II
domingo, janeiro 31, 2010
ÚLTIMO DIA DE CANTARES DE JANEIRAS 2010 - 31 de Janeiro
II
quinta-feira, janeiro 28, 2010
AS NOSSAS SOPAS
terça-feira, janeiro 26, 2010
ILUSTRES BEIJOSENSES - Memórias do Reverendo Padre Alfredo Abrantes
FOMOS PESQUISAR OS PASSOS DO REVERENDO PADRE ALFREDO DE MELO ABRANTES COUTO DE BEIJÓS

segunda-feira, janeiro 25, 2010
ANIVERSARIANTES - Beijós
sexta-feira, janeiro 22, 2010
DE BEIJÓS > À CADEIA DO TRONCO - LISBOA - Prisão de Luis de Camões
Com entrada pela rua das Portas de Santo Antão existe o Pátio do Tronco. Neste Pátio existiu no século XVI a Cadeia Municipal do Tronco.
Diz-nos a história que, com 28 anos de idade, em 15 de Junho de 1552 dia do Corpo de Deus, Luís de Camões passeava entre o Rossio e as Portas de Santo Antão. Tinha regressado um ano antes de Ceuta, onde num combate com os Mouros perdera uma vista. Em dado momento repara numa briga e reconhece que nela estavam dois amigos seus; não hesitou em envolver-se na desordem, ferindo com um golpe de espada na nuca um criado do Paço, de nome Gonçalo Borges.
Camões foi preso e levado para a Cadeia do Tronco de Lisboa, onde permanece largos meses (apesar de perdoado pelo ofendido) foi libertado em 24 de Março de 1553 por carta régia do dia 7 desse mês. A carta dizia «Mancebo pobre que me vai este ano servir à ÍNDIA». Assim apesar do perdão real, foi forçado a seguir como soldado raso para a Índia, o homem o génio que escreveu a grande obra épica de "OS LUSÍADAS".
Pela passagem do nosso poeta por esta prisão, o túnel que dá acesso ao Pátio do Tronco está assinalada por um painel de azulejos de Leonel Moura, inaugurado em 1992.
O Pátio que pertenceu à prisão serve hoje para estacionamento de carros." (...)
"10 de JUNHO de 1580
(Morro com a Pátria - Luís Vaz de Camões)
Atribui-se a um dos três maiores poetas épicos da Terra, e de todos os tempos - o nosso Camões - a afirmação acima, que teria proferido no seu catre pouco antes de morrer, assistido por seu fidelíssimo criado, o qual, segundo a tradição, teria pedido esmola para reforçar a minguada tença (pensão) atribuída pelo rei, que dois anos antes tinha desaparecido nas escaldantes areias de Al Kacer Quibir, onde tinha desavisadamente arrastado consigo quase 20.000 combatentes, dos quais perto de 10.000 foram mortos e outros tantos feitos prisioneiros. Foi esse talvez o maior desastre militar das forças portuguesas em todos os tempos, e causa próxima da perda da independência, dois anos depois; essa foi a morte a que aludiu Camões. Criador do personagem do "Velho do Restelo", sensato, experiente e prudente velhinho de brancas barbas - que vendo partir as naus e caravelas em que embarcavam os portugueses válidos, muitos para não mais voltar - Camões, também ele, tinha a vivência e o saber de experiência feito, que lhe permitiam enxergar os graves erros da governação, semelhantes às actuais OTAS, e outras lorotas, que os sensatos recriminam, mas a que os "ousados" fazem "ouvidos de mercador".
Tudo isto porque hoje não estudam história - exames são por telefone - promovem-se sem glória - reproduzem-se por clone.
