatas, prefiro ir para Angola do que ficar por cá. Sempre vou para um país mais quente. Além de ir ganhar o triplo, claro!". Ana Rodrigues já não acreditava que, com 49 anos de idade, iria encontrar emprego com tanta facilidade.

"Foi no Verão. Fui à Net e vi um anúncio a pedir escriturários para trabalhar numa empresa portuguesa em Luanda. Concorri e fui chamada no início de Janeiro", revelou, com um brilho no olhar.

O facto de ter nascido em Angola - apesar de ter nacionalidade portuguesa - foi uma vantagem. Para os empresários portugueses - que só podem contratar fora de Angola um terço dos seus trabalhadores - dar emprego a um trabalhador com nacionalidade angolana é uma vantagem: obtém vantagens fiscais e liberta mais uma vaga na sua quota de trabalhadores portugueses.

Ana trabalha como escriturária em Marco de Canaveses. Descontente com o parco ordenado de 750 euros, o que também ali a desespera é a falta de perspectivas de desenvolvimento profissional.
"Há uns dois anos que tenho sentido a necessidade de emigrar. Vou pelo salário, claro, pois vou ganhar 2300 euros, além do alojamento e refeições oferecidos pela empresa. Mas sentia necessidade de sair deste país para fora", confessou.

Ana tem uma outra vantagem: não tem "amarras", é solteira. O mesmo não pode dizer Paulo Pereira, 42 anos, segurança, residente em Castelo de Paiva. Quando o tema da conversa é emigrar para Angola, o seu rosto queda-se triste e apreensivo.

Sabe que no próximo dia 20 embarca rumo a Viana, uma pequena cidade da província de Luanda, onde vai trabalhar para uma empresa de segurança privada e... ganhar bastante mais do que os 800 euros mensais que agora leva para casa.

Por cá, ficam a mulher e as suas duas filhas, de 16 e 18 anos. "Eu aqui tenho a minha vida estável, mas penso muito no futuro das minhas filhas e do que lhes poderei dar. As saudades são a parte pior disto tudo", referiu.

Paulo Pereira conta "aguentar" por lá dois ou três anos. Tem receio das doenças e da insegurança que por lá possa encontrar. "Gostava de dar-me bem por lá e poder, mais tarde, levar a família comigo", consentiu.

Com ele, vai também Vítor Almeida, 36 anos, residente em Castelo de Paiva. Desempregado há já dois anos, depois de ter dado 10 anos da sua vida ao Exército, a oferta de trabalho para Angola foi a única que lhe surgiu depois de meses e meses à procura de algo.

"Vou com ânimo, pois sei que, finalmente, vou ter um emprego para trabalhar", afirmou, com satisfação. Lamenta que toda a dedicação que entregou à vida militar - participou em três missões de paz de seis meses na Bósnia - de nada lhe tenha valido. "Quando cheguei ao fim dos contratos, vim de lá com uma mão à frente e outra atrás", lastimou.

Deixa a mulher - também desempregada - e dois filhos, de 10 e 12 anos, em Castelo de Paiva para trabalhar em segurança privada.
"O meu patrão oferece uma determinada quantia mais se eu quiser levar a família comigo, mas para já prefiro ver primeiro se me vou adaptar ou não", revelou.
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Momento bom
 
Jorge Correia, 52 anos, está na cidade de Huambo (ex-Nova Lisboa) desde 2002. Em Portugal, deixou a família a tomar conta da empresa de materiais de construção que implementou em Oliveira do Bairro, há 12 anos.

"Quando começaram as dificuldades na construção civil e os negócios enfraqueceram, decidi vir para o Huambo, onde comprei uma empresa de construção civil e obras públicas", contou.

Jorge Correia confirma que este é um momento bom para investir em Angola. "Isto não é fácil, não é nenhuma árvore das patacas. Tenho avisado muitos portugueses de que é preciso saber trabalhar e, sobretudo, saber respeitar o povo daqui. Há quem venha ainda com um espírito colonialista e perca a noção da liberdade que este país tem. E isso é muito mau para quem quer vingar aqui", sublinhou.

A mesma ideia é partilhada por Rui Santos, um português radicado em Luanda desde 2002, onde criou uma empresa de consultadoria, que dá apoio à internacionalização de empresas.

"O empresário português não pode ver Angola como uma extensão de Portugal. É um mercado diferente, que exige uma abordagem diferente. E quem não percebe isto, enterra-se!", realçou.

Pela sua mão, mais de 60 empresas "nasceram" em Angola, na sua maioria de capitais portugueses. "Estamos num país que tem pela frente uma vasta obra de reconstrução nacional. Há obras por todo o lado e, por isso, há ainda mercado para muitas mais empresas", revelou.
"Temos clientes do Vale do Ave, do sector dos têxteis e calçado, que trouxeram para cá as máquinas e estão a safar-se lindamente! 
É que há aqui 18 milhões de pessoas para vestir e calçar", salientou.
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Faltam professores

Rui Santos realça como sectores ávidos de investimento os da saúde (material hospitalar e medicamentos), tecnologias da informação, marketing e publicidade, agricultura e pescas e formação. "Aqui há uma grande falta de professores de todas as áreas. Criar uma escola é ter alunos garantidos logo à partida", revelou.

