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terça-feira, março 23, 2010

VERSANDO A VERDADE


« (Foto retirada da net)




NASCER

- Mamã! - Como é que eu nasci?
A avó disse-me que vim de França.
O avô que nasci duma flor.
Se calhar estão-me a enganar!...
Não foi de França nem da flor!...

- Mamã! - Eu vi nascer o cavalinho!
Saiu da barriga da mãe!
Não sei por onde, mas eu vi!
A mãe dele estava deitada!
- Mamã! - Como é que eu nasci?

Nasceste como o cavalinho.
Os avós estavam a brincar contigo!
- Respondeu-lhe a mãe com carinho.
Logo, mais logo, eu digo.

(Autor desconhecido)

terça-feira, julho 14, 2009

BEIJÓS E A OUTRA FACE DA FESTA

DEPOIS DA FESTA - resta »»»
Pois!
O que há-de restar?
Lixo... e mais lixo!
Mas, analisando bem o espaço, somos levados a ajuizar melhor aquilo que, em festas assim... se passa.
A Juventude gosta!
O Moderno é o convívio é a cultura...
Claro que a Juventude tem necessidade de conviver...
Os mais velhos... que tiveram uma juventude bem diferente... sob o olhar atento dos pais, fossem rapazes ou raparigas... nem por isso se deixam convencer deste tipo de convivência.
O que anda por ali... para conviver... temos que beber... fumar... e... mais?
Mas conviver não haverá necessidade de se esconder...
Os plásticos nas ruínas das instalações do largar de azeite... que em determinado momento apresentámos... aqui, será que... deram para dormir de malhada?
Afinal... nos tempos que correm... tudo leva a crer que a humanidade está a tomar os hábitos dos outros animais... dormir em grupo... há menos frio... e curte-se melhor.
Mas é engraçado... com estas imagens concluímos que, para curtir... é necessário haver "um corte"... "um corte" que separe, que "corte" das vistas, que abrigue e que esconda.
Do espectáculo que uns fizeram e que outros viveram e que ainda outros curtiram... resta-nos outro espectáculo, porque já não conseguimos ver em directo a degradação humana no espaço e no tempo, vimos a degradação que resta no meio ambiente.
Agora, o proprietário do espaço que, segundo apurámos, gosta e consente que haja ali festivais, terá que limpar o lixo que lhe lá deixaram.
Por enquanto a GNR fica pelos acessos, à caça... Mas terá que arranjar mais um pouco de coragem e actuar mesmo naquele espaço, porque, certamente... terá caça mais grossa!

terça-feira, maio 05, 2009

POR TERRAS DE CARREGAL DO SAL - Domingo da Pascoela

CURRELOS

Domingo da Pascoela, 19 de Abril de 2009
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Temas:
1. - A Inauguração da Fonte e Respectivo Parque de Merendas; 
2. - A Troca das Cruzes ao Meio da Ponte. 
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1 - A INAUGURAÇÃO DA FONTE E RESPECTIVO PARQUE DE MERENDAS

Estrada que liga Carregal do Sal a Tábua, via>  Currelos - Póvoa de Midões
Aproveitando a Cerimónias da Troca das Cruzes, na Ponte Sobre o Rio Mondego, a Junta de Freguesia de Currelos não perdeu tempo em inaugurar a Fonte e Parque de Merendas que dista cerca de 150 metros da referida Ponte, na margem direita do citado Rio. 

Vemos o espaço envolvente, ainda com arranjos em curso.



Ainda necessitará de muitos arranjos para preservar a qualidade das águas das nascentes naturais que abastecem a bica. 
Ainda decorriam os trabalhos de alcatroamento do piso, do desvio da estrada. 


Seguiram-se as Cerimónias, presididas pelo Reverento Padre José António das Paróquias de Currelos/S. João de Areias.
                    





Segue-se o Senhor Presidente da Junta de Freguesia na posse da palavra.

A Lápide evocando a nome do donatário do espaço. 

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2 - A TROCA DAS CRUZES A MEIO DA PONTE

Ávidos por prosseguir no caminho da cultura Beirã, deslocamo-nos, então,  a Currelos
Fomos descobrir uma bela tradição desta Paróquia, que já vem desde há alguns anos.
Foi Iniciativa do Saudoso Reverendo Padre José Afonso de Paiva,  que promoveu o encontro das duas Paróquias > "Currelos" e "Póvoa de Midões", ... 
 
