terça-feira, dezembro 28, 2010

QUANDO OS AMIGOS PARTEM

2010.DEC.28 - ESTAMOS MAIS POBRES - PARTIU "ANTÓNIO PAIS LOUREIRO"
Mais um Amigo que nos deixou. Ficará para sempre nas nossas recordações, pelos bons momentos que com ele passámos.
A luta da vida, nos trabalhos dos campos, colocou-nos muitas vezes lado-a-lado a trabalhar nas sementeiras do milho.
Nunca demonstrava cansaço, nem má disposição.
Foi dele que, na década de 1960/70,  recebemos as melhores lições do trabalho na agricultura.
Bem cedo, pelas 05h00, naquelas madrugadas de Maio, nas regadas do Pisão, nos lameiros do Brejo e por outros lugares, o nosso Querido e Saudoso Amigo António da Silvina lá estava sempre presente. Foi muito bom ter trabalhado com ele.
Pela forma como conseguia conviver com todos os Beijosenses, vamos estranhar a falta da sua presença física.
As suas lembranças serão imortais.
É o circulo da vida.
É o caminho que todos nós teremos que percorrer.
Estamos mais pobres. Resta-nos a resignação.
Que Deus tenha a sua Alma no Seu Eterno descanso.
Os nossos sentidos pêsames a toda a família enlutada.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

NATAL > FESTA DA FAMÍLIA > TEMPO DE PAZ

O NATAL DE ONTEM E DE HOJE
Há momentos na vida que convém parar e reflectir um pouco sobre o nosso passado.
Saudades daqueles tempos de infância em que, no aconchego do lar, junto da lareira onde o lume crepitava e nos ia aquecendo, enquanto vigiávamos as pinhas de pinheiro manso, que íamos rodando, para que o calor da fogueira as crestasse para facilitar a retirada dos pinhões.
No dia 24 de Dezembro, durante o serão, era assim que muitos pais viam os filhos animados a retirar os pinhões dos respectivos casulos de dentro das pinhas e, depois, com um martelo, iam partindo e distribuindo em mão, ora pelos pais, ora pelos outros irmãos, enquanto a mãe fazia rodar na sertã as filhós de farinha de centeio ou de cevada do celeiro da casa, para que ficassem douradas.
Por vezes,  as filhós eram substituídas por rabanadas, polvilhadas com canela e açúcar ou barradas com mel caseiro, das colmeias do nosso Avô.
Naquele serão, os nossos pais aproveitavam para nos falar da vinda do Salvador.
Então, há mais de sessenta anos, em muitos lares, não havia a compra nem a distribuição de brinquedos.
As raparigas, juntando alguns retalhos de pano, com eles criavam as suas bonecas e o respectivo enxoval. Seria uma maneira de, logo de pequenas, aprenderem, em determinados aspectos, o rumo da vida adulta, representando um pouco da lida diária da mãe, com o arrumar da casa e o cuidar das roupas da família.
Os rapazes, querendo exemplificar os trabalhos desempenhados pelo pai, lá criavam os seus próprios brinquedos também.
Lembro-me daquelas juntas de bois, representadas por duas pinhas de pinheiro bravo, colocadas paralelamente uma à outra, com um pau pregado na parte superior a representar a canga, de onde saía uma tira de cabedal, para segurar o toiço ou touço do carro de madeira, com rodas toscas feitas de um pedaço de tábua fina, cortada com uma navalha, por vezes debruadas com umas tiras de borracha, para se não gastarem.
Outro dos brinquedos que faziam a delícia dos rapazes era a bicicleta. Um engenho criado com pedaços de caniços com duas rodas de madeira também feitas manualmente, que representava uma bicicleta real.
Os brinquedos de então, desenvolviam muita criatividade quer nas raparigas quer nos rapazes. Então, os jovens criavam aquilo com que brincavam e, assim, sabiam como eram feitos os seus brinquedos. Hoje, perante a compra dos brinquedos, os jovens têm que desmontar, para aprenderem como foram construídos  os engenhos que os pais ou os familiares lhes colocam nas mãos.
O Pai Natal, que nada tem a ver com qualquer  religião, veio muito mais tarde, para activar o consumismo incomensurável dos nossos dias.
As iluminações também servem para publicitar e activar o comércio, nesta época.
Abençoada a iniciativa dos estandartes com a imagem do Menino Jesus, que já vão aparecendo um pouco por todo o lado nas localidades portuguesas.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