Contudo, deixou um conselho: "Os portugueses que queiram investir aqui em Angola devem procurar apoio especializado e não virem com base em saudosismos e paternalismos, recorrendo a familiares e amigos", sustentou.

João Machado, 49 anos, angolano filho de portugueses e contabilista em Malange, admite ao JN que trabalhar naquele país "não é um mar de rosas". E esclarece: "Quem quiser trabalhar muito pode ter a certeza de que também vai ganhar muito. Agora, quem estiver habituado a trabalhar oito horinhas por dia e o resto é para descansar, pode estar certo de que aqui não vai ter futuro", deixou claro.

Essa mesma percepção do que é a vida laboral em terras angolanas tem António Pimentel, um engenheiro civil que, desde 2007, trocou Coimbra pelo Lobito, uma cidade da província de Benguela.

Na cidade do Mondego explorava uma empresa familiar de administração de condomínios. Apesar de os negócios correrem bem, as perspectivas de desenvolvimento eram escassas.
Em 2007 fez as malas, deixou para trás a mulher e dois filhos e foi exercer engenharia civil no Lobito. Hoje, dois anos depois, agora com a família ao seu lado, António Pimentel está a montar uma empresa de produtos médicos, já que a mulher está ligada ao sector da saúde.

"Angola é apelativa ao trabalho. Em Portugal as pessoas têm a ideia de que isto é o Eldorado, mas desenganem-se.
 Há muita concorrência, principalmente dos chineses e brasileiros que para cá vêm, e é preciso trabalhar muito", frisou.
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Vontade de partir

Sérgio Rodrigues, casado, 35 anos, residente em Coimbra, possui muita experiência na área da pintura e construção civil. Desempregado há um ano, tem tentado arranjar emprego em Angola, mas ainda nada conseguiu.

"Tenho um amigo que é pedreiro e ganha lá quatro mil euros por mês, quando aqui ganharia apenas uns mil euros", referiu. Vai continuar a tentar a sua sorte, pois "aqui em Portugal já não há mais condições de vida".

Também Telmo Figueiredo, 34 anos, casado, funcionário judicial em Aveiro, procura um lugar em serviços sociais ou jurídicos ou recursos humanos em Angola.

"Em Dezembro ofereceram-me uma viagem para ir visitar um familiar em Cabinda. Não fui pelas dificuldades que Angola criou. Até queriam que eu levasse 200 dólares por cada dia de estadia!", revelou. » 

sexta-feira, janeiro 09, 2009

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Portugal ratifica acordo de ...

Portugal ratifica acordo de cooperação com Angola na área da DefesaImprimirE-mail
Fonte: Jornal Digital - Editado por AD   
Monday, 05 January 2009
ImageO Governo português ratificou o acordo de cooperação entre Portugal e Angola na área da Defesa, aos níveis técnico e militar, que tinha sido assinado pelos dois países em Outubro de 1996, em Luanda, durante o Governo de António Guterres.

Este acordo bilateral contempla acções de cooperação no apoio de Lisboa à organização e funcionamento do sistema de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ainda à organização e funcionamento do Ministério da Defesa Nacional de Angola, a concepção e execução de projectos comuns das indústrias de defesa e militares e a assistência mútua em matéria de utilização de capacidades científicas.

Os dois países vão ter colaboração entre as duas Forças Armadas ao nível do treino, organização e apoio logístico no quadro de operações de paz.

O acordo prevê a possibilidade de Portugal conceder bolsas de estudo e a criação de uma comissão mista, que ficará responsável pela execução deste compromisso entre os dois Estados a comissão irá reunir todos os anos em Portugal e em Luanda de forma alternada.

A cooperação entre Angola e Portugal centra-se na modernização das diferentes instituições militares das FAA com 12 projectos já em curso, que abrangem vários sectores, no quadro da Comissão Técnico-Militar.

terça-feira, janeiro 06, 2009

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Cultura

Leituras de AngolaImprimirE-mail
Fonte: Manuel Ennes Ferreira/Expresso   
Tuesday, 06 January 2009
ImageO que usualmente mais desperta a atenção sobre Angola é saber se o preço do petróleo está a aumentar ou a diminuir. Felizmente há mais. Maria Alexandre Dáskalos, angolana do Huambo, viu publicada a sua tese de mestrado: 'A Política de Norton de Matos para Angola' (1912-1915). Um excelente ensaio de escrita escorreita (a autora é poetisa).

Saltando no tempo, Jaime Nogueira Pinto (este português) escreve 'Jogos Africanos'. 

É um livro, atrevo-me a dizer, de aventuras. Parece uma versão do tipo 'Tintim em África'. Não é propósito do autor expor alguma análise inovadora do conflito em Angola. São notas pessoais, da vida dos bastidores, e que empolgam pela escrita, bem-humorada em circunstâncias tão trágicas.

Para se compreender melhor a actualidade de um país em efervescência, a Associação Angolana de Sociologia está a publicar a 'Revista de Sociologia Angolana', com o empenhamento já conhecido de Paulo de Carvalho, o editor da publicação.

