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quinta-feira, junho 30, 2011

BEIJÓS » E A PARTE CULTURAL DA NOITE DE SÃO JOÃO 2011

2011.JUN.23 - 21h30m - PARA ENCERRAR COM CHAVE DE OURO 

Foi mesmo para encerrar com a chave de ouro esta noite, que os mordomos nos surpreenderam com a maravilhosa actuação do Rancho "Cravos e Rosas" de Vila Meã, concelho de Carregal do Sal.
O Rancho animou aquele espaço, onde, momentos antes, tinha havido outra animação para todos, com comes e bebes. 
Foi muito bom aquele serão. 
Gostámos de ver o empenho de todos aqueles componentes do Grupo Folclórico a fazerem o melhor para brilhar e conseguiram.
Aqui lhes deixamos os nossos sinceros parabéns.
Não temos tido muita sorte quando fotografamos naquele espaço. 
Além da falta de iluminação produzem-se ali uns reflexos que nos perturbam a fotografia.
Temos que continuar a estudar os factores que motivam o estorvo. Apresentamos as nossas desculpas.
Contudo, foram as imagens possíveis pelo que convém vê-las:
Mas se vierem por aqui conseguem ver a própria dança e os toques do Grupo.

terça-feira, junho 14, 2011

BEIJÓS » E A FESTA EM LOUVOR DE SÃO JOÃO BAPTISTA 2011


2011.JUN.24 - FESTA EM LOUVOR DE SÃO JOÃO BAPTISTA

Não temos ainda o programa destas celebrações.
Contudo, as notícias que nos chegam são animadoras. 
Além de outras surpresas,  teremos:
 - Às 15h00m - Celebração Eucarística, na Igreja Matriz de Beijós;
 - De seguida, a Procissão irá percorrer as Ruas da nossa Aldeia, abrilhantada pela Banda Filarmónica de MOIMENTA DA SERRA ---[» ];
 - No final destas celebrações, como sempre acontece, haverá um lanche com todos os colaboradores.
- Segue-se a apresentação de Cumprimentos aos novos Mordomos, entretanto nomeados  no decorrer das festas, para promoverem os festejos de 2012.
Nós vamos procurar estar em Beijós, nestas celebrações, para depois melhor podermos falar da Nossa Terra. Gostávamos de nos encontrar lá com todos os nossos Amigos, para desfrutar do maravilhoso convívio anual.

sábado, junho 26, 2010

OLIVEIRINHA - CARREGAL DO SAL - PASSAGEM DESNIVELADA


2010.JUN.25 - HOJE ABRIU AO TRÂNSITO A PASSAGEM DESNIVELADA DE OLIVEIRINHA

Os comboios na linha da Beira Alta deixaram de obrigar à paragem do trânsito automóvel para atravessar a respectiva linha no lugar de Oliveirinha - Carregal do Sal.
A antiga passagem de nível, na Estrada Nacional 337, que liga Oliveirinha a Viseu com passagem por Cabanas de Viriato, Beijós e Caldas de Sangemil, foi encerrada, o que irá beneficiar todos os utentes e reduzir o risco de acidentes naquela zona.
Já há menores preocupações para os automobilistas.

domingo, junho 06, 2010

BEIJÓS > NA ROTA DO SAL - I

2009.AGO.15 - DOS NOSSOS PASSOS NA ROTA DO SAL

CARREGAL DO SAL
"Carrega" - Nome de uma planta poácea do Brasil.
"Carregal" - Lugar onde crescem as carregas.

Há quem defenda a teoria de que o nome de Carregal... advém da planta "Carrega", contudo, temos que aceitar a evolução popular dos nomes das coisas ou, neste caso, da Vila.
Se Carregal do Sal foi entreposto de carregamentos de sal, com os correspondentes armazéns, as salinas, cujo movimento era feito por "carregadores", teremos que aceitar esta origem.
O povo terá passado a designar por "Carregal" o lugar onde os carregadores tinham que carregar,  porquanto nunca se ouviu falar que em Carregal do Sal tivessem existido "Carregas".
Somos levados a concluir que aqui ter-se-á operado a substituição das consoantes na palavra "Carregar"
A consoante "r"contínua, vibrante, alveolar, sonora >>>> foi substituida pela consoante "l" > contínua, lateral, alveolar, sonora.  O som que uma ou outra consoantes formam são muito semelhantes > "ar" - "al" e daí a alteração de carregar >>> para carregal.
Enquanto "carregar" designa uma acção > "carregal" passou a designar o local onde essa acção se desenvolveu.

