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sábado, março 05, 2011

BEIJÓS » NA ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS - PORTUGAL

 2009OUT05 - AS SURPRESAS QUE TIVEMOS EM IDANHA-A-VELHA
O lagar de azeite de outra época.
Muito artesanal.
A galga, com três rodas de pedra granítica, funcionava puxada por uma junta de bois.
Os bois movimentavam-se,  permanentemente,  à volta daquela grande bacia de pedra também ela de granito, a galga, onde era despejada certa porção de azeitona, de cada vez, que aquelas rodas iam esmagando, conforme iam rodando com a força dos bois.
Então não havia electricidade e a extracção do azeite era muito mais difícil.
Não havia neste precioso líquido a pureza que lhe conhecemos actualmente, porque sem electricidade não seria possível fazer trabalhar qualquer equipamento para o purificar.
O Azeite era purificado, naturalmente, sob o olhar atento do homem,  com a adição de muita água quente para as tarefas, para que a gordura da azeitona viesse à superfície da água, para se purificar e separar.
Mesmo assim, quando chegava a certo momento já não era possível apurar mais o azeite e, algum dele, ainda era entregue aos proprietários da azeitona misturado com a água russa, que depois era utilizada para a sopa.
Ainda que as imagens nos dêem uma ideia daquilo que foi um Lagar da Azeite talvez nos séculos XVIII/XIX, nada há como presenciar no local, numa visita guiada, que aconselhamos vivamente.
Vale a Pena.
Então vejamos o que nos surpreendeu:
 .

sexta-feira, abril 18, 2008

RUINAS DE LAGAR DE AZEITE DO SÉCULO XIX

É aliciante percorrer espaços físicos à procura do desconhecido e encontrar alguma coisa que nos desperta a curiosidade e nos transporta ao passado.

A cerca de uma hora de caminho, marchando normalmente, para Poente da Aldeia de Beijós, na Ribeira dos Moleiros, vamos encontrar as ruínas de um Lagar de Azeite, deveras interessantes, cujas imagens melhor nos esclarecem.
Há coisas que nos obrigam a parar e a reflectir sobre o cenário que se nos depara.
Apesar de não ser um passado muito distante, é certo que isto também nos permite avaliar com maior ou menor precisão a velocidade da evolução e do progresso.

São realidades que nos ajudam a ajuizar as dificuldades que a humanidade tem conseguido ultrapassar com o decorrer anos.

Observando cada peça, conseguimos comparar determinados equipamentos dos actuais lagares de azeite, com as rudes tarefas e trasfegadores de azeite de outrora.

Comparar as prensas hidráulicas que nos habituámos a ver noutra fase da evolução desta indústria, às antigas varas de madeira e respectivos pesos, com que conseguiam espremer a massa negra da azeitona, para que, com águas quentes, se conseguisse extrair o dourado azeite.

BEIJÓS-CINDO ALDEIAS oferece uma visita guiada a todos os seus estimados leitores, convidando-os a apreciarem as imagens:

Espaço físico envolvente
Aspecto exterior Nascente das ruínas

Lateral Norte do edifício
Cenário que se nos depara à entrada, com frondosos carvalhos no interior


Vara de madeira e respectivo peso, que faziam o trabalho das prensas hidráulicas.

Vimos de novo as varas encaixadas nos respectivos suportes, nas paredes. Uma delas já foi cortada, para outros fins, certamente para aquecer alguém à lareira.

Pesos, grandes pedras arredondadas, com um veio metálico, com fenda para introduzir uma cavilha de fixação (segundo se presume ao respectivo fuso de madeira, normalmente com largas estrias)
Porta da fornalha para aquecimento de água.
Interior do lugar da fornalha.
A pedra do lado direito, muito trabalhada, com um rebordo a encimar uma abertura para uma câmara muito mais ampla, no interior da pedra.
À esquerda, uma outra pedra, tapada com folhagens, com duas pedras sobrepostas no seu interior, é uma enorme pia, com capacidade estimada de 100 litros.
Na parte superior desta fotografia vimos o rebordo de uma outra pia idêntica, colocada lateralmente à esquerda de uma outra pedra trabalhada, igual à da fotografia anterior. Nesta pedra são bem visíveis os socalcos, para encaminhar os líquidos (água e azeite).
Nesta imagem vimos num outro plano a pedra trabalhada já mencionada anteriormente. Esta Pedra terá sido substituida pela TAREFA metálica.




