sexta-feira, novembro 30, 2007

AS CARVALHAS

O Parque ARNALDO PEREIRA ÁLVARES DE CASTRO, passou a ser, desde há alguns anos, a sala de visitas de Beijós.

Ali se realizam as festas de Verão da nossa Aldeia e tem vindo a servir de parque de merendas.

Tornou-se pequeno para as festas actuais. Não pelo público que, salvo raras excepções, ali ocorre, mas pelas dimensões dos palcos que, actualmente, são exigidas para instalar os inúmeros equipamentos das bandas ou conjuntos musicais que ali são chamados a actuar.

Noutros tempos, os Conjuntos ou Orquestras conseguiam actuar sobre o coreto de pedra que ainda ali se encontra. Quase todos os anos, a respectiva comissão de festas, quando contratava dois conjuntos/orquestras tinha que construir um outro coreto em madeira, mais ou menos com as dimensões do de pedra.

Os equipamentos que, então, se usavam eram muito poucos. Cada músico tinha o seu instrumento simples, sem qualquer amplificador de som. Cada Conjunto trazia consigo uma aparelhagem sonora, simples, somente com um amplificador de som e respectivos altifalantes.

Ocupavam pouco espaço, a um canto do recinto das festas. Deixavam livre o resto do espaço para as barracas do "Chá" e do "Caldo verde", para a quermesse de oferendas, que as meninas eram convidadas a apresentar.

Porém, hoje, tudo se alterou e aparecem grandes camiões TIR junto do Parque Arnaldo de Castro, carregados de equipamento, que vai ocupar a maior parte daquele espaço onde o público devia movimentar-se.

A Junta de Freguesia de Beijós, olhando às necessidades, abriu uma entrada que dá acesso a automóveis, para aquele parque e rasgou também o muro do recinto da escola, por forma a que as tais barracas de Chá e Caldo Verde se pudessem expandir para o espaço escolar, como aconteceu também em 2007.

Não há dúvida que houve grande empenho dos responsáveis pela freguesia, que fizeram gosto em criar um espaço de lazer para os Beijosenses, tornando-o a sala de visitas da nossa Aldeia.

Em 1966, sendo Presidente da Junta de Freguesia de Beijós o Nosso Querido Amigo, já falecido, ANTÓNIO DA SILVEIRA COELHO DE MOURA, ele promoveu o corte de algumas Carvalhas, por estarem demasiado velhas e podres, ameaçando cair com o vento, causando perigo para as pessoas e para a Estrada. Então, decidiu mandar plantar outras de novas espécies, que, rapidamente, se desenvolveram e repuseram a sombra que tanta falta fazia naquele recinto, principalmente, para as festas de Verão.

Foi um trabalho louvável, porque o Parque, em menos de 20 anos ficou totalmente tapado com as copas daquelas árvores, evitando assim que se colocassem tendas, com toldos, para fazer sombra.

Quem trabalha na agricultura sabe que todas as árvores, de fruto ou não, têm que ser devidamente cortadas, periodicamente, para que elas não cresçam desordenadamente.
Durante muitos anos, ninguém tomou esse cuidado e aquelas árvores cresceram demasiado, cuja sombra deixou de incidir no espaço onde mais era necessária.

Em Fevereiro de 2006, o Senhor Presidente da Junta de Freguesia, o nosso Querido Amigo, AGOSTINHO MARQUES DO NASCIMENTO, promoveu a poda das Carvalhas que, muito embora, então, tenha desagradado a alguns Beijosenses, hoje, todos acabamos por concluir que aquela poda era absolutamente necessária.

Agora vimos as Carvalhas com as respectivas copas sobre o recinto das festas, onde a sua sombra faz mais falta.
Na Carvalha mais antiga ficaram uns ramos muito altos que destoam das restantes árvores. Pelo que nos foi dado apurar, havia intenção de a arredondarem totalmente. Todavia, não o conseguiram fazer, porque, infelizmente, o nosso Querido Amigo, CARLOS MARCOS FERNANDES, que, na altura procedeu à referida poda, aleijou-se e ficou impossibilitado de completar o meritório trabalho.

Esperamos que o CARLOS mantenha a mesma vontade e orgulho demonstrado outrora pelo seu trabalho, e que tenha muita saúde, para completar, nesta época de Inverno, a sua tarefa, para que o Parque que vimos nas fotografias se torne ainda mais belo.

Salvo melhor opinião, afigura-se-nos que, agora, também já poderá cortar alguns dos novos ramos das Carvalhas que podou em Fevereiro, para que, como ele muito bem sabe, os restantes engrossem e cresçam mais baixo. Deixamos esta ideia como sugestão.