O SAL

Depois de deixarmos o nosso ponto de vista, quanto à origem da palavra "Carregal", cujo facto nunca será exagero continuar a debater, vamos prosseguir a falar do Sal, que ele, disso não temos dúvida, emprestou o segundo nome à Vila sede de concelho, em que nos situamos.
O sal é um mineral extraído em Portugal, a sua maior parte, da água do mar, podendo também ser obtido dos rios salgados secos. Em Rio Maior-Portugal, apesar de ficar a muitos quilómetros de distância da costa atlântica, há fortes nascentes de água salgada, da qual também se extrai sal por vaporização.
Além disso, o sal de mesa, sal de potássio e sal-gema são também explorados em minas subterrâneas. Por isso os grandes depósitos de sal são também um bom exemplo de como os depósitos de minerais podem fornecer informação acerca da história da Terra.

O Sal foi o ouro branco de outrora, cuja indústria dava pão a milhões de pessoas pelo Mundo, o qual também serviu de moeda de troca e até para pagamento dos ordenados, aos respectivos trabalhadores, pelo empregador, entregando uma quantidade de quilos de Sal como contrapartida dos serviços prestados. Daí a indicação actual dos "salários", ordenados pagos com o sal. 
Portugal foi desde sempre País produtor e exportador de Sal. De Norte a Sul a costa portuguesa ainda mantém as suas marinhas de sal.
A água do mar entra nelas naturalmente ou bombeada e ali fica retida durante o tempo necessário para se dar a evaporação com o calor e se formarem os respectivos cristais, os quais vão sendo recolhidos para armazéns e depois transportados para as mais diversas partes do país e até do Mundo.

NA ROTA DO SAL

Este nosso querido Amigo, ANTÓNIO SILVESTRE,  nascido em Cabanas de Viriato, em Agosto de 1917, por isso vai completar a bonita idade de 93 anos, passou  por muitas fases da vida que o marcaram deixando-lhe muitas experiências. Terá sido a vida a sua melhor escola. Contudo, não terá sido somente a vida a sua mestra, uma vez que,  pelo que apurámos,  é aficionado pela leitura. Apesar da sua idade, ainda é um devorador de livros.
Junto dele temos tido o privilégio de recolher maravilhosos ensinamentos. Tem sido um dos nossos melhores mestres.
O Sr. António fez-nos a descrição da rota do sal que era depositado nos armazéns de Carregal do Sal, ou que passava por esta Vila rumo a Espanha, transportado em carros de bois, cujas juntas se revezavam nos diversos entrepostos durante o percurso:
O sal vinha em barcos, como já referimos, de Aveiro e da Figueira da Foz.
Naquela época, no século XIX,  o Rio Mondego era navegável  até à localidade de Porto da Raiva,concelho de Penacova, Distrito de Coimbra - Portugal,  porto fluvial muito importante.
A partir do Porto da Raiva, o transporte era feito em carros de bois, como já descrevemos.
Dá-nos imenso prazer a pesquisa da origem das coisas.
Visitámos as marinhas e o Museu do Sal, na Figueira da Foz, na firme esperança de alguém ou o próprio local nos ajudarem no esclarecimento da rota do sal pela Vila sede do nosso concelho.
À conversa com as pessoas não obtivemos grandes esclarecimentos, uma vez que tinham apenas na lembrança de que o sal era transportado em vagões pelos Caminhos de Ferro (CP) e nós queríamos pesquisar o seu transporte antes do ferroviário.
Somos persistentes. Não nos cansaremos nesta tarefa. Temos esperança de que vamos lá chegar.
Todavia, como todos os museus são fontes de cultura, muito nos sensibilizou o trabalho exposto e os ensinamentos que colhemos no Museu do Sal da Figueira da Foz, que está na rota do Sal que passava pelo nosso concelho, os quais iremos desenvolver noutras mensagens.

segunda-feira, maio 03, 2010

BEIJÓS > TAMBÉM ESTEVE PRESENTE NO FESTIVAL

2010.MAR.14 - CARREGAL DO SAL UNIDO NA AJUDA À ILHA DA MADEIRA E AO HAITI

No Salão da Sociedade Filarmónica de Cabanas de Viriato, os Carregalenses, então, durante a tarde, promoveram um festival de folclore e de outras actividades culturais, para angariação de fundos para ajudar as vítimas da Madeira e do Haiti.