Todas estas fotografias ilustram como eram as TAREFAS naquele tempo, isto, seguramente, no Século XIX.
Eram as peças mais melindrosas do trabalho do lagareiro.
O trabalho à sua volta exigia muita atenção, para que o azeite não fosse, inconscientemente, vazado para as águas da ribeira.

O lagar situava-se ao lado do açude ou levada, na Ribeira dos Moleiros. Isto, ainda que não tenhamos encontrado vestígios, leva-nos a concluir que havia um canal para desviar as águas para mover o lagar. Por isso foi um lagar totalmente hidráulico.

Também já se não encontram ali outras peças essenciais, designadamente, a galga para moer a azeitona, entre outras.

Segundo BEIJÓS-CINCO ALDEIAS apurou este lagar foi propriedade do Senhor Professor Duarte, da vizinha Aldeia de Penedo. Desconhece-se se estas ruínas ainda são propriedade do filho.
No tempo foi considerado uma fábrica preciosa, não só para o Penedo, como para Beijós, para Cabanas de Viriato e para outras localidades vizinhas.

domingo, janeiro 27, 2008

MUSEU VIRTUAL "O LAGAR DE AZEITE" - Beijós

Como introdução à descrição do funcionamento do Lagar de Azeite, convém aqui esclarecer, com sentido pedagógico, que a origem da matéria prima para a fabricação do azeite é a terra.
A Oliveira é a árvore que produz o fruto de onde se extrai esse precioso líquido.


Oliveira.
A Oliveira
Ó linda e bela oliveira
De velho tronco cinzento,
Quando por ti perpassa e esvoaça o vento,
As tuas folhas cantam-nos baixinho,
Desta maneira, devagarinho:
- Eu dou o azeite brando
Que tempera e alumia;
Eu acendo a luz do dia
Quando a noite vem tombando.
Em casa do pobre eu sou
A alegria do seu jantar...
Coitado de quem andou
Um dia inteiro a cavar!
*
(By Afonso Lopes Vieira)

Um conjunto de oliveiras forma o olival.
Olival de Beijós (No Peso)

Olival de Beijós (Na Quinta junto da Igreja)
Manchas de Oliveiras de Beijós (No Vale da Loba)
Manchas de Oliveiras de Beijós ( No Picoto)
Manchas de Oliveiras em Beijós (Da Vinha da Casa até ao Chão do Caseiro)
Olivais de Beijós (Cordoira e Terroal)

Olivais (ainda se continuam a renovar as plantações).



Rama da Oliveira
Como é sabido a Oliveira produz um fruto "azeitona".
Azeitonas.

A azeitona segue as fases de um fruto normal, quer dizer:
A árvore floresce, nos meses de Maio e Junho.
Dessa flor nascem as azeitonas, minúsculas bagas verdes, que vão crescendo com o tempo, durante cinco/seis meses.
Nesse período a azeitona amadurece e toma a cor preta.

A azeitona
"Verde foi meu nascimento,
Mas de luto me vesti;
E, para dar a luz ao mundo,
Mil tormentos padeci".


A colheita da azeitona, em Portugal, processa-se nos meses de Novembro e Dezembro.
É nesses meses que os Lagares de Azeite passam a funcionar.

(Beijós tem "...imensos prados, olivais sem fim...", como, no seu hino, versou e nos canta o nosso conterrâneo e Querido Amigo Zacarias Pais do Amaral).

LAGAR DE AZEITE DE BEIJÓS:
O Caminho do Lagar do Azeite, a partir da Rua Abade Pais Pinto.








Durante décadas, aqui funcionou o Largar de Azeite de Beijós.