ADITAMENTO:
Para melhor ajuizarmos sobre o benefício da limpeza das Carvalhas, decidimos acrescentar as duas últimas fotografias colhidas nos primeiros dias de Novembro de 2007.
As fotografias que havíamos apresentado foram tiradas em Junho/07 e aquelas árvores ainda tinham os rebentos em crescimento.
Agora já podemos ver melhor como as copas das árvores já cobrem todo o recinto, destoando aquela que ficou por acabar de limpar, que tem os ramos muito mais altos, a qual convém corrigir, para que também consiga renovar as suas ramagens. .

quinta-feira, novembro 29, 2007

SALTOS - 24

Dia 24 de Novembro de 2007

Um Sábado, frio, mas soalheiro que convidava a fortes aventuras.







Às 07,45h, como previamente acordado, a equipa reuniu-se na área de serviço de Alcochete, logo a seguir à Ponte Vasco da Gama, para seguir até ao aeródromo municipal de Ponte de Sor.

Muito embora o vento estivesse um pouco forte, para os saltos, restava-nos a esperança de, pelo menos a seguir ao almoço, alguns dos candidatos poderem lançar-se nas asas dos vento.

Tínhamos certo o belo passeio e o convívio que estas coisas proporcionam ao grupo.

Apesar de tudo, nisso não esteve muito mal, se bem que o frio obrigava-nos a refugiar-nos nos hangares, local onde nos podíamos abrigar do Sol que queimava e do frio que gelava. Sim, porque abrigados ao sol não se podia estar, porque queimava. À sombra o vento frio gelava-nos.






Nem tudo foi em vão.

Alguns, em grupo, iam espreitando o sol, por momentos, até que ele apoquentasse demasiado, que obrigava a fugir.













Outros membros do grupo decidiram ir praticando a dobragem dos pára-quedas.







































Outros iam-se deliciando em ver as manobras das várias aeronaves que se encontravam nas pistas.





Este helicóptero é Russo "KAMOV".


























































A dado momento, chegou a hora de equipar. A única aventureira, disposta a desafiar o vento forte, começou a equipar-se, de acordo com as instruções do mestre.
A nossa querida amiga ANISOARA, apresentava-se descontraída e bem disposta, para fazer o seu primeiro salto Tandem, apesar do vento continuar a soprar a cerca de 8 nós.










































































Chegou a hora da despedida, antes do embarque, cujo grupo de amigos procurou posar para recordações futuras, com os mestres nestas andanças.










Muito embora o vento teimasse em não abrandar, é certo que, com o espírito aventureiro, seguiram viagem, para serem lançados a três mil e duzentos metros de altitude (+/-).

Ainda que o vento lhe tenha atribulado um pouco a viagem, é certo que aterraram em bem e concretizaram o sonho da nossa querida amiga, que está de parabéns e, orgulhosamente, irá revelar aos seus familiares e amigos, na Roménia.

quinta-feira, novembro 22, 2007

UM MOMENTO DE FELICIDADE

Quanto é bom encontrar uma notícia alegre que nos toca na alma?




Ficamos felizes quando, de alguma forma,
proporcionamos um pouco de alegria a quem está ao nosso lado!

Esperamos que seja mesmo assim como presumimos!







































Todavia, o BEIJÓS-CINCO ALDEIAS, conjuntamente com as imagens, envia um Abração do tamanho do Mundo, para as pessoas que ficarem sensibilizadas com as fotografias.
































































Daqui enviamos este bonito ramo de flores, em duplicado, porque elas, quando foram colhidas, estavam bem viçosas e assim ficaram, no canteiro que as ostentava, em 6.XI.2007. Sejam elas as mensageiras da Alegria com que BEIJÓS-CINCO ALDEIAS quer contagiar os seus Amigos.

Ouvimos chamar-lhe rabo de gato. Não sabemos se é mesmo assim que são designadas ou se é por estarem em frente da casa e nos jardins do Gato.

quarta-feira, novembro 21, 2007

PÓVOA DE LISBOA - Casa dos Padres




A casa dos três Padres.

Pe. João;
Pe. José;
Pe. Manuel.




Aos actuais proprietários do prédio, por sinal com raízes em Beijós, aquando das obras de restauração do imóvel, foi-lhes indicado o quarto dos padres, que tiveram que demolir.










Esta Capela foi santuário onde os padres se refugiavam para rezar e foi propriedade do Pe. João que terá exercido o seu sacerdócio em Nelas.

terça-feira, novembro 20, 2007

PÓVOA DE ENTRE RIBEIROS

Póvoa de Entre Ribeiros, também designada pelas populações por "Póvoa do Meio", seguramente por se situar entre a Póvoa de Lisboa e a Póvoa de Santo António.

Não é fácil fazer um relato da história de uma Aldeia que quase se extinguiu e agora ressurgiu com novas características, muito embora com actividades ligadas , como outrora, à agricultura.

Iremos procurar descrever os relatos de algumas pessoas, mais experientes pelo peso da vida, que nasceram e residiram durante alguns anos naquele pequeno povoado e de outras que, muito embora ali não tenham residido, iam ali, frequentemente, visitar familiares e, pelo que presenciaram, amavelmente disponibilizaram os seus préstimos para nos esclarecer e para ajudar a escrever um pouco da História.