24 - O HOMEM E A EVOLUÇÃO DAS RECEPÇÕES NA SOCIEDADE - II

CONVITES PARA UM JANTAR DE GALA
Os convites para um jantar de gala são sempre gravados num papel ou num bristol branco de qualidade.
O R.S.F.F. exige uma resposta afirmativa dentro do mais curto prazo.
No jantar de gala, o serviço é feito exclusivamente por homens, geralmente denominados escudeiros ou criados de libré. Se fugirmos a esta regra, já não teremos um jantar de gala.
O JANTAR PASSO A PASSO
Um maître d'hôtel deve orientar o pessoal e o serviço.
Esse pessoal deve estar habilitado para o serviço de domicílio, e não para o serviço de restaurante.
Agências especializadas ocupam-se do recrutamento suplementar destes criados.
É necessário um chefe de cozinha, ou, pelo menos, uma cozinheira competente, que saiba realizar na perfeição todos os pratos de uma ementa requintada.
Nada deverá falhar e não há lugar, neste género de recepção, para qualquer tipo de improvisação.
a) - Supervisão
Alguns minutos antes da hora indicada para o jantar - oito horas ou oito e meia da noite - a senhora que recebe deverá verificar com o maître se tudo está em ordem e fazer as suas últimas recomendações.
b) - Atavio do pessoal
 O maître passa revista ao aspecto dos criados - cabelo, calçado, unhas... etc.
Outrora, os criados usavam luvas brancas para o serviço. Isto ainda se pratica em certos países da Europa, mas tende a desaparecer.
c) - Chegada dos convidados
À sua chegada, os convidados são recebidos por um criado que ajuda o homem a despir o sobretudo.
O dono da casa, ou um dos seus familiares, tomará a seu cargo esta tarefa numa recepção de menor importância. A dona da casa nunca o deverá fazer.
Se entra um casal, é ao companheiro da mulher e nunca ao pessoal da casa, que compete ajudá-la.
d) - Distribuição de lugares
Se se trata de uma grande recepção, a lista com a distribuição dos lugares à mesa é geralmente colocada no vestiário, de modo que cada homem conheça a sua vizinha.
Depois de ter tirado o sobretudo, o homem pega no pequeno sobrescrito que tem o seu nome e contém um cartão onde está escrito o nome da sua companheira de mesa; esse sobrescrito estava numa bandeja de prata colocada para esse fim sobre uma pequena mesa. Se ele não conhece a sua companheira, providenciar-se-á para que esta lhe seja apresentada antes de se anunciar o jantar.
Numa tal recepção, as apresentações devem ser feitas oficialmente, isto é, as pessoas não se apresentam a si próprias, embora isso seja admisível noutras circunstâncias.
Com o fim de ajudar cada convidado a encontrar o seu lugar, há pequenos cartões com o nome de cada um, que são colocados em cada lugar. Esses cartões, geralmente brancos com uma risca dourada e biselados, não deverão ter qualquer ornamento, excepto se se tratar de uma família que usa brasão. Nesse caso, ele é gravado a ouro, sem devisa.
O nome do convidado não traz o seu nome próprio.
Nos jantares oficiais há um protocolo a seguir e são os especialistas que têm a responsabilidade da distribuição dos lugares.
e) - Aperitivos
Decorre geralmente meia a uma hora até o jantar ser anunciado, enquanto são servidos os aperitivos.
f) Anúncio e cortejo para o jantar
Logo que a refeição é anunciada, a dona da casa dá sinal para se passar à mesa.
É o dono da casa que conduz os convidados para a sala de jantar, dando o braço à convidada de honra.
Seguem-no os outros convidados, formando casais, seguindo a lista, e a dona da casa fecha o cortejo pelo braço do convidado de honra.
g) - Postura dos convidados
Os convidados mantêm-se de pé atrás das suas cadeiras e, quando a dona da casa dá sinal para se sentarem, cada homem ajuda a sua companheira a tomar o seu lugar, antes de ele próprio se sentar.
h) - Lugares de presidência
A distribuição dos lugares de presidência à mesa são os mesmos para um jantar de gala ou para uma recepção de menos importância.
O dono e a dona da casa colocam-se nos extremos da mesa, ficando a mulher de preferência perto da porta de onde os pratos são trazidos.
À direita do dono da casa sentar-se-á a convidada de honra. Esta poderá ser a senhora mais idosa, uma recém-noiva, uma artista, uma senhora que festeja os cinquenta anos de qualquer acontecimento ou uma convidada que não é frequentadora habitual da casa.
O convidado de honra é colocado à direita da dona da casa.
Os convivas são colocados em seguida por forma que a mesa seja interessante, sem monotomias.
Variar as idades e as profissões tanto quanto possível.
Separar esposos, irmãos, irmãs e dois conversadores brilhantes.
Uma dona de casa prudente colocará à direita do dono da casa uma mulher cuja conversa interessante alegrará a extremidade da mesa, sobretudo se o homem for um pouco tímido. Ela manifestará igualmente os seus talentos diplomáticos se colocar à sua direita um convidado que tenha pouco jeito para conversar.
Por vezes, quando a mesa do banquete é muito longa,  os donos da casa ficam colocados em frente um do outro, mas a meio da mesa, e a disposição dos convidados mantém-se a mesma que foi acima referida.
i) - Ementas de grandes jantares
As ementas de grandes jantares de gala são impressas, por vezes gravadas em cursivo. Uma casa com brasão colocá-lo-á na parte superior da ementa. Coloca-se uma ementa na frente da cada conviva, mas também pode acontecer que só se coloque uma para cada três convidados. Os donos da casa têm sempre uma para cada um.
j) - Toalha e guardanapos para jantar de gala
A toalha branca adamascada é de rigor para um grande jantar de gala. Esta deve ser maior que a mesa cerca de trinta centímetros pelo menos, mas não mais de quarenta e cinco.
Os guardanapos formam conjunto com a toalha.
Alguns novos tons pastel discretos e lisos, podem ser aceites, excepto para os jantares. Os adamascados em dois tons diferentes deverão ser claro e mais escuro, ou com dois tons diferentes deverão ser evitados.
A requintada simplicidade e a arte do tecido branco adamascado são sempre o mais belo pano de fundo para a fina porcelana, o cristal luxuoso e a baixela de prata maciça.
A toalha deve ser colocada sobre uma baetilha, ou pano de mesa silencioso, ou sobre uma protecção de amianto forrado. A dobra do centro deve ser rectilínea e estar esticada e as pontas escrupulosamente iguais, assim como os lados. Ela deve estar imaculada e deverá servir uma única vez, sendo imediatamente enviada à lavandaria.