Luís Vaz de Camões, perto dos vinte anos - de Coímbra voltou a Lisboa com muita instrução e informação; disso são prova os profundos conhecimentos de história e geografia, dos clássicos e da mitologia, dos homens e da psicologia, que nos revela em "Os Lusíadas" e, ainda, na sua vastíssima obra lírica, bem como nos três autos que nos deixou - para frequentar o Paço ou Corte, onde brilhou, encantou, se apaixonou e se fez apaixonar. Mas, por ser brilhante, atraiu contra si a inveja dos medíocres, a ira dos incapazes, a raiva dos sem talento, o ciúme dos pobres de espírito, pois são sempre poucos aqueles que têm a coragem de manter a nobreza de carácter perante os seres superiores. Por isso - na primeira oportunidade - foi desterrado para Santarém, Constância, talvez Abrantes, e obrigado e uma "comissão de serviço" em Ceuta, sua grande desgraça, seu castigo maior, pois ali perdeu a vista direita em combate, causando-lhe feia deformidade, depois motivo de chacota por parte dos inimigos antes invejosos. Mal recebido em Lisboa, ironizado, ridicularizado, Camões refugiou-se na boemia, na noite, na arruaça, na aventura, até que certa tarde - na procissão da Mouraria - puxou da espada e golpeou o cavalariço do rei, então crime duplo, por ser em cerimônia religiosa. Logo foi preso no Tronco (prisão do pátio do mesmo nome, do lado do Teatro D. Maria II, na Rua das Portas de Santo Antão, na Baixa Lisboeta), onde permaneceu até o "perdão", com a condição de embarcar para as Índias. Foi um degredo simulado, tornando-o um expatriado forçado.
Entretanto, a pena que lhe foi imposta (desterro ou degredo), acabou sendo a causa da sua fonte de inspiração, da sua grande oportunidade, por lhe conceder experiência, tempo e lugar para a CRIAÇÃO da sua GRANDE OBRA, que a tradição diz ter sido escrita na Gruta de Macau, mas que uma rara obra que sobre ele possuo, mostra ter sido também em Goa, pois exibe um também raro retrato do Vate na prisão da cidade, sentado a uma tosca mesa, sobre a qual se encontram uma tigela, tinteiro e duas penas e papel já escrito, retrato que os especialistas afirmam ser talvez o único retrato de Camões para que ele posou!. De qualquer modo, o nosso herói pelas índias combateu, sofreu, navegou, a Macau aportou como Provedor dos Defuntos e Ausentes, naufragou na foz do rio Mekong no seu regresso a Goa, para anos mais tarde, se embarcar, de favor, para a Ilha de Moçambique, onde no ano seguinte o encontrou seu amigo e companheiro escritor Diogo do Couto "tão pobre que vivia de esmolas", quando lhe arrumaram algmas roupas e o embarcaram para a Pátria. Como foi difícil, dura, traiçoeira, mesmo humilhante, a vida de um dos maiores portugueses de todos os tempos!!!. Da ilha de Moçambique (talvez de algum vão de sua magestosa fortaleza, onde dormia, mas onde teria conseguido fazer a revisão de "Os Lusíadas") seguiu o nosso Poeta Maior para Lisboa, decerto a bordo de uma daquelas naus de porões não divididos, sem WC, sem cama ou colchão, comendo o que conseguia, mas carregando consigo a preciosidade que eram "Os Lusíadas", que tanto lucro dariam mais tarde aos editores e livreiros do Mundo!!!. E tudo continua como dantes, no quartel de Abrantes!!!.
Uma vez em Lisboa, conseguiu finalmente editar "Os Lusíadas" (1572), após o que - ainda miseravelmente, segundo a tradição - viveu mais oito anos, pobre e desamparado, sem o mínimo conforto devido a um velho e doente combatente, e sem saborear o gostinho da glória merecida mas ainda não convenientemente reconhecida!. Que diferença para os "eleitos" de nossos tempos, aos quais falta gênio mas sobram mordomias; a quem falta dignidade, mas sobram facilidades; a quem falta talento mas sobra rendimento; a quem falta carácter mas sobram palanque e horas de televisão; aos quais falta espiritualidade mas sobra desonestidade, enfim, que monstruosa diferença, entre o tratamento dispensado pela Pátria Madrasta aos boys de São Bento e aos expatriados, que é de ontem, de hoje e decerto será de amanhã, pois quem emigra sofre com dignidade, resiste com coragem, e não se baixa a migalhas, não perde a postura, jamais se vende, por ter uma alma pura.
Camões, grande Camões, quanta grandeza
Patenteias em teus versos de eleição
Nos quais cantas, com teu nobre coração
Nossa fidalga gente portuguesa
Camões, triste Camões, quanta nobreza
Se esconde na tua obra de excepção
Quando narras com sublime exaltação
Os feitos da nossa Pátria portuguesa
Com ela e por ela tu sofreste
Muita dor, injustiça e humilhação
Em tua vida pobre e amargurada
Para morreres do modo que viveste
Pois a Ela t´imolaste em doação
Nas mãos alternando a pena e a espada
Homenagem aos verdadeiros patriotas;
José Verdasca " (...)