O nosso Querido Amigo ANTÓNIO CAMPOS BAPTISTA, já falecido, seu digníssimo proprietário, dedicou todo o seu precioso tempo, durante décadas, ao funcionamento desta sua fábrica de azeite. Imprimindo o seu brio pessoal em tudo, também aqui era exigente no desempenho dos serviços e no atendimento dos seus clientes.
Infelizmente, com ele também o lagar findou. Fechou as suas portas e, poucos mais anos conseguiu desempenhar a sua nobre missão, na nossa Aldeia.


Lugar privilegiado.
Levada do Casal

Esta levada, naturalmente, levava-lhe as águas suficientes, para que o lagar conseguisse laborar sem que necessitasse de motor para as bombear.






Perante a vantagem de ter por perto aquela levada, conseguiu laborar hidraulicamente. Um ramal retirado do açude, atirando forte caudal de água sobre uma roda metálica, era o suficiente para mover a galga e o restante equipamento (compressor), para fazer funcionar as prensas.

Nas últimas décadas, tendo havido alguns anos de seca, Invernos pouco chuvosos, o responsável acabou por colocar ali um motor a gasóleo, para poder funcionar sem interrupções.

Enfim!
São circunstâncias do tempo.
Hoje, mesmo que os actuais proprietários quisessem manter este Lagar a funcionar, isso não seria possível, perante as múltiplas exigências da União Europeia.

Apesar das águas russas, outrora vazadas na ribeira do centro de Beijós, não poluirem grandemente o respectivo curso de água, porquanto, embora criasse os seus limos negros, não prejudicava a flora nem a respectiva fauna, perante as exigências da vida actual, iriam ser criados maiores obstáculos.

AGORA, RESTA-NOS RECORDAR ALGUMAS DAS SUAS MÁQUINAS E O SEU FUNCIONAMENTO:
Galga

A azeitona, ensacada, era colocada num depósito que se situava logo de frente do largo portão de entrada, no edifício principal depois de passar o respectivo pátio, num patamar mais elevado.

> Depois, a azeitona era vazada através de uma comporta por uma rampa de madeira, para dentro desta Galga, que podemos definir por gigante alguidar de ferro fundido.
> Dentro da Galga rodavam duas imensas rodas de pedra, as mós, que pisavam a azeitona até ficar tudo feito numa massa preta.


Batedeira (a máquina alta do feitio de um pote, azul)
Capacho ou seira (dentro da vagoneta)

> Quando a massa já estava pronta, era despejada para dentro de uma máquina "a batedeira" aquecida permanentemente, com água a ferver, que, possuindo um rolo com espátulas, designado por "sem-fim", a massa era batida durante muito tempo para aquecer o suficiente por forma a facilitar a desagregação do azeite.

Vagoneta

Quando a massa da azeitona estava em condições era colocada em seiras (uma espécie de capacho redondo, em tecido de sisal, algumas, já na era do plástico, entrelaçadas por cordão de fibra sintética), e colocadas umas sobre as outras, até atingir a altura de um homem (1,80m +/-) encima da vagoneta, nos seus próprios carris por onde circulava em direcção às prensas.


Prensa hidráulica.

A vagoneta encontra-se em posição de ser levantada.
Também podemos ver os carris por onde circulava a vagoneta.

O outro lado da Prensa.

Aqui podemos observar que a vagoneta tinha uma torneira, por onde saía a água russa com o azeite, que depois era encaminhada para umas grandes tinas de metal, "as tarefas".

Máquina > compressor.

Esta máquina, munida de fortes rodas laterais puxadas por fortes correias, comprimia o ar que iria fazer pressão na base das prensas, que, com o respectivo êmbolo, levantava as vagonetas com os seiras e a massa negra da azeitona, comprimindo-as contra o tecto metálico da prensa, para espremer o líquido, aquela água russa, que também transportava o azeite.


Tarefa.

Tina para onde caía a água russa com o azeite.
O azeite é mais leve do que a água.
Nestas tinas depositavam-se a água e o azeite, com água quente, permanentemente, a correr para dentro delas. Esses depósitos possuiam uma torneira na parte inferior, por onde ia sendo retirada a água à medida que o azeite se
ia purificando e aparecia, dourado, na superfície da água.