Todas as freguesias do concelho estiveram presentes.
Beijós fez-se representar pelo Grupo de Dança "Onda Viva".
O Povo, sempre que vê alguém com dificuldades apressa-se a dar a sua mãozinha para ajudar.
Parabéns pelo bonito gesto dos Carregalenses.

quarta-feira, abril 28, 2010

BEIJÓS > E O MUSEU MUNICIPAL DE CARREGAL DO SAL

2010.ABR.08 - MUSEU MANUEL SOARES DE ALBERGARIA

Na célebre casa das correntes, como é conhecida, está instalado o Museu em epígrafe. O edifício foi construído em meados do Século XX.
Passámos para uma curta visita e relembrar um pouco do nosso passado, não muito distante.
Valeu a pena porque, além de nos darmos a conhecer, saímos mais valorizados e com vontade de passar mais vezes, sempre que haja oportunidade e as respectivas exposições nos motivem.

Ali pudemos admirar colecções de:
» Pintura;
» Escultura;
» Arqueologia;
» Etnografia;
» Armaria;

»» Além disso são inúmeros os artigos ligados à agricultura, que retratam bem a vida de outrora no amanho da terra e na preparação e transformação de alguns produtos provenientes desse trabalho.
No seu espaço exterior, junto das instalações da Biblioteca Municipal pudemos observar também estes carros de bois, que terão transportado muitos dos bens que a terra produziu, meio de transporte que muito favoreceu o homem em determinado momento. Hoje, foram substituídos nessas e noutras tarefas pelas máquinas.

Não podemos deixar de relembrar algumas partes constituintes do carro de bois, com o firme propósito de realçar as suas utilidades.

Surpreendeu-nos a representação da nossa Aldeia, Beijós. Na Secção de Arqueologia, observamos muitos artefactos recuperados principalmente no Outeiro dos Castelos e nas Chãs.

Foi muito bom. Prometemos voltar para completar a nossa visita às potencialidades que, na área do turismo, o concelho de Carregal do Sal já nos oferece.
Recomendamos vivamente uma aturada visita.

segunda-feira, abril 26, 2010

DE BEIJÓS > À MONTANHA AZUL


2010.ABR.09 - SUBIMOS À MONTANHA COM A NOSSA OBJECTIVA

Realmente é necessário, de vez em quando, parar subir à montanha e reflectir sobre tudo o que nos rodeia.
O Universo que habitamos nunca se deixou desactualizar.
A humanidade vai descobrindo e fazendo evoluir novas tecnologias, mas A SUPREMA FORÇA DA NATUREZA está acima de tudo. Em segundos destrói o esforço humano de milhares de anos.
O homem precisará de fazer mais pausas na sua vida, para reflectir sobre o meio ambiente e sobre a vida no Mundo.
Por isso, deve estar preparado para conseguir Subir à Montanha com frequência.
Esperamos que todas as montanhas a que nos propomos subir consigam renovar-nos e ensinar-nos a estar na vida de forma diferente.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

CANTARES DAS JANEIRAS - MANTENHA-SE A TRADIÇÃO


2010.JAN.06 - CARREGAL DO SAL MANTEM A TRADIÇÃO

É com grande alegria que recebemos as notícias de Carregal do Sal, sobre o desfile dos Reizinhos, dos jardins de infância, que se apresentaram na Câmara Muncipal, para cantar as janeiras.

Há muitas tradições que, com o passar dos tempos, se vão perdendo. Estas iniciativas, motivando os mais pequeninos a um tipo de convívio bastante saudável, são de louvar, para dar
continuidade àquilo que os nossos Avós criaram...
Ainda que a ideia parta dos estabelecimentos de ensino em que estão inseridos, notamos que o Senhor Presidente da Câmara e respectivos Funcionários também estão sensibilizados para lhes darem apoio.
Será insignificante certamente aquilo que as crianças possam receber, mas temos a convicção de que, para elas, será enorme qualquer gesto vindo da parte da Câmara Municipal e que lhes ficará para sempre na memória.
Parabéns pelo evento e força para continuar.