... a meio da Ponte sobre o Rio Mondego, que liga os concelhos de Carregal do Sal e Tábua, trocar as Cruzes. 
Esta bela Tradição, que se renova todos os anos no Domingo da Pascoela, já arrasta muitos visitantes, não só das duas localidades, mas também veraneantes de outras Vilas e Cidades de todo o País. 
O Simbolismo que encerra esta Festa, ainda que não seja uma romaria, as alegrias e as felicidades que se vivem no momento da troca das Cruzes,  contagiam todas as pessoas que o observam.
Valeu a pena presenciar as Cerimónias, que se iniciaram cerca das 18H00,  como as imagens o ilustram, sabiamente celebradas pelos Reverendos Padres José António,  de Currelos/S. João de Areias,  e João,  da Póvoa de Midões



Descobrimos que, desde há alguns anos, no Domingo da Pascoela,  a Ponte sobre o Rio Mondego, entre Currelos e a Póvoa de Midões, serve de ponto de encontro das duas Paróquias. 
O encerramento da Época Pascal faz-se mesmo sobre a Ponte, com a celebre troca das Cruzes, seguida da competente Cerimónia, na margem esquerda do Rio, no Pequeno Santuário "Jubileu 2000". 
Vivemos naquele encontro, momentaneamente, todas as alegrias e felicidades que unem os dois povos, outrora separados pelo Rio Mondego, cujas dificuldades foram ultrapassadas com a construção daquela Ponte.
 
Só quem teve a felicidade de, como nós, estar neste evento viu e sentiu o calor humano das populações de ambas as Paróquias, Currelos do concelho de Carregal do Sal e Póvoa de Midões, do concelho de Tábua.
O Nosso Querido Amigo Hermínio Cunha Marques, Autor de várias Obras Literárias sobre a História do concelho de Carregal do Sal e das Suas Gentes, no decorrer das Cerimónias, usou da palavra, para recitar os seus versos sobre o evento. 

"Domingo da Pascoela
Que Feitiço tem a Ponte!...

Alguém me perguntou um certo dia
Que força d'atracção seria aquela
Que o arrastava, como por magia, 
Para a Ponte em Domingo da Pascoela!...
II
Lhe disse que ela a mim também seduz, 
E lá vou,  nesse dia, em devoção:
A Ponte e o Rio formam uma Cruz, 
E aí a razão dessa atracção!...
III
Pois se aos traços d'estrada em cada margem, 
Faltava sobre o Rio este pedaço, 
Hoje os povos acorrem, em romagem, 
Para nele enlear-se num abraço!...
IV
E é ali que esta gente agradecida, 
A quem tanto por ela então lutou, 
Põe numa cerimónia bem sentida
A fé que tinha e nunca lhe faltou!...
V
As Cruzes das Paróquias vizinhas
Vão encontrar-se a meio dessa Ponte, 
Quase se tocam como que em festinhas
E o povo as beija, ali, mesmo defronte!...
VI
E preso a este culto tão cristão
Há como que festiva romaria, 
E a Ponte é, pois, o abraço d'união, 
Beijando o Rio em sua travessia!...
VII
E aí está, amigo, a tal razão
Que fascina e nos faz tanto viver
Este culto tornado tradição
Que não se pode, jamais, deixar morrer!..."
********
19.04.09
By Hermínio Cunha Marques 

Este encontro e convívio de populações de localidades e concelhos diferentes, ligados por uma ponte,  é um momento singular na aproximação dos Povos, cuja Festa terminou com o beijar da Cruz, pelos Fiéis. 

»»»»» Podemos ver aqui o Álbum das Fotos.

»»»»» Mandamos os nossos mais sinceros Parabéns para Currelos e para a Póvoa de Midões, pela forma singular como as respectivas populações se abraçam, pelo menos uma vez por ano, facto que consideramos inédito para a Região e talvez para Portugal. 

»»»»» Parabéns aos Reverendos Padres das Paróquias envolvidas, pela Mensagem de Paz, Amor e Fraternidade que nos transmitem.