(...//...)

(By  MFJ / Willoughby)

l) - A loiça num jantar de gala...

sábado, dezembro 11, 2010

FESTA DE NATAL NA SF DE CABANAS DE VIRIATO


2010 - SOCIEDADE FILARMÓNICA DE CABANAS DE VIRIATO

Os Cabanenses vão ter a sua Festa de Natal no dia 19 de Dezembro p., pelas 15h00, no Salão Lagarto.
Estamos certos de que este convívio vai ser forte, aliás, como é habitual no seio desta Comunidade.


quarta-feira, dezembro 08, 2010

NATAL 2010










OS NOSSOS VOTOS
Para todos os nossos estimados leitores votos de um Santo e Feliz Natal e que o Novo Ano de 2011, lhes traga as maiores venturas.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

BEIJÓS E O AGRICULTOR SAZONAL

2009AGO19 - ASSIM SE MOSTRA COMO SE TOCA

Pelas 10h30m, de regresso a casa da nossa caminhada, detivemo-nos para observar o trabalho deste agricultor sazonal.
Engenheiro de Profissão, radicado na Capital Portuguesa. Deslocou-se à Aldeia dos seus ancestrais talvez para umas mini-férias e, sem qualquer pudor, pegou naquele instrumento, assaz conhecido por aquelas bandas, e vai de cortar aquelas ervas e arbustos que já ameaçavam abafar aquela vinha, no lugar da Praçaria, limite da freguesia de Beijós.
Com o rosto tapado com a respectiva máscara, tal como convém para prevenir outros males, não tivemos tarefa fácil em identificar o personagem.
Todavia, aquele nosso amigo, apercebendo-se das nossas intenções, desnudou o rosto e, com um sorriso nos lábios, dirigiu-se-nos para nos cumprimentar.
Gostámos do seu trabalho e disso fizemos comentário com o pai que andava por ali também a bulir, cumprindo o condão do bom Beijosense.
Já não foi a primeira vez que falámos com o pai a seu respeito, mas, mais uma vez, foi para nós gratificante ver nos seus olhos lacrimantes de Alegria e ouvir da sua boca as palavras de satisfação por ter um filho com tantos predicados.
Realmente, nos tempos que correm, não é fácil encontrar uma pessoa com aquela postura.
Nós, que o conhecemos de há longa data, testemunhamos que numa só alma, o Engenheiro João Carlos congrega esmerada educação, humildade quanto baste, dedicação ao trabalho quanto esforço pede...
Sabíamos de todas as suas qualidades, não tínhamos registado esta sua coragem de colocar o motor aos ombros e roçar aquele pasto, tão bem como qualquer profissional do ofício.
Desta forma lhe enviamos, ainda que atrasados, os nossos sinceros parabéns.
Deixamos mais imagens para melhor ilustrar a sua postura.