"EM DIA DE REIS…

Crianças do Jardim de Infância de Carregal do Sal mantiveram a tradição!

(...)"

segunda-feira, agosto 31, 2009

CONVITE DA ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES FLORESTAIS DO PLANALTO BEIRÃO

Audiência Final da ZIF do Planalto Beirão - Carregal do Sal

A APFPB enviou o convite a todos os seus associados para estarem presentes na Reunião de Audiência Final da ZIF Planalto Beirão - Carregal do Sal, que irá realizar-se no dia 17 de Setembro de 2009, Quinta -Feira, pelas 18H00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Carregal do Sal.
A APFPB também anuncia que irá estar presente o Senhor Engenheiro Fernando Pereira, representante da Autoridade Florestal Nacional.

Como esta iniciativa é de grande interesse para a formação das ZIFs, aconselhamos os Beijosenses a marcarem a sua presença nesta Reunião.

Ver aqui os assuntos que vão ser debatidos.

sábado, agosto 29, 2009

JULGADO DE PAZ EM CARREGAL DO SAL




JULGADO DE PAZ »»» Notícia em "Farol da Nossa Terra"

" O Julgado de Paz de Agrupamento de concelhos de Carregal do Sal, Mangualde e Nelas foi inaugurado em 6 de Agosto de 2009 e fica situado no concelho de Carregal do Sal, na Rua de S. João de Deus (antigos Paços do Concelho).
Foi criado pelo Decreto-Lei nº 60/2009, de 4 de Março e o respectivo Regulamento interno aprovado pela Portaria nº 845/2009, de 5 de Agosto.
Resultante de um protocolo entre as respectivas Câmaras Municipais e o Ministério da Justiça, os Julgados de Paz são tribunais com competência para apreciar e decidir questões de natureza cível de valor não superior a €5.000 (cinco mil euros), abrangendo, as seguintes matérias, nomeadamente:
- Entrega de coisas móveis;
- Direitos e deveres de condóminos;
- Passagem forçada momentânea, escoamento natural de águas, obras defensivas das águas, abertura de janelas, portas, varandas e obras semelhantes;
- Posse, usucapião e acessão;
- Arrendamento urbano, exceptuando o despejo;
- Responsabilidade civil, contratual e extracontratual;
- Incumprimento de contratos e obrigações;
»»»» Pedidos de indemnização cível em virtude da prática de crime, quando não haja sido apresentada queixa ou havendo lugar a desistência de queixa, emergentes de:
- Ofensas corporais;
- Difamação;
- Injúria;
- Furto simples;
- Dano;
- Alteração de marcos e Burla para obtenção de alimentos, bebidas ou serviços.
»»»» Os conflitos poderão ser resolvidos por Mediação, se for essa a vontade das partes, com intervenção de um Mediador de Conflitos, ou por conciliação ou por Julgamento, estes últimos realizados pelo Juiz de Paz.
»»»» Poderão ainda ser resolvidos conflitos excluídos da competência do Julgado de Paz, por Mediação, mediante uma taxa de €25,00.
»»»» Nos Julgados de Paz as partes têm de comparecer pessoalmente mas poderão, querendo, ser assistidos por um advogado, advogado estagiário ou solicitador, sendo, em algumas situações, obrigatória a constituição de mandatário judicial.
»»»» O custo do processo é uma taxa única de €70,00 (com possibilidade de apoio judiciário), a cargo da parte vencida ou repartido entre o demandante e o demandado e o tempo de pendência média dos processos é muito reduzido: sessenta dias (desde a interposição até à decisão final).
»»» Nos Julgados de Paz não existem férias judiciais.
Endereço
Julgado de Paz de Carregal do Sal,
Rua São João de Deus
3430 - 055 CARREGAL DO SAL
Telefone: 232960455;
Fax: 232960459;


Horário:
Funcionamento - 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30 horas.
Atendimento - 09:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00 horas. (...) " »»» ]

segunda-feira, julho 06, 2009

CARREGAL DO SAL E AS SUAS FESTAS EM 2009

No dia 12 de Julho de 2009 é o primeiro dia das festas do concelho de Carregal do Sal

