terça-feira, junho 30, 2009

BEIJÓS E A ZIF DO PLANALTO BEIRÃO

REUNIÃO COM PROPRIETÁRIOS FLORESTAIS DO CONCELHO DE CARREGAL DO SAL

Depois de anunciada, nos termos do n.º 1, do Art.º 7º. do Decreto-Lei n.º 127/2005 de 05 de Agosto, com a redacção que lhe foi introduzida pelo Decreto-Lei n.º 15/2009, a reunião de consulta prévia, para a constituição da ZIF (Zona de Intervenção Florestal) do Planalto Beirão - Carregal do Sal, realizou-se em 29 de Junho de 2009, pelas 18H00, no auditório da Câmara Municipal de Carregal do Sal.

Além dos vários assuntos tratados foi comunicado que para o concelho de Carragal do Sal estão previstas duas ZIFs:

»»» ZIF Carregal do Sal - Mondego, delimitada a Sul pelo Rio Mondego e a Norte pelo IC 12. Abrange as áreas florestais das freguesias de Parada, Currelos e Oliveira do Hospital.

»»» ZIF Planalto Beirão - Carregal do Sal, delimitada a Sul pelo IC 12 e a Norte pelo Rio Dão. Abrange as áreas florestais das freguesias de Papízios, Sobral de Papízios, parte de Currelos, parte de Oliveira do Conde, Cabanas de Viriato e Beijós.


Foram abordados os seguintes temas, conforme constam das cópias do respectivo programa:
(Clik nas imagens para ler o programa)





1. - O que é uma zona de intervenção florestal (ZIF)?;
2. - Quais os benefícios para os aderentes?
3. - Como se constitui uma ZIF?
4. - Como vai funcionar a ZIF depois de constituida?
5. - Quais as responsabilidades de quem gere a ZIF?
6. - Quais as obrigações dos aderentes?
7. - Que prémios podem ser atribuidos?



O que visa fundamentalmente
>>>>>> Depois de constituida, a ZIF, entre outras coisas, visa:
1 - Habilitar-se aos fundos Europeus e aos do Governo Português;
2 - Apoiar os proprietários no cadastro das suas florestas;
3 - Apoiar na prevençãos dos incêndios;
4 - Apoiar na reflorestação.
******************
»»»» Para completo esclarecimento das populações irão decorrer, em datas a programar, debates públicos nas Sedes das Juntas de Freguesia.
___________________________________

Ainda não foi falado sobre:

»»»» Quais os fins a que se destinam os fundos que possam vir da União Europeia e do Governo Português?

»»»» Esses fundos como irão ser geridos e por quem?

Assim, perante os factos que observamos nas notícias diariamente, será conveniente esclarecer mais alguns pontos nos próximos debates sobre este tema.

quarta-feira, junho 24, 2009

2009 - BEIJÓS E OS JARDINS NA NOITE DE S. JOÃO

As tradições mantiveram-se. Pela calada da noite, desconhecidos, lá foram de casa em casa a furtar os vasos com flores, para enfeitar a ponte do centro de Beijós e os muros do adro da Igreja Matriz. Todavia, agora já há maior cuidado. Os donos dos jardins arrumam os seus vasos em local mais seguro. E por isso terão tido maiores dificuldades. Contudo, apesar de, este ano, haver menos vasos, havia mais carroças de burros. Os vasos estavam mais distribuidos e tudo estava bonito.
Aqui, podemos ver melhor.