************************
Não resistimos em difundir aqui aquilo que outros nos divulgaram, porquanto também nos ajudaram a melhor compreender a intenção da Autarquia Lisboeta em assinalar aquele local com tão belo painel.
Com as descrições que acima nos são feitas, além de ficarmos mais esclarecido sobre um trecho da História de Portugal e do maior Poeta Português de todos os tempos, também ficámos mais bem informados sobre os factos que motivaram a ida de Camões para a Índia.
Vemos que, apesar de tudo, valeu a pena ele ter sido preso e ter ido para aquele ex-Estado Português...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
CÁRITAS PAROQUIAL DE BEIJÓS - Recordar o Passado
domingo, janeiro 17, 2010
DE BEIJÓS > À CIDADE DE AGUALVA - CACÉM »»
sábado, janeiro 16, 2010
BEIJÓS E A EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE-"AS DESCOBERTAS" »»
quinta-feira, janeiro 14, 2010
CANTARES DAS JANEIRAS - MANTENHA-SE A TRADIÇÃO

2010.JAN.06 - CARREGAL DO SAL MANTEM A TRADIÇÃO
É com grande alegria que recebemos as notícias de Carregal do Sal, sobre o desfile dos Reizinhos, dos jardins de infância, que se apresentaram na Câmara Muncipal, para cantar as janeiras.
Há muitas tradições que, com o passar dos tempos, se vão perdendo. Estas iniciativas, motivando os mais pequeninos a um tipo de convívio bastante saudável, são de louvar, para dar
Será insignificante certamente aquilo que as crianças possam receber, mas temos a convicção de que, para elas, será enorme qualquer gesto vindo da parte da Câmara Municipal e que lhes ficará para sempre na memória.
Parabéns pelo evento e força para continuar.
"EM DIA DE REIS…
Crianças do Jardim de Infância de Carregal do Sal mantiveram a tradição!
(...)"
terça-feira, janeiro 12, 2010
DOIS DEDOS DE CONVERSA COM FERNANDO PESSOA
sábado, janeiro 09, 2010
BEIJÓS NA REGIÃO VINICOLA DO DÃO
Todavia, o texto vencedor, apresentado por Fernanda Ferreira, do blogue "Sempre Jovens", foi o seguinte:
"BARCA VELHAO Vinho, especialmente o «generoso» ou «fino» como é chamado na região Duriense, e mais conhecido por «do Porto» ou ainda mundialmente por «Port Wine», será um dos temas que abordarei com regularidade neste Blogue. Tinha já pensado fazê-lo, era um projecto em estudo para outro dos meus Blogues, mas porque não aqui??? Só espero conseguir que se apaixonem pelo tema e o vivam tão intensamente quanto eu.
Gostaria que soubessem antes de mais, que tive a imensa honra de trabalhar na Empresa que o produz, mas muito especialmente de ter tido o privilégio de ter contactado de perto e aprendido a amar o vinho, com o célebre criador do primeiro Barca Velha, que foi lançado no mercado em 1952, o Sr. Fernando Nicolau de Almeida, figura emblemática da A.A. Ferreira, um ser único, um perfeito gentleman. Lembro-me que inventava perguntas para poder ir ao laboratório ouvi-lo explicar-mas, a linguagem do vinho só por si é lindíssima, ouvir ou ler a descrição de um vinho é uma coisa do outro mundo, mas não há ninguém capaz de o fazer como ele, ninguém mesmo.
Apesar de ser o Sr. Director Técnico, de ter verdadeiro “sangue azul” nas veias, ele próprio conduzia o seu lindíssimo Jaguar azul-marinho, sempre rejeitou chauffeurs e foi sempre a pessoa mais carinhosa que conheci na Porto Ferreira. Com ele trabalhava o Sr. Engº. José Maria Soares Franco (de quem falarei seguramente muito noutros textos), que lá ficou após a morte do Sr. Nicolau de Almeida até muito recentemente, o Sr. Eng.º Luis Vieira, bem como mais dois ou três jovens enólogos, dos quais destaco o actual responsável técnico do Barca Velha, o Eng.º Luís Sottomayor, sendo este o terceiro que o Barca Velha tem como “pai” desde que foi criado.