Num outro registo, Ana Clara Guerra Marques oferece-nos através da editora Mukixe um curioso livro: 'Para uma História da Dança de Angola: Entre a Escola e a Companhia, um Percurso Pedagógico'.

A autora, que após a independência do país se vê na contingência de dirigir a única escola de dança vinda de trás, acaba por criar a Companhia de Dança Contemporânea de Angola em 1991. É um testemunho que desperta bastante curiosidade, reflectindo sobre o papel da dança como uma das vertentes de afirmação da cultura angolana.

Finalmente, um curioso boletim cultural semanal - o 'Tantã Cultural' - da responsabilidade da empresa petrolífera francesa Total E&P Angola. António Kituxi-Pinto, responsável pela edição (que já ultrapassou os trezentos números), sintetiza os acontecimentos culturais diversos.

Do cinema ao teatro, dos concertos musicais ao lançamento de livros ou CD musicais, passando pelas palestras, Luanda mexe além dos ‘petrodólares’. Com colaboradores à altura do projecto, não se pode deixar de destacar o trabalho de Jerónimo Belo, um inveterado amante e divulgador de jazz!

Será pelo contributo da investigação e da afirmação da sua cultura que Angola encontrará o seu caminho no tempo. O petróleo, esse, ficará pelo caminho.

Manuel Ennes Ferreira
Professor do ISEG e "think tank" Grupo África-IPRI

sábado, dezembro 20, 2008

DE BEIJÓS > A ANGOLA - Presidência da OPEP

Angola assume presidência da OPEP em JaneiroImprimirE-mail
Fonte: Angola Press - Editado por AD   
Friday, 19 December 2008
ImageA República de Angola vai assumir a presidência da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Janeiro de 2009, embora a passagem formal do testemunho tenha sido feita quarta-feira, em Oran, na Argélia.

A informação foi dada pelo ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, quando, no final da 151.ª conferência da Opep, falava sobre os aspectos analisados na reunião que durou oito horas.

“Isto deve-se as regras seguidas pela organização nesses casos”, disse o próximo presidente da organização por Angola, que terá o Equador na vice-presidência.

No quadro da sua política de redução gradual da produção para elevar o preço do petróleo, o governante informou que o cartel vai proceder a mais um corte, desta vez, de dois milhões e 200 barris/dia, a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Referiu que os membros da Opep estão empenhados em atingir um ponto de equilíbrio em que o mercado possa reagir favoravelmente e chegar a um preço que satisfaça a todos.

Segundo afirmou, a organização tem vindo a reunir desde o mês de Setembro deste ano. Em Outubro os membros concordaram um corte na produção diária na ordem de 1, 5 barris/dia.
No total, disse, o cartel propõe-se em reduzir a sua produção para 4 milhões e 200 mil barris/dia.

Nesse processo, segundo o ministro dos Petróleos, Angola que já tinha um corte de 1 milhão e 900 mil barris por dia, vai reduzir ainda mais, na sua produção diária, 99 mil até final deste ano.

O governante realçou que, em função da nova realidade, Angola vai reduzir, na sua produção quotidiana, 145 mil barris, totalizando uma média diária de 244 mil barris.

Com base nesse quadro, disse que a nível do país vai ser feito um ajuste com a Sonangol (Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola) e companhias parceiras para estabelecer um plano de produção que corresponda aos compromissos assumidos com a organização.

As reservas petrolíferas de Angola estão estimadas em 12,5 mil milhões de barris. Em 2007, o sector petrolífero do país representou 90 por cento das exportações e metade do PIB (Produto Interno Bruto), sendo responsável por 80 por cento das suas receitas.

Última Actualização ( Friday, 19 December 2008 )
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Angola define 70 dólares como objectivo da OPEP para preço do barrilImprimirE-mail
Fonte: Jornal de Angola - Editado por AD   
Wednesday, 17 December 2008
ImageAngola, que assume hoje, quarta-feira, a presidência da Oganização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), define os 70 dólares como objectivo mínimo para o preço do barril de petróleo, cerca de um terço acima da cotação actual.

Para inverter a tendência de descida do preço, afirmou o ministro angolano do Petróleo, Botelho de Vasconcelos, será necessário um novo corte de produção, que pode atingir os dois milhões de barris diários.

"Não sabemos ainda quanto vai ser cortado, possivelmente ficará entre 1,5 a 2 milhões de barris/dia, dependendo da concertação entre os países membros", afirmou o ministro angolano, citado pela Angop no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
"É consensual entre os países-membros que um preço de 70 a 75 dólares por barril é satisfatório", adiantou.

O cartel petrolífero, que representa cerca de 40 por cento da produção petrolífera mundial, reúne-se extraordinariamente esta quarta-feira em Orão, Argélia.
O preço do barril de petróleo está 70 por cento abaixo do recorde de Julho deste ano, 147,27 dólares.

Na segunda-feira, o preço barril tocou nos 50 dólares, depois de o secretário-geral da OPEP ter afirmado que é necessário um corte "bastante grande" da produção.