Cartaz

Dia 12 de Julho
- AF Grupo
- Vira Milho

Dia 17 de Julho
- MEGA
- Tributo Xutos&Pontapés

Dia 18 de Julho
- Phil Case
- Dina
-Orquestra Royal

Dia 19 de Julho
- Canário & Amigos

Dia 20 de Julho
- Toques do Caramulo

>>> ENTRADAS LIVRES <<<

»»»» Tasquinhas - Artesanato - Exposições
»»»» Tunas - Folcore - Dança - Música

13 a 17 de Julho - Semana Cultural
__________________________

Outrora, Beijós esteve nestes festejos com um grupo de Teatro. O que irá apresentar este ano?
Esperamos que a Nossa Aldeia esteja bem representada!

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

BEIJÓS E A REGIÃO DEMARCADA DO VINHO DO DÃO

Beijós, Aldeia essencialmente agrícola,  está enquadrada na Região do Vinho do Dão. Nos últimos tempos, quer na nossa Aldeia, quer em todo o concelho de Carregal do Sal, tem-se vindo a desenvolver uma política vitivinícola baseada numa preocupação de produzir vinhos de qualidade.
Realmente, as adegas do concelho têm demonstrado capacidade de competição quer com outras Regiões do País, quer até com o estrangeiro, pelas classificações que obtêm nos vinhos que produzem.  
________________________________________
Isso é notório, vejamos o que nos diz "Do Nariz À Boca". 

"(...)

QUINTA MENDES PEREIRA, a arte do vinho. A produtora...
Raquel Mendes Pereira é paulista de nascimento e portuguesa de coração. Seu pai, português, nasceu em Oliveira do Conde, e seu marido e companheiro de aventuras é português também. A história da produção do vinho começa na Quinta … A Quinta Mendes Pereira, também conhecida como Quinta da Sobreira, situa-se junto a Oliveira do Conde, em plena região do Dão, a dois quilómetros do Rio Mondego e a seis quilómetros do Rio Dão... exactamente no coração da Lusitânia.
Trata-se de um lote 100% Touriga Nacional. As uvas foram colhidas em caixas de 22 kg da parcela de Touriga Nacional mais bem localizada na Quinta, depois tiveram desengace total, esmagamento e fermentação em depósitos de inox com temperatura controlada e maceração prolongada e cuidada para melhor expressão da tipicidade da casta, nomeadamente ao nível aromático e estrutural. 
A fermentação maloláctica ocorreu nas barricas de carvalho francês semi-novas e uma pequena percentagem de carvalho americano onde o vinho esteve depois um ano em estágio, a que se seguiu novo estágio em depósitos de inox por mais um inverno e posterior engarrafamento com envelhecimento em cave durante um período mínimo de 6 meses. Até ao engarrafamento teve apenas estabilização natural e uma ligeira filtração de modo a manter todo o seu potencial, pelo que pode ganhar depósito durante o envelhecimento em garrafa.

Cor rubi muito intensa com laivos acastanhados. Espuma fugaz rosada que persiste no copo durante muito tempo. É belíssimo ver o copo a chorar com as lágrimas bem viscosas deste vinho.
Típico da Touriga Nacional, os aromas atacam intensamente o nariz. Notas “super” intensas a barrica, deixando pouco depois lugar ao lado frutado do vinho. Algum fruto seco (noz, passa, amêndoa). Muito interessante, aparece algum cacau com mistura surpreendente com um aroma fino a brisas do bosque (medronho, casca de pinheiro, caruma) e marmelo no final da cozedura.
Na boca, tem taninos ainda com muita garra mas bem amigáveis. Muita complexidade na boca, quente e vinoso. Possui uma linha longuíssima que percorre a língua e as papilas gustativas com muita astúcia. Termina fresco e com uma retronasal bem vincada. 
Produtor: Raquel Camargo Mendes Pereira
Enólogo: António Narciso

Nota: 17,5

(...)"