BEIJÓS E AS FESTAS DE SÃO JOÃO BAPTISTA 2009


Já estão a decorrer as festas de S. João em Beijós.
O Dia 23 de Junho trouxe um clima de convívio e de muita animação entre todos os Beijosenses.
Nas imagens podemos ver o levantamento de um mastro, loge pela manhã. Pudémos constatar que houve algumas dificuldades, todavia, como apareceram muitos observadores as coisas passaram a ser mais fáceis, porque alguns deles decidiram-se em prestar a sua ajuda.
Passámos pela Igreja e pelos locais de maior realce e observámos como estavam os enfeites. Tudo muito bonito.
Depois acompanhámos a distribuição de tremoços e de vinho da região. Foi muito bom ver como as pessoas se juntavam logo que chegava o tractor. Comiam tremoços, bebiam o bom vinho, temos que realçar, "bom vinho" fresquinho.
Depois havia sempre troca de palavras entre os Beijosenses. Presenciámos que, ao anoitecer, na Rua Serpa Pinto, logo se organizou o primeiro convívio, do qual fazia parte o Senhor Presidente da Junta de Freguesia.
De seguida fomos observar como decorria a sardinhada da Rua Miguel Bomberda, em frente ao Café Santos. Já se ultimavam os preparativos para a festa.
Passámos pelo entroncamento da Rua da Eira, com a Rua Abade Pais Pinto. Juntou-se ali muita gente, mas também foram servidos muitos alimentos, sardinha, febras, entremiada e etc... e também bons vinhos, estes de várias produções.
No Parque Arnaldo de Castro, convívio principal organizado pela Comissão de Festas, tudo decorreu muito bem. Foram servidas as respectivas sardinhas, com o vinho da região.
Aqui era notória a alegria dos Mordomos por terem proporcionado um são convívios aos Beijosenses. Muita gente, mas também muita comida e muita bebida.
Vejamos aqui as imagens da maior parte dos convívios deste dia.

segunda-feira, junho 22, 2009

BEIJÓS > Recordar as suas Gentes

Não há dúvidas que são Beijosenses.
Esta fotografia foi tirada em Dezembro de 1989. Já tem 19 anos.
Alguns destes nossos Queridos Amigos, infelizmente, já não estão entre nós. Por isso mesmo é que as imagens aqui reproduzidas têm maior valor, porquanto perpectuam as recordações que nos deixaram.
Quem são?

domingo, junho 21, 2009

BEIJÓS > Aniversariantes


Hoje, está de Parabéns a Nossa Querida Amiga Isaura Amaral Loureiro, nascida a 21 de Junho de 1965.

Pronto!
Mais um...
Enfim!
Este Mundo é mesmo assim... enquanto percorremos os caminhos da vida, tenhamos alguma coisa que nos anime.
É sinal que somos vivos e que ainda conseguimos contar um de cada vez...

Para tanto é necessário que tenha muita saúde e alegria para confraternizar com os familiares e amigos...
Para ela vão os nossos mais sinceros parabéns.
Que conte muitos anos, mas que continue a contar também com os amigos que a rodeiam.

sexta-feira, junho 19, 2009

BEIJÓS > E A FESTA EM HONRA DE SÃO JOÃO BAPTISTA



Cumprindo as tradições, como não podia deixar de ser, nos dias 23 e 24 de Junho de 2009 vamos ter festa rija na Nossa Aldeia.
Estes nossos Queridos Amigos
> João Ferrão,
> Armindo Loureiro,
> António Bernardo Pais,
> João Moreira.
... não se pouparam em esforços para organizar uma festa forte.

Os Programas já distribuidos revelam:

Dia 23

Às 16H00 > Levantamento dos Mastros, junto das casas dos respectivos Mordomos e na Igreja.
Às 17H00 > Distribuição de tremoços e vinho da região pelas ruas da aldeia.
Às 21H30 > Sardinhada no Parque Arnaldo de Castro.