Pelos relatos que conseguimos colher a Póvoa de Entre Ribeiros terá sido um pequeno povoado feudal. Uma pequena quinta,




























gerida por uma família, em que destacamos o casal CLARINHA e ANTONINHO (Clara e António). Estas pessoas, com uma certa posição naquele meio, muito embora vivessem do cultivo das terras, não as trabalhavam directamente. Contavam a tempo inteiro com algumas pessoas que trabalhavam os seus campos de sol - a- sol. Parte destes seus funcionários acabaram por morar dentro da Quinta. Assim, alguns deles, formarem ali a sua própria família e nas casas que a quinta dispunha fixaram a sua residência. Os seus filhos, criados naquela parcela de terreno, quando adultos, também eles passaram a ser funcionários do casal Clara e António.


A D.ª Esmália da Póvoa de Lisboa, foi uma das pessoas que nasceu e foi criada naquela Quinta, onde trabalhou como empregada, até se casar. Segundo ela, os seus pais foram criados praticamente naquele povoado, ali trabalharam e ali constituiram família, cujos filhos depois, como é natural, procuraram outros modos de vida mais favoráveis.

Por isso concluimos que a Póvoa de Entre Ribeiros desenvolveu-se numa Quinta, e ali se formou um aglomerado populacional, constituido por uma Casa Principal e seus anexos.



Na casa principal habitavam os patrões e proprietários, com as pessoas que lhe faziam os serviços domésticos, aqueles que, certamente, lhe cozinhavam os alimentos e tratavam das limpezas e da arrumação da casa no dia-à-dia.
Além desses empregados os patrões tinham outros trabalhadores que lhe cuidavam das terras e tratavam dos seus gados, mas que, a alguns deles os proprietários/patrões permitiram que fixassem residência em casas modestas, anexas ao edifício principal, porque, assim, podiam contar com o seu apoio a tempo inteiro, quer dizer de dia e de noite em qualquer situação, de
trabalho ou de saúde. As pessoas ali empregadas, humildes e sem outros rendimentos, também se sentiriam confortadas, apesar de terem algum sacrifício, por terem por perto o apoio dos patrões.




































Segundo os relatos colhidos, a D. Clarinha era uma pessoa muito bem formada e sensível aos problemas das pessoas que se lhe dirigiam.
Os amoladores de tesouras e facas, os chapeleiros (aqueles que consertavam os guarda-chuvas) os sarreiros (pessoas que tiram, compram e vendem o sarro das vasilhas do vinho), etc..., que permaneciam alguns dias e até meses naquela região, eram acolhidos pela D. Clarinha, que autorizava que eles pernoitassem nas suas casas anexas às residências, por
vezes próximo dos currais do gado.

Devido a problemas familiares, o casal Clara e António, mesmo não tendo descendentes, terão sofrido algumas convulsões em determinada fase da sua vida. Nessa fase terão sido vítimas de algum desânimo, que, com a idade e sem grandes rendimentos, foram deixando que a Quinta ficasse ao abandono. Os seus trabalhadores também foram habitar outras casas fora daquele aglomerado populacional e o casario foi-se degradando, como as fotografias nos mostram.

Nos últimos tempos, perante a facilidade com que se poderão cultivar os terrenos, na proximidade do ribeiro, instalou-se ali um pastor com o seu gado. Ali passou a fazer a sua vida, tratando de grande rebanho de ovelhas com os pastos que ali vai semeando. Hoje, o pastor é o único habitante da Póvoa de Entre Ribeiros.



Ainda se pode observar um arruamento ao meio da quinta, com casario de ambos os lados. A Sul desse arruamento situa-se a casa principal, habitação dos patrões e dos criados. A Norte desse arruamento situam-se as casas dos empregados, das pessoas que trabalhavam as terras.




Num ou noutro canto da Quinta ainda permanecem casas de habitação de empregados e que serviram de arrumos a alfaias agrícolas e currais de gado.































































Na Póvoa de Lisboa há a Rua de Entre Ribeiros, cujo arruamento que, atravessando o ribeiro, fez ligação àquele onde se situava o casario do povoado em questão.














A Póvoa de Entre Ribeiros situa-se no limite do concelho de Carregal do Sal, com o de Nelas, a Nascente, com a
vizinha Póvoa de Santo António





Limite da Póvoa de Lisboa, freguesia de Beijós.














































































Apesar de a Póvoa de Entre Ribeiros ter sido uma Aldeia isolada, ligada à Póvoa de Lisboa

apurou-se que, então, os respectivos moradores nutriam maior empatia pelas populações da Póvoa de Santo António, por, naquela altura, ser uma aldeia mais desenvolvida.






Até no asfalto da estrada que liga a Canas de Senhorim é visível a separação dos concelhos, por ter sido alcatroada em alturas diferentes.
Estamos certos que, sobre esta Aldeia, haverá dados que nos escaparam. Todavia, vamos continuar a contar com a prestimosa colaboração das pessoas que nos possam ajudar na investigação da História deste povoado, cujos desenvolvimentos serão, oportunamente, publicados.

(Imagens de Agosto de 2007)