As tarefas possuiam outra torneira na parte superior, ligada aos tubos que conduziam à separadora. Quando o azeite já estava decantado, vazava-se água suficiente, por forma a que o azeite, encontrando-se sempre à superfície, chegasse ao orifício dessa torneira, para sair para a separadora no percurso da purificação final.


Fornalha com caldeira e Separadora.

A FORNALHA COM CALDEIRA:
A fornalha, espaço onde se acendia e mantinha permanentemente uma forte fogueira. Situava-se na parte inferior da caldeira metálica (aquele objecto cilíndrico, alto que vimos na imagem) em que a água era aquecida. A água entrava fria, vinda do rio, e saía a ferver para as máquinas e para as diversas tarefas que o pessoal tinha que desempenhar.

A SEPARADORA:
Quando o azeite já estava quase liberto da água e das maiores impurezas, era levado por tubos para a separadora (máquina mais baixa que vimos junto do pote, na imagem), que lhe dava o retoque final. Separava definitivamente a água e as impurezas do azeite.

Potes em chapa metálica zincada.

Seira ou Capacho (vê-se dependurado nas paredes)

O azeite, depois de ter sido passado pela separadora, era colocado nestes potes nos quais era transportado e entregue na casa do proprietário da azeitona.

PRODUTO ACABADO
Azeite
O azeite já devidamente elaborado, é o produto final, está pronto para temperar os alimentos.

BAGAÇO DA AZEITONA:
Depois de espremida a massa negra, restava o bagaço seco.
Havia necessidade de sacudir as seiras, para serem utilizadas novamente para espremer outra massa.
As seiras eram transportadas nas vagonetas para junto do portão por onde entrava a azeitona e aí, com um pedaço de madeira, eram batidas para que o bagaço saisse.
O bagaço ficava ali depositado durante alguns dias. Depois era recolhido por camionetas que o levavam para outras refinações, para ser sujeito a novos tratamentos e a outras utilizações.
****************
DIVERSAS FORMAS DE INCLUIR A AZEITONA NA ALIMENTAÇÃO HUMANA
A azeitona é utilizada na alimentação humana de diversas formas:
>
Entra no azeite, como tempero, depois das transformações que já descrevemos.
>
Como aperitivo, é apresentada ao natural, depois de curtida, quer em casa do lavrador, quer no comércio tradicional, nas diversas formas que vão documentadas nas fotografias que se seguem.
> Actualmente, ela já é posta em conserva
de formas muito elaboradas e condimentadas, porém ela está apresentada nas fotos ao natural, somente curtida e colocada em conserva, conforme é colhida da Oliveira, com adição de sal.
Azeitona curtida, natural.
Azeitona verde média, curtida, embalada.
Azeitona verde, grande, curtida, embalada.
Azeitona preta, média, curtida, embalada.

PREPARAÇÃO DA AZEITONA EM CONSERVA, PARA APERITIVO:
Quando a azeitona atinge determinada dimensão, poderá ser colhida, para curtir nas fases:
>
Verde (antes de ela amadurecer, quer dizer antes de se tornar preta).
>
Avermelhada (quando se encontra numa fase intermédia no percurso do amadurecimento completo).
> Preta (quando já se encontra totalmente madura).

MÉTODO TRADICIONAL USADO EM BEIJÓS:
» A azeitona, para curtir, é seleccionada. Terá que ser muito sã, sem qualquer indício de inicio de putrefacção.
» Depois de colhida e seleccionada, é devidamente lavada.
» A partir daí é colocada em tinas, com muito sal, durante alguns meses.
» Durante esses meses, a azeitona torna-se doce, perde o seu ácido e amargo natural.
» Depois, para a tornar mais gostosa, menos ácida, é retirada das tinas e colocada, espalhada, em vasilhame próprio, sem água, ao sol, durante alguns dias.
» Passada essa fase, é colocada de novo em tinas, temperando-a com oregãos, dentes de alho esmagados, folhas de louro e sal.
» Os Beijosenses gostam muito da
azeitona retalhada. Nos últimos tempos, esse retalhar (fazer cortes na casca) do fruto tem sido substituido por picadelas com os dentes de um garfo. A azeitona retalhada tem vantagens por curtir mais depressa e prejudicar menos a saúde.
***************
RECEITAS TRADICIONAIS:

Batatas com bacalhau
"À Lagareiro".