Dia 24

Às 08H00 > Alvorada com a habitual descarga de fogo de artifício.
Às 13H45 > Chegada da Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Moimenta da Serra - Gouveia;
Às 14H00 > Arruada -> A Banda Filarmónica vai percorrer as Ruas da Aldeia, começando pelo Lugar D'Além, Serradinho, Fundo do Vale da Loba e regressa à Igreja Paroquial de Beijós.
Às 15H00 > Será Celebrada Missa Solene, em louvor do Padroeiro de Beijós - S. João Baptista.
Às 16H00 > Início da Procissão, que irá percorrer o tradicional Itinerário, seguindo pelo Cerradinho e aos acessos do Outeiro do Moinho.
Às 18H30 > Encerramento dos festejos com a Banda Filarmónica que irá cumprimentar os novos mordomos, visitando-os nas suas residências.
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»»» Agora, só faltam os Beijosenses cumprirem os seus programas, para estarem na sardinhada e nesta Festa de S. João Baptista, a mais forte da nossa Aldeia.
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BEIJÓS*CINCO ALDEIAS envia os sinceros parabéns aos Nossos Queridos Amigos, Mordomos, com os votos de que, apesar do sacrifício, não lhes falte a saúde e a garra para conseguirem cumprir cabalmente tão vasto programa.
Prometemos que iremos estar ... em todas!

quinta-feira, junho 18, 2009

15 - CONVITES - Para Bem Receber

Nunca será exagero recordar alguns pontos de vista sobre "Convites", numa expectativa de bem receber os nossos amigos...
Por isso, aqui deixamos mais um apontamento:

"No passado foram publicados livros que continham modelos de cartas para todas as ocasiões. Tinham a sua utilidade numa época em que as fórmulas bem estruturadas estavam na moda.
Hoje em dia, com a educação que desenvolveu a iniciativa pessoal, nós podemos exprimir-nos de uma forma mais individual, respeitando simultaneamente as regras da boa educação.
Os convites e as respostas aos convites são os meios de comunicação mais frequentes na vida social.
Podem ser feitos com cerimónia em ocasiões de carácter oficial. Os convites oficiais são geralmente gravados ou impressos em papel velino ou em bristol, destinados a esse fim.
Nos meios mundanos, onde as recepções são muito frequentes, os convites são impressos previamente em quantidade, com linhas em branco, onde serão referidos o género da recepção, a data e a hora, assim como o tipo de vestuário. A menção «cerimónia» só se torna necessária para uma recepção de gala.
Para qualquer outra recepção, se a ocasião for algo solene, o vestuário será indicado em conformidade. Para os homens será fato de passeio ou smoking, se se trata de um cocktail, de um jantar ou de uma festa à noite. As mulheres escolherão um vestido « para a tarde», de jantar ou de noite, curto ou comprido, conforme a moda de momento.
Acrescentemos que as mudanças que se verificam em cada estação na indústria de vestuário não são necessariamente diktats aos quais seja obrigatório submeter-nos. A mulher elegante deve saber que a simplecidade é a regra do bom gosto e que é preferível, segundo a expressão inglesa, estar underdressed a estar overdressed, isto é, uma elegância discreta a uma espalhafatosa.
A vida mundana exige um convite em regra por carta, por telefone ou verbal.
O convite é necessário no mundo oficial ou diplomático e é sempre formulado num cartão impresso previamente para esse fim. A fórmula é tradicional e é aquela que também será utilizada para uma recepção de gala nos círculos mundanos. Estes convites são sempre redigidos na terceira pessoa e têm habitualmente o seguinte teor:


Paulo Rodrigues e Esposa

têm a honra de convidar
o Senhor e a Senhora Martins Gonçalves
para o baile que dão no sábado..., às... horas

Vestuário: fato e vestido de noite.

RSSF
Av. da República 2 - 1000 - 000 Lisboa



Os cartões de convite, como aliás os cartões de resposta, não trazem cumprimentos, nem fórmulas de delicadeza, nem assinatura.
A aceitação de um convite para uma recepção oficial ou uma recepção de gala será redigida na terceira pessoa e segundo a fórmula seguinte:


José Martins Gonçalves e Esposa aceitam o convite do Senhor e
da Senhora Paulo Rodrigues para o baile que dão no sábado, ...


A recusa será:

José Maria Gonçalves e Esposa lamentam não poder aceitar o
convite do Senhor e da Senhora Paulo Rodrigues para o baile que
dão no sábado, ...