In Carregal Digital

________________________________

Parabéns pela classificação obtida, seguramente, fruto do empenho dos responsáveis pelo tratamento das vinhas. 

sexta-feira, dezembro 19, 2008

BEIJÓS > NA ROTA DO SAL

Carregal do Sal, segundo consta, terá crescido à volta de armazéns de Sal (Salinas), de onde lhe provém o nome. 
BEIJÓS*CINCO ALDEIAS, no sentido de aprofundar a história e as origens da Vila de Carregal do Sal, dispôs-se a pesquisar a rota do Sal, no caminho da Beira Alta. 

Durante as nossas investigações, tivemos alguns relatos do percurso do Sal, desde as origens. 
Diligenciámos junto do Museu do Sal da Figueira da Foz, mas  não conseguimos qualquer referência à saída do Sal daquela cidade, rumo à Beira Alta, via Carregal do Sal. 
Talvez isso não tenha muita relevância para aquele Museu, foi o que concluímos
Todavia, entre os vários relatos que conseguimos, merece-nos especial destaque o que obtivemos do Nosso Querido Amigo, António Borges Silvestre, nascido a 22 de Agosto de 1917, de Cabanas de Viriato. 
Este Nosso amigo, marcado pelas muitas vicissitudes ao longo da sua vida, fez-nos a maravilhosa descrição da movimentação do sal, dos bois e dos respectivos boieiros, numa luta contínua, nos trajectos de ida e volta, entre o Porto da Raiva e a fronteira com a Espanha. 
O fabuloso relato que nos faz que, até prova em contrário, temos como real, pela sua importância, para aprofundar a História do nosso concelho,  não podemos deixar de difundir. 

Então vejamos:- 

"- No tempo em que o sal era o ouro da Terra, algum vinha das marinhas de Aveiro, em barcos,  por mar. 
Outro vinha directamente das marinhas da Figueira da Foz, também em barcos.  Os barcos subiam o Rio Mondego, até ao Porto de Raiva,  freguesia de Oliveira do Mondego, concelho de Penacova, distrito de Coimbra. 
Este Porto terá sido muito importante, para escoamento das mercadorias que circulavam pelo Rio Mondego, entre esta localidade e a Figueira da Foz, passando por Coimbra.   
**** 
Esta versão conseguimos confirmar no site da Junta da Freguesia de Oliveira do Mondego, cuja nota transcrevemos:
«  ...A barragem fica situada no meandro da Raiva, o maior do Mondego, onde o rio percorre 7.670 metros entre dois pontos que distam entre si 760 metros. Aqui se situa também o Porto da Raiva, outrora muito importante e que no séc. XIX seria o porto mais importante do Mondego a montante de Coimbra....»
*******
Então, continuando: 
- No Porto da Raiva havia carros de bois afectos somente ao transporte do Sal. 

O transporte funcionava como uma espécie de Mala-Posta.

Quer dizer:>> Os carros eram carregados no Porto da Raiva e faziam o trajecto até à Guarda, via Mangualde. 
Abasteciam as salinas do Carregal, que servia de interposto. Mas parte dos carros seguiam cheios até à Guarda com destino a Espanha. 
Então, essa mala-posta do Sal, tinha vários locais de paragem e de rendição das juntas dos bois e dos respectivos condutores, que só percorriam determinado trajecto. 
Quando chegavam a esse local, os bois e os boieiros eram substiuidos por outros animais e respectivos condutores,  que os aguardavam e que, atrelando os mesmos carros carregados que já vinham do Porto da Raiva, continuavam a viagem até outro ponto mais adiante, onde faziam nova substituição de bois e condutores e prosseguiam, e assim, sucessivamente, até atingirem a Fronteira com a Espanha. 
 As juntas de bois e os boieiros rendidos descansavam o tempo necessário. Recebiam os carros vazios e faziam o trajecto inverso, sendo rendidos por outros, noutros locais, até que,  assim,  chegavam ao Porto da Raiva, para recarregarem e seguirem novamente cheios, até aos interpostos de rendição.
O Sal, então, pensamos que muito antes de terem sido criados os caminhos de ferro, fazia o trajecto por caminhos sinuosos, transportado nos carros de bois, a caminho da Espanha."
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Esperamos poder voltar a este tema, logo que consigamos obter outros relatos. Contudo, para que conste, acolhemos de bom agrado todos os conhecimentos que os nossos Queridos leitores possam fazer chegar até nós.