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sexta-feira, março 26, 2010

DE BEIJÓS > A MONTEMOR-O-VELHO - A Época da Lampreia


2009.NOV.09 - VIAGENS NO VALE DO MONDEGO - FIGUEIRA DA FOZ - PORTUGAL

Decidimos visitar Montemor-O-Velho, uma Vila Histórica Portuguesa que guarda muito do Património Cultural Português.
Possui vestígios de Antigos Povos que ocuparam a península. Depois foi governada por nobres do Reino de Leão e Castela. Mais tarde, por nobres da confiança de D. Teresa...
Foi muito bom percorrer as ruas daquela Vila nas imensas planícies dos arrozais da Figueira da Foz.
Além da fortaleza que se ergue sobranceiramente à Vila, em cada casa e em cada canto vimos os vestígios da História de Portugal e da cultura desenvolvida através dos tempos, principalmente no campo musical.
Muitos monumentos, muita arte de várias épocas.
Deixamos algumas imagens, para ilustrar os nossos comentários e documentar os passos que demos.

A LAMPREIA

Todavia, não podíamos passar indiferentes a outras riquezas.
Além da produção de cereais da criação do gado, aquela região tem a sua gastronomia própria facilitada pela abundância de peixe que o Rio Mondego alberga no seu leito.

Entre os fins de Janeiro e meados do mês de Abril, a área de Montemor-O-Velho desenvolve na sua actividade turística a confecção das refeições que incluem a lampreia do Mondego.
Prato, não muito barato, mas muito apreciado por uma grande parte da população portuguesa.
Por isso afigura-se-nos estar muito bem incluído nos roteiros turísticos de Portugal.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

DE BEIJÓS > A BELAS - Especialidades Regionais > Fofos

A pacata Vila de Belas, no concelho de Sintra,  apresenta-nos a sua Sala de Visitas,  no Largo da República.  
Um belo Jardim que é também Parque de Diversões, onde se realizam os tradicionais Festejos Populares.



Passando este Parque, na Estrada Nacional 117, de Lisboa para Pêro Pinheiro, na Rua Dr. Malheiros, vamos encontrar um edifício já antigo, com um reclamo branco com letras azuis, que nos identifica a fábrica dos tão famosos «fofos de Belas».
 



Vindo da cidade de Agualva-Cacém, pela Idanha, encontramos o edifício logo de frente, depois de passar o Mercado Paroquial.

Desde há algum tempo que temos vindo a debruçar-nos sobre a divulgação desta especialidade regional de Belas.
Não tem sido fácil a nossa tarefa. 
Todavia, o Nosso Querido Amigo Bruno Leite, ao tomar conhecimento das nossas aspirações, amavelmente, cedeu-nos parte de um trabalho que realizou e que nos descreve no essencial estes bolos tão apreciados nesta região.


Vejamos o que ele nos diz:

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Fofos de Belas

 


História 

Há cerca de 200 anos, nasceram numa pequena localidade de Belas uns deliciosos bolos, os quais foram chamados Fartos de Belas. Apesar de ainda não terem uma grande projecção nacional e internacional como as queijadas, já são considerados um ex-libris e uma referência gastronómica de Belas e do concelho de Sintra. Fabricados inicialmente numa casa onde se confeccionava apenas pão saloio e marmelada, os então chamados Fartos de Belas nasceram por criação da mãe da actual proprietária D. Liberdade Fonseca, que se lembrou de acrescentar um creme ao pão-de-, cuja massa também passou a ser um pouco mais pesada, nascendo assim uns pequenos pães-de-, recheados de creme e polvilhados com açúcar. Este novo bolo era muito apreciado e procurado por abastadas famílias de Lisboa. Actualmente um Café, os Fofos de Belas continuam a ser fabricados sem qualquer segredo escondido, são confeccionados com ovos, farinha e leite para o creme. De seguida vão ao forno em pequenas formas, durante 30 minutos. Não foi só a receita que não sofreu qualquer modificação, como também o forno que ainda é o original. Um forno a lenha, com porta de ferro que faz lembrar os fornos dos palácios reais. Recentemente a casa voltou a  confeccionar a marmelada. O futuro dos Fofos actualmente está a cargo do filho da D. Liberdade. Os apreciadores deste bolo puderam então continuar a desfrutar do seu paladar.
Forno a Lenha 
Masseira

(By Bruno Leite) 
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Cumpre-nos salientar que os vasos para preparar os bolos, como outrora, são de cobre.
Vemos aqui uma singular máquina de preparar a massa para os bolos. 
Pelas dimensões do respectivo cabo, leva-nos a supor que, outrora, terá sido manobrada pelo pulso humano. 

sexta-feira, outubro 03, 2008

NOS CAMINHOS DA BEIRA ALTA - Na Terra do Bandarra

TRANCOSO

No dia 01 de Agosto de 2008, partindo da Travessa do Bandarra, da cidade de Agualva-Cacém, perante as histórias que, com o decorrer dos tempos, fomos ouvindo sobre o Bandarra, dispusemo-nos a ir conhecer a sua Terra Natal e saber mais sobre esta personagem.

Fomos descobrir o seu monumento, bem no centro da Vila de Trancoso, em frente ao edifício da Câmara Municipal.