Quer a resposta seja de aceitação quer de recusa, deve ser enviada na volta do correio. Segundo os usos diplomáticos, mas unicamente no mundo diplomático, a resposta por telefone é tolerada.
Para além dos casos muito cerimoniosos, em que as formas tradicionais devem ser respeitadas, os convites podem ser feitos em bilhetes ou fórmulas de fantasia, desde que dêem provas de bom gosto. Um artista, por exemplo, pode-se permitir ornamentar o seu convite com um toque pessoal e encantador.
Éxemplo de convite e resposta de aceitação ou de recusa:

Jantar de meia cerimónia

Querida Senhora Rodrigues (ou querida Teresa, conforme o grau de intimidade)

Recebemos alguns amigos para jantar na terça-feira, ... às .... horas.
Focaríamos encantados se Paulo e você pudessem estar
connosco. Jogaremos bridege ao serão; estou certa de que isso vos
agradará, porque os nossos amigos Gomes e Antunes são ecelentes
jogadores, como sabem.
Até terça-feira, espero.

Sinceramente,


Aceitação

Querida amiga,

Paulo e eu aceitamos com prazer o seu convite para jantar na
terça-feira, ..., às ... horas. Obrigado por ter pensado em nós.
Antegozamos o prazer de vos ver a ambos na próxima semana e
de reencontrar os nossos amigos Gomes e Antunes.
Com amizade,

Recusa

Querida Amiga,

Paulo e eu lamentamos vivamente não poder aceitar o seu
convite para jantar na terça-feira, ..., uma vez que já estamos
comprometidos para essa data. Obrigado por ter pensado em nós e
antegozamos o prazer de poder aceitar numa próxima ocasião.
Sinceramente,

Estas fórmulas poderão variar conforme a ocasião e o grau de intimidade dos donos da casa e dos convidados.
Mas, apesar de não se deverem confundir as boas maneiras com o formalismo e o pedantismo, também não se deverá aceitar o desembaraço desenvolto e as improvisações de última hora.
Inevitavelmente, as modificações contínuas das condições de vida da nossa sociedade moderna têm necessidade de uma nova etiqueta.
Os convites pelo telefone tomam no nosso tempo um lugar preponderante nos costumes vigentes. O mesmo se passa com os convites verbais, que se fazem entre pessoas que trabalham no mesmo escritório ou em qualquer outro local de trabalho. A forma deste convites não é estritamente fixa, mas será determinada pelo grau de intimidade e pelo género de recepção previsto.
A resposta a um convite oral ou telefónico deve ser confirmada imediatamente, desde que isso seja possível. Será protelada se for necessário informarmo-nos da disponibilidade de um cônjuge ou de um companheiro, desde que o convite se dirija a um casal. Mas a aceitação ou a recusa não deverão demorar excessivamente.
Parece muito mal declinar um convite que já fora previamente aceite, desde que não haja uma razão de força maior.
Não se pede a um convidado que convide, por uma vez, outra pessoa, a menos que se trate de amigos muito íntimos.
Muito menos nos faremos acompanhar de uma pessoa que não foi convidada, excepto em caso de força maior, e só depois de termos informado previamente a pessoa que recebe, sobretudo se se tratar de um jantar ou de uma ceia de certa importância.
Além disso, na vida social «retribuem-se os convites» a quem no-los faz.
Quando se mora num apartamento de duas ou três assoalhadas, é muitas vezes difícil receber um grande número de convidados.
À dona da casa que, instalada mais à vontade, pode permitir-se dar grandes recepções, podemos manifestar o nosso agrado oferendo-lhe um pequeno presente.
Podemos também convidar para um restaurante um casal em cuja casa somos regularmente recebidos.
Uma dona de casa ficará encantada com algumas flores, ou com uma pequena planta verde cuja cultura você pratica.
Nenhuma destas manifestações de amizade faz parte de convenções estabelecidas, mas da arte de conviver e das relações sociais."