domingo, dezembro 05, 2010

A OLIVEIRA COM CABAÇAS

2010NOV03 - QUE FRUTO ESTRANHO NESTA OLIVEIRA

Passámos por Travanca de São Tomé, no concelho de Carregal do Sal e surpreendeu-nos o fruto que a oliveira da foto ostentava.
O proprietário do terreno onde está a oliveira terá semeado as cabaceiras debaixo da árvore, que, para se desenvolverem e produzirem os seus frutos, aproveitaram o apoio da oliveira. Assim, entrelaçaram-se nela e cada cabaceira foi produzir as cabaças no alto da copa, mesmo junto das azeitonas.
Já havia muito tempo que não víamos estes frutos, que, outrora, substituíram as garrafas de vidro, porquanto qualquer agricultor as produzia com facilidade. Depois era só deixá-las secar. Com um ferro em brasa abrir-lhe um orifício na parte superior,  retirar-lhes as pevides e os cascos e enchê-las de vinagre durante algum tempo, para evitar que se alterasse o sabor do vinho nelas guardado.
Agora caíram em desuso, com a produção de garrafas de vidro e de plástico.
Lá vão os tempos. Por isso a cabaça já fez história!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

A REDENTORA AVENTURA - A Revolução Portuguesa de 1640

1640DEC01 - RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL
Comemora-se hoje, feriado nacional em Portugal, o 370º aniversário da restauração da independência da nossa Pátria.
Esta data assinala o fim de 60 anos de domínio Filipino Espanhol.
          (Filipe III - Foto colhida da Net) »»   
O QUE MOTIVOU A REVOLUÇÃO
Reinado de Filipe III  de Portugal - IV de Espanha > 1621-1640
A história cognominou-o de "Grande", mas os portugueses intitularam-no de "Opressor" .                            
As suas políticas visavam reduzir Portugal a uma simples província espanhola.
Este plano, então, estava a ser executado pelo primeiro ministro espanhol, conde-duque de Olivares:                                
> Os portugueses eram obrigados a servir nas guerras em que a Espanha andava envolvida com outras nações;
> Os impostos aumentavam em Portugal;
> A indústria e a agricultura portuguesas foram desprezadas.
COM ESTAS POLÍTICAS RUINOSAS
> Os holandeses, franceses e ingleses iam tomando posse do domínio ultramarino português, no Brasil >  Baía, Pernambuco e Recife; na África > Arzila, Angola, São Tomé e São Jorge da Mina; no Oriente > Ormuz, Mombaça e as Molucas...
PRIMEIRO SINAL DA REVOLTA
No dia 21 de Agosto de 1637, perante as medidas que Espanha impunha a Portugal, cuja revolta ia preparando a alma dos portugueses, eclodiu a tentativa mais importante, A Revolta do Manuelinho, em Évora. Todavia, foi violentamente sufocada.
A semente da revolução então lançada por um punhado de patriotas portugueses havia de germinar em breve.
A REVOLUÇÃO
A Pátria já não podia suportar mais afrontas.
A situação tornara-se insuportável e chegava o momento ajustado.
Ao amanhecer do dia 1.º de Dezembro de 1640, quarenta fidalgos, chefiados pelo Dr. João Pinto Ribeiro, lançaram-se na redentora aventura.
Penetraram no Paço da Ribeira, onde vivia a vice-rainha, Duquesa de Mântua, e mataram o seu secretário - português traidor - Miguel de Vasconcelos.
Ali mesmo proclamaram rei de Portugal D. João, 8.º Duque de Bragança, com o nome de D. João IV.
Estava ganha a revolução.
Portugal tinha sacudido a dominação espanhola, que durara 60 anos.
Terminou assim a União Ibérica de então. (?)
FACTO MAIS RELEVANTE QUE CONTRIBUIU PARA QUE A RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL TIVESSE ÊXITO:
> Então, a Espanha estava com problemas com a revolta da Catalunha, que, na época, também já desejava tornar-se independente.

ANIVERSARIANTES EM DEZEMBRO DE 2010 - Beijós

QUE TENHAMOS CONHECIMENTO EM DEZEMBRO ESTÃO DE PARABÉNS PELO ANIVERSÁRIO NATALÍCIO AS/OS SEGUINTES BEIJOSENSES
 01.DEC. - (1981) - Sofia Margarida A. do Amaral
06.DEC. - (1968) - Maria da Conceição Simões
13.DEC. - (1979) - Carlos Santos
21.DEC. - (1972) - Anabela A. do Amaral
23.DEC. - (1920) - Albertino Pais Baptista
24.DEC. - (1945) - Norberto Melo Pais
24.DEC. - (1945) - Agostinho Mendes Figueiredo                                                   


Desejamos a todos que tenham um dia muito feliz, na companhia de Familiares e Amigos.