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A SUA HISTÓRIA: < <<<<<<<<<<>António Gonçalves Annes Bandarra (1500 - 1556), mais conhecido por Bandarra, foi um profeta popular, natural de Trancoso, Portugal. É uma figura histórica do distrito da Guarda. Era sapateiro de profissão e dedicou-se à divulgação em verso de profecias de cariz messiânico. Tinha um bom conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento, do qual fazia as suas próprias interpretações. Por causa disso, foi acusado pela Inquisição de judaísmo e as suas trovas foram incluídas no Catálogo de Livros Proíbidos, já que suscitaram interesse sobretudo entre cristãos-novos. Foi inquirido perante este tribunal, sendo ilibado, mas foi obrigado a participar na procissão do auto-de-fé de 1541 e também a nunca mais interpretar a Bíblia ou escrever sobre assuntos da Teologia.
A sua obra chamou-se Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra e foi editado por D. João de Castro. A obra foi interpretada como uma profecia ao regresso do Rei D. Sebastião após o seu desaparecimento na Batalha de Alcácer-Quibir em Agosto de 1578. Em 1815 é editada uma nova edição com o título Trovas Inéditas do Bandarra e entre 1822 e 1823 sai mais uma edição com o título Verdade e Complemento das Profecias . As Trovas do Bandarra influenciaram o pensamento sebastianista e messiânico de Padre António Vieira e de Fernando Pessoa. São três os pontos da profética de Bandarra: o Quinto Império, a ida e regresso de el-rei D. Sebastião e os destinos de Portugal. Após ter sido julgado pelo Tribunal do Santo Ofício, em 1541, e do qual recebeu pena leve, retornou a Trancoso onde veio a falecer em 1556...."
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Ao percorrermos a Vila, fomos descobrir o seu túmulo na Igreja de S. Pedro
Túmulo do Bandarra

A sua História está bem presente nas populações de Trancoso, por cuja figura nutrem muita admiração, e lhe vem prestando forte homenagem.

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Entrando em Trancoso, além da história revelada em toda a cantaria dos prédios da Vila, também os seus monumentos são o testemunho de tudo o que decorreu naquele concelho.

Em frente à Igreja deslumbrou-nos o maravilhoso e invulgar Pelourinho, de granito muito trabalhado. Aqui também foram salvaguardados os vestígios do judaísmo. *************************************
Vila Muito dedicada ao Turismo, entre tantas iguarias,
...as bebidas finas e licores regionais que ali fomos encontrar, o que mais despertou a nossa curiosidade foram as...
... que não resistimos em provar.
Das Sardinhas doces, lemos a seguinte descrição:
*********************************************************"Estas tradicionais sardinhas não têm escamas nem espinhas, possuem tripinhas de amêndoa e são uma especialidade deixada pelas irmãs do Convento de Santa Clara. São um produto tradicional, feito à base de gema de ovos e amêndoa, juntamente com chocolate, açúcar, azeite, sal e canela. Na sua confecção permanece a tradição artesanal, rodeada de grande cuidado na preparação e na fritura. No âmbito das suas características físicas, apresenta uma forma semelhante à das sardinhas, com um invólucro relativamente estaladiço, de cor castanho-escuro, e com um interior amarelo pastoso de homogeneidade mediana. No âmbito das características organolopédicas, têm um sabor 'sui géneris' a canela e amêndoa, bastante agradável ao paladar.
No contraste ao Tradicional enchido e para finalizar qualquer refeição, a Casa..... orgulha-se de nesta mesma loja confeccionar e vender as verdadeiras Sardinhas Doces de Trancoso, um pequeno doce para qualquer grande ocasião.
Bendita freira que as criou..."

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

BEIJÓS - VISEU » Especialidades Regionais

Há na nossa região especialidades de culinária, principalmente doçaria, únicas em Portugal.
Aqui apresentamos imagens de algumas dessas especialidades:
Bolos:
> Viriato
> Castanha de Ovos
> Pão de Azeite> Pastéis de Feijão
> Pão de Ló
O Bolo de Ló é uma especialidade caseira de Beijós, agora para a Páscoa.
Tradicionalmente, na Semana Santa, principalmente Quinta Feira e Sexta Feira, os fornos de lenha não param. Quase todas as famílias procuram tratar dos seus bolos, para receber os familiares e amigos, em Domingo de Páscoa, depois da Visita Pascal.
Bolas:

> Bola de Vinha d'Álhos
"Bola" > Assim designada, porque a massa, levada ao forno em forma de pão, é batida com a pá de ferro com que ali é colocada, ficando espalmada. Desta forma, consegue cozer muito mais depressa.
> Bola de Cebola:
É uma especialidade muito apreciada na nossa Aldeia. A cebola (em quantidade desejada) é previamente picada para um recipiente. Depois junta-se-lhe azeite q.b.. Quando a massa do pão está levedada e pronta para ir ao forno, num pedaço dessa massa é adicionada a cebola já temperada. Vai para o forno da mesma forma com o restante pão, mas, quando ali é colocada, é batida, como já ficou referido.
> Bola de Sardinha:
Massa do mesmo pão, trabalhada toda da mesma forma. As bolas são a última massa a entrar para o forno. Prepara-se a sardinha, previamente, lavando-se, retirando as escamas e as tripas. Coloca-se depois num pedaço de massa. Essa massa é colocada no forno e batida com a pá, como já dissemos, ficando espalmada.
> Bola de chouriça:
Prepara-se a chouriça (chouriço caseiro de carne), cortada às rodelas ou inteira, é colocada no meio da massa e levada ao forno e tratada como todas as outras, já referido.



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Um Beijosense, nos últimos tempos, tem vindo a desenvolver a tradição das bolas na Páscoa. Estamos esperançados que ele, apesar de estar ausente, compareça com muita saúde e com muita vontade de dar continuidade à sua tarefa.
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Aconselhamos que continue a visitar, muito especialmente:
> MUSEU VIRTUAL
> GENTES DE BEIJÓS
> DE BEIJÓS A SINTRA
> DE BEIJÓS A ÓBIDOS
> DE BEIJÓS A COIMBRA