By MFT

quinta-feira, junho 11, 2009

DIA DE CORPO DE DEUS

Hoje, 11 de Junho de 2009, a Igreja Católica celebrou o Dia do Corpo de Deus.

 « Imagem que evoca a Santíssima Trindade.
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»»»» Nesta Imagem (foto recolhida na I.P.de Currelos), estão representados:
O Pai;
O Filho;
O Espírito Santo.
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Com a cerimónias próprias deste Dia, um pouco por toda a parte, foram entoadas as preces de Louvor a Deus.

segunda-feira, junho 08, 2009

BEIJÓS E O ENCONTRO DE COROS INFANTIS DE ALVERCA DO RIBATEJO

Encontro de Coros Infantis de Alverca

No dia 01 de Maio de 2009
Pelas 16H00 - Concerto
Organização: Coro "Pueri Cantorum"
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Coros Participantes:
» "Os Rouxinóis" - Paróquia do Cacém
» Coro do Santuário de Fátima
» Classe de Coro do Colégio José Álvaro Vidal
» Coro Infantil da Paróquia do Forte da Casa
» "Pueri Cantorum" - Paróquia de Alverca
Programa:
> Coro Pueri Cantorum
* Regina Caeli, Gregoriano
* Ave Maria, César Franck
* Panis Angelicus, César Franck
* Gloria Patri, Wolfram Menschick
# Direcção: Paula Faria
# Órgão: Tiago Oliveira
> Coro Infantil da Paróquia do Forte da Casa
* Deixai vir a mim as criancinhas, Frei Fabreti
* Rainha do Céu, Padre Joaquim
* Tu és a Glória de Sião, Borges de Sousa
* Mãe de Jesus, Maria, Padre Zezinho
* Eu vou feliz, Vitor Pereira
# Direcção: Laurinda Cardoso
> Classe de Coro do Colégio José Álvaro Vidal
* Cantate Domino, Taizé
* Viva Tutte le vezzose, Felice Giardini
* Beau Musicien, Anónimo
* Due pupille, W.A.Mozart
# Direcção: Paula Faria
# Piano: Tiago Oliveira
> Coro Infantil e Juvenil "OS ROUXINÓIS"
* This little light of mine (trad. espiritual) - arr. Ken Berg
* Sarasponda - arr.Ruth Boshkoff
* Ciclo de Canções "Aqui há bicho" - Carlos Garcia
* A cigarra e a formiga - Bocage
* O Grilo - Alexandre O'Neill
* O Caracol - Cabral do Nascimento
* O Menino Azul - Cecília Meireles
* As Borboletas - Vinicius de Moraes
* Gatos - Eugénio de Andrade
# Direcção: Ana Isabel Pereira
# Piano: Rodrigo Gomes
> Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima
* Na Escolka de Maria (Ensinais-nos Pastorinhos) - João Marcos / Cristina Lameiro
* In Te, Domine - Paulo Lameiro
* Heaven is a Wonderful place - Espiritual
* Dreaming - Lorenz Maerhofer
* Sinner you know - Espiritual
* Sister Act - Mac Huff
# Direcção: Paulo Lameiro
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» Vejamos as imagens dos Coros em Actuação:


















(Fotos By A.A.A.)
Este evento revela que há pessoas que se dedicam de alma e coração às causas da cultura.
É notório o empenho da Igreja, das Famílias e dos Músicos que dirigem os grupos de coros.
Estas actuações são fruto de muito trabalho e, por vezes, de muito sacrifício das pessoas envolvidas.
Há sempre uma recompensa... > "A satisfação do dever cumprido", perante a sociedade em que estamos inseridos.
Parabéns a todos os que se envolveram na realização de mais este Festival.

quinta-feira, junho 04, 2009

BEIJÓS E A POLUIÇÃO DAS ÁGUAS DAS RIBEIRAS

A Aldeia de Beijós é banhada por duas ribeiras, a que a população sempre designou por "Rio do Pisão" e "Rio do Povo", e por vários ribeiros que descem dos montes.

