terça-feira, fevereiro 26, 2008

CASAS COM HISTÓRIA - Póvoa da Pégada

Esta bela casa, seguramente, com algumas dezenas de anos de construção, podemos encontrá-la na Rua Padre Júlio, bem no centro da Póvoa da Pégada.






Uma casa toda construida em granito.
Então, cada pedra foi trabalhada à mão pelo pedreiro, com um pico. Tem, seguramente, centenas de horas de mão de obra.
As suas janelas, vidraças,
em madeira, são constituidas por duas folhas.
A parte superior é fixa. A parte inferior é móvel e desliza na vertical, para abrir ou fechar. Corre por dentro da outra numa calha de madeira existente no seu aro, fixando - se ao mesmo nível, quando aberta, com uns ferrolhos metálicos, colocados no respectivo aro, um de cada lado.
Este sistema de janela tem sido abandonado nos últimos tempos. Todavia, ele era muito prático e também muito eficiente. Permitia muita claridade nas casas e deixava toda a superfície disponível, com largura para duas ou mais pessoas se debruçarem.

domingo, fevereiro 24, 2008

BAIRROS DE BEIJÓS - Deldoreto

Este é o Bairro mais recente de Beijós.

Situado a Sudoeste da Aldeia, fica no limite da freguesia com a de Cabanas de Viriato.

Pode dizer-se que este aglomerado populacional, com meia dúzia de famílias, nasceu da necessidade que os respectivos moradores tiveram de permanecer mais próximo das suas tarefas diárias, entre elas as agrícolas e avícolas.

A maior parte dos seus moradores tiveram ou ainda possuem casa no centro da Aldeia. Todavia, perante as necessidades de permanecerem mais próximo dos seus trabalhos, aliás, como já ficou dito, tiveram que organizar as suas vidas de outra forma, construindo ali outra habitação, passando assim a desfrutar de melhor descanso, quer durante a noite, quer nas horas vagas dos seus trabalhos.







Apesar deste bairro se situar numa zona alta, os terrenos que o circundam são muito produtivos, com abundância de água. O espaço é propício ao desenvolvimento de uma agricultura intensiva.
Quer no Verão quer no Inverno, aqueles terrenos prestam-se para o cultivo das alfaces, cenouras, couves, nabos, tomates, pimentos e etc.

Alguns moradores possuem um circuito de distribuição de todos estes géneros, cujo facto, para garantir o cumprimento dos seus compromissos, lhes impõe maior rigor no desenvolvimento e produção, atempada, dos seus produtos.


Se o trabalho da agricultura não é fácil, quando se desenvolve um cultivo intensivo dos campos, aumenta o sacrifício.






Contudo, a estes agricultores, resta-lhes a consolação de dever cumprido num trabalho que desenvolvem com gosto.


Também é motivador a forma como são valorizados o seu trabalho e os seus produtos, principalmente em Beijós e na vizinha freguesia de Cabanas de Viriato.
Quando, inesperadamente, há necessidade de alfaces ou de outros produtos hortícolas, para os estabelecimentos de restauração, basta uma pequena deslocação de automóvel, mesmo sobre a hora de cozinhar ou preparar os alimentos e logo são servidos directamente do espaço onde os géneros foram plantados/semeados e cresceram. Assim, tudo é servido fresquinho.

Além dos produtos que já foram referidos, a área onde se situa o Bairro é das poucas de Beijós, onde ainda se produz alguma castanha, conforme podemos observar os castanheiros que as fotografias apresentam.
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Recomendamos, especialmente, a visita ao nosso MUSEU VIRTUAL

sábado, fevereiro 23, 2008

UM ANO DEPOIS - Beijós-Cinco Aldeias




» Faz hoje um ano que BEIJÓS-CINCO ALDEIAS divulgou os seus primeiros trabalhos, que vamos recordar:

"Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

O ARAUTO DE BEIJÓS

Editado durante mais de três décadas, O Arauto foi o mensageiro dos Beijosenses por esse Mundo fora. Foi elo de ligação entre os filhos da nossa Aldeia. Através dele todos os Beijosenses conseguiam, ainda que, por vezes, com algum atraso, saber das notícias da sua Terra Natal. Foi propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Beijós. O seu Director foi sempre o respectivo Pároco. Apesar das facilidades actuais de comunicação, esse mensageiro deixa muitas saudades. Nele foi escrita grande parte da História de Beijós."
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Como na vida, nem tudo é perfeito, reconhecemos que nem tudo tem sido fácil, todavia temos procurado empenhar-nos para melhorar o nosso desempenho.
Deixamos aqui o mais vivo reconhecimento a todos aqueles que nos têm visitado, ao longo deste ano.
A todos o nosso Bem haja, pela colaboração prestada e pelo incentivo que nos têm dado em prosseguir, com a firme intenção de enriquecer os conhecimentos de todos os Beijosenses e de lhes fazer chegar algumas notícias mais relevantes da Nossa Aldeia.
Estamos animados e vamos continuar!

(Click sobre as mãos e sobre o rosto do miúdo, para ver os efeitos).

terça-feira, fevereiro 19, 2008

BEIJÓS » Fonte dos Amores

Desde tempos imemoriais que se desencadeou a lenda da fonte dos amores.

Há 60/70 anos a esta parte, alguns Beijosenses (grupos de rapazes e raparigas da época), em Quinta Feira da Ascensão, faziam uma romaria à fonte dos Amores.
Levavam os seus lanches, feitos pelas raparigas, e faziam um pic-nic, durante a tarde, à sombra de grandes amieiros que, então, ali existiam.
Alguns deixavam as datas e os seus nomes gravados na casca dos troncos daquelas árvores, cujas inscrições se mantiveram enquanto conservaram ali essas árvores.
Muito salutar.
Assim se iniciavam muitos namoros em Beijós, uma grande parte dos quais conduziam ao casamento.
Tempos muito bons, de muito respeito, entre a juventude.
Actualmente, uma vez que Quinta Feira da Ascensão,
em Portugal, deixou de ser feriado ou dia de Santo de Guarda, para a Igreja Católica, não se faz essa romaria.
Para essa data, foi criada uma outra ao Monte do Calvário, sobranceiro à Vinha da Casa, em Beijós, que se realiza no Domingo a seguir a essa Quinta feira.
Esta romaria, com procissão, tem como finalidade a bênção dos Campos, porque é a altura em que eles ostentam as culturas do pão (trigo, centeio, milho, etc.).

Todavia, a Fonte dos Amores continua a ser falada e, apesar de estar um pouco mais abandonada, não perdeu os seus encantos.


Há por ali carvalhos, pinheiros e amieiros novos, com novas inscrições e sombra suficiente para as merendas.

Está a meia hora de caminho a pé de Beijós, que vale a pena, pelo exercício físico que nos proporciona.
Outrora, essa caminhada era feita por entre os matos, ou por caminhos muito pedregosos.
Actualmente, tudo está diferente, com a abertura da Estrada que liga a nossa Aldeia à Lampaça e ao Brejo.
Para os mais cansados, por essa estrada, de automóvel demoram-se cerca de 10 minutos.

Noutros tempos, a bica era feita de um pedaço de caniço, por isso tinha que ser substituida algumas vezes por ano.
Quem mais se servia das suas águas, que corriam durante todo o ano, ainda que o Estio fosse forte, eram os agricultores das propriedades vizinhas e os resineiros.



Em 20 de Abril de 2007, alguém teve a feliz ideia de melhorar o aproveitamento daquela Água, colocando ali uma bica de tubo plástico e encimou/alteou o respectivo bordo com cimento.

A fonte fica na encosta do monte, do lado da Póvoa de Santo António - Nelas, a cerca de 50 metros do leito da Ribeira de Alcafache-Ferreiroz, que atravessa a Aldeia de Beijós.
 >O autor da obra deixou a sua assinatura, para que conste.