("Lagareiro" > Homem que trabalha no Lagar do Azeite).

NOTA EXPLICATIVA:
Não podemos dizer que era a lei da sobrevivência. Mas não há dúvida que o Lagareiro sabia aproveitar muito bem os meios que tinha ao seu dispor.
Os seus afazeres não lhe permitiam confeccionar outros alimentos.
Assim, colocava as batatas e o bacalhau na fornalha e bastava dispensar-lhe um pouco de atenção, sem perturbar o seu trabalho, porquanto as máquinas lhe impunham desembaraço, no espaço e no tempo.
Conseguia ver confeccionada a sua refeição, quase sem se preocupar.
Bastava-lhe colocar lá os alimentos, dar-lhe uma mexedela, sempre que tivesse que abastecer de lenha na fornalha e esperar que as brasas fizessem o resto.

O petisco do Lagareiro > eram então as batatas que ele próprio punha a assar nas brasas da fornalha da caldeira do aquecimento da água. Como já referimos, também ali assava o bacalhau (na brasa) previamente (dessado > demolhado > já com pouco sal), que depois juntava às batatas.
Daqui provém o nome do célebre prato de "
BACALHAU À LAGAREIRO" ou batatas a murro com bacalhau, confeccionado nos restaurantes de todo o País e é muito apreciado.


Ingredientes:
Batatas;
Bacalhau;
Azeite;
Sal.

Preparação:
»Batatas pequenas > em quantidades proporcionais ao número de pessoas.> Lavam-se muito bem lavadas e limpam-se os respectivos olhos.
»
Vão a assar inteiras > Poderão ser assadas na fornalha do Lagar do Azeite, onde o houver. Mas, em casa poderão ser assadas na fornalha do fogão de lenha, ou, então, no forno do fogão tradicional de cozinha ou também num fogão eléctrico de fazer os bolos (conhecido por "Cloche").
»
O bacalhau > tantas postas quantas as necessárias de acordo com o número de pessoas, vai a assar de preferência na brasa, para ser o mais original possível.
»
As batatas, depois de assadas > apertam-se na mão, para fazer estalar a respectiva pele, por forma a ficarem abertas. Temperam-se com muito azeite e com o sal q.b.. Em Beijós é hábito temperarem-se também com vinagre de vinho tinto (caseiro).
»
O Bacalhau > serve-se à posta (para cada pessoa), ou desfiado e todas as pessoas se servem conforme desejarem.
»
O azeite para temperar este prato, normalmente, é previamente fervido com muitos dentes de alho, picados. Contudo, as tradições de Beijós sempre foram de temperar o prato com o azeite a frio e picarem-se os alhos directamente sobre as batatas e sobre o bacalhau. Em muitas casas Beijosenses também é hábito assarem-se cebolas inteiras e servirem-se depois conjuntamente com a batata e com o bacalhau.

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AGRADECIMENTOS:
Dado que não foi possível colher imagens, em devido tempo, no Lagar de Azeite de Beijós, resta-nos agradecer, reconhecidamente, a prestimosa colaboração da
Câmara Municipal de Belmonte, por nos ter permitido fotografar a maquinaria exposta no seu Museu do Azeite, cujo destino turístico aconselhamos. O equipamento que vimos nas imagens aqui apresentadas é em tudo idêntico ao que funcionou no Lagar da Nossa Aldeia.

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Na Rotunda do Mercado Municipal de Carregal do Sal, vamos encontrar os equipamentos que as fotografias nos mostram:



É em tudo idêntico àquela que o Lagar de Azeite de Beijós possuiu.

Ali, melhor poderemos admirar as diversas máquinas e a forma como elas se interligavam no seu funcionamento, para produzir o azeite.



















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