Os terrenos sempre foram muito férteis, devido às águas destas ribeiras e ribeiros, que correm naturalmente para os regar, por canais centenários.

Nos últimos tempos, porque o progresso também traz coisas más, com o saneamento básico das aldeias que ladeiam estes cursos de água no seu percurso, desde as nascentes até foz, temos notado que as respectivas águas apresentam uma cor escura, com muita espuma e, principalmente no Verão, deixam um cheiro pestilento.

Em Abril de 2009, nas nossas caminhadas, apesar do caudal dos nossos rios ser um pouco acima do normal, para a época, constatámos que as águas, muito embora turvas pelas lamas que as chuvas arrastam, apresentam demasiada espuma.

Isto leva-nos a concluir que há excesso de detergente ou os esgotos são vazados para as ribeiras/os.

A agricultura de Beijós, com os detritos, já vai ficando prejudicada e os produtos hortícolas, se não forem tomadas medidas urgentes, irão causar problemas na saúde de quem os consome.

Analisando os seus percurso, concluímos que a maior parte das Aldeias que lhes ficam mais próximas têm as estações de tratamentos dos esgotos com saídas para as ribeiras/os.

Claro que, estando Beijós num vale por onde passam estes cursos de água vai ver passar os esgotos dos seus vizinhos no seu povoado, mesmo à sua porta.

Ainda não ouvimos falar de qualquer medida para evitar que Beijós se torne a fossa de tantas aldeias, desde Mangualde.
Todavia, os Beijosenses terão que começar a pensar em exigir das entidades competentes que a situação seja revista e acautelado o vazamento dos esgotos para os leitos das ribeiras, antes que Beijós passe a ser a retrete dos outros povos.

Vamos observar:

Nesta foto, junto da fonte dos Amores, no Brejo, limite Este da freguesia de Beijós, concelho de Carregal do Sal, presenciámos que havia montes de espuma nos locais mais recatados do leito da ribeira.


Ainda no Brejo vemos como as águas arrastam a espuma. Aqui elas deixam um cheiro muito desagradável.

Aqui o Rio do Pisão, com muito mais água do que habitual, também se notam muitos detritos.


«Levada ou açude no centro de Beijós»
Quando as águas descem esta levada, além dos maus cheiros que libertam, também é visível a espuma.
Aqui estão incluídas aquelas águas que apresentámos no Brejo, que, logicamente, descem até ao Rio Dão.

Temos um caso concreto, que presenciámos há algum tempo, com os esgotos da Póvoa de Santo António.
Eles estão a ser lançados a céu aberto no ribeiro situado entre a Póvoa de Lisboa e a de Entre Ribeiros.
Em pleno Verão há um cheiro nauseabundo.
As águas conspurcadas correm em direcção à Lameira.

Enfim! Vamos pensar a sério no ambiente em que Beijós vai mergulhando.
Vamos lutar pela qualidade de vida e pelo ambiente em Beijós, antes que seja demasiado tarde.

segunda-feira, junho 01, 2009

BEIJÓS E O HOMEM DO LEME






O MOSTRENGO


O Mostrengo que está no fundo do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes, 
Voou três vezes a chiar, 
E disse: « Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo, 
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o Homem do leme disse,  tremendo: 
«El-rei D. João Segundo!»


« De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o Mostrengo e rodou três vezes, 
Três vezes rodou imundo e grosso. 
«Quem vem poder o que só eu posso, 
Que moro onde nunca me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-rei D. João Segundo!»


Três vezes do leme as mãos ergueu, 
Três vezes ao leme as reprendeu, 
E disse no fim de tremer três vezes: 
« Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo, 
Manda a vontade, que me ata ao leme, 
«De El-rei D. João Segundo!»
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By > Fernando Pessoa «in Mensagem»


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Aqui podemos recordar aquilo que aprendemos ou melhorar os nossos conhecimentos.