Transcrevo extracto de entrevista ao “terceiro pai do Barca Velha”, quando perguntado se haveriam diferenças no vinho desde a sua criação; “Algumas, mas muito pequenas. Resumidamente, diria que o Sr. Nicolau de Almeida gostava de Barcas Velhas mais robustos, o José Maria Soares Franco privilegiava a harmonia e eu, a elegância.”
Vamos agora ao vinho em si.
Chama-se Barca Velha por ser produto da Quinta do Vale Meão, no Douro Superior (Pocinho – V.N. Foz Côa). A única Quinta inteiramente implantada por D. Antónia Adelaide Ferreira, (1811 – 1896) a célebre e ilustre “Ferreirinha”. Junto à quinta ancoravam os “rabelos”, que podiam ser maiores ou menores e daí chamarem-se “barcas” ou “barcos”. A mais velha Barca, a que já não transportava pipas rio abaixo até ao entreposto, no cais de Gaia, acabou por dar o nome ao vinho. Em 2000 a produção do Barca Velha passou para a Quinta da Leda, após a aquisição da Ferreirinha pela Sogrape, sendo actualmente a Quinta do Meão pertença do Sr. Dr. Francisco de Olazabal, genro do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, de quem seguramente escreverei muitíssimo e dos seus fabulosos vinhos, assim eu vos consiga cativar para este tema.
Este vinho foi criado à imagem e semelhança de um Porto Vintage (mais tarde explicarei melhor, mas que é basicamente o vinho do Porto de eleição) cumprindo-se assim o sonho do Sr. Nicolau de Almeida, o de criar um tinto de mesa que se assemelhasse em tudo ao que um Vintage tem de melhor. Ao ser engarrafado jovem, corpulento, robusto e sem tratamentos, (tal qual um Vintage) fica preparado para evoluir na garrafa e atingir o auge com o tempo e com a idade., fazendo com que seja o único vinho que ousa desafiar o tempo. Todos os outros vinhos, mesmos os actuais grandes tintos do Douro, são comercializados muito jovens, com apenas dois ou três anos. Por seu lado, o Barca Velha só é comercializado oito a nove anos após a vindima, e só nos anos excepcionais e conforme a sua evolução na garrafa é que é declarado como tal ou não, assim o último colocado no mercado é do ano de 2000, e curiosamente o anterior foi 1999, mas é raríssimo acontecerem dois anos consecutivos.
Vamos agora a uma prova de um Barca Velha de 1985.
Esta foi efectuada em Novembro de 2002 por Tiago Teles.
“É sempre um desafio beber um Barca Velha. Este já tinha 17 anos e foi bebido em prova cega. O nariz começou por ser doce, com aromas a marmelo, evoluindo depois para um nariz vinoso. Ligeiro caramelo. A boca é elegante. A acidez é agradável e os aromas equilibram com a boa concentração de sabor. Os taninos estão presentes, mas envolvidos no conjunto, contribuindo para um final moderado/longo.”
Castas: Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Nacional e Touriga Francesa
Curiosidade - Na CASA FERREIRINHA existe apenas uma garrafa da primeira colheita do Barca Velha – uma magnum de 1952, cujo valor é, hoje, incalculável.
Curiosidade - Destaque especial para o Barca Velha 2000, que ganhou o prémio de melhor vinho do ano.
A partir de então, nos supermercados e nas lojas de venda de vinhos, nas nossas viagens, não nos cansámos de procurar este nectar, para confirmar os preços com que são postos à venda ao público.
No entanto temos consciência de que, como diz o povo «o que é bom terá que ser pago», quem o produz, seguramente que o fará com o maior empenho, amor e carinho, para que esse vinho, de tão boa qualidade como se conclui, continue bem cotado e, portanto, exige que o seu esforço continue a ser bem recompensado.
domingo, janeiro 03, 2010
NAS MÃOS DE DEUS - Beijós


sábado, janeiro 02, 2010
ANIVERSARIANTES EM JANEIRO DE 2010 - Beijós
01.JAN. (1949) - Teresa Coelho Figueiredo
04.JAN.(1960) - José Marques Pais Loureiro
07.JAN. - Carla Isabel Amaral Fernandes