Este nosso querido amigo foi apanhado a provar as águas.
Seguramente que foi confirmar se elas ainda eram iguais àquelas que correram por ali há cerca de 55 anos.

As águas desta fonte são muito boas e, apesar de sairem do meio da rocha e percorrerem lençóis graníticos, são muito leves.
Como é normal, frescas no Verão e mornas no Inverno.
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Por nos parecer adequado, ainda que não tenha sido criado para esta, permitam-nos deixar aqui a letra do belo fado:


LENDA DA FONTE

I

Maria do monte
Nascida e criada
Na encruzilhada
Que fica de fronte
Da fonte sagrada
II
A lenda é antiga
Mas há quem a conte
Que descia do monte
Uma rapariga
Para beber na fonte.
III
E àquela hora
Por ela marcada
De noite ou de dia
O Chico da nora
Na encruzilhada
Esperava a Maria
Seguiram depois
Bem juntos os dois
Ao longo da estrada
Matar de desejos
A sede com beijos
Na fonte sagrada.
IV
Mas um certo dia
Como era esperada,
Na encruzilhada
Não veio a Maria
À hora marcada
Seus olhos divinos
Para sempre fechou
Aldeia rezou
Tocaram os sinos
E a fonte secou.
V
E àquela hora
Por ela marcada
De noite ou de dia
O Chico da nora
Na encruzilhada
Esperava Maria
Mas oh Santo Deus
Escureceram-se os céus
Finou-se a beldade
E diz-se no monte
Que a velhinha fonte
Secou de saudade.
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By > Autor desconhecido

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Continue a visitar, especialmente:

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

BEIJÓS - VISEU » Especialidades Regionais

Há na nossa região especialidades de culinária, principalmente doçaria, únicas em Portugal.
Aqui apresentamos imagens de algumas dessas especialidades:
Bolos:
> Viriato
> Castanha de Ovos
> Pão de Azeite> Pastéis de Feijão
> Pão de Ló
O Bolo de Ló é uma especialidade caseira de Beijós, agora para a Páscoa.
Tradicionalmente, na Semana Santa, principalmente Quinta Feira e Sexta Feira, os fornos de lenha não param. Quase todas as famílias procuram tratar dos seus bolos, para receber os familiares e amigos, em Domingo de Páscoa, depois da Visita Pascal.
Bolas:

> Bola de Vinha d'Álhos
"Bola" > Assim designada, porque a massa, levada ao forno em forma de pão, é batida com a pá de ferro com que ali é colocada, ficando espalmada. Desta forma, consegue cozer muito mais depressa.
> Bola de Cebola:
É uma especialidade muito apreciada na nossa Aldeia. A cebola (em quantidade desejada) é previamente picada para um recipiente. Depois junta-se-lhe azeite q.b.. Quando a massa do pão está levedada e pronta para ir ao forno, num pedaço dessa massa é adicionada a cebola já temperada. Vai para o forno da mesma forma com o restante pão, mas, quando ali é colocada, é batida, como já ficou referido.
> Bola de Sardinha:
Massa do mesmo pão, trabalhada toda da mesma forma. As bolas são a última massa a entrar para o forno. Prepara-se a sardinha, previamente, lavando-se, retirando as escamas e as tripas. Coloca-se depois num pedaço de massa. Essa massa é colocada no forno e batida com a pá, como já dissemos, ficando espalmada.
> Bola de chouriça:
Prepara-se a chouriça (chouriço caseiro de carne), cortada às rodelas ou inteira, é colocada no meio da massa e levada ao forno e tratada como todas as outras, já referido.



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Um Beijosense, nos últimos tempos, tem vindo a desenvolver a tradição das bolas na Páscoa. Estamos esperançados que ele, apesar de estar ausente, compareça com muita saúde e com muita vontade de dar continuidade à sua tarefa.
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Aconselhamos que continue a visitar, muito especialmente:
> MUSEU VIRTUAL
> GENTES DE BEIJÓS
> DE BEIJÓS A SINTRA
> DE BEIJÓS A ÓBIDOS
> DE BEIJÓS A COIMBRA