BEM-HAJA.
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Encontrámos nestas Cerimónias,  casualmente,  o Nosso Querido Amigo Carlos Alberto que nos deu também o grato prazer de conviver connosco, durante alguns momentos.
Para ele não podemos deixar de enviar o Nosso Abraço!

terça-feira, abril 07, 2009

BEIJÓS > ARISTIDES DE SOUSA MENDES - De A a Z

Mais uma Obra Literária, esta editada por Miriam Assor.
Cronologicamente, tomando por trampolim os seus Progenitores, José de Sousa Mendes, "conceituado Juiz" e Maria Angelina Ribeiro de Abranches, a Autora revela a biografia completa de Aristides de Sousa Mendes.

Não pretendemos promover o comércio desta obra... todavia, não tivemos coragem de a ignorar, perante tantos factos, devidamente documentados com ilustrações e cópias de documentos reais, que ela vem trazer à luz do dia, os quais desconhecíamos e, seguramente, muitos dos Nossos Queridos Leitores também os ignoram.

sexta-feira, abril 04, 2008

PARA MEDITAR » Brincadeira > Surpresa > Embaraço > Gestos Carinhosos

Houve uma altura em que trabalhei numa pequena empresa de Engenharia.

Foi lá que conheci um rapaz chamado Mauro. Era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre a pregar partidas.
Havia também o Hernâni, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Hernâni costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço e, ao terminar a refeição, sentava-se sozinho debaixo de uma árvore mais distante.
Devido a esse seu comportamento, Hernâni era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto no chapéu. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo tudo sem se zangar.
Num feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar. Antes, prometeu-nos que, se tivesse sucesso, traria um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.
Quando voltou, ficámos todos muito animados quando vimos que ele tinha pescado algumas douradas enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e disse que tinha preparado uma boa partida para aplicar ao Hernâni. Mauro dividira as douradas fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós. Mas, a 'partida' programada era que ele tinha separado restos de peixes num pacote maior, à parte.
- Vai ser muito engraçado quando o Hernâni desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e vísceras! - disse-nos Mauro, que já estava a divertir-se em antecipação.
Mauro distribuiu os pacotes no horário do almoço. Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, dizia "Obrigado!".
Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último. Era para o Hernâni.
Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, enquanto Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação. Como sempre, Hernâni estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro levou o pacote para perto dele, e nós ficámos todos na expectativa do que estava para acontecer.
Hernâni não era tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir apanhou-nos de surpresa.
Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e levantou-o devagar, com um grande sorriso no rosto. Notámos que seus olhos brilhavam. Por alguns momentos, o seu pomo de Adão moveu-se para cima e para baixo, até ele conseguir controlar a emoção.
- Eu sabia que você não se ia esquecer de mim - disse com a voz embargada. - Eu sabia. Você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração.

Engoliu em seco novamente e continuou a explicar, desta vez olhando para todos:
- Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil pôr comida na mesa para todos. Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr na minha sanduíche. Ou, como hoje, que eu só tinha uma batata na minha marmita. Eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos... Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos.

- Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos...

Ele começou a abrir o pacote... Nós tínhamos estado prestando tanta atenção ao Hernâni, enquanto falava, que nem tínhamos notado a reacção do Mauro. Agora percebemos bem a sua aflição quando ele se aproximou e tentou tirar o pacote das mãos do Hernâni. Mas era tarde demais. Hernâni já tinha aberto o pacote
e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe.
Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu. Ficámos todos a olhar para o chão. E o pior foi quando Hernâni, tentando sorrir, disse a mesma coisa que nós todos tínhamos dito anteriormente:
- Obrigado!
Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e colocou na frente do Hernâni, porque depois de muitos anos, assim de repente, tínhamos entendido quem ele era realmente.
Uma semana depois a esposa de Hernâni faleceu. Cada um de nós, daquele grupo, passou a ajudar as cinco crianças. Graças ao grande espírito de luta que elas possuíam, todas progrediram muito:
Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luísa montaram o seu próprio e bem sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Hernâni Júnior, formou-se em Engenharia sendo hoje o Director-Geral da mesma empresa em que eu, Hernâni e os nossos colegas trabalhávamos.
Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras, só que agora são de um tipo muito diferente: ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e que as entretêm com jogos, histórias e outros divertimentos.
Às vezes convivemos por muitos anos com uma pessoa, e nem nos apercebermos que mal a conhecemos. Nunca lhe damos a devida atenção, não demonstramos qualquer interesse pelas suas coisas, ignoramos as suas ansiedades e os seus problemas.

Tomara que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento de Jesus Cristo:

"Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros." (João 13,